Se as eleições municipais passadas, as primeiras da Cidade com televisão, foram marcadas pelas ações dos homens de marketing, o pleito que se aproxima poderá ter os advogados como personagens de destaque. Com o advento da Lei da Ficha Limpa e a resolução editada no mês de março pelo Tribunal Superior Eleitoral barrando candidatos que tiveram contas rejeitadas em eleições passadas, há indícios de que a próxima disputa seja uma das mais rigorosas já realizadas. Os primeiros sinais do arrocho têm sido dados pela Justiça Eleitoral, que vem fechando o cerco e já anunciando a exigência de recibos até de cabos eleitorais. E isso já está causando uma verdadeira corrida aos escritórios de advocacia mais famosos da Capital e da Região. Virtuais candidatos a prefeito e vereador querem saber se estão em condições legais para disputar as próximas eleições. E, mais que isso, desejam saber também a situação de seus principais adversários. Já se comenta até mesmo a provável existência de um "terceiro turno", que seria disputado nos tribunais, após as apurações finais e anúncio dos vencedores. Algo que faz lembrar a disputa ocorrida em Mogi entre o grupo do empresário Jacob Lopes e os integrantes da "Dobradinha da Esperança", formada por Chico Nogueira e Manoel Bezerra de Melo, que se estendeu por longos anos. Mesmo após a morte de Nogueira e a chegada de Padre Melo à Prefeitura. Enquanto alguns políticos e advogados criticam a judicialização eleitoral, há outros que já tiram proveito disso. Alberto Rollo, o papa do Direito Eleitoral na Capital - que, por sinal, defendeu Chico Nogueira no confronto com os Lopes -, disse ao jornal "Valor" que a procura por políticos é tão grande que seu escritório passou a cobrar R$ 500 a consulta, o que não fazia antes, "já que o interessado, além de se defender, quer comer o fígado do adversário". A continuar dessa forma, com a Justiça Eleitoral jogando duro, uma parte do pleito será disputada nas urnas e uma outra nos tribunais. Vale esperar para conferir.
Fonte:O Diário de Mogi
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Câncer Atendimento ainda é difícil para pacientes
Hospital Luzia de Pinho Melo assumiu atendimento aos doentes, mas muitos ainda não estão conseguindo sequer iniciar as consultas
Noemia AlvesDa Reportagem Local
Uma semana após o início da transferência de pacientes do Hospital do Câncer "Dr. Flávio Isaías" para o Luzia de Pinho Melo, por determinação do governo do Estado, ainda sobram reclamações sobre a dificuldade em conseguir atendimento ou até mesmo informações sobre como será feito o tratamento.
Maria de Fátima Alves dos Santos tem 59 anos e há sete realizava tratamento contra câncer de mama, entre outros procedimentos, no Centro Oncológico. A cada seis meses ela passava por uma consulta médica e era submetida a uma série de exames para realizar a chamada manutenção e prevenção do retorno da doença. Contudo, na semana passada, ela recebeu em sua residência, em Taiaçupeba, um telegrama avisando da suspensão do atendimento pelo Sistema Único de Saúde no Hospital do Câncer e que teria de agendar o serviço no Hospital Luzia de Pinho Melo.
"Veio no telegrama um número: (11) 3583-2876 . Liguei durante dois dias inteiros e ninguém atendeu", conta ela, que na segunda-feira foi até o hospital, no Mogilar, a uma distância de quase 30 quilômetros, para agendar a consulta com oncologista e obter informações de como daria continuidade ao seu tratamento. "Cheguei lá e me informaram que eu tinha de ficar ligando no número de telefone até ser atendida e que provavelmente eu entraria numa ficha de pré-cadastro para apresentação de uma série de documentos porque o atendimento em si não tinha começado. Ou seja, não há uma data específica para realização das consultas", contou. Maria de Fátima tinha um exame pré-agendado para o dia 18 deste mês no Hospital do Câncer, mas está em dúvida de quando irá fazer o procedimento. "Pelo jeito, terei de começar do zero porque nem meu cadastro eles têm. Não confio no sistema de lá", afirmou a mulher, que atualmente conta com apoio de nutricionistas e assistentes sociais do Grupo de Apoio às Pessoas com Câncer (GAPC).
Com apenas dez anos, Caio Henrique Vicente de Moraes enfrenta um dilema ainda maior. Desde os oito meses ele é submetido a uma vida cheia de restrições, porque é portador de anemia falciforme, uma doença hereditária que causa a malformação das hemácias, responsáveis pelo transporte de oxigênio no corpo, e, portanto, tem de passar grande parte da vida dentro de casa ou no hospital, em tratamento. Durante toda sua vida ele foi atendido por oncologistas do Hospital do Câncer, assim como profissionais complementares - nutricionistas, psicólogos - e, na semana passada, sua mãe, Renata Aparecida Vicente, de 33 anos, foi informada de que seu atendimento, pelo SUS, estava suspenso na unidade hospitalar.
"Perdi o chão, ainda mais agora que começaram a surgir algumas manchas roxas na pele dele. Fui no pronto-socorro e os médicos nada puderam fazer, solicitaram apenas que eu o levasse ao pediatra para ter encaminhamento e começar tudo de novo no Luzia. Não sei o que fazer", disse Renata, que tem renda familiar de R$ 500 para sustentar oito pessoas. "É insuficiente para pagar as contas e gastar com medicamentos, e a gente tinha ajuda de entidades, mas agora nem dinheiro para comprar leite para meus filhos eu tenho", declarou a mulher, em tom de desespero, que deixou o telefone 9739-5437 para informações ou doações.
A Secretaria Estadual da Saúde informou, por meio da Assessoria de Imprensa, que o agendamento de consultas de oncologia é feita por meio do telefone 3583-2876 e que "ninguém ficará desassistido".
Entidades
O Grupo de Apoio às Pessoas com Câncer (GAPC) reforçou ontem que "não mudará seu atendimento" e continuará prestando assistência social aos pacientes com câncer e seus familiares. Segundo a psicóloga do GAPC, Solange Nagy , há muitas dúvidas de pacientes que eram atendidos pelo Hospital do Câncer e que agora serão encaminhados ao Luzia de Pinho Melo. Solange diz que houve uma queda nas doações desde as suspeitas de irregularidades no Hospital do Câncer. "As pessoas confundem e acham que as duas coisas estão interligadas e não querem fazer doações", disse. A entidade atende 1,7 mil pacientes com câncer no Alto Tietê.
A Associação Beneficente de Combate ao Câncer Alto Tietê (ABCC AT) também está enfrentando dificuldades para dar continuidade ao atendimento aos pacientes que eram do Hospital do Câncer em razão da queda nas doações. Contudo, segundo a Assessoria de Imprensa, da unidade todos os serviços complementares estão mantidos aos pacientes.
Fonte:Mogi News
Deputado André do Prado libera R$ 250 mil para obras de pavimentação e drenagem em Igaratá
Empenhado na solução dos problemas de infraestrutura urbana, o deputado comemorou com a assinatura de mais esse convênio. “As obras de infraestrutura na cidade melhoram a qualidade de vida da população local e consequentemente beneficiam a todos. Por isso, reafirmo o meu compromisso com o desenvolvimento de Igaratá. A função de um deputado é diminuir a distância entre o Governo do Estado e o município. É minha obrigação atuar como interlocutor e lutar pelo desenvolvimento da cidade.”
Os investimentos vão contemplar a Rua José Alves de Almeida com obras de pavimentação e drenagem. O deputado também liberou recentemente R$ 300 mil para obras nas Avenidas Francisco Lourenço e Benedito Rodrigues de Freitas, além da Rua Amadeu Prianti Chaves.
Após a assinatura do convênio, o prefeito ressaltou a importância do recebimento de novos investimentos e agradeceu o empenho do deputado. "Essa é apenas mais uma conquista à população igaratanese, principalmente aos moradores residentes na via, que pela primeira vez serão contemplados com uma obra desse porte. As obras de drenagem e pavimentação da rua só serão possíveis graças à intervenção do deputado André do Prado, que mais uma vez destina melhorias ao município", ressaltou o prefeito.
Segundo o governador, a parceira entre o deputado e o prefeito reafirma o objetivo do Estado. "São Paulo é forte porque em cada município está todo mundo trabalhando para fazer esse estado avançar mais."
Fonte:Clarissa Johara
Câncer Atendimento ainda é difícil para pacientes
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Uma semana após o início da transferência de pacientes do Hospital do Câncer "Dr. Flávio Isaías" para o Luzia de Pinho Melo, por determinação do governo do Estado, ainda sobram reclamações sobre a dificuldade em conseguir atendimento ou até mesmo informações sobre como será feito o tratamento.
Maria de Fátima Alves dos Santos tem 59 anos e há sete realizava tratamento contra câncer de mama, entre outros procedimentos, no Centro Oncológico. A cada seis meses ela passava por uma consulta médica e era submetida a uma série de exames para realizar a chamada manutenção e prevenção do retorno da doença. Contudo, na semana passada, ela recebeu em sua residência, em Taiaçupeba, um telegrama avisando da suspensão do atendimento pelo Sistema Único de Saúde no Hospital do Câncer e que teria de agendar o serviço no Hospital Luzia de Pinho Melo.
"Veio no telegrama um número: (11) 3583-2876 . Liguei durante dois dias inteiros e ninguém atendeu", conta ela, que na segunda-feira foi até o hospital, no Mogilar, a uma distância de quase 30 quilômetros, para agendar a consulta com oncologista e obter informações de como daria continuidade ao seu tratamento. "Cheguei lá e me informaram que eu tinha de ficar ligando no número de telefone até ser atendida e que provavelmente eu entraria numa ficha de pré-cadastro para apresentação de uma série de documentos porque o atendimento em si não tinha começado. Ou seja, não há uma data específica para realização das consultas", contou. Maria de Fátima tinha um exame pré-agendado para o dia 18 deste mês no Hospital do Câncer, mas está em dúvida de quando irá fazer o procedimento. "Pelo jeito, terei de começar do zero porque nem meu cadastro eles têm. Não confio no sistema de lá", afirmou a mulher, que atualmente conta com apoio de nutricionistas e assistentes sociais do Grupo de Apoio às Pessoas com Câncer (GAPC).
Com apenas dez anos, Caio Henrique Vicente de Moraes enfrenta um dilema ainda maior. Desde os oito meses ele é submetido a uma vida cheia de restrições, porque é portador de anemia falciforme, uma doença hereditária que causa a malformação das hemácias, responsáveis pelo transporte de oxigênio no corpo, e, portanto, tem de passar grande parte da vida dentro de casa ou no hospital, em tratamento. Durante toda sua vida ele foi atendido por oncologistas do Hospital do Câncer, assim como profissionais complementares - nutricionistas, psicólogos - e, na semana passada, sua mãe, Renata Aparecida Vicente, de 33 anos, foi informada de que seu atendimento, pelo SUS, estava suspenso na unidade hospitalar.
"Perdi o chão, ainda mais agora que começaram a surgir algumas manchas roxas na pele dele. Fui no pronto-socorro e os médicos nada puderam fazer, solicitaram apenas que eu o levasse ao pediatra para ter encaminhamento e começar tudo de novo no Luzia. Não sei o que fazer", disse Renata, que tem renda familiar de R$ 500 para sustentar oito pessoas. "É insuficiente para pagar as contas e gastar com medicamentos, e a gente tinha ajuda de entidades, mas agora nem dinheiro para comprar leite para meus filhos eu tenho", declarou a mulher, em tom de desespero, que deixou o telefone 9739-5437 para informações ou doações.
A Secretaria Estadual da Saúde informou, por meio da Assessoria de Imprensa, que o agendamento de consultas de oncologia é feita por meio do telefone 3583-2876 e que "ninguém ficará desassistido".
Entidades
O Grupo de Apoio às Pessoas com Câncer (GAPC) reforçou ontem que "não mudará seu atendimento" e continuará prestando assistência social aos pacientes com câncer e seus familiares. Segundo a psicóloga do GAPC, Solange Nagy , há muitas dúvidas de pacientes que eram atendidos pelo Hospital do Câncer e que agora serão encaminhados ao Luzia de Pinho Melo. Solange diz que houve uma queda nas doações desde as suspeitas de irregularidades no Hospital do Câncer. "As pessoas confundem e acham que as duas coisas estão interligadas e não querem fazer doações", disse. A entidade atende 1,7 mil pacientes com câncer no Alto Tietê.
A Associação Beneficente de Combate ao Câncer Alto Tietê (ABCC AT) também está enfrentando dificuldades para dar continuidade ao atendimento aos pacientes que eram do Hospital do Câncer em razão da queda nas doações. Contudo, segundo a Assessoria de Imprensa, da unidade todos os serviços complementares estão mantidos aos pacientes.
Fonte:Mogi News
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