sábado, 3 de março de 2012
Cadeira do PP
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu ontem, por sete votos a zero, praticamente por unanimidade, que o vereador Osvaldo dos Santos (PP), o Osvaldo do Mercado Real, não foi infiel ao deixar o PPS e ir para o PP.
Sustentação
A representação do Diretório Municipal do PPS que pediu de volta a cadeira do parlamentar na Câmara foi julgada improcedente. A sustentação oral foi feita pelos advogados Tadeu Ferreira, que defendeu o vereador, e Delmiro Goveia, que é presidente da legenda e autor do pedido.
Prognóstico
Durante a sessão que julgou o caso do vereador mogiano, até o suplente Henrique Soares, que seria beneficiado com a vaga caso a Justiça Eleitoral considerasse que houve infidelidade partidária, esteve presente: "Eu tinha certeza de que a decisão seria esta", comemorou o advogado Gustavo Ferreira, presidente do PP.
Fonte:MOGI NEWS - COLUNA CONTRACAPA - EDIÇÃO 02/03/2012
Caso Yoshifusa Pintor será ouvido em 26 de março
O juiz da 2ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes, Gióia Perini, marcou uma nova audiência para interrogar Antônio Carlos Rodrigues Júnior, o Tartaruga, réu confesso do assassinato das irmãs Renata e Roberta Yoshifusa, em novembro do ano passado.
A audiência está marcada para o dia 26 de março, às 16 horas, quando uma nova testemunha, o médico legista do Instituto Médico-Legal (IML) de Mogi das Cruzes, Zeno Morrone, também será ouvido. Ontem, segundo o advogado-assistente da Promotoria, José Beraldo, o juiz achou que não era necessário interrogar o acusado ontem devido à quantidade de informações coletadas e a grande comoção de todas as testemunhas.
Depois do dia 26, cada parte terá um prazo de dez dias para apresentar as alegações finais. Depois, o promotor pronuncia ou não o réu à júri popular. Tartaruga é acusado de homicídio doloso triplamente qualificado e estupro.
Homenagem
Renata Yoshifusa será homenageada no Fórum de Mogi, onde trabalhava. A sala do Juizado Especial Criminal (Jecrim) receberá o seu nome. O pedido será feito pelo advogado José Beraldo, que é presidente da Associação dos Advogados Criminalistas de Mogi das Cruzes e Região. (J.S.)
Fonte:Mogi News
Baleado Quadrilha tenta matar advogado na Vila Rubens
Um advogado de 40 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio ontem de manhã, na Vila Rubens, em Mogi das Cruzes. Ele estava em frente à casa da ex-mulher, onde iria buscar o filho para levá-lo à escola, quando um carro, com quatro pessoas, se aproximou. De dentro do veículo, um homem apontou uma arma de fogo e efetuou vários disparos contra o advogado, que foi atingido no ombro esquerdo e no braço direito.
De acordo com a Polícia Militar, o carro usado pelos criminosos foi um Punto de cor preta. Depois dos disparos, os acusados fugiram sem levar nada. O advogado, mesmo baleado, dirigiu até o Hospital Santana, onde foi atendido no pronto-socorro.
Segundo apurou o MN, o estado de saúde da vítima é estável e ele não corre risco de morte. O crime foi registrado como roubo tentado no 2º DP, mas no documento policial não consta a informação de que os criminosos tenham anunciado um assalto. A polícia deve instaurar inquérito para apurar os motivos da tentativa de homicídio.
Fonte:Mogi News
Caso Yoshifusa Acusado de matar irmãs almoçou com a família no dia do crime
Testemunhas revelaram detalhes do dia em que as jovens foram assassinadas na própria casa, na Vila Oliveira
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Rita e Nelson Yoshifusa chegaram emocionados ao Fórum ontem para prestar depoimento sobre o assassinato de suas duas filhas
Quase quatro meses depois do assassinato das irmãs Renata Yoshifusa, de 21 anos, e Roberta Yoshifusa, de 16, na Vila Oliveira, cinco testemunhas foram ouvidas pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes, Gióia Perini, durante a primeira audiência de instrução e julgamento do pintor Antonio Carlos Rodrigues Júnior, o Tartaruga, assassino confesso das jovens. Ele também seria ouvido ontem, mas será interrogado em uma nova audiência. Foram ouvidos os pais das jovens, Rita e Nelson Yoshifusa, além da empregada da família, Marlene Pereira Leme da Silva, e do limpador de piscina da casa, Nelson Leão Venceslau. Os dois foram os últimos a sair do imóvel, momentos antes do crime, e afirmaram em depoimento que o assassinato foi premeditado.
A primeira a entrar na sala da audiência foi Rita, que não teve condições de prestar depoimento e foi retirada do local. "Eles colocaram a advogada de defesa deste monstro para sentar do meu lado na hora do depoimento, eu não aguentei. Não o vi, mas sei que ele estava a três metros de distância de mim, sendo protegido pela polícia. Se eu pudesse olhar na cara dele, perguntaria o que fizemos para ele que justificasse ter sido tão cruel com as minhas filhas", disse Rita.
O segundo a ser ouvido foi Nelson Yoshifusa. O depoimento durou pouco mais de uma hora. Ele falou sobre a relação do pintor com a família e chorou após sair do Fórum. Na chegada ao Fórum, ele disse: "Espero que isso sirva de alerta para a sociedade. Para não confiarem nas pessoas de fora como nós confiamos. Eu queria que ele ficasse a vida toda na cadeia e mesmo assim não amenizaria a minha dor. Se eu ficasse de frente com ele, perguntaria: por que fez isso com a minha família? Tenho pena da alma dele. Todos os dias, quando acordo, a primeira coisa que me vem à cabeça é a aquela cena horrível das minhas filhas mortas no chão".
A terceira pessoa a ser ouvida foi Marlene. Ela disse que, no dia do crime, Tartaruga chegou à casa dos Yoshifusa por volta das 9 horas para pintar os fundos da residência. Ao meio-dia, se sentou à mesa com a família e almoçou. "Até aí, ele estava normal, conversando, brincando com as meninas". À tarde, ele foi com a Rita até um lava-rápido buscar o carro da família e teria voltado alterado. "Ele estava muito nervoso, pedi para ele recolher uns jornais do chão, que ele tinha usado para forrar o piso, e ele me respondeu com grosseria, dizendo que não estava num bom dia. Depois, fui para o segundo andar da casa, deixei Roberta dormindo e, quando desci a escada, ele estava no computador da sala, vendo um site pornográfico. Ele nem se incomodou com a minha presença, só me olhou feio. Fiquei com medo e fui embora´".
Já o limpador de piscina disse que Tartaruga ligou para Renata perguntando a que horas a jovem chegaria em casa. "Ele estava muito estranho naquele dia, inquieto. Ouvi ele falando no celular com Renata, perguntando a que horas ela ia para casa. Era comum ele ficar sozinho com as meninas", contou.
Fonte:Mogi News
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