Enquanto dom Airton José dos Santos acerta os derradeiros detalhes de sua transferência para Campinas, onde deverá assumir o comando da Arquidiocese daquele Município, crescem as especulações sobre qual dos integrantes do Colégio de Consultores de Mogi das Cruzes irá assumir interinamente o comando da Diocese até que o papa Bento XVI indique o substituto do bispo. O atual Colégio é integrado pelos padres Antonio Carlos Fernandes, de Poá; Claudionir Braga do Carmo, vice-reitor do Seminário Diocesano; Celso Laurindo Filho, atual chanceler do Seminário e pároco em Biritiba Mirim; Leandro Machado Silvestre, reitor do Seminário; José Eduardo Ferreira, de Ferraz de Vasconcelos; José Batista Ramos Motta, ex-vigário geral da Diocese e atualmente pároco em Santa Isabel; além de Cláudio Taciano da Silva, da Catedral de Santana. Logo após a posse de dom Airton em Campinas, dia 15 de abril, os integrantes do Colégio deverão votar e escolher quem será o futuro administrador da Diocese de Mogi. Apesar de ainda ser cedo para qualquer decisão, já se especulam entre os católicos os nomes com mais chances. A princípio, descartam-se alguns pouco conhecidos ou padres jovens demais, ainda sem a experiência suficiente para arcar com tamanha responsabilidade. Com isso, reduzem-se as chances dos padres Antonio Carlos, José Eduardo Ferreira e Cláudio Taciano. Já Claudionir Braga, que já foi monsenhor da Catedral, estaria ocupando um cargo-chave, como representante da Faculdade de Teologia Paulo VI em negociações com o MEC, o que poderia diminuir suas chances. Com mais possibilidades estariam Celso Laurindo e José Batista Ramos Motta, pela proximidade que mantinham com dom Airton e com questões ligadas à vida diocesana. Entre os dois, Motta é considerado favorito, já que ocupou durante um bom tempo, o cargo de vigário geral da Diocese, por indicação de dom Airton. Vale esperar para conferir.
Fonte:O Diário de Mogi
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
No RJ, Mangueira faz parada show
RIO
Um ano depois da "paradona" que assombrou a Sapucaí com o silêncio prolongado da bateria, o presidente da Mangueira, Ivo Meirelles, arriscou ainda mais no desfile da madrugada de ontem, em que homenageou o lendário bloco Cacique de Ramos - com o enredo "Vou festejar, sou Cacique, sou Mangueira". Numa Sapucaí ampliada com novas arquibancadas, a Verde e Rosa fez o que Meirelles chamou de "parada show", dividindo opiniões mais uma vez.
Pelo menos quatro vezes, na frente das cabines de jurados, a bateria parava e o som da passarela caía por quase dois minutos, deixando o samba sustentado nas vozes dos componentes e de um time de estrelas escalado para um pagode quase intimista sobre um pequeno carro. Numa referência ao reduto do pagode que se tornou o Cacique, nomes como Alcione, Sombrinha, Dudu Nobre, Noca da Portela e Xande do Revelação revezaram-se num show que animou quem estava próximo, principalmente na retomada da bateria.
"As baterias estão cada vez mais parecidas. A cada ano é preciso arriscar mais para se diferenciar. Eu sou um presidente que vim da bateria, sabia que era possível", afirmou Meirelles. "A bateria da Mangueira está pronta para tudo", concordou Alcione. Dudu Nobre revelou que o grupo ensaiou durante as madrugadas para garantir o segredo.
Sem a mesma tradição na elite do carnaval do Rio, a São Clemente apostou na criatividade para surpreender o público, apresentando o enredo "Uma aventura musical na Sapucaí". Na bateria, a amarela e preta de Botafogo inovou com um violinista. Durante paradinhas, o músico Renato Sobreira tocava no violino parte do samba da escola em uma referência ao espetáculo "Um Violinista no Telhado".
A escola de Botafogo empolgou ao recriar na passarela do samba musicais como "O Fantasma da Ópera", "A Noviça Rebelde", "Cabaret" , O Mágico de Oz" e o brasileiro "Ópera do Malandro". Uma réplica da Estátua da Liberdade vestida de biquíni e tomando sorvete foi ponto alto do desfile.
Outro foi a mulata inflável de 20 metros, que ficou sobrevoando a avenida. Presa por cerca de 40 cabos, criada pelo artista Gringo Cardia nos Estados Unidos, a mulata sambava, o que arrancou muito aplausos.
Reis e rainhas
Com o enredo "De Londres ao Rio - Era uma vez… uma Ilha", a União da Ilha fez uma homenagem ao Reino Unido, num enredo sobre Londres e os Jogos Olímpicos, sempre com uma pitada de irreverência, quebrando a rigidez do protocolo britânico.
A Ilha subverteu a ordem desde a comissão de frente - o gari Renato Sorriso, que costuma seguir atrás das escolas, empunhando a vassoura, foi coroado rei. Teve como rainha Maria Augusta Rodrigues, carnavalesca da Ilha nos anos 70. Eles chegaram de carruagem, numa paródia aos cortejos reais.
Já a Unidos da Tijuca homenageou o compositor Luiz Gonzaga em "O dia em que toda a realeza desembarcou na Avenida para coroar o rei Luiz do sertão". Considerado o carnavalesco mais inovador e mais bem pago, "gênio" para muitos, Paulo Barros teve sacadas inteligentes para tirar o enredo do óbvio - especialmente num carnaval que teve outros quatro enredos falando do Nordeste. Ainda assim, a plateia viu mais fantasias de boi bumbá, Lampião e Maria Bonita, gangues de cangaceiros e festas juninas, todas já apresentadas em escolas de anteontem e de ontem.
Dois carros se destacaram pela beleza plástica: o de Mestre Vitalino, totalmente em cor de barro, que reproduzia uma casa de pau a pique perfeita até no cheiro, e o da asa branca, do qual "voavam" pássaros humanos de movimentos perfeitos.
Na concentração, a rainha de bateria, Gracyanne Barbosa beijava o marido, o pagodeiro Belo, para mostrar que eles não estão se separando, como foi noticiado. Ela brilhava vestida de assum preto, remissão ao clássico de Gonzagão. Só na sandália eram 15 mil cristais. "Se dependesse do Belo, eu viria de cristais até na sola. Ele escolhe até o meu esmalte", disse.
Superação
Considerada uma das poucas escolas de samba cariocas capazes de impedir o bicampeonato da Beija-Flor, o Salgueiro, que apresentou o enredo "Cordel Branco e Encarnado", teve o seu maior momento de emoção no final, devido ao risco de ultrapassar o limite de 82 minutos. A rainha da bateria, Viviane Araújo, que ostentava uma fantasia feita com ouro em pó e avaliada em R$ 250 mil, atraiu aplausos ao longo de toda a passarela.
Outra que empolgou - não pelas curvas, mas pela espontaneidade e pelo samba no pé - foi Vânia Flor. Com mais de 100 quilos, ela foi convidada a desfilar depois de fazer sucesso durante uma feijoada na quadra do Salgueiro.
Um ano após o incêndio que destruiu fantasias e alegorias, dias antes do carnaval de 2011, a Acadêmicos do Grande Rio mostrou o enredo "Eu acredito em você! E você?", em que, a partir de sua própria experiência, contou histórias de superação. Com carros e fantasias luxuosas, a agremiação levou para a avenida o iatista Lars Grael, que perdeu uma perna em um acidente no mar, e o pianista João Carlos Martins, que virou maestro depois de perder o movimento dos dedos, entre outras personalidades.
Fonte:O Diário de Mogi
Um ano depois da "paradona" que assombrou a Sapucaí com o silêncio prolongado da bateria, o presidente da Mangueira, Ivo Meirelles, arriscou ainda mais no desfile da madrugada de ontem, em que homenageou o lendário bloco Cacique de Ramos - com o enredo "Vou festejar, sou Cacique, sou Mangueira". Numa Sapucaí ampliada com novas arquibancadas, a Verde e Rosa fez o que Meirelles chamou de "parada show", dividindo opiniões mais uma vez.
Pelo menos quatro vezes, na frente das cabines de jurados, a bateria parava e o som da passarela caía por quase dois minutos, deixando o samba sustentado nas vozes dos componentes e de um time de estrelas escalado para um pagode quase intimista sobre um pequeno carro. Numa referência ao reduto do pagode que se tornou o Cacique, nomes como Alcione, Sombrinha, Dudu Nobre, Noca da Portela e Xande do Revelação revezaram-se num show que animou quem estava próximo, principalmente na retomada da bateria.
"As baterias estão cada vez mais parecidas. A cada ano é preciso arriscar mais para se diferenciar. Eu sou um presidente que vim da bateria, sabia que era possível", afirmou Meirelles. "A bateria da Mangueira está pronta para tudo", concordou Alcione. Dudu Nobre revelou que o grupo ensaiou durante as madrugadas para garantir o segredo.
Sem a mesma tradição na elite do carnaval do Rio, a São Clemente apostou na criatividade para surpreender o público, apresentando o enredo "Uma aventura musical na Sapucaí". Na bateria, a amarela e preta de Botafogo inovou com um violinista. Durante paradinhas, o músico Renato Sobreira tocava no violino parte do samba da escola em uma referência ao espetáculo "Um Violinista no Telhado".
A escola de Botafogo empolgou ao recriar na passarela do samba musicais como "O Fantasma da Ópera", "A Noviça Rebelde", "Cabaret" , O Mágico de Oz" e o brasileiro "Ópera do Malandro". Uma réplica da Estátua da Liberdade vestida de biquíni e tomando sorvete foi ponto alto do desfile.
Outro foi a mulata inflável de 20 metros, que ficou sobrevoando a avenida. Presa por cerca de 40 cabos, criada pelo artista Gringo Cardia nos Estados Unidos, a mulata sambava, o que arrancou muito aplausos.
Reis e rainhas
Com o enredo "De Londres ao Rio - Era uma vez… uma Ilha", a União da Ilha fez uma homenagem ao Reino Unido, num enredo sobre Londres e os Jogos Olímpicos, sempre com uma pitada de irreverência, quebrando a rigidez do protocolo britânico.
A Ilha subverteu a ordem desde a comissão de frente - o gari Renato Sorriso, que costuma seguir atrás das escolas, empunhando a vassoura, foi coroado rei. Teve como rainha Maria Augusta Rodrigues, carnavalesca da Ilha nos anos 70. Eles chegaram de carruagem, numa paródia aos cortejos reais.
Já a Unidos da Tijuca homenageou o compositor Luiz Gonzaga em "O dia em que toda a realeza desembarcou na Avenida para coroar o rei Luiz do sertão". Considerado o carnavalesco mais inovador e mais bem pago, "gênio" para muitos, Paulo Barros teve sacadas inteligentes para tirar o enredo do óbvio - especialmente num carnaval que teve outros quatro enredos falando do Nordeste. Ainda assim, a plateia viu mais fantasias de boi bumbá, Lampião e Maria Bonita, gangues de cangaceiros e festas juninas, todas já apresentadas em escolas de anteontem e de ontem.
Dois carros se destacaram pela beleza plástica: o de Mestre Vitalino, totalmente em cor de barro, que reproduzia uma casa de pau a pique perfeita até no cheiro, e o da asa branca, do qual "voavam" pássaros humanos de movimentos perfeitos.
Na concentração, a rainha de bateria, Gracyanne Barbosa beijava o marido, o pagodeiro Belo, para mostrar que eles não estão se separando, como foi noticiado. Ela brilhava vestida de assum preto, remissão ao clássico de Gonzagão. Só na sandália eram 15 mil cristais. "Se dependesse do Belo, eu viria de cristais até na sola. Ele escolhe até o meu esmalte", disse.
Superação
Considerada uma das poucas escolas de samba cariocas capazes de impedir o bicampeonato da Beija-Flor, o Salgueiro, que apresentou o enredo "Cordel Branco e Encarnado", teve o seu maior momento de emoção no final, devido ao risco de ultrapassar o limite de 82 minutos. A rainha da bateria, Viviane Araújo, que ostentava uma fantasia feita com ouro em pó e avaliada em R$ 250 mil, atraiu aplausos ao longo de toda a passarela.
Outra que empolgou - não pelas curvas, mas pela espontaneidade e pelo samba no pé - foi Vânia Flor. Com mais de 100 quilos, ela foi convidada a desfilar depois de fazer sucesso durante uma feijoada na quadra do Salgueiro.
Um ano após o incêndio que destruiu fantasias e alegorias, dias antes do carnaval de 2011, a Acadêmicos do Grande Rio mostrou o enredo "Eu acredito em você! E você?", em que, a partir de sua própria experiência, contou histórias de superação. Com carros e fantasias luxuosas, a agremiação levou para a avenida o iatista Lars Grael, que perdeu uma perna em um acidente no mar, e o pianista João Carlos Martins, que virou maestro depois de perder o movimento dos dedos, entre outras personalidades.
Fonte:O Diário de Mogi
Baixa renda é desafio para Chalita
PERFIL Mapa do eleitorado de Chalita nas últimas eleições revela um padrão de votação oposto ao do PT
SÃO PAULO
O mapa do eleitorado de Gabriel Chalita nas últimas duas eleições revela um padrão de votação oposto ao do PT na capital paulista. Quando concorreu a vereador, em 2008, e a deputado federal, em 2010, o atual pré-candidato do PMDB à Prefeitura teve desempenho abaixo de sua média nos extremos das zonas leste, sul e noroeste - áreas de baixa renda onde petistas colheram seus melhores resultados.
Nas duas eleições, o eleitorado de Chalita se distribuiu de forma similar. Em 2008, das 57 zonas eleitorais então existentes, obteve votação acima de sua média em 25 . Em 2010, dessas 25, 21 voltaram a aparecer no ranking dos melhores resultados.
O mapa indica que essas são as regiões com eleitorado mais receptivo ao discurso de Chalita, autor de livros de fundo religioso, ex-secretário estadual de Educação e ex-apresentador de programas da Rede Canção Nova, emissora de televisão ligada à Igreja Católica.
Como candidato a prefeito, o peemedebista terá menos adversários diretos e maior exposição na propaganda eleitoral, o que pode alterar a distribuição geográfica de seus eleitores.
Mas já houve casos em que o padrão de votação foi similar em eleições para a Câmara dos Deputados e para a Prefeitura de São Paulo. Em 2008, Paulo Maluf (PP) concorreu a deputado federal e teve votação acima da média em 28 zonas eleitorais da capital. Dois anos depois, quando se candidatou a prefeito, voltou a ter desempenho acima da média em 23 daquelas 28 zonas.
Se o mapa eleitoral de Chalita se repetir em 2012, ele poderá tirar votos do PSDB, cujo eleitorado tem perfil geográfico mais parecido. Mas a área mais "chalitista" da cidade é também o principal alvo eleitoral do PT, que pretende quebrar a tradicional resistência da classe média paulistana a seus candidatos.
Ele próprio um ex-integrante do PSDB, Chalita teve, em 2010, maior penetração em áreas de classe média fronteiriças ao chamado centro expandido: Santana, (zona norte), Campo Limpo, Santo Amaro (ambas na zona sul), Mooca (sudeste) e Penha ( leste). Nessas zonas eleitorais, teve votação até 60% superior à sua média.
No outro extremo, as duas zonas onde o então candidato à Câmara dos Deputados conquistou menos eleitores foram Guaianases e Cidade Tiradentes, ambas na ponta mais pobre da zona leste, um tradicional reduto petista. Lá, ele teve menos da metade da votação média na capital.
Como possível caminho para chegar ao eleitorado de baixa renda, Chalita busca alianças com setores evangélicos. Sua primeira coligação anunciada foi com o Partido Social Cristão (PSC).
Fonte:O Diário de Mogi
Pedido educado
Mayara de Paula
Em tempos em que lixo vale dinheiro, não fica difícil atender ao pedido do cidadão que mora em trecho da Via Perimetral, em Mogi.
Fonte:Mogi News
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