terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Indústrias planejam expansão de parques fabris mogianos


Pode alcançar R$ 500 milhões os investimentos que empresas mogianas apresentaram dentro do plano de expansão das suas plantas fabris, o qual deverá sair do papel no período de dois anos, segundo estimativas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Só no Núcleo Industrial da Vila São Francisco, quatro indústrias estão buscando a ampliação das suas unidades. A Tecnocurva, do setor de autopeças, já está em construção e vai gerar 300 novos empregos com a nova área de produção. Outras três empresas vizinhas também já deram entrada ao projeto de expansão: a Bimbo do Brasil, antiga Nutrella (setor alimentício), que vai abrir 150 vagas; a Air Products (gases), com mais 150 empregos; e a Imerys (mineração), com 50 postos de trabalho. Nessa mesma Região, consta que a Rinnai também tenta vencer barreiras ambientais para investir na planta. De acordo com o apurado, os investimentos da Bimbo e da Air Products somam R$ 100 milhões. Em César de Souza, a Elgin – uma das mais tradicionais de Mogi das Cruzes - projeta a construção de um novo galpão, com oito mil metros quadrados. Mais adiante, em Sabaúna, a Fábrica de Aparelhos e Materiais Elétricos (Fame) deu entrada num projeto que vai dobrar o tamanho da área fabril – o único existente no bucólico distrito. As intervenções devem começar ainda neste semestre e incluem a implantação de um novo galpão com 15 mil m2, que vai abrigar o depósito de produtos. Com essa transferência, a área atualmente destinada ao armazenamento passará a ser usada pela linha de produção que, assim, poderá aumentar a sua capacidade em até 40%.


Liberado


Está autorizada a construção dos primeiros 4 km, de um total de 8,8 km, de pistas elevadas sobre as várzeas dos Rios Guaió e Tietê, em Suzano. A licença ambiental foi dada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) na última sexta-feira e a SPMar, empresa responsável pela implantação do Trecho Leste do Rodoanel, pode dar início ao que vai ser a segunda maior ponte do Brasil, atrás apenas da Rio-Niterói, com seus 14 km. A previsão é de que os trabalhos comecem ainda neste mês.


Apoio


As ferramentas eletrônicas, definitivamente, integram o "sistema" da Polícia Militar no Estado de São Paulo. Agora, em meio a grande repercussão em torno da ação desencadeada na região da "Cracolândia", na Capital, o comando da PM está solicitando o apoio da população à iniciativa por meio das redes sociais. Seja pelo Facebook, Flickr, Twitter, Orkut e outros, as pessoas podem dar a sua chancela à Operação Integrada Centro Legal.


Inspiração


Painéis que reproduzem fotos antigas de Suzano foram pintados por artistas plásticos locais na parede de um edifício que abrigará salas comerciais, na região central. Os retratos da antiga estação de trem, da Igreja do Baruel, do Templo Budista e a fachada da Prefeitura chamam a atenção pelas dimensões – 8 metros de largura por 4 de altura – e pela proposta de deixar a cidade mais alegre e bonita a partir da redução das áreas degradadas. Iniciativa semelhante foi adotada em Guararema, onde fotos antigas foram transformadas em grandes painéis instalados próximos de pontos turísticos. Em Mogi, a proposta só tem um exemplar no Beco do Sapo, entre a Rua Senador Dantas e a Praça Francisco Ribeiro Nogueira.




Novidade


Um grupo de travestis e transexuais de Mogi das Cruzes se mobiliza para, no próximo dia 29, Dia Nacional da Visibilidade da População de Travestis, promover um ciclo de palestras na Cidade com o objetivo de alertar para os perigos do uso indiscriminado de hormônios e da injeção de silicone, além de prevenir sobre as doenças sexualmente transmissíveis. O evento é o pontapé para a formalização da Associação dos Travestis, Transexuais e Transgêneros de Mogi das Cruzes e Região (Astra), uma organização não-governamental que iniciará as atividades no mês que vem e, entre outras atribuições, irá fazer um censo dessa população no Alto Tietê.


Fonte:O Diário de Mogi





Cidade quer solução para cancelas


Júlia Guimarães



Representantes dos poderes Executivo, Legislativo e da sociedade civil se reuniram na manhã de ontem para debater a situação das passagens de nível de Mogi das Cruzes. Ao final do encontro, que foi realizado na Câmara e se alongou por cerca de duas horas, o resultado foi de consenso: é urgente e necessária a viabilização de projetos para eliminação das oito cancelas existentes ao longo da linha férrea que corta o Município. Os vereadores da Comissão Permanente de Transportes vão elaborar um relatório que apontará todas as questões discutidas na reunião. O documento será entregue ao presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Mário Bandeira, que deverá visitar o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) no próximo dia 30.


Durante a reunião de ontem, o grupo discutiu a situação de cada uma das passagens de nível da Cidade (confira quadro nesta página). Eles lembraram que o processo de eliminação das cancelas foi iniciado no último ano, depois que a Prefeitura e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) assinaram convênio no valor de R$ 48 milhões para construção de dois viadutos, em Jundiapeba, e na Vila Industrial. As obras nunca começaram porque foram prejudicadas pela crise do Ministério dos Transportes, que suspendeu as licitações em andamento entre julho e agosto, sendo que entre elas estava a concorrência para contratação da empresa que fiscalizará os serviços das transposições mogianas. O processo licitatório já foi retomado pelo Dnit, mas ainda não há data definida.


Na prática, as obras estão garantidas, porém, ainda não há previsão de início das mesmas. Quando forem concluídos, os dois viadutos vão fechar três cancelas de uma única vez. Isso porque, além da extinção dos portões de Jundiapeba, a transposição da Vila Industrial vai eliminar as passagens de nível de duas ruas, Cavalheiro Nami Jafet e Campos Sales. Os representantes da Comissão de Transportes da Câmara, vereadores Expedito Ubiratan Tobias (PR) e Carlos Evaristo da Silva (PSD), informaram que pretendem obter informações junto ao Governo Federal sobre as previsões de início das obras. "Poderemos mandar uma moção ao Dnit com este objetivo", disse Evaristo.


Outra questão que os parlamentares deverão levantar é a situação do viaduto Professor Argeu Batalha. A obra foi projetada para fazer a transposição da linha em Braz Cubas, mas as cancelas nunca foram fechadas porque não houve a construção das alças de acesso. O presidente do Sindicato dos Engenheiros do Alto Tietê, Mário Edson Galego, foi quem levantou o assunto na reunião e afirmou que, se a transposição foi entregue inacabada, a Cidade deve cobrar "a quem é de direito". O presidente do PCB de Mogi, Mário Berti Filho, completou: "Precisamos saber se as alças de acesso já estavam previstas no projeto original. Será que essas obras foram pagas e não foram construídas?", indagou.


Os questionamentos não foram respondidos pelos vereadores e nem mesmo pelo secretário municipal de Transportes, Carlos Nakaharada, que estava presente na reunião, representando o Poder Executivo. Nenhum deles soube precisar se o viaduto foi construído com recursos municipais ou estaduais e porque as alças nunca foram construídas. Questionados por O Diário, todos se comprometeram a levantar os dados.


Centro


Os transtornos causados pela cancela da Rua Cabo Diogo Oliver, nas imediações da Praça Sacadura Cabral, também motivaram intensas discussões durante a reunião. O advogado Laerte Silva, que representava a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), chegou a propor intervenções no trânsito para fechar a passagem de nível, desviando o trânsito para a Doutor Deodato Wertheimer. A sugestão foi descartada por Carlos Nakaharada. Segundo ele, a Prefeitura chegou a fazer estudos semelhantes em 2009, mas houve uma conclusão de que eles não seriam viáveis.


O secretário explicou que a CPTM e a Prefeitura discutem uma solução para o cruzamento e que a estatal está desenvolvendo estudos neste sentido, conforme já anunciado recentemente pelo prefeito Marco Bertaiolli. Nakahada explicou que a proposta é de construção de uma passagem subterrânea, com integração física da estação com o terminal do transporte municipal. Além disso, é prevista uma passagem de pedestres por dentro da estação. "São propostas, dependemos da posição do Estado. Esperamos que o presidente da CPTM fale sobre o assunto na reunião do dia 30", disse.


O grupo também discutiu a situação das cancelas da Rua Manoel Bezerra de Lima Filho, nas imediações do Mogi Shopping, e da Avenida Ricieri José Marcatto. A intenção é atrelar as obras ao projeto de extensão dos trens até o Distrito de César de Souza.


Financiamentos


O presidente da Associação dos Moradores do Jardim São Pedro, o ferroviário Adalberto Andrade, afirmou durante a reunião que os custos das obras não devem ser considerados grandes obstáculos pelas autoridades. Ele citou o Programa Nacional de Segurança Ferroviária em Áreas Urbanas (Prosefer), criado pelo Governo Federal justamente para eliminação das passagens de nível. O advogado Laerte Silva ainda lembrou que o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também poderiam financiar as futuras obras.


Fonte:O Diário de Mogi




Mogi terá megaprojeto no Taboão


MARA FLÔRES
De frente para a Rodovia Presidente Dutra, no bairro chamado Chácaras Guanabara, próximo da divisa de Mogi das Cruzes com Guararema e colado com o Taboão. Ali será instalado o maior empreendimento industrial da história recente do Município mogiano, cujo anúncio oficial está marcado para 15 horas de hoje, na Prefeitura. Os detalhes do megaprojeto têm sido mantidos sob o mais absoluto sigilo, mas O Diário apurou que se trata de um condomínio para empresas dos segmentos de indústria e logística, encabeçado pela Walled Incorporadora, uma das gigantes do setor imobiliário.


E gigante também é a área adquirida pela empresa da família Gozzi para o ambicioso projeto: 500 mil metros quadrados. Ou seja, praticamente cinco vezes o tamanho do Mogi Shopping Center. De construção, serão 275 mil m2, o que equivale a 30 campos de futebol do tamanho do Maracanã. Para fins de comparação, são quatro vezes a fábrica da Gerdau (antiga Aços Villares), instalada na Avenida Engenheiro Miguel Gemma e uma das maiores de Mogi.


"Será o maior condomínio industrial de Mogi das Cruzes, com um grande impacto no desenvolvimento de toda a cidade e na geração de receitas a partir do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). É um belíssimo gol de placa", dispara o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD), sem dar maiores detalhes sobre o empreendimento. "Só posso adiantar que será um condomínio para indústrias de grande porte e empresas de logística", conclui.


Pelo que apurou O Diáriono entanto, o meganegócio, que já tinha sido alardeado pelo secretário municipal de Desenvolvimento, Marcos Damásio, no final do ano passado, consiste num condomínio projetado para abrigar pelo menos seis indústrias de grande porte, com foco especial no setor de automobilístico. Na lista de possíveis parceiros para ocupar o espaço estão nada menos que três grandes montadoras de porte, as quais estão a procura de áreas no Estado para se instalar e que poderão servir de âncoras: a americana BMW e as chinesas Jac Motors e Chery.


A implantação do condomínio industrial na Chácaras Guanabara consumiu pelo menos cinco anos de trabalho para retificação da área, que teve também o seu zoneamento alterado justamente para propiciar o desenvolvimento econômico numa região hoje bastante carente de infraestrutura. Além de estar colado à Rodovia Presidente Dutra, o novo polo industrial também vai ficar na "boca" do Rodoanel, tanto no trecho leste, já em execução, quanto no futuro trecho norte, que vai fechar o anel viário.


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Representantes dos principais setores econômicos de Mogi das Cruzes e Região começaram a receber ontem os convites para o evento que será realizado hoje no gabinete do prefeito. Não há maiores informações, apenas o convite para que prestigiem a "grande conquista" da Cidade e um dos maiores negócios da história empresarial local.


Segundo informações obtidas por O Diário, a família Gozzi, fundadora da Walled Incorporadora, que tem negócios principalmente no Bairro do Tatuapé, chegou a Mogi das Cruzes por intermédio de um empresário mogiano que também atua no segmento, mas com foco principal no campo residencial e comercial.


Fonte:O Diário de Mogi

Santa Casa apresenta recursos


COMPLICADO Santa Casa de Mogi foi multada por irregularidades encontradas na UTI Neonatal


SABRINA PACCA



A Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes apresentou, por volta das 16h40 de ontem, quase no término do prazo formal, os recursos aos autos de infração aplicados pela Vigilância Sanitária Estadual por causa das irregularidades encontradas pelo órgão no Berçário do hospital.


Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a partir de agora "os recursos serão analisados pela Vigilância", mas não existe uma data agendada para que o setor informe se serão ou não deferidos e se a unidade terá de pagar as multas relativas aos problemas apontados.


O provedor da Santa Casa, Mário Calderaro, confirmou que o Departamento Jurídico do hospital encaminhou as respostas aos autos de infração que recebeu, mas não quis dizer o teor dos recursos. "Apenas informamos o que a Vigilância queria saber, mais nada. Não vamos divulgar o que diz nosso recurso", salientou Calderaro.


Na vistoria realizada no último dia 2, os técnicos da Vigilância Sanitária constataram o uso de equipamentos com manutenção preventiva e corretiva vencida; a falta de manutenção na área física; o não cumprimento do manual de normas e rotinas da UTI Neonatal; o não cumprimento dos procedimentos operacionais padrão no que diz respeito à limpeza terminal e concorrente; e o não cumprimento integral do manual de higiene e limpeza.


A Secretaria de Estado da Saúde já havia informado que em agosto do ano passado a direção da Santa Casa foi multada por conta de irregularidades encontradas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, onde outras falhas foram apontadas neste ano e disse, ainda, que a unidade tem sido alvo de vistorias constantes da Vigilância Sanitária. No ano passado, pelo menos 12 avaliações técnicas foram feitas no hospital. Em 2009, um surto de infecção hospitalar provocou a morte de 11 bebês.


Os novos problemas no funcionamento do Berçário vieram à tona depois que três recém-nascidos tiveram de ser isolados por conta de uma infecção bacteriana contraída simultaneamente em dezembro de 2011.


Fonte:O Diário de Mogi