domingo, 8 de janeiro de 2012
Perimetral custará R$ 60 milhões
MARA FLÔRES
Estimado em R$ 60 milhões, o novo trecho da Via Perimetral em César de Souza integra a lista de projetos prioritários que a Prefeitura de Mogi das Cruzes irá elaborar no decorrer deste ano para pleitear, em 2013, a liberação de recursos federais para execução, provavelmente, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O traçado da via, que inclui um viaduto para transposição da linha férrea, pode ser conferido nesta página, numa perspectiva divulgada pela Secretaria Municipal de Planejamento para O Diário.
A proposta em elaboração prevê que o novo trecho da Perimetral ocupe o leito da Avenida Vereador Dante Jordão Stoppa, a partir da fábrica da Elgin e passe pelo Conjunto Habitacional João XXIII até alcançar o Córrego dos Corvos, uma área em curva que, depois, segue paralela à linha férrea (leia mais na página 3).
No caso da Perimetral, é exatamente na altura do Córrego dos Corvos que nascerá o viaduto, o qual vai sobrepor os trilhos da ferrovia também de forma sinuosa até o lado oposto. Ali, numa área hoje não ocupada, terá origem a Avenida Projetada, exatamente a nova extensão do anel viário mogiano.
Paralela à Avenida Ricieri José Marcatto, principal sistema viário de César de Souza, a Perimetral vai passar nos fundos de edificações que são referência no Distrito, como a Cerâmica Marcatto, o ADC da Empreiteira Vidal e a Höganäs Brasil, até sair na Avenida Francisco Rodrigues Filho, onde se encontrará com o primeiro trecho da Perimetral, que faz a ligação entre César de Souza e o Rodeio. A extensão soma próximo de um quilômetro, sem contar o viaduto, que se estenderá por mais cerca de um quilômetro e meio.
"Estamos fechando estudos de contratação de projeto para o trecho entre a Dante Jordão Stoppa e a Francisco Rodrigues Filho, mais a Perimetral como um todo. Mas mesmo que os levantamentos sejam para o anel completo, essa parte de César de Souza é a prioridade, e terá de contemplar o viaduto", informa o arquiteto João Franscisco Chavedar, secretário municipal de Planejamento e Urbanismo.
Dos R$ 60 milhões estimados para esse novo trecho da Perimetral, cerca de R$ 40 milhões deverão ser aplicados apenas na transposição da linha férrea. Os outros R$ 20 milhões são para as desapropriações e abertura das pistas. "É uma obra essencial por conta do desenvolvimento dessa Região. Nós não vamos conseguir, num primeiro momento, fazer o trecho da Perimetral entre a Mogi-Salesópolis e César em razão da transposição do Rio Tietê, mas da Dante Jordão Stoppa para a Rodrigues Filho é fundamental", ressalta Chavedar.
No caso da ligação entre a Rodovia Mogi-Salesópolis e a Avenida Vereador Dante Jordão Stoppa, a Estrada do Rio Acima (divisa com Biritiba Mirim) e a Avenida Presidente Castello Branco (onde está a Bandeirante Energia) já têm feito às vezes da Perimetral. A diferença é que os veículos oriundos dessa região caem pra lá na saturada Ricieri Marcatto – uma avenida de pista simples e duas mãos de direção – a fim de atingir a Perimetral ou mesmo acessar a Rodovia Mogi-Guararema.
Mudanças
Pelo traçado proposto, o trecho novo da Perimetral vai sair na Francisco Rodrigues Filho pelo menos um quarteirão à frente da rotatória que hoje dá acesso para a Avenida Pedro Romeiro, a parte do anel viário que interliga César de Souza e o Rodeio. Por isso mesmo, o projeto em elaboração vai contemplar também o rearranjo do sistema viário neste pedaço.
Paralelo a isso, a Prefeitura negocia uma Parceria Público-Privada (PPP) com a Nemo Norte SPLF, responsável pelo projeto imobiliário da Fazenda Rodeio, para viabilizar a duplicação da Perimetral na extensão da Avenida Pedro Romeiro, único trecho em que o acesso ainda possui pistas simples.
O fechamento do anel viário da Cidade – iniciado na década de 80, pelo ex-prefeito Antonio Carlos Machado Teixeira - demandará ainda a construção dos trechos entre as Rodovias Mogi-Bertioga, onde o anel viário termina hoje, e a Mogi-Salesópolis, e desta para a futura extensão da Avenida Dante Jordão Stoppa, em César, fechando assim o seu traçado para facilitar o escoamento do trânsito.
Fonte:O Diário de Mogi
Saída dos EUA preocupa sunitas
TIKRIT
Na cidade natal de Saddam Hussein (1937-2006), prisões se tornaram tão comuns que assim que um carro de polícia aparece, homens jovens fogem das ruas. Esta é uma impressionante ilustração da reversão das coisas após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, que derrubou a supremacia sunita e colocou a maioria xiita no topo. Com a retirada dos últimos soldados norte-americanos do Iraque, no final de dezembro do ano passado, cresceram os temores dos sunitas, apenas agravados após a crise política entre o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, xiita, e o vice-presidente Tariq al-Hashemi, sunita.
Agora que as últimas forças norte-americanas deixaram o Iraque, árabes muçulmanos sunitas como Jassim Mohammed, de 57 anos, estão preocupados. "A saída dos norte-americanos representa um evento feliz, mas nossas preocupações são sobre o que vai acontecer depois da partida", disse o professor de Tikrit. "Sem dúvida após a saída dos Estados Unidos, as divisões entre sunitas e xiitas vão piorar cada vez mais."
Tikrit, que fica a 130 quilômetros ao norte de Bagdá, tem grandes casas, algumas com três andares de altura com flores pendendo pelas paredes, que atestam sua notoriedade como antiga base de poder do Partido Baath, de Saddam Hussein.
Desenhos nas paredes servem como um lembrete de que mesmo cinco anos depois de Saddam ter sido julgado por um tribunal iraquiano e enforcado, ele continua a ser um herói para muitos.
Uma mensagem rabiscada se refere ao ditador - que governou o Iraque com mão de ferro após 1979 - como um mártir que vive "nos corações das pessoas honradas".
O corpo de Saddam foi enterrado em al-Aouja, uma cidade a cerca de 15 quilômetros ao sul. No túmulo, guardado por seus parentes, vê-se uma bandeira iraquiana da época de Saddam. Um exemplar do Alcorão repousa nas proximidades. Uma colagem de fotos de Saddam, sua família e parentes foi instalada numa parede próxima.
Mas poucos visitantes vêm até aqui. Na atmosfera altamente carregada do Iraque pós-Saddam, uma das piores coisas que um iraquiano pode ser chamado é de baathista.
Nos últimos tempos, as tensões aumentaram em todo o país com a prisão de centenas de ex-baathistas, supostamente por representarem uma ameaça à segurança, embora nenhuma prova tenha sido apresentada.
Em todo o país, os xiitas representam entre 60% e 65% da população. Mas os 115 mil moradores de Tikrit são majoritariamente sunitas, segundo o prefeito da cidade, doutor Omar Tarek.
Ele estima que metade dos homens adultos de Tikrit e da província próxima de Salahuddin passou algum tempo em prisões norte-americanas ou iraquianas. Em princípio, os sunitas lideraram a insurgência contra os norte-americanos, então se tornaram aliados dos Estados Unidos contra a Al-Qaeda, mas as relações com o governo nacional, liderado pelos xiitas, continuam distantes.
Os moradores de Tikrit se apressam em dizer que as relações cotidianas entre sunitas e xiitas estão muito melhores do que eram durante o pico da insurgência, quando vizinhos se viraram contra vizinhos e setores inteiros de Bagdá foram expurgados por uma seita ou outra. Sunitas e xiitas podem viajar pelo país sem medo de serem alvejados num posto de verificação por uma milícia Mas tensões ocultas persistem.
Em Tikrit há a percepção - certa ou errada - de que o governo nacional trata os sunitas, e especialmente as pessoas de Salahuddin, de forma diferente dos xiitas.
"O governo prende apenas sunitas e baathistas e ignora todos os outros criminosos e milicianos de outras seitas", disse Tamir Khalf Faleh, um sunita que foi oficial do Exército durante o governo de Saddam.
Com o desmantelamento do Exército iraquiano e o Partido Baath, muitos sunitas ficaram desempregados, especialmente em Tikrit e na província de Salahuddin. O conselheiro provincial Dhamin al-Jabouri estima que o índice de desemprego em Salahuddin é de 40% e que o local raramente recebe grandes projetos de investimento feitos por órgãos do governo.
"Esses Ministérios ignoram Salahuddin deliberadamente", disse ele.
Ahmed al-Basrawi, um dos poucos xiitas de Tikrit, disse que durante o pior período da violência, vizinhos sunitas dormiam em sua casa para protegê-lo. Ele duvida que a partida dos norte-americanos vá piorar as relações entre integrantes das duas seitas, mas compartilha da crença sunita de que o governo discrimina a cidade e a região.
"Qualquer um que faça exigências para a província de Salahuddin é considerado um baathista pelo governo", diz ele.
Já no final da ocupação, muitos sunitas passaram a sentir que os militares norte-americanos os estavam tratando de forma mais justa do que o governo, liderado por xiitas, e temiam que a partida dos soldados dos Estados Unidos signifique a perda de um protetor.
Embora o prefeito de Tikrit, indicado pelo governo alguns meses atrás, seja sunita, os principais empregos provinciais - especialmente na área de segurança - não são destinados a árabes sunitas.
O chefe da divisão do Exército iraquiano é curdo e seus vices são xiitas. O chefe da polícia provincial é xiita.
Ammar Youssif Hammoud, o chefe sunita do conselho provincial de Salahuddin disse que forças militares "vêm de Bagdá para Salahuddin para atacar e deter dignitários sem informar o governo local".
Conselheiros provinciais se tornaram tão frustrados que em novembro aprovaram em votação a criação de sua própria região autônoma. Os curdos governam três províncias autônomas no norte e duas províncias xiitas estão lutando por autonomia no sul, mas é a ação de Salahuddin que tem despertado as reações mais fortes Muitos políticos xiitas dizem que isso poderia dividir o país.
O primeiro-ministro Nouri al-Maliki disse que Salahuddin vai se tornar um "abrigo seguro" para o partido Baath.
No Iraque, o racha entre muçulmanos sunitas e xiitas que divide o Islã há cerca de 1.300 anos é agravado pela violência contínua e a sensação de injustiça deixa pouco espaço para um compromisso de qualquer lado.
Os sunitas sentem que são penalizados simplesmente por serem sunitas como Saddam. Os xiitas sentem que depois de mais de três décadas de repressão pelos totalitaristas baathistas, precisam ser especialmente vigilantes em se livrar deles.
Fonte:O Diário de Mogi
Na cidade natal de Saddam Hussein (1937-2006), prisões se tornaram tão comuns que assim que um carro de polícia aparece, homens jovens fogem das ruas. Esta é uma impressionante ilustração da reversão das coisas após a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, que derrubou a supremacia sunita e colocou a maioria xiita no topo. Com a retirada dos últimos soldados norte-americanos do Iraque, no final de dezembro do ano passado, cresceram os temores dos sunitas, apenas agravados após a crise política entre o primeiro-ministro Nouri al-Maliki, xiita, e o vice-presidente Tariq al-Hashemi, sunita.
Agora que as últimas forças norte-americanas deixaram o Iraque, árabes muçulmanos sunitas como Jassim Mohammed, de 57 anos, estão preocupados. "A saída dos norte-americanos representa um evento feliz, mas nossas preocupações são sobre o que vai acontecer depois da partida", disse o professor de Tikrit. "Sem dúvida após a saída dos Estados Unidos, as divisões entre sunitas e xiitas vão piorar cada vez mais."
Tikrit, que fica a 130 quilômetros ao norte de Bagdá, tem grandes casas, algumas com três andares de altura com flores pendendo pelas paredes, que atestam sua notoriedade como antiga base de poder do Partido Baath, de Saddam Hussein.
Desenhos nas paredes servem como um lembrete de que mesmo cinco anos depois de Saddam ter sido julgado por um tribunal iraquiano e enforcado, ele continua a ser um herói para muitos.
Uma mensagem rabiscada se refere ao ditador - que governou o Iraque com mão de ferro após 1979 - como um mártir que vive "nos corações das pessoas honradas".
O corpo de Saddam foi enterrado em al-Aouja, uma cidade a cerca de 15 quilômetros ao sul. No túmulo, guardado por seus parentes, vê-se uma bandeira iraquiana da época de Saddam. Um exemplar do Alcorão repousa nas proximidades. Uma colagem de fotos de Saddam, sua família e parentes foi instalada numa parede próxima.
Mas poucos visitantes vêm até aqui. Na atmosfera altamente carregada do Iraque pós-Saddam, uma das piores coisas que um iraquiano pode ser chamado é de baathista.
Nos últimos tempos, as tensões aumentaram em todo o país com a prisão de centenas de ex-baathistas, supostamente por representarem uma ameaça à segurança, embora nenhuma prova tenha sido apresentada.
Em todo o país, os xiitas representam entre 60% e 65% da população. Mas os 115 mil moradores de Tikrit são majoritariamente sunitas, segundo o prefeito da cidade, doutor Omar Tarek.
Ele estima que metade dos homens adultos de Tikrit e da província próxima de Salahuddin passou algum tempo em prisões norte-americanas ou iraquianas. Em princípio, os sunitas lideraram a insurgência contra os norte-americanos, então se tornaram aliados dos Estados Unidos contra a Al-Qaeda, mas as relações com o governo nacional, liderado pelos xiitas, continuam distantes.
Os moradores de Tikrit se apressam em dizer que as relações cotidianas entre sunitas e xiitas estão muito melhores do que eram durante o pico da insurgência, quando vizinhos se viraram contra vizinhos e setores inteiros de Bagdá foram expurgados por uma seita ou outra. Sunitas e xiitas podem viajar pelo país sem medo de serem alvejados num posto de verificação por uma milícia Mas tensões ocultas persistem.
Em Tikrit há a percepção - certa ou errada - de que o governo nacional trata os sunitas, e especialmente as pessoas de Salahuddin, de forma diferente dos xiitas.
"O governo prende apenas sunitas e baathistas e ignora todos os outros criminosos e milicianos de outras seitas", disse Tamir Khalf Faleh, um sunita que foi oficial do Exército durante o governo de Saddam.
Com o desmantelamento do Exército iraquiano e o Partido Baath, muitos sunitas ficaram desempregados, especialmente em Tikrit e na província de Salahuddin. O conselheiro provincial Dhamin al-Jabouri estima que o índice de desemprego em Salahuddin é de 40% e que o local raramente recebe grandes projetos de investimento feitos por órgãos do governo.
"Esses Ministérios ignoram Salahuddin deliberadamente", disse ele.
Ahmed al-Basrawi, um dos poucos xiitas de Tikrit, disse que durante o pior período da violência, vizinhos sunitas dormiam em sua casa para protegê-lo. Ele duvida que a partida dos norte-americanos vá piorar as relações entre integrantes das duas seitas, mas compartilha da crença sunita de que o governo discrimina a cidade e a região.
"Qualquer um que faça exigências para a província de Salahuddin é considerado um baathista pelo governo", diz ele.
Já no final da ocupação, muitos sunitas passaram a sentir que os militares norte-americanos os estavam tratando de forma mais justa do que o governo, liderado por xiitas, e temiam que a partida dos soldados dos Estados Unidos signifique a perda de um protetor.
Embora o prefeito de Tikrit, indicado pelo governo alguns meses atrás, seja sunita, os principais empregos provinciais - especialmente na área de segurança - não são destinados a árabes sunitas.
O chefe da divisão do Exército iraquiano é curdo e seus vices são xiitas. O chefe da polícia provincial é xiita.
Ammar Youssif Hammoud, o chefe sunita do conselho provincial de Salahuddin disse que forças militares "vêm de Bagdá para Salahuddin para atacar e deter dignitários sem informar o governo local".
Conselheiros provinciais se tornaram tão frustrados que em novembro aprovaram em votação a criação de sua própria região autônoma. Os curdos governam três províncias autônomas no norte e duas províncias xiitas estão lutando por autonomia no sul, mas é a ação de Salahuddin que tem despertado as reações mais fortes Muitos políticos xiitas dizem que isso poderia dividir o país.
O primeiro-ministro Nouri al-Maliki disse que Salahuddin vai se tornar um "abrigo seguro" para o partido Baath.
No Iraque, o racha entre muçulmanos sunitas e xiitas que divide o Islã há cerca de 1.300 anos é agravado pela violência contínua e a sensação de injustiça deixa pouco espaço para um compromisso de qualquer lado.
Os sunitas sentem que são penalizados simplesmente por serem sunitas como Saddam. Os xiitas sentem que depois de mais de três décadas de repressão pelos totalitaristas baathistas, precisam ser especialmente vigilantes em se livrar deles.
Fonte:O Diário de Mogi
Um “embaixador” em Petrolina
VISITANTE ILUSTRE Só nos últimos quatro meses, o ministro Fernando Bezerra esteve cinco vezes em Petrolina, de acordo com sua agenda
PETROLINA (PE)
Desgastado no Palácio do Planalto por ter privilegiado Pernambuco na distribuição de verbas federais, o ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) consolidou-se nos últimos dias como uma espécie de embaixador de Petrolina no governo federal. No município do sertão pernambucano, onde Bezerra pretende fazer o filho prefeito pela primeira vez, há poucos sinais da crise na qual o ministro mergulhou. No seu curral eleitoral, a abundância de verbas para o Estado - vista como uso político indevido pelo resto do País - rendeu pontos entre aliados e eleitores.
Só nos últimos quatro meses, o ministro esteve cinco vezes em Petrolina, de acordo com sua agenda oficial. Na última visita, em 20 de dezembro de 2011, Bezerra assinou 16 ordens de serviço para a modernização de áreas irrigados no município, no valor de R$ 35,7 milhões.
O reduto de Bezerra, dependente de verbas federais sobretudo por conta das secas, foi "escolhido", segundo texto do ministério, como o primeiro beneficiário do programa Mais Irrigação, que compõe a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2).
No evento em que foram anunciadas as obras, Bezerra foi o protagonista, acompanhado do vice-governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSD). A cerimônia contou até com banda de forró, mas o prefeito da cidade, Júlio Lóssio (PMDB), que deve ser candidato à reeleição, enfrentando o filho de Bezerra, diz que não foi nem convidado.
Agricultores de uma das regiões que serão beneficiadas contam que pedem há quase 20 anos a pavimentação de ruas para facilitar o escoamento da produção de frutas, mas jamais haviam conseguido atenção do governo. "Isso foi prometido muitas vezes, há muito tempo, mas nunca conseguimos nada. Agora que ele (Bezerra) é ministro, vai!", comemora Inácio Fulgêncio Cavalcante, presidente da associação de moradores de Vila Esperança, no projeto irrigado N4.
No núcleo de irrigação, ninguém torce o nariz para os privilégios dados pelo ministro a Petrolina e Pernambuco. "Tem que investir aqui mesmo, que é o Estado de origem dele", diz Inácio.
Dos R$ 35,7 milhões prometidos pelo ministro a Petrolina, pelo menos R$ 8,6 milhões serão investidos no projeto Nilo Coelho, batizado em homenagem ao tio de Bezerra, que foi senador e governador de Pernambuco.
Califórnia do sertão
Graças aos projetos de irrigação iniciados na década de 1960 e à produção agrícola que se iniciou nesses núcleos com recursos da União, Petrolina recebeu o apelido de "Califórnia sertaneja".
As obras prometidas por Bezerra não começaram, mas os produtores esperam que o asfaltamento acabe com as décadas de sacolejo dos caminhões, carregados de uvas, mangas e acerola, que danificam as frutas.
Opositores do ministro, apesar de acanhados quando questionados sobre ele, contam que seus primeiros redutos eleitorais em Petrolina foram justamente os núcleos de irrigação.
Quando rompeu com o Osvaldo Coelho, seu tio e uma das principais lideranças do município até então, Bezerra começou a ganhar espaço nesses projetos de agricultura.
Reservadamente, os tímidos rivais de Bezerra admitem que o direcionamento de verbas para o Estado se transformaram numa vitória local. "Quando reagiu indignado ao preconceito contra Pernambuco, ele mostrou que sua prioridade é seu Estado, onde estão seus eleitores", admitiu um adversário.
"Se eu fosse ministro, faria o mesmo. Ele fez o que outros que passaram por lá não tiveram coragem de fazer: arrancar a maior parte de dinheiro possível", disse o deputado federal Gonzaga Patriota, do PSB do ministro. Ele disputa espaço na sigla com Bezerra e tenta se cacifar pré-candidato a prefeito de Petrolina.
Sucessor
Emplacar o deputado Fernando Coelho Filho (PSB) nessa candidatura é o projeto político do momento de Bezerra. Para pressionar o PT a desistir de lançar o deputado estadual Odacy Amorim, seu ex-aliado, o ministro transferiu o domicílio eleitoral para Recife. Ele ameaça enfrentar o atual prefeito, João da Costa (PT), caso o caminho não fique livre em Petrolina para o filho.
2014
Para parte dos políticos petrolinenses, o tiro de Bezerra tem dois alvos: além de servir como chantagem contra os petistas, dá início a um voo mais alto, que chega ao governo de Pernambuco.
O ministro é apontado como provável sucessor de Eduardo Campos, seu principal aliado. "O Fernando almeja ser governador do Estado, e ninguém governa Pernambuco a partir de Petrolina. Em Recife, ele passa a ser um cidadão metropolitano", avalia um rival.
Entre os cabos eleitorais de Bezerra, o despejo de recursos no Estado desde que assumiu o Ministério da Integração Nacional alimenta o projeto 2014. Blogs mantidos por seus aliados reproduzem o discurso que identifica um "preconceito contra Pernambuco" nas denúncias.
Verbas
Com atuação discreta nos primeiros 12 meses do governo Dilma, o ministro se transformou em manchete no terceiro dia de 2012, quando o jornal "O Estado de S. Paulo" revelou que ele destinou a Pernambuco quase 90% das verbas que o Ministério da Integração tinha para prevenção de desastres naturais em todo o País. Foram R$ 22,7 milhões para construir duas barragens em seu Estado.
Assim que a notícia circulou, o governo escalou a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para controlar o uso dos recursos. Em sua defesa, Bezerra disse que o Planalto sabia de suas decisões. "Não se pode discriminar Pernambuco por ser o Estado do ministro", completou.
Fonte:O Diário de Mogi
Restrições ambientais irão integrar Lei de Uso do Solo
As restrições ambientais renderão um capítulo à parte na revisão da Lei de Uso e Ocupação do Solo que a Prefeitura de Mogi das Cruzes deverá apresentar em meados desse ano e que vai respaldar as regras para o desenvolvimento da Cidade. A coluna apurou que o trabalho dos técnicos mogianos extrapola a esfera municipal e alcança três planejamentos discutidos atualmente pelo Estado: as novas delimitações da Área de Proteção Ambiental (APA), o Plano de Macrodrenagem e a implantação do Parque Linear do Rio Tietê, o qual já tem gerado problemas no licenciamento de novos empreendimentos. Embora os três sejam de competência de órgãos estaduais e abordem objetivos comuns, como a preservação das margens do principal curso d’água do Estado e o controle das enchentes, consta que um não "conversa" com o outro, o que poderá gerar confrontos entre as novas regras e, principalmente, dificuldades de aplicação nos municípios. Cortada de ponta a ponta pelo Rio Tietê, Mogi quer compatibilizar esses três planejamentos estaduais e acertar a equação dentro do território mogiano, incorporando os resultados à nova Lei de Uso e Ocupação do Solo, criando assim regras municipais para o tema meio ambiente. Esse capítulo deverá ser acrescido, ainda, das definições que virão da Lei Específica da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras, prevista para ser apresentada neste trimestre e que definirá o destino a ser dado para os recursos hídricos, entre eles, a possibilidade de uso para fins turísticos.
Sinuca
O deputado federal Junji Abe ainda não digeriu a sinuca que lhe aplicou o pupilo Marco Bertaiolli, ao se transferir para o PSD tão logo Abe fez o mesmo. Indo para o PSD, Bertaiolli sacramentou a reeleição e fechou as portas de Junji para um retorno à Prefeitura. Sem espaço em Brasília, onde segue integrando o baixo clero, Junji - dizem - anda amargurando uma contagem regressiva.
Vaga aberta
Não confessa a ninguém, tampouco a Marcus Melo e a Luiz Marrano, mas que o prefeito Marco Bertaiolli anda procurando um secretário de Assuntos Jurídicos, isso anda.
Em nome de Deus
Chama-se Marcos Damásio o fiel da balança na presença do PR (leia-se Valdemar Costa Neto) nas eleições deste ano. A ele se socorrem todos os que querem voltar à Câmara Municipal (Taubaté Guimarães, Antonio Lino e ...). Pelo menos enquanto durar a recidiva que sofreu Valdemar Costa Neto, ainda em quarentena sanitária.
Filosofia
Amanhã, o professor Nivaldo Marangoni lançará o seu 13o livro: Shuyodan: 40 anos de Amor e Suor. A publicação conta a história da filosofia de vida fundada há 105 anos, no Japão, pelo mestre Monzo Hasunuma, e foi editada com apoio total da Shuyodan do Brasil, que tem como diretor Fumio Hasunuma, sobrinho do fundador e que atua como advogado e empresário de Mogi das Cruzes. O lançamento será às 19 horas, na Rua da Glória, 721, na Capital.
Fonte:O Diário de Mogi
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