Secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Alexandre Barbosa, participa na próxima sexta do “Acelera São Paulo” com prefeitos e empresários em Guararema
Buscando fortalecer o desenvolvimento dos municípios do Alto Tietê, o deputado André do Prado articulou e conseguiu contemplar a região com a realização do programa Acelera São Paulo, oportunidade em que será anunciada uma série de ações e investimentos do Estado em beneficio do Alto Tietê.
O evento acontecerá no município de Guararema, no próximo dia 16, a partir das 14 horas na ADPM (Associação Desportiva da Polícia Militar), com a presença do Secretário Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Paulo Alexandre Barbosa, prefeitos, empresários e representantes de 14 cidades da região.
André do Prado destacou que o município de Guararema receberá a oitava edição do encontro, que tem como objetivo apresentar os projetos da pasta e discutir possíveis demandas regionais com prefeitos e empresários locais, para definir em conjunto novos projetos que estarão entre as prioridades da pasta a curto, médio e longo prazos.
“Considero muito importante a vinda deste Programa no Alto Tietê, pois os municípios da região terão oportunidades de conhecer os programas de qualificação profissional e geração de renda, além de aproveitar as oportunidades de incentivos governamentais voltados para o desenvolvimento econômico público e privado”, explicou o deputado ao destacar a importância de debater as demandas regionais, definir prioridades e anunciar ações e investimentos em beneficio do Alto Tietê.
O deputado enalteceu que é uma grande oportunidade para os municípios serem contemplados com os benefícios do Acelera São Paulo, pois há uma gama enorme de projetos que podem melhorar a qualidade de vida da população. Já para os pequenos e micros empresários, André do Prado destacou a importância das benfeitorias a fim de darem um impulso em seus negócios.
O estímulo à atividade econômica focada nas vocações regionais e na geração de emprego e renda é um dos principais pontos defendidos por André do Prado e que serão debatidos no encontro regional do Acelera SP. Dentre os temas, serão tratadas propostas de estímulo à atividade econômica focadas nas vocações regionais e na geração de emprego e renda. O evento destacará as ações voltadas à capacitação de mão de obra, incentivo à pesquisa, atividades no setor de ciência e tecnologia, apoio ao microempreendedor, expansão do acesso aos ensinos técnico e superior, além da atração de novos investimentos.
“Serão disponibilizadas bolsas para o Via Rápida [programa do Governo do Estado de São Paulo que oferece cursos básicos de qualificação profissional de acordo com as demandas regionais], cursos para as ETEC’s e salas descentralizadas para municípios que ainda não possuem a escola, parques tecnológicos, incubadoras, enfim, este é o momento que o Estado está fazendo liberações de programas e recursos para fomentar o desenvolvimento regional”, acrescentou Prado.
Participam desta edição do Acelera São Paulo, além de Guararema, as cidades de Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Igaratá, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Poá, Salesópolis, Santa Branca, Santa Isabel, Suzano, Mairiporã e Paraíbuna.
Gabinete do Deputado André do Prado
Contato: Clarissa Johara
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
Histórias do ex-prefeito Waldemar Costa Filho (XXVIII)
Acostumado a fazer o que bem entendia no transporte coletivo da Cidade, o comando administrativo da outrora poderosa Eroles não gostou nem um pouco quando o então prefeito Waldemar Costa Filho, já pressionado por reclamações de usuários, passou a exigir mais horários e mudanças em trajetos nunca dantes alterados daquela forma. A situação piorou um pouco mais para a empresa quando seu interlocutor na área municipal passou a ser um oficial reformado da PM, Euzébio Carlos Gritti, famoso por adotar na vida privada o mesmo comportamento e seriedade que o caracterizaram na caserna. Pessoa de confiança do prefeito, em razão do cargo para o qual fora nomeado, passou a negociador das questões do transporte público. Naquela tarde, a reunião na ante-sala de Waldemar, no prédio da Prefeitura, estava especialmente tensa, já que o representante da Eroles era nada menos que um de seus proprietários, Antonio Eroles, empresário acostumado à subserviência de vereadores e até de representantes do Executivo. Diante dos ocupantes dos dois lados da grande mesa de mármore da sala de reuniões, Toninho, como era conhecido, não concordava com quase nenhuma das exigências do prefeito. O tempo foi esquentando e Gritti mantendo o jogo duro da negociação. Até que, a certa altura, o sangue espanhol falou mais alto e Toninho acabou por esbofetear o rosto de Gritti. Este, por sua vez, incorporou o personagem adestrado pelo militarismo e se manteve impávido, mesmo após a agressão e a grande confusão armada pela "turma do deixa disso". O barulho chamou a atenção de Waldemar que, antes de deixar o gabinete, ficou sabendo o que ocorrera. Ao entrar na sala, o prefeito não conversou e foi direto para cima de Eroles respondendo na mesma altura o soco recebido pelo assessor. Golpeado mais de uma vez e expulso da sala a safanões por Waldemar, o empresário nunca mais pisou na Prefeitura, pelo menos até o fim daquele governo.
Lançamento
"Rosa-Choque – Histórias de uma mulher que escolheu resistir, persistir e insistir" é o livro que vereadora Jerusa Lisboa Pacheco Reis (PTB) irá lançar, dia 15 próximo, às 19 horas, na Câmara de Poá. A obra mostra a trajetória política e artigos da autora. A renda obtida com o livro será doada à AACD.
No PMDB
O vereador mogiano "Geraldão" Tomaz Augusto continua prestigiado pela Executiva Regional do PMDB. Tanto que foi convidado para compor o futuro Diretório Estadual de seu partido, a ser eleito na convenção do próximo dia 17, na sede da agremiação, no Ibirapuera, em São Paulo. Ele será um dos 45 membros do comando do PMDB que terá o deputado Baleia Rossi como virtual presidente.
States - 1
O médico mogiano Marcos Antonio Nali integra um grupo brasileiro de especialistas em cirurgias do joelho que embarcou, neste final de semana, para Warsaw, em Indiana, nos EUA. Vai realizar um curso avançado de prótese de joelho e conhecer novas tendências e técnicas utilizadas nesta área.
States – 2
O grupo também irá treinar em "Cadaver Lab", que consiste na colocação de tais próteses em cadáveres, avaliando-se a técnica cirúrgica. Nali integra a equipe do Instituto Mogiano de Ortopedia e Traumatologia (Imot), um dos mais antigos da Cidade.
Fonte:O Diário de Mogi
Lançamento
"Rosa-Choque – Histórias de uma mulher que escolheu resistir, persistir e insistir" é o livro que vereadora Jerusa Lisboa Pacheco Reis (PTB) irá lançar, dia 15 próximo, às 19 horas, na Câmara de Poá. A obra mostra a trajetória política e artigos da autora. A renda obtida com o livro será doada à AACD.
No PMDB
O vereador mogiano "Geraldão" Tomaz Augusto continua prestigiado pela Executiva Regional do PMDB. Tanto que foi convidado para compor o futuro Diretório Estadual de seu partido, a ser eleito na convenção do próximo dia 17, na sede da agremiação, no Ibirapuera, em São Paulo. Ele será um dos 45 membros do comando do PMDB que terá o deputado Baleia Rossi como virtual presidente.
States - 1
O médico mogiano Marcos Antonio Nali integra um grupo brasileiro de especialistas em cirurgias do joelho que embarcou, neste final de semana, para Warsaw, em Indiana, nos EUA. Vai realizar um curso avançado de prótese de joelho e conhecer novas tendências e técnicas utilizadas nesta área.
States – 2
O grupo também irá treinar em "Cadaver Lab", que consiste na colocação de tais próteses em cadáveres, avaliando-se a técnica cirúrgica. Nali integra a equipe do Instituto Mogiano de Ortopedia e Traumatologia (Imot), um dos mais antigos da Cidade.
Fonte:O Diário de Mogi
Enfim, Tiririca revela esconderijo
Arte: Elizeu Lima
Tiririca

DARWIN VALENTE
Mais de um ano após as últimas eleições, foi finalmente revelado o segredo que movimentou, durante semanas, os veículos de comunicação de todo o País. Afinal, aonde teria se metido Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, após arrancar das urnas surpreendentes 1.348.295 votos, algo equivalente a 6,35% dos votos válidos para deputado federal, em outubro de 2010?
Enquanto a Imprensa tentava, sem sucesso, encontrar o fenômeno das urnas, àquela altura sob acusação de ser analfabeto e, por isso mesmo, ter fraudado um documento da Justiça Eleitoral, Tiririca, descansava tranquilamente num sítio localizado no Bairro do Maracatu, na zona rural de Guararema, próximo à Rodovia Ayrton Senna, para onde foi levado por determinação de seu companheiro de partido e responsável direto por sua candidatura, o deputado federal Valdemar Costa Neto, do PR.
No sítio, de propriedade de Eduardo Ferrari, cunhado do deputado estadual André do Prado, à época também recém-eleito pelo PR, Tiririca ficou ao lado da mulher Nana Magalhães e de uma filha, praticamente isolado do resto do País, por quase 30 dias, tempo suficiente para que os advogados de seu partido cuidassem de sua defesa diante das acusações de analfabetismo que pipocavam de todos os cantos, em todos os órgãos de imprensa, e que poderiam aniquilar de vez com os sonhos do antigo artista de circo, nascido em 1º de maio de 1965, em Itapipoca, no Ceará, de chegar à Câmara Federal como o deputado mais votado de todo o País.
"Naqueles dias eu estava estressado", lembrou Tiririca, na última quinta-feira, ao assumir, pela primeira vez, o comando de uma audiência pública na Câmara, justamente para tratar de questões ligadas ao funcionamento dos circos em todo o País. Foi quando ele revelou, pela primeira vez, que havia se isolado em Guararema após a apuração das eleições passadas.
E para curar tanto estresse, nada como boas conversas e até algumas partidas de futebol, jogadas com familiares de André do Prado e algumas poucas pessoas do PR, como o secretário regional José Renato, que faziam questão de visitá-lo praticamente todos os dias para lhe dar apoio e ajudar o tempo passar.
"Foram 30 dias de muitas histórias e piadas, que ele gostava de contar. Tiririca tem uma história de vida muito bonita. E muitas coisas para relatar, como o caso do circo que ele tinha lá no Ceará e que um dia pegou fogo", lembra o deputado André do Prado, ao falar publicamente, pela primeira vez, sobre o assunto.
A pedido de Costa Neto, o sítio de final de semana do cunhado de André se transformou no esconderijo ideal para Tiririca, que lá chegou à noite e não mais saiu, até que seus problemas fossem todos devidamente encaminhados.
Sua esposa, entretanto, costumava ir até um mercadinho das proximidades para fazer comprar e trazer notícias. Certo dia, ela foi até lá e ouviu pessoas comentando que o Tiririca estaria em Fortaleza, próximo de sua família. Nana fez de conta que não se interessou pelo assunto, mas prestou atenção quando o locutor da Globo informou que todos estavam à procura de seu marido. Ela sorriu, discreta, pois só ela sabia que o personagem tão procurado estava a alguns metros dali.
Nas conversas com os amigos que o visitavam, além de histórias pessoais e piadas, muitas piadas, Tiririca também dizia que jamais acreditava que pudesse ultrapassar um milhão de votos. Esperava, no máximo, uns 5 mil. E admitia: "O único que acreditava era o Valdemar", dizia, referindo-se ao criador da versão moderna do "Cacareco" e do Doutor Enéas.
Não era só Valdemar que confiava nele. O pessoal do PR começou a sentir o fenômeno quando, a certa altura da campanha, a simples presença de Tiririca era capaz de "parar qualquer cidade", onde ele se apresentasse com o ônibus especialmente programado para o candidato viajar ao lado das "tiririquinhas", um grupo de crianças que, vestidas a caráter, acompanhavam o palhaço em suas andanças.
Tiririca não arriscou a vir a Mogi, mas passou perto. Foi até Arujá, onde o prefeito Abel Larini, também do PR, testemunhou o fenômeno, cuja popularidade era impulsionada pelos programas de televisão onde ele aparecia recitando alguns bordões provocativos:
"O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto", ou "Pior do que tá não fica, vote Tiririca". Menções que lhe custaram uma representação junto à Justiça Eleitoral, sob alegação de estar afrontando o Congresso Nacional. Os juízes arquivaram a denúncia.
"Só eu, a minha família e umas dez pessoas sabíamos da presença do Tiririca em Guararema, mas tínhamos um pacto de silêncio que não foi quebrado", lembra o deputado André do Prado, que se recorda de um Tiririca "a princípio assustado", mas que logo se enturmou com todos. "Tratamos de tirar a ansiedade dele, pois tudo era novo para ele, mas afinal deu tudo certo", diz André, que desconversa, quando perguntado se durante o período em que o visitante esteve em Guararema, recebeu a visita de alguma professora para ajudá-lo a desenvolver melhor a caligrafia e leitura, ainda hoje deficientes.
André prefere se lembrar dos churrascos, onde Tiririca cantava a sua "Florentina" e outros números musicais bem humorados, em meio a piadas. "Ele era muito divertido, peça rara, gente muito boa", atesta André, que também não confirma a notícia que correu a região à época, dando conta de que o palhaço e Costa Neto haviam visitado, a bordo de um helicóptero, o Paradise Golf & Lake Resort, em Jundiapeba, para um almoço.
O deputado estadual disse que não teve conhecimento disso e que Valdemar Costa Neto também não foi visitar seu pupilo no esconderijo "para não levantar suspeitas".
Também garante que nem Tiririca e nem o PR pagaram um só tostão pela hospedagem do deputado federal e sua família ao cunhado Ferrari.
"Só o fato de ter recebido o Tiririca em sua casa, foi uma honra para ele", afirma André, que ainda guarda em seu celular uma foto tirada após uma das muitas peladas disputadas no campinho de futebol do sítio. O visitante, lembra o deputado estadual, adorava jogar bola. "E jogava bem", completa.
Um ano após todos esses episódios, André se diverte muito ao relembrar o período de "reclusão" do deputado mais votado do Brasil e diz que tem a esperança de que Tiririca cumpra o que prometeu, ao deixar Guararema, semanas antes de sua posse no Congresso Nacional:
"Ele garantiu que irá voltar para fazer um grande churrasco e bater uma bola com os amigos que deixou por lá. Todos os seus antigos companheiros estão esperando", garante. O "Abestado" vai voltar.
Fonte:O Diário de Mogi
Tiririca
DARWIN VALENTE
Mais de um ano após as últimas eleições, foi finalmente revelado o segredo que movimentou, durante semanas, os veículos de comunicação de todo o País. Afinal, aonde teria se metido Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, após arrancar das urnas surpreendentes 1.348.295 votos, algo equivalente a 6,35% dos votos válidos para deputado federal, em outubro de 2010?
Enquanto a Imprensa tentava, sem sucesso, encontrar o fenômeno das urnas, àquela altura sob acusação de ser analfabeto e, por isso mesmo, ter fraudado um documento da Justiça Eleitoral, Tiririca, descansava tranquilamente num sítio localizado no Bairro do Maracatu, na zona rural de Guararema, próximo à Rodovia Ayrton Senna, para onde foi levado por determinação de seu companheiro de partido e responsável direto por sua candidatura, o deputado federal Valdemar Costa Neto, do PR.
No sítio, de propriedade de Eduardo Ferrari, cunhado do deputado estadual André do Prado, à época também recém-eleito pelo PR, Tiririca ficou ao lado da mulher Nana Magalhães e de uma filha, praticamente isolado do resto do País, por quase 30 dias, tempo suficiente para que os advogados de seu partido cuidassem de sua defesa diante das acusações de analfabetismo que pipocavam de todos os cantos, em todos os órgãos de imprensa, e que poderiam aniquilar de vez com os sonhos do antigo artista de circo, nascido em 1º de maio de 1965, em Itapipoca, no Ceará, de chegar à Câmara Federal como o deputado mais votado de todo o País.
"Naqueles dias eu estava estressado", lembrou Tiririca, na última quinta-feira, ao assumir, pela primeira vez, o comando de uma audiência pública na Câmara, justamente para tratar de questões ligadas ao funcionamento dos circos em todo o País. Foi quando ele revelou, pela primeira vez, que havia se isolado em Guararema após a apuração das eleições passadas.
E para curar tanto estresse, nada como boas conversas e até algumas partidas de futebol, jogadas com familiares de André do Prado e algumas poucas pessoas do PR, como o secretário regional José Renato, que faziam questão de visitá-lo praticamente todos os dias para lhe dar apoio e ajudar o tempo passar.
"Foram 30 dias de muitas histórias e piadas, que ele gostava de contar. Tiririca tem uma história de vida muito bonita. E muitas coisas para relatar, como o caso do circo que ele tinha lá no Ceará e que um dia pegou fogo", lembra o deputado André do Prado, ao falar publicamente, pela primeira vez, sobre o assunto.
A pedido de Costa Neto, o sítio de final de semana do cunhado de André se transformou no esconderijo ideal para Tiririca, que lá chegou à noite e não mais saiu, até que seus problemas fossem todos devidamente encaminhados.
Sua esposa, entretanto, costumava ir até um mercadinho das proximidades para fazer comprar e trazer notícias. Certo dia, ela foi até lá e ouviu pessoas comentando que o Tiririca estaria em Fortaleza, próximo de sua família. Nana fez de conta que não se interessou pelo assunto, mas prestou atenção quando o locutor da Globo informou que todos estavam à procura de seu marido. Ela sorriu, discreta, pois só ela sabia que o personagem tão procurado estava a alguns metros dali.
Nas conversas com os amigos que o visitavam, além de histórias pessoais e piadas, muitas piadas, Tiririca também dizia que jamais acreditava que pudesse ultrapassar um milhão de votos. Esperava, no máximo, uns 5 mil. E admitia: "O único que acreditava era o Valdemar", dizia, referindo-se ao criador da versão moderna do "Cacareco" e do Doutor Enéas.
Não era só Valdemar que confiava nele. O pessoal do PR começou a sentir o fenômeno quando, a certa altura da campanha, a simples presença de Tiririca era capaz de "parar qualquer cidade", onde ele se apresentasse com o ônibus especialmente programado para o candidato viajar ao lado das "tiririquinhas", um grupo de crianças que, vestidas a caráter, acompanhavam o palhaço em suas andanças.
Tiririca não arriscou a vir a Mogi, mas passou perto. Foi até Arujá, onde o prefeito Abel Larini, também do PR, testemunhou o fenômeno, cuja popularidade era impulsionada pelos programas de televisão onde ele aparecia recitando alguns bordões provocativos:
"O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto", ou "Pior do que tá não fica, vote Tiririca". Menções que lhe custaram uma representação junto à Justiça Eleitoral, sob alegação de estar afrontando o Congresso Nacional. Os juízes arquivaram a denúncia.
"Só eu, a minha família e umas dez pessoas sabíamos da presença do Tiririca em Guararema, mas tínhamos um pacto de silêncio que não foi quebrado", lembra o deputado André do Prado, que se recorda de um Tiririca "a princípio assustado", mas que logo se enturmou com todos. "Tratamos de tirar a ansiedade dele, pois tudo era novo para ele, mas afinal deu tudo certo", diz André, que desconversa, quando perguntado se durante o período em que o visitante esteve em Guararema, recebeu a visita de alguma professora para ajudá-lo a desenvolver melhor a caligrafia e leitura, ainda hoje deficientes.
André prefere se lembrar dos churrascos, onde Tiririca cantava a sua "Florentina" e outros números musicais bem humorados, em meio a piadas. "Ele era muito divertido, peça rara, gente muito boa", atesta André, que também não confirma a notícia que correu a região à época, dando conta de que o palhaço e Costa Neto haviam visitado, a bordo de um helicóptero, o Paradise Golf & Lake Resort, em Jundiapeba, para um almoço.
O deputado estadual disse que não teve conhecimento disso e que Valdemar Costa Neto também não foi visitar seu pupilo no esconderijo "para não levantar suspeitas".
Também garante que nem Tiririca e nem o PR pagaram um só tostão pela hospedagem do deputado federal e sua família ao cunhado Ferrari.
"Só o fato de ter recebido o Tiririca em sua casa, foi uma honra para ele", afirma André, que ainda guarda em seu celular uma foto tirada após uma das muitas peladas disputadas no campinho de futebol do sítio. O visitante, lembra o deputado estadual, adorava jogar bola. "E jogava bem", completa.
Um ano após todos esses episódios, André se diverte muito ao relembrar o período de "reclusão" do deputado mais votado do Brasil e diz que tem a esperança de que Tiririca cumpra o que prometeu, ao deixar Guararema, semanas antes de sua posse no Congresso Nacional:
"Ele garantiu que irá voltar para fazer um grande churrasco e bater uma bola com os amigos que deixou por lá. Todos os seus antigos companheiros estão esperando", garante. O "Abestado" vai voltar.
Fonte:O Diário de Mogi
Demanda exige o 3º aeroporto
JÚLIA GUIMARÃES
O movimento nos 35 aeroportos paulistas cresceu 55,73% desde o ano de 2007, quando o Governo Federal anunciou a construção de um terceiro terminal na Região Metropolitana de São Paulo. A medida foi comunicada oficialmente pela própria presidente Dilma Rousseff (PT), que na época ocupava o posto de ministra-chefe da Casa Civil, como uma resposta ao caos aéreo do País, agravado pela tragédia envolvendo o Airbus A320 da TAM em Congonhas. Quatro anos mais tarde, a rede aeroviária paulista é praticamente a mesma, porém os embarques e desembarques aumentaram sensivelmente, pulando de 30.559.847 no acumulado de janeiro a outubro de 2007, para 47.591.607 no mesmo período deste ano. No total, foram quase 17 milhões de registros de passageiros a mais em um sistema já confirmadamente saturado, o que corrobora a ideia de que é urgente a construção do terceiro aeroporto na RMSP.
O Estado de São Paulo possui cinco aeroportos federais sob responsabilidade da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Os outros 30 terminais são estaduais (confira relação nesta página) e administrados pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp). Ambos os órgãos mantêm estatísticas mensais sobre o acumulado de embarque e desembarque de passageiros (confira quadro nesta página). Os dados mais recentes são de outubro de 2011 e indicam que apenas as unidades federais receberam um total de 45.465.352 pessoas nos 10 primeiros meses deste ano. No mesmo período de 2007, foram 29.595.691 registros, o que representa um crescimento de 53,62% em média para o acumulado de Congonhas (São Paulo), Cumbica (Guarulhos), Viracopos (Campinas), Campo de Marte (São Paulo) e São José dos Campos.
O detalhamento dos números da Infraero deixa evidente que os aeroportos maiores, de Congonhas e Cumbica, estão saturados. Isso porque o estrangulamento da demanda tem provocado um fenômeno de crescimento extremamente significativo nas unidades menores, em Campinas e São José dos Campos. O maior aumento, quase absurdo, foi registrado em Viracopos, cujos embarques e desembarques saltaram de 829.803, entre janeiro e outubro de 2007, para 6.198.373 neste ano, em um aumento de 646,96%. No terminal do Vale do Paraíba a situação é semelhante, sendo que os números passaram de 45.480 para 192.382, em um crescimento de 323,00%.
O Aeroporto Internacional de Guarulhos registrou crescimento menor de 61,6%, mas não menos expressivo levando-se em consideração o número de passageiros registrados na unidade. Em 2007, entre janeiro e outubro, um total de 15.320.894 de pessoas passaram pelo local. Apenas nos dez primeiros meses de 2011, houve registros de 24.758.986 embarques ou desembarques. No ano passado, no mesmo período, foram 22.087.385 operações do tipo, o que indica que apenas neste ano o terminal internacional recebeu cerca de 2,7 milhões de viajantes a mais do que em 2010.
Já em Congonhas, o crescimento foi mais tímido, de 5,88% de 2007 para 2011 (confira números no quadro). Apesar de a estatística ser aparentemente pequena, o aumento pode ser considerado preocupante já que existe um consenso de que o aeroporto precisa ter o movimento reduzido. A unidade foi palco do desastre aéreo de 17 de julho de 2007, quando o Airbus A320 da TAM se acidentou matando todos os seus tripulantes. Três dias mais tarde, em 20 de julho, a então ministra Dilma Roussef anunciou a construção de um terceiro aeroporto na RMSP, o que nunca se concretizou. A proximidade com a Copa do Mundo de 2014 acabou obrigando o Governo Federal, ainda que tardiamente, a entregar os aeroportos federais à iniciativa privada para ampliação da rede. Para o Governo do Estado, no entanto, a medida não é suficiente.
No início desta semana, o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD) revelou os planos do Estado para o terceiro aeroporto da RMSP. O projeto, que vinha sendo mantido em sigilo até então, prevê uma Parceria Público-Privada (PPP) para construção do empreendimento, linkada à concessão dos 30 aeroportos paulistas sob administração estadual. Afif deixou claro que Mogi das Cruzes está entre as localidades passíveis recebimento do novo aeroporto. Logo depois, o prefeito Marco Bertaiolli (PSD) também confirmou, em entrevista exclusiva a O Diário, que os estudos do Estado para viabilização do projeto já estão bastante avançados e que a Cidade está cotada para recebimento do empreendimento já que a ideia inicial é para construção de pistas paralelas a Cumbica.
Aeroportos estaduais
Nos 30 aeroportos estaduais, o movimento de passageiros foi bem menor do que nas unidades federais, com 2.126.255 embarques e desembarques registrados neste ano. Porém, o crescimento foi alto, de 120,53%, já que em 2007 o Daesp registrou a passagem de 964.156 pessoas nos terminais. O salto pode ser um indicativo de que o setor tem potencial de crescimento no Interior. Possivelmente, seja de olho nessa tendência que o Estado já prepara a concessão da rede, conforme revelado por Afif.
Fonte:O Diário de Mogi
O movimento nos 35 aeroportos paulistas cresceu 55,73% desde o ano de 2007, quando o Governo Federal anunciou a construção de um terceiro terminal na Região Metropolitana de São Paulo. A medida foi comunicada oficialmente pela própria presidente Dilma Rousseff (PT), que na época ocupava o posto de ministra-chefe da Casa Civil, como uma resposta ao caos aéreo do País, agravado pela tragédia envolvendo o Airbus A320 da TAM em Congonhas. Quatro anos mais tarde, a rede aeroviária paulista é praticamente a mesma, porém os embarques e desembarques aumentaram sensivelmente, pulando de 30.559.847 no acumulado de janeiro a outubro de 2007, para 47.591.607 no mesmo período deste ano. No total, foram quase 17 milhões de registros de passageiros a mais em um sistema já confirmadamente saturado, o que corrobora a ideia de que é urgente a construção do terceiro aeroporto na RMSP.
O Estado de São Paulo possui cinco aeroportos federais sob responsabilidade da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Os outros 30 terminais são estaduais (confira relação nesta página) e administrados pelo Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp). Ambos os órgãos mantêm estatísticas mensais sobre o acumulado de embarque e desembarque de passageiros (confira quadro nesta página). Os dados mais recentes são de outubro de 2011 e indicam que apenas as unidades federais receberam um total de 45.465.352 pessoas nos 10 primeiros meses deste ano. No mesmo período de 2007, foram 29.595.691 registros, o que representa um crescimento de 53,62% em média para o acumulado de Congonhas (São Paulo), Cumbica (Guarulhos), Viracopos (Campinas), Campo de Marte (São Paulo) e São José dos Campos.
O detalhamento dos números da Infraero deixa evidente que os aeroportos maiores, de Congonhas e Cumbica, estão saturados. Isso porque o estrangulamento da demanda tem provocado um fenômeno de crescimento extremamente significativo nas unidades menores, em Campinas e São José dos Campos. O maior aumento, quase absurdo, foi registrado em Viracopos, cujos embarques e desembarques saltaram de 829.803, entre janeiro e outubro de 2007, para 6.198.373 neste ano, em um aumento de 646,96%. No terminal do Vale do Paraíba a situação é semelhante, sendo que os números passaram de 45.480 para 192.382, em um crescimento de 323,00%.
O Aeroporto Internacional de Guarulhos registrou crescimento menor de 61,6%, mas não menos expressivo levando-se em consideração o número de passageiros registrados na unidade. Em 2007, entre janeiro e outubro, um total de 15.320.894 de pessoas passaram pelo local. Apenas nos dez primeiros meses de 2011, houve registros de 24.758.986 embarques ou desembarques. No ano passado, no mesmo período, foram 22.087.385 operações do tipo, o que indica que apenas neste ano o terminal internacional recebeu cerca de 2,7 milhões de viajantes a mais do que em 2010.
Já em Congonhas, o crescimento foi mais tímido, de 5,88% de 2007 para 2011 (confira números no quadro). Apesar de a estatística ser aparentemente pequena, o aumento pode ser considerado preocupante já que existe um consenso de que o aeroporto precisa ter o movimento reduzido. A unidade foi palco do desastre aéreo de 17 de julho de 2007, quando o Airbus A320 da TAM se acidentou matando todos os seus tripulantes. Três dias mais tarde, em 20 de julho, a então ministra Dilma Roussef anunciou a construção de um terceiro aeroporto na RMSP, o que nunca se concretizou. A proximidade com a Copa do Mundo de 2014 acabou obrigando o Governo Federal, ainda que tardiamente, a entregar os aeroportos federais à iniciativa privada para ampliação da rede. Para o Governo do Estado, no entanto, a medida não é suficiente.
No início desta semana, o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD) revelou os planos do Estado para o terceiro aeroporto da RMSP. O projeto, que vinha sendo mantido em sigilo até então, prevê uma Parceria Público-Privada (PPP) para construção do empreendimento, linkada à concessão dos 30 aeroportos paulistas sob administração estadual. Afif deixou claro que Mogi das Cruzes está entre as localidades passíveis recebimento do novo aeroporto. Logo depois, o prefeito Marco Bertaiolli (PSD) também confirmou, em entrevista exclusiva a O Diário, que os estudos do Estado para viabilização do projeto já estão bastante avançados e que a Cidade está cotada para recebimento do empreendimento já que a ideia inicial é para construção de pistas paralelas a Cumbica.
Aeroportos estaduais
Nos 30 aeroportos estaduais, o movimento de passageiros foi bem menor do que nas unidades federais, com 2.126.255 embarques e desembarques registrados neste ano. Porém, o crescimento foi alto, de 120,53%, já que em 2007 o Daesp registrou a passagem de 964.156 pessoas nos terminais. O salto pode ser um indicativo de que o setor tem potencial de crescimento no Interior. Possivelmente, seja de olho nessa tendência que o Estado já prepara a concessão da rede, conforme revelado por Afif.
Fonte:O Diário de Mogi
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