sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Baixa média de idade pode marcar futuras eleições de Mogi


A se confirmarem as candidaturas que têm recebido maior atenção até agora, tudo indica que as próximas eleições municipais na Cidade serão marcadas pela presença de políticos com uma média de idade muito abaixo dos concorrentes de pleitos passados. Senão vejamos: um candidato garantido das eleições de 2012 será Marco Aurélio Bertaiolli (DEM), que deverá concorrer à reeleição. O atual prefeito tem 42 anos e, na campanha passada, utilizou a "juventude" como uma das armas para vencer seus adversários. Um diferencial importante que empolgou a muita gente. Caso se confirmem seus adversários, Bertaiolli terá de buscar outro argumento, já que pelo menos dois deles terão idade inferior à sua. O comerciante Ronaldo Alabarce, apontado como virtual concorrente à Prefeitura pelo PTB, tem 34 anos, idade que não o impediu se tornar um dos bem-sucedidos empresários do setor supermercadista do Município. Um ano mais velho que Alabarce é o provável prefeiturável do PT, Marco Antonio Pinto Soares. Com 35 anos, o advogado conseguiu se destacar profissionalmente a ponto de ter sido escolhido para comandar a 17ª Subseção de Mogi das Cruzes da Ordem dos Advogados do Brasil, onde vem realizando um trabalho também voltado para questões ligadas à cidadania e ao meio ambiente. Dentre os nomes mais cotados para a disputa, surge também o de Luiz Carlos Gondim Teixeira, este bem mais idoso. O atual deputado estadual do PPS vai completar 64 anos em novembro próximo e terá, certamente, de exaltar sua experiência em contraponto à "juventude" de seus adversários. E se é certo que esse quadro de candidatos ainda não está definido, também é verdade que novos nomes ainda poderão surgir no jogo sucessório, alterando a média de idade até agora, que é de aproximadamente 43 anos. Nada mal para uma Cidade até bem pouco tempo dominada por políticos com 60 anos ou mais.


Contando os dias


Moradores dos prédios do Nova Mogilar já iniciaram a contagem regressiva aguardando o fim do prazo – dia 30 de agosto – dado pelo secretário Eli Nepomuceno, de Segurança Pública, para a completa desativação da garagem de ônibus que funciona há 30 anos, sem licença, na Avenida Antonio de Almeida, incomodando ocupantes dos edifícios das proximidades. No fundo, há dúvidas se a exigência de Nepomuceno será mesmo cumprida dentro do prazo.


Desapropriação


A Prefeitura de Mogi voltou a avaliar a possibilidade de desapropriação de imóveis localizados junto à Rua Olegário Paiva, no trecho entre a Praça João Batalha e a Rua Barão de Jaceguai, no Centro. Em estudo, a esperada abertura da via no espaço de um quarteirão e meio para dar maior fluidez ao trânsito, estrangulado logo após a saída da Passagem Subterrânea Osvaldo Crespo de Abreu.


Convites


O advogado Jair Araújo, filiado ao DEM, está trabalhando pelo fortalecimento da legenda e para aumentar a representatividade do partido na Câmara, nas próximas eleições municipais. No atual processo de arregimentação, Araújo está fazendo contato com a família Paixão, tradicional no Distrito de Braz Cubas, viabilizando sua estreia na política mogiana.




 Mulheres


A jornalista Amanda de Almeida, articulista das terças-feiras no Caderno A deste jornal, estreou, ontem, como colunista fixa do site "Tempo de Mulher", da conhecida jornalista Ana Paula Padrão (www.tempodemulher.com.br). Amanda começa com o pé direito, analisando o papel da mulher na política brasileira. Vale leitura.




 Fonte:O Diário de Mogi

Lixão não tem aval da Aeronáutica


JÚLIA GUIMARÃES
A empreiteira Queiroz Galvão não consultou o Comando da Aeronáutica sobre a possível instalação de um aterro sanitário em Mogi das Cruzes. O projeto está em trâmite na Secretaria de Estado do Meio Ambiente desde 2003, porém, até o momento, o Ministério da Defesa não recebeu qualquer pedido para autorização do mesmo. Tecnicamente, os aterros sanitários são considerados focos com potencial de atração de aves e, portanto, o empreendimento pode representar risco para o espaço aéreo em função da proximidade com o Aeroporto Internacional de Guarulhos. A inexistência de um parecer das Forças Aéreas para instalação do aterro é mais um entrave técnico contra o lixão.


O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informou ontem a O Diário que "até o presente momento não existe processo no IV Comando Aéreo Regional (Comar) suscitando análise e parecer oficial sobre possível implantação de aterro sanitário em Mogi das Cruzes". Em nota, o órgão explica que o assunto é regulado pelo Plano de Gerenciamento do Risco Aviário (PCA 3-2) - aprovado pela Portaria nº 249/GC5, de 6 de maio de 2011, e que "cabe ao interessado encaminhar solicitação de implantação deste tipo de empreendimento aos Comandos Aéreos Regionais (Comar)".


A Aeronáutica esclareceu que o eventual pedido de instalação do aterro deverá "conter dados técnicos necessários às devidas avaliações, que são suportadas pelos Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) e pelo próprio Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)".


O Comando da Aeronáutica (Comaer) foi consultado recentemente pela Secretaria de Aviação Civil, que é diretamente subordinada à Presidência da República, sobre o caso. A SAC havia sido acionada no dia 22 de março pelo advogado e perito ambiental Odair Alves, de Itaquaquecetuba, que protocolou um ofício na sede do órgão, em Brasília, afirmando que "a instalação de atrativo de aves" na área do Taboão coloca em risco a segurança das aeronaves que executam pousos e decolagens em Cumbica. O advogado também forneceu ao órgão as coordenadas de latitude e longitude da área onde a Queiroz Galvão pretende viabilizar o projeto


No dia 25 de maio, o gerente de Departamento de Infraestrutura de Navegação Aérea Civil da SAC, Robinson Vladenir Botelho Lucas, enviou correspondência a Odair Alves em que afirmava que, após a análise das coordenadas, ficou constatado que "o empreendimento citado encontra-se no eixo de pousos e decolagens" do Aeroporto de Guarulhos. O gerente informou, porém, que caberia ao Comando da Aeronáutica a emissão de um parecer técnico sobre a instalação do aterro.


Regulamentação


Junto à nota enviada ontem à Redação de O Diário, a Aeronáutica também encaminhou a íntegra do Plano de Gerenciamento do Risco Aviário (PCA 3-2), que regulamenta a questão. De acordo com o texto, a chamada Área de Gerenciamento de Risco Aviário (AGRA) é composta pelo território que abrange um raio de 20 km do ponto médio das pistas do aeroporto.


O PCA prevê que, para empreendimentos localizados dentro do raio de 9 km, "deverá ser emitido parecer desfavorável à implantação ou funcionamento". Nos demais casos, precisa haver "parecer condicional". A autorização será dada mediante análises do Comaer que, segundo o texto, não se oporá à implantação do empreendimento, desde que o responsável se comprometa, formalmente a cumprir técnicas mitigatórias de expulsão de aves. O PCA alerta, no entanto, que "o mau uso das técnicas previstas pode permitir que uma atividade com potencial de atração de aves se converta, em curto espaço de tempo, em foco atrativo das mesmas".




Incra


Reportagem publicada ontem por O Diário revelou que a Queiroz Galvão também não possui autorização do Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra) para instalação do empreendimento. Levantamentos feitos pela empresa Falcão Bauer no processo de licenciamento confirmaram que metade da área pleiteada para o empreendimento pertence à zona rural e que, por isso, qualquer proposta de intervenção no local requer a aprovação prévia do Incra. Este deverá ser um dos principais argumentos usados pelo Executivo para tentar barrar o projeto.


Da mesma forma, também é possível que a Prefeitura utilize como argumento a falta de autorização da Aeronáutica para viabilização do projeto. Embora o Executivo ainda não tenha se posicionado sobre o assunto, em entrevista a O Diário, o gerente da Secretaria de Aviação Civil, Robinson Vladenir, revelou que o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) também fez uma consulta formal ao órgão pedindo a regularidade da instalação do aterro nas proximidades de Cumbica.


Fonte:O Diário de Mogi

AACD quer parceria para cirurgia



visita Bertaiolli, Cuco Pereira, Machado Neto e equipe vistoriaram ontem a construção do Centro de Reabilitação da AACD, no Rodeio


DANILO SANS


Além de construir o centro de reabilitação, que deverá ficar pronto em outubro, a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) busca um centro de referência na Cidade para realização de cirurgias ortopédicas. A informação é do secretário-adjunto de Saúde do Município, Marcello Delascio Cusatis, que não forneceu mais detalhes, já que o assunto deve ser debatido em breve em reunião entre a Prefeitura e responsáveis pela Associação. "A gente vai trabalhar para viabilizar este centro cirúrgico em um hospital daqui, que deverá funcionar sob a supervisão médica da AACD", disse ele, informando que, por enquanto, todo atendimento do tipo é feito em São Paulo, mas que poderá passar a ser realizado na Santa Casa de Mogi.


Em visita, ontem, ao centro de reabilitação que está sendo construído no Rodeio, o superintendente geral da AACD, João Octaviano Machado Neto, disse que o cronograma da obra vem sendo rigorosamente seguido. "Está indo em um ritmo alucinante e será concluída para o próximo Teleton, que acontecerá em 21 e 22 de outubro", informou ele, acompanhado ainda pelo vice-presidente voluntário da instituição, Luiz Eduardo Reis de Magalhães.


João Octaviano também adiantou que o credenciamento de pacientes e do corpo clínico que irá trabalhar na unidade já está sendo realizado. "Estamos em processo de seleção, fazendo os testes típicos para contratação porque nossa meta é estar com tudo pronto já para outubro", disse, informando que os pacientes da Região, que hoje são atendidos em outros locais, estão sendo cadastrados para receber atendimento na Cidade.


Ele disse ainda que o prédio será utilizado como exemplo às outras cidades. "Este layout, a construção em módulos com um terreno grande no qual é possível ainda uma expansão, além da piscina, fazem parte do modelo que pretendemos formatar e utilizar a partir daqui", disse ele, informando que o padrão de construção do prédio em Mogi é novo e que deverá ser replicado em outras unidades.


O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM), que também esteve no local, falou também da possibilidade de expansão do centro de reabilitação. "A AACD dimensionou a Cidade pelo número de pacientes que aqui existem e construiu uma unidade para atender estas pessoas, mas o terreno que a Prefeitura doou é muito maior do que a área que está sendo construída, o que mostra que daqui a 5 ou 10 anos, se houver um crescimento e a necessidade de expansão, o terreno irá contemplar isso", contou ele.


O Centro de Reabilitação da AACD em Mogi terá mil metros quadrados e está sendo construído no Rodeio. Ele contará com 33 salas para os mais diversos procedimentos clínicos e de fisioterapia, além de uma oficina para acabamento de órteses e próteses. Ao todo, foram investidos R$ 4 milhões no Município por conta da unidade. Com capacidade para atender 300 pacientes, as atividades deverão ter início até o dia 21 de outubro, quando vai ao ar o programa Teleton.


Fonte:O Diário de Mogi

Deputada recebeu verba do Turismo


FRAUDE Conforme relatos, Fátima teria montado esquema no AP

BRASÍLIA
Pelo menos quatro depoimentos de investigados na Operação Voucher à Polícia Federal afirmam que a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) recebeu parte dos recursos desviados do esquema fraudulento no Ministério do Turismo. Ela é a autora da emenda que deu origem aos convênios suspeitos. A reportagem teve acesso aos depoimentos. De acordo com os relatos, a deputada teria montado um esquema no Amapá para levar recursos públicos para ela própria e para a campanha à sua reeleição no ano passado.


Um dos depoimentos é de Merian Guedes de Oliveira, que aparece como secretária da Conectur, uma entidade fantasma que, segundo a investigação, foi subcontratada pelo Ibrasi por R$ 250 mil e teve convênio com o próprio Ministério do Turismo em 2009 no valor de R$ 2,5 milhões.


Merian disse que foi avisada pelo seu patrão e dono da Conectur, Wladimir Furtado, que a deputada Fátima Pelaes ficaria com os recursos do Turismo. Furtado foi preso na terça-feira.


De acordo com o depoimento, Merian "ficou sabendo de Wladimir que na divisão do dinheiro a deputada Fátima Pelaes ficou com maior parte do dinheiro destinado à empresa, inclusive tendo Wladimir comentado que o dinheiro destinado a empresa não seria suficiente para pagar os encargos financeiros. Que a tratativa em comento refere-se ao primeiro repasse no valor de R$ 2.5000 000,00".


E o depoimento continua: "Que ouviu de Wladimir estar preocupado de ter sido incluído pela deputada Fátima Pelaes neste esquema de desvio de dinheiro público, o que poderia culminar com a prisão de Wladimir". Merian ainda afirmou à PF que "os demais repasses de dinheiro/recurso feitos a empresa Conectur, na verdade foram desviados para a deputada Fátima Pelaes, não tendo ficado qualquer valor com a empresa ou com Wladimir". À PF, Wladimir Furtado disse que "nunca entregou nenhum dinheiro para Fátima Pelaes".


Entretanto, um outro depoimento, agora do sobrinho dele, David Lorrann Silva Teixeira, confirmou a mesma versão da secretária. O sobrinho aparece na investigação como tesoureiro da Conectur. Segundo ele, "seu tio falava que ganharia 10% do total e a deputada federal Fátima Pelaes ficaria com aproximadamente R$ 500.000,00 do total".


A deputada, segundo ele, tinha "pressa" para liberar os recursos. Outro depoimento que menciona Fátima Pelaes foi dada por Errolflynn de Souza Paixão, que já foi sócio da Conectur. Segundo ele, "Wladimir chegou a dizer que o dinheiro seria devolvido à deputada".


Já outra depoente, Hellen Luana Barbosa da Silva, afirmou aos policiais que, na sua opinião, "a deputada Fátima Pelaes indicou o Ibrasi (entidade que recebeu duas emendas de R$ 9 milhões de Fátima) para receber parete do dinheiro para financiar sua campanha à reeleição". Procurada pela reportagem em seu gabinete a deputada não foi localizada. A reportagem informou, então, o conteúdo das gravações à assessoria e pediu uma entrevista.


Fonte:O Diário de Mogi