sábado, 9 de julho de 2011

Sem partido, Marina diz que torce por Dilma

Depois de se desfiliar do PV, ex-senadora afirma que sociedade deve apoiar presidente se ela mostrar disposição de ir a fundo na luta contra corrupção



Roldão Arruda, de O Estado de S.Paulo, e Daiene Cardoso, da Agência Estado
Marina Silva parecia tranquila e leve na sexta-feira, 8, pela manhã, no seu primeiro dia fora do PV - e ainda sem nenhuma inclinação por qualquer sigla partidária no atual cenário político. Em entrevista ao Estado, quando indagada sobre o que achava do fato de a presidente Dilma Rousseff ter convidado o senador Blairo Maggi (PR-MT)para o Ministério dos Transportes ela riu e disse: "Ainda bem que não foi para o Meio Ambiente."


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Na época em era ministra do Meio Ambiente, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela andava às turras com o então governador Maggi, que também é empresário na área do agronegócio e a acusava de exagerar nas informações sobre o desmatamento.





Apesar do riso, Marina disse que torce pelo governo de Dilma. Deixou claro que, embora afastada do guarda-chuva partidário, nem pensa em se distanciará da política. Ela já se prepara para as eleições de 2012, quando deve subir no palanque de candidatos a prefeito identificados com as propostas de sustentabilidade defendidas pelo movimento suprapartidário que irá organizar a partir de agora. Por outro lado, não nega totalmente, a possibilidade de voltar a concorrer à Presidência em 2014.


No momento vai se dedicar a conversar com políticos de diferentes partidos sobre o que ela chama de "uma nova forma de fazer política". Seu leque de interlocutores é amplo inclui deputados e senadores do PT, PDT e PSB. Também anda conversando com a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), que concorreu à Presidência em 2006 e hoje é vereadora em Maceió.


A seguir, a íntegra da entrevista:


A senhora costuma dizer que é uma pessoa de processo, que leva tempo para se definir. Como foi o processo de saída do PV? Teve algum fato definidor, a chamada gota d'água?


Eu acho que teve uma pororoca, como disse o Ricardo Young (empresário que concorreu a uma cadeira no Senado e se desfiliou do PV com Marina). Foi essa mobilização que a sociedade fez nas eleições e continua fazendo. Tem algo mudando. As pessoas procuram uma forma de envolvimento que é diferente do engajamento da minha geração. Eu compreendo isso como um legado para a democracia brasileira, para o aperfeiçoamento das instituições. Toda essa mobilização, esses quase 20 milhões que votaram em nossas propostas em 2010, deveria ser recebida como um legado, para ser metabolizado pela sociedade, pelos partidos, organizações de governo. Ficou claro que a demanda da sustentabilidade é uma demanda da sociedade brasileira.


Fonte:O Estado de S.Paulo

Blairo recusa assumir Transportes e enfraquece PR na disputa com Dilma

Nome preferido do partido para substituir Alfredo Nascimento alega questões pessoais e rechaça indicação da sigla, que, pela primeira vez, cogita aceitar a efetivação do interino Paulo Sérgio Passos



Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O senador Blairo Maggi (PR-MT) recusou o convite da presidente Dilma Rousseff para ser o novo ministro dos Transportes. Ele ainda vai procurar a presidente para formalizar a recusa, mas, ao fim de reuniões na sexta-feira, 8, em Cuiabá, a decisão estava tomada. Assessores de seu grupo empresarial vetaram a indicação e ele decidiu ficar no Senado. Com a recusa, volta ao topo da lista de ministeriáveis o preferido da presidente e ministro interino, Paulo Sérgio Passos.


Celso Junior/AE - 07/07/2011
Celso Junior/AE - 07/07/2011
Passos chega ao Ministério dos Transportes: ele ocupa, interinamente, a vaga deixada por Nascimento
Sem Blairo, um de seus principais líderes, dirigentes do PR já admitem no bastidor que, se não houver alternativa, o partido acatará a escolha presidencial, selando uma vitória do Planalto.


"O ideal para o partido é que o Blairo assuma, mas pessoalmente, como senador, acho que nós poderíamos caminhar para apoiar o Paulo Sérgio", defendeu o senador Clésio Andrade (PR-MG). No mesmo tom, um influente deputado do PR revelou que está disposto a trabalhar a bancada da Câmara em favor da solução "técnica" de manter o interino e tirar o partido da "linha de tiro das denúncias de corrupção".


Antes de embarcar para Cuiabá na quinta-feira, 7, Blairo disse a Clésio que tentaria convencer seu grupo empresarial a abrir mão dos contratos que tem com o governo, para que pudesse suceder a Alfredo Nascimento. Não conseguiu. "O grupo André Maggi detectou que há conflito de interesses e impedimento legal para que eu assuma o ministério", disse o próprio Blairo no fim da tarde de sexta-feira.


Mas ele aposta que nada acontecerá antes de terça-feira, 12, quando seu afilhado político e diretor afastado do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, vai depor na Comissão de Infraestrutura do Senado. O depoimento carrega um "potencial explosivo", mas um colega de Pagot no secretariado de Blairo no governo de Mato Grosso disse que "não existe a possibilidade de o Pagot entornar o caldo".


Esse interlocutor confirma que Pagot está "magoado e com raiva" por ter sido "jogado às feras" pelo Planalto em meio às denúncias de suposto esquema de corrupção com pagamento de propina a empresários nos Transportes. "Mas ele é um homem honrado e não vai cuspir no prato em que comeu", disse a fonte.


‘Traição’. O maior foco de resistência à tese de efetivar o interino não é Blairo e sim o ex-ministro. Nascimento e seus aliados consideraram "traição" o fato de Passos ter sido chamado ao Planalto por Dilma na terça-feira e não ter avisado ao partido ou ao ministro da reunião. O líder do PR no Senado, Magno Malta (ES), também criticou Passos pelo atendimento precário aos parlamentares. Mas políticos dos vários setores do PR entendem que o rompimento com o governo está fora do horizonte da legenda.
 
Fonte:O Estado de S.Paulo

Frase

Divulgação
"Suas acusações contra mim não trazem qualquer prova material ou testemunhal. São meras ilações extraídas de sua interpretação."
José Dirceu,
Ex-deputado e um dos 97 acusados no processo do mensalão, agora com pedido de condenação.

Fonte:Mogi News

Aniversário Rádio Metropolitana completa 50 anos em sintonia com a modernidade

Além de inovar sua programação, rádio estendeu seu serviço, que hoje também pode ser acessado pela Internet
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Jorge Moraes

À frente do "Radar Noticioso", a jornalista Marilei Schiavi quebrou paradigmas ao se tornar a primeira mulher da Rede Metropolitana de Rádio a ancorar o programa
A Rádio Metropolitana AM 1070 comemora hoje 50 anos de fundação com uma cara nova, mais moderna e mais dinâmica. Isso porque não é só pelas ondas do rádio que os ouvintes podem acompanhar a programação. Além dos aparelhos de rádio instalado nos carros, na sala, na cozinha ou até no balcão do comércio, é possível ouvir o que está no ar pelo endereço eletrônico www.redemetropolitana.com.br, a qualquer hora do dia ou da noite. 
E essa possibilidade de utilizar a tecnologia a favor do crescimento da marca que já conquistou outras cidades de São Paulo (são outras 15 no interior) e até Minas Gerais, será explorada pela direção da empresa, que pretende investir na modernização dos equipamentos para colocar à disposição, além da produção multimídia, o fornecimento do sinal digital, levando som de maior qualidade para o ouvinte. 
Mas não é só na questão estrutural e técnica que a Metropolitana se mostra moderna. Sob a direção da jornalista Marilei Schiavi, os noticiários ganharam mais atenção do público por causa dos polêmicos debates e do jeito irreverente e bem humorado de fazer jornalismo. Marilei acompanha a rádio aniversariante há 20 anos. Começou fazendo reportagens políticas em Suzano, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos e Poá. Hoje, é âncora do "Radar Noticioso", um dos programas de maior audiência da emissora.


Também é a primeira mulher da Rede Metropolitana de Rádio a ancorar o programa, quebrando paradigmas. "O rádio tem uma magia indescritível. Você, enquanto jornalista, se expõe pela voz e pessoas que nunca te viram, não sabem como você é fisicamente, te adoram. Nós nos tornamos parceiros dos ouvintes", destacou a jornalista. No comando do programa há cinco anos, ela lembra que a proposta inicial era mostrar a visão da mulher em diversos assuntos de relevância social, mas na prática, se tornou muito mais que isso. "Hoje a Metropolitana voltou a ser polêmica, ousada e é a voz da população. Sem contar que o rádio é a forma mais simples de informar, de traduzir o cotidiano. Temos maior liberdade de expressão para comentar diversos assuntos e a informação já chega pronta para ser consumida e absorvida pelo ouvinte, ou seja, alcançamos o público de qualquer classe social ou grau de instrução", disse. 
Um dos destaques da programação é a oportunidade de debater os assuntos, como acontece nas calorosas discussões semanais no quadro "Meninos da Marilei". "O ouvinte quer debater a notícia. Ele quer saber a opinião de variados assuntos no ponto de vista de autoridades e é por isso que a rádio não vai acabar nunca. Temos tempo e espaço que nenhuma outra mídia tem para discussões, e tudo isso com credibilidade. Formamos opiniões diariamente". 
As ações sociais desenvolvidas no Metropolitana na Comunidade que, em parceria com o jornal Mogi News, visita um bairro por semana dando à população acesso a profissionais, como advogados, psicólogos e médicos, além de serviços gratuitos como corte de cabelo, por exemplo, também são o ponto forte da marca. 
"Temos de comemorar porque hoje fazemos nosso papel institucional, contribuindo com a população em parceria com órgãos públicos e entidades. Ir aos bairros é dar voz ao povo, estar ao lado dele. E esse é o papel da Metropolitana". É por isso que a Rede Metropolitana de Rádio e TV receberá no próximo dia 1º de agosto, às 20 horas, uma homenagem na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. O pedido foi feito pelo deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS).


Fonte:Mogi News