Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari
Vereadores e representantes da Prefeitura participaram da vistoria
As comissões de Saúde e de Obras da Câmara Municipal, além do presidente do Legislativo, Mauro Araújo (PSDB), vistoriaram ontem a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas do Jardim Universo, para analisar as denúncias feitas pela vereadora Vera Rainho (PR) na semana passada. Segundo ela, a sala de raio X estava com rachaduras, o que poderia provocar vazamentos de radiação.
O secretário de Saúde de Mogi, Paulo Villas Bôas de Carvalho, apresentou um laudo radiométrico, que mostra que, mesmo com as fissuras, não há nenhum tipo de risco aos servidores ou pacientes. As rachaduras, inclusive, já foram consertadas.
"Já tínhamos um laudo da Vigilância Sanitária do Estado, mas, para evitar qualquer tipo de preocupação desnecessária, contratamos uma empresa para realizar um novo laudo", afirmou o secretário-adjunto de Saúde, Marcello Cusatis.
"Eu já tinha comunicado a Prefeitura por meio de ofício e a única alternativa era falar em plenário, porém, posso afirmar que o problema já está resolvido", disse Vera, que também é médica do posto do Jardim Universo.
A sala do raio X chegou a ficar fechada por 20 dias em abril para obras de recuperação da fissuras existentes apenas superficialmente, na argamassa.
Fonte:Mogi News
Amilson Ribeiro
Uma escola de Mogi das Cruzes serve de cenário para inserções televisivas e radiofônicas do Ministério da Educação em todo território nacional. O Cempre (Centro Municipal de Programas Educacionais) Doutora Ruth Cardoso, no Jardim Lair, em Brás Cubas, vira pano de fundo para a reconhecida qualidade da merenda escolar mogiana, subsidiada pelo Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Cempre e PT
Tal apresentação, em detalhes, dá uma demonstração incomum de isenção política do governo federal, comandado pelo PT, ao reconhecer a boa gestão dos recursos repassados a um município governado por um prefeito - Marco Bertaiolli - pertencente a um partido de oposição, o DEM.
Divulgação
Bom exemplo
Unidade modelo de ensino integral, inaugurada em 2009, que faz homenagem póstuma à socióloga Ruth Cardoso, primeira-dama durante oito anos de um governo tucano e esposa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). FHC, inclusive, compareceu à abertura oficial do espaço, o Cempre, que tem outras unidades em Mogi, não possui cor partidária e precisa mesmo ser difundido Brasil adentro.
Segredo de Estado
As alterações pretendidas pela Câmara para o zoneamento para a avenida Capitão Manoel Rudge teriam sido pedidas a vereadores pelo deputado federal Valdemar Costa Neto (PR), Boy. É o que assegura uma fonte bem informada. Talvez se tivesse tido essa informação antes, gente que hoje se posta contra as alterações não tivessem se manifestado tão criticamente. Afinal, para muita gente na cidade, as posições de Boy, mesmo que não declaradas, são tidas como sagradas, dado seu poder de fogo federal.
Daniel Carvalho
Paulo Renato
A morte do ex-ministro da Educação no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e depois secretário de Estado da Educação, no governo José Serra (2007-2010), Paulo Renato Souza, faz lembrar sua passagem por Mogi em 2009, quando tentava viabilizar sua candidatura ao governo estadual. Numa espécie de sondagem em solo mogiano, ele foi recebido por tucanos locais. Acabou ficando somente na intenção de ser candidato.
Passado para trás
Pertencente ao grupo de Serra, Souza abriu mão de sua pré-candidatura para colaborar numa composição em torno da tendência majoritária dentro do partido pelo retorno de Geraldo Alckmin (PSDB) ao Palácio dos Bandeirantes. Depois, tentou legenda para se candidatar ao Senado, mas parou em Aloysio Nunes Ferreira Filho, que acabou eleito senador da República.
Retirada forçada
Deputado federal bem votado e eleito em 2006, Souza não quis pleitear a reeleição. Num acordo com Alckmin, foi um dos coordenadores da campanha do hoje governador, mas acabou passado para trás. Ele teria a promessa de ser mantido na Secretaria da Educação, o que não se concretizou. O grão-tucano se recolheu, então, nos estudos sobre os mecanismos do ensino público e privado, sua grande paixão.
Kassab para todos
Deu no Estadão de ontem: "Concebido como projeto político paulista e pessoal do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o novo PSD nasce como um ajuntamento de sublegendas de caciques tradicionais da política nos Estados. É a partir da força local de lideranças como o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e de governadores do PMDB, do PT, do PSDB, do PSB, do PMN e do DEM, que Kassab e seus operadores constroem a sigla nacional".
Jorge Moraes/Guilherme Bertti
Mistura fina
Em Mogi, há uma intensa movimentação do deputado federal Junji Abe para a consolidação de um novo grupo para o PSD. Em caso de confirmação do atrelamento político entre Junji e Bertaiolli, será que, uma vez o prefeito retornando das férias, a distribuição de sua base de apoio, para efeito da disputa por cadeiras no Legislativo, vai contemplar o PSD com a filiação de políticos "bertaiollistas" que estão em outras legendas?
Troca-troca
O raciocínio é simples: hoje, Junji não contaria com nenhum dos atuais vereadores no PSD. Excetuando-se Osvaldo do Mercado, que deve ficar no PPS de Luiz Carlos Gondim Teixeira, toda a Câmara (15) deve cerrar fileiras com o atual prefeito. Daí a possibilidade de Bertaiolli remanejar dois ou três parlamentares para que, em tom de colaboração, venham a compor o PSD.
Dois lados
Isso teria dois lados. O positivo: Bertaiolli renovaria de vez um pacto com Junji; o negativo: mostraria uma colaboração com o ex-aliado Kassab, o que poderia fazer o governo do Estado torcer o nariz para o prefeito.
e-mails do leitor
Insegurança
Sou morador da cidade e na sexta-feira (24/06), por volta das 23h30, estava voltando para Brás Cubas, utilizando a Via Perimetral. Após a reta da Placo, em um trevo antes da Favela do Gica, na subida do pontilhão, apareceram dois indivíduos, que arremessaram um tijolo em meu pára-brisa. Um deles estava armado. Acelerei o veículo e, na descida, havia outros três à espera, caso eu estacionasse o carro. Segui até a base da PM, no Jardim Universo, e fiz a reclamação. Enquanto estava ali, outros dois carros chegaram alegando o mesmo problema.
Graças a Deus nada ocorreu comigo, mas é preciso divulgar essa situação, pois outros podem não ter a mesma sorte. Detalhe: ao lado desse pontilhão, fica o Garra e também uma delegacia.
Eduardo Scotton
eduardoscotton@gmail.com
Estacionamentos
Sou morador de Mogi e leitor do jornal. Li as matérias referentes à diminuição de vagas para estacionar os veículos no centro e gostaria de apresentar uma ideia para solucionar o problema da cidade: bicicletas. O maior problema quanto ao tráfego e estacionamento está no incrível aumento no número de veículos. Grande parte dos veículos leva apenas uma ou duas pessoas. Sei que a cidade tem um relevo muito acidentado, mas grande parte dos bairros da cidade não estão a mais que quatro quilômetros do centro. Já contamos com os bicicletários nos terminais. Creio que, com uma política voltada aos ciclistas, poderíamos ter mais ciclovias, ciclofaixas e locais para prender a bicicleta no centro comercial. Esta ideia é sustentável, ecológica e saudavel!
Heitor Flavio Dias
hfdias@ymail.com
Imagem do dia
Jorge Moraes
Pelé chupando laranja
Sósia de Pelé participou no domingo da Corrida Fast Run
Flex Pé Sport/TV Mogi News e confundiu público e participantes
Fonte:Mogi News
A fama de durão sempre foi cultivada por Waldemar Costa Filho que dela fazia uso sempre que era acossado por algum eleitor ou adversário político. Não foi à-toa que, ao ser criticado por um aumento abusivo de impostos pelo advogado Rubens Nogueira Magalhães, seu afilhado de casamento e depois ferrenho opositor, Waldemar não titubeou: num anúncio que ocupou toda a primeira página deste jornal, respondeu às críticas e ainda desafiou o desafeto para um duelo, deixando para o oponente a escolha das armas. O duelo, é claro, nunca aconteceu e em seu quarto e último mandato, Waldemar e Magalhães se reconciliaram, a ponto de o advogado assumir a Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego. A fama de Waldemar se devia, em parte, a um enorme revólver calibre 38, que estava ora na cintura, ora dentro de uma pasta do tipo 007, sempre repousada sobre a mesa, em seu gabinete. O leitor Odair Cardoso, hoje esmerado cozinheiro, mas que foi fotógrafo de profissão, lembra que ao retratar a solenidade de inauguração do Ginásio de Esportes da família Vidal, em César de Souza, acabou esbarrando, inadvertidamente, no "cabo quadrado" de algo que estava na cintura de Waldemar, justo na hora do descerramento da placa do evento. Na época, o jovem Odair tremeu. Achou que levaria uma reprimenda pública. Waldemar, vendo seu desespero, disse ao apavorado fotógrafo: "Calma, calma... isso não é para você". Novamente, Joel Avelino Ribeiro, volta a contar outra passagem vivida por ele e Waldemar, durante campanha política, no salão de um condomínio, no Rodeio. Muitos queriam questionar o candidato, mas um moço todo delicado e cheio de trejeitos, tentava monopolizar a reunião, não dando chances a outras pessoas fazerem perguntas. "Já meio irritado, Waldemar desabotoou o paletó, ameaçou colocar a mão na cintura e chamou a atenção do moçoilo. Foi então que todos notaram em sua cintura o enorme ‘tresoitão’ que, com certeza, não era de brinquedo. Dali em diante, a reunião fluiu na mais absoluta harmonia e, naquela noite, ninguém mais viu o afoito rapazola", diverte-se Joel, ao lembrar a história.
Beija-mão
Amanhã, às 8 horas em ponto, o prefeito em exercício José Antonio Cuco Pereira (PSDB) começa a despachar em seu novo gabinete, onde receberá os amigos para os inevitáveis cumprimentos.
Civilidade
O atento Eduardo dos Santos sugere à Prefeitura que coloque um aviso nos bancos da Praça Norival Tavares para que os freqüentadores do local utilizem os assentos dos bancos para se sentar. O alerta seria redundante, se a maioria não se sentasse nos encostos e usasse os assentos para colocar os pés. Mera questão de educação.
White Hall - 1
Aberta recentemente nos Jardins, ponto nobilíssim da Capital, a White Hall, de vestidos para festas e noivas, ganhou destaque especial na coluna Blue Chip, do jornalista Rodrigo Uchoa, no "Valor", a mais importante publicação diária de economia do País. Lá peças para madrinhas de casamento têm preços variando entre R$ 2 mil e R$ 8mil; já os vestidos de noivas chegam a custar R$ 33 mil.
White Hall - 2
A nova loja, que já atende à demanda pelas roupas à la Kate Middleton, a esposa do príncipe William, que vêm ditando moda entre as noivas atuais, pertence a Lívia Colucci e Alana Cordeiro. As duas têm formação na área da moda e são filhas do diretor regional de Mogi do Ciesp, Milton Sobrosa.
Fonte:O Diário de Mogi
PODER Em alguns casos Sarney consegue influir na escolha de um nome mesmo sem o conhecer
BRASÍLIA
Espécie de nomeador-geral da República, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), paira acima da briga diária e quase insana dos partidos aliados para garantir nas estatais e no segundo e terceiro escalões do governo um lugar a seus afilhados. Sozinho, Sarney garantiu mais nomeações do que a maioria dos partidos envolvidos na disputa.
A força de Sarney é tamanha que em alguns casos ele consegue influir na escolha de um nome mesmo sem o conhecer. Foi o que aconteceu com a indicação de Eurides Mescolotto para a presidência da Eletrosul. Ex-marido da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), o nome de Mescolotto só foi confirmado na direção da estatal, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), depois de Ideli recorrer à ajuda de Sarney.
Agora, transcorridos quase seis meses de governo de Dilma Rousseff, o ex-marido de Ideli continua firme na direção da Eletrosul, apesar da pressão pela troca originada no PT, partido da presidente e de Mescolotto.
O nome sugerido para o lugar foi o do ex-deputado Cláudio Vignatti (PT-SC). Mas Dilma não se comoveu e manteve Mescolotto. Vignatti acabou nomeado para a Secretaria de Relações Institucionais, como sub do então ministro Luiz Sérgio que, há menos de vinte dias, foi para o Ministério da Pesca e cedeu o lugar para Ideli Salvatti.
Na semana passada, o PMDB foi a Ideli pedir que fossem nomeados 48 nomes indicados ao governo ainda em janeiro. Deixou a reunião com a promessa de que os pleitos serão atendidos dentro das possibilidades, porque as vagas são poucas.
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), entregou uma nova lista de afilhados para a ministra. Cid argumentou que era a mesma do início do governo, mas tomara o cuidado de levá-la novamente a Ideli porque talvez o ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil) a tivesse perdido.
Pois Sarney, sem enfrentar fila, nomeou no início da semana para o Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) os jornalistas Fernando Cesar Mesquita, diretor de Comunicação do Senado, e Virgínia Galvez, responsável pela expansão da rede de TVs do Senado.
Fernando Cesar disse que Sarney garantiu as nomeações porque os dois precisam fazer contato frequente com a Anatel, por causa do projeto de criação de uma rede de emissoras da TV do Senado. Disse que o cargo não tem remuneração e que o Senado tem direito a duas indicações, assim como a Câmara.
De acordo com a assessoria de Sarney, o presidente do Senado aparece como responsável por muitas nomeações porque ele costuma ser procurado pelas bancadas dos partidos e pelos governadores para interceder por alguém. Desse modo, acaba se tornando o grande nomeador na República.
O fato é que dos seis ministros do PMDB, Sarney garantiu dois. Primeiro, Edison Lobão para o Ministério de Minas e Energia, durante o governo de Lula. Lobão foi reaproveitado por Dilma para a mesma função. Em segundo lugar, Sarney pôs o deputado Pedro Novais (MA) no Turismo, atendendo também a pedido da bancada do PMDB na Câmara.
A influência de Sarney no setor elétrico é tanta que alguns políticos afirmam que o sistema Eletrobrás é administrado por um consórcio: Dilma/Sarney. A assessoria do presidente do Senado, no entanto, afirma que Sarney perdeu espaço, porque seu maior afilhado - José Antonio Muniz, presidente da Eletrobrás durante o governo de Lula - deu lugar a José da Costa Carvalho, apoiado pelo PT. Mas Sarney garantiu na presidência de Furnas o afilhado Flávio Decat.
A mão de Sarney está em estatais como a Transpetro, na direção de agências reguladoras, como a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Anatel, no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na Petrobrás, na Eletronorte, no Banco da Amazônia e na Caixa Econômica Federal, entre outros.
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir o nepotismo nos órgãos públicos atingiu o clã Sarney. Pelo menos sete membros da família passaram pelo Senado nos últimos 20 anos e, por causa do STF, tiveram de ser afastados.
Fonte:O Diário de Mogi