Empolgado com a grande afluência de público aos jogos da ainda incipiente equipe de basquete recém-montada na Cidade, o prefeito Marco Bertaiolli (DEM) tem procurado informações sobre quanto custaria a manutenção de uma equipe de futebol de ponta, capaz de chegar a disputar a divisão de elite do Paulistão ou, sonhando mais alto, até a Copa do Brasil e o Brasileirão. Os primeiros resultados dessas sondagens, segundo apurou a coluna, não foram nem um pouco animadores. O prefeito teria conversado sobre o assunto com o presidente de um clube do Interior paulista que recentemente ascendeu à Primeira Divisão do Paulistão da Federação Paulista de Futebol. E o que ouviu dele não foi nada animador. Mesmo contando com a participação da iniciativa privada, por meio de patrocinadores, o custo para a Cidade ainda seria aparentemente alto demais. Afinal, além dos salários, ainda sobram despesas com alojamentos, alimentação, viagens, sem contar a infra-estrutura do Nogueirão ou de outro estádio que, porventura, venha a ser construído na Cidade. E mais: Bertaiolli tomou conhecimento também de que a possibilidade de se "importar" um time já montado, como ocorreu recentemente com o Grêmio Barueri, quase nunca dá certo. Afinal, a Cidade se identifica com seus próprios clubes e não aceita imposições. No caso de Mogi, o União seria a opção para se transformar no clube da Cidade, não fosse a situação desesperadora a que foi submetido e que se encontra até agora. Resumindo: a se levarem em conta os custos, pelo menos por enquanto, Mogi deve continuar investindo no basquete. Mas pelo andar da carruagem, não será surpresa se o futebol vier a ser promessa para um possível segundo mandato do atual prefeito.
Pelé mogiano
Ao comentar a performance de Neymar na decisão da Libertadores, ontem pela manhã, na Rádio Bandeirantes, o apresentador Milton Neves confessou que só recentemente, durante uma palestra na UBC, ficou sabendo que o jogador era mogiano. "Mogi das Cruzes é a nova Três Corações", disse ele, ufanista, fazendo referência à cidade natal de Pelé, o eterno rei do futebol brasileiro.
Secretário – 1
O apresentador lembrou também que Mogi das Cruzes irá sediar, no final do ano, os Jogos Abertos do Interior, e que tem como secretário municipal de Esportes, o "baixinho" Nilo, ex-armador da Seleção Brasileira, que foi, segundo ele, "um gigante do basquete nacional".
Secretário – 2
A propósito: durante o recente encontro de esportistas realizado na UBC, Milton Neves não reconheceu Nilo e só ficou sabendo quem era o secretário de Esportes mogiano após as apresentações oficiais dos participantes do debate. Logo que assumiu o microfone, o apresentador fez rasgados elogios a Nilo e se desculpou publicamente pela solene gafe.
Campeão
Enquanto dentro de campo Neymar conduzia o time do Santos à conquista da Libertadores, um outro mogiano permanecia no banco de reservas santista: Maikon Leite, que recebeu a faixa de campeão das Américas, às vésperas de trocar a Vila Belmiro pelo Palestra Itália. A partir do próximo mês, Maikon troca a companhia dos meninos (ou gigantes?) da Vila, pelo Palmeiras, com quem já assinou contrato.
Fonte:O Diário de Mogi
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Muro da AACD já está concluído
em andamento Além das obras de construção no Rodeio, Cidade prepara campanha para auxiliar a AACD
DANILO SANS
Especial para O Diário
Já está sendo terminado o muro que irá delimitar o espaço da unidade mogiana da Associação de Assistência a Criança Deficiente (AACD), que deverá estar construída até outubro próximo. A pedra fundamental da obra foi lançada há um mês.
O cronograma está sendo seguido, é o que garante José Edson Ferreira França. O carpinteiro, de 41 anos, estava responsável pelos serviços e acompanhava a finalização do muro. "A fundação já está sendo feita. Estamos fixando as estacas e fazendo as escavações para o alicerce. Esta é a parte mais demorada da obra. Depois disso será feito o serviço de alvenaria e a laje", disse.
A partir de segunda-feira, os 16 operários devem iniciar a construção das paredes do prédio. "Começamos a trabalhar nas vigas, que possibilitarão o levantamento das paredes. Até o momento, as obras seguem tranquilamente, sem maiores problemas", disse o operário.
Valeriana da Silva Alves, responsável pela Coordenadoria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de Mogi das Cruzes, espera ansiosamente a conclusão dos serviços. "Graças a Deus está tudo dentro do prazo para que a obra seja entregue até o próximo Teleton". Ela comemora o fato de a Cidade ter conseguido instalar uma unidade da AACD. "Não vemos a hora de o hospital estar funcionando em pleno vapor para que os deficientes da nossa Cidade possam fazer seus tratamentos dentro do Município, e não precisem se deslocar para outras localidades. Foi um presente maravilhoso para Mogi ", completou.
A Coordenadoria dará início, em parceria com a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), a campanha que irá distribuir cofres para doações nos comércios da Cidade. O objetivo é arrecadar R$ 400 mil reais para o próximo Teleton. "Começaremos a campanha no dia 4 de julho e iremos até o final de setembro. O montante será doado para ajudar na construção do próximo hospital, a ser designado pela AACD", ressaltou Valeriana.
O valor foi definido pelo prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) durante o lançamento da pedra fundamental, no dia 25 de maio. Ele disse que a arrecadação será um gesto simbólico em agradecimento e espera que seja arrecadado pelo menos R$ 1 real para cada um dos cerca de 400 mil habitantes da Região.
O presidente voluntário da AACD, Eduardo de Almeida Carneiro, comentou na ocasião do lançamento da obra que a fila de espera já contava com 48 pessoas da Cidade. Também há a expectativa de que outras pessoas das regiões do Alto Tietê sejam atendidas na entidade de Mogi.
Ele destacou ainda que a escolha da cidade se deu em razão de suas políticas públicas de apoio ao deficiente físico, além da insistência da Administração Municipal em trazer uma unidade da Associação para a Cidade.
O Centro de Reabilitação da AACD em Mogi das Cruzes terá mil metros quadrados, e está sendo construído no Bairro do Rodeio. Ao todo, foram investidos R$ 4 milhões no Município, por conta da unidade. Com capacidade para atender 300 pacientes, as atividades deverão ter início até o dia 21 de outubro, quando vai ao ar o programa Teleton.
Fonte:O Diário de Mogi
Preço define venda de aeroportos
BRASÍLIA
Os editais de privatização dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos devem estabelecer como critério para escolha do novo operador o maior valor pago pela concessão. "A tendência seria a outorga, quem paga mais", disse ao Grupo Estado o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira.
O governo chegou a cogitar um instrumento de licitação muito parecido com a dos pedágios nas rodovias, que levava em conta a oferta da menor tarifa cobrada pelos consórcios interessados na atividade. Ocorre, no entanto, que a cobrança de uma cesta de tarifas para diferentes serviços nos aeroportos dificulta a realização de leilões seguindo esse modelo.
"Menor tarifa é um critério objetivo quando se está trabalhando com rodovias. Portos e aeroportos têm cesta de tarifas, por isso não é um indicador claro a menor tarifa", disse o secretário.
Outra hipótese já descartada foi a da concessão de algumas partes dos aeroportos. A privatização será de todo o conglomerado. "Tinha a história de concessões de terminais, mas a decisão foi de fazer privatização geral", disse Silveira. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financiará os concessionários, está finalizando as projeções para os preços mínimos dos três primeiros aeroportos.
A expectativa é a de que as análises jurídicas e econômicas, incluindo as do Tribunal de Contas da União (TCU), já estejam azeitadas até o fim do ano, o que evitaria uma paralisação no meio das obras. "Tem um grupo trabalhando intensivamente para apresentar os editais até dezembro", afirmou o secretário.
Silveira fez questão de deixar claro que o modelo de privatização não implica necessariamente aumento de tarifas para os usuários. "Essa ideia que andaram plantando de que, com a concessão, as tarifas terão de subir, não existe, pois depende da viabilidade de cada aeroporto", afirmou.
Ele lembrou que as tarifas não são a única fonte de renda do negócio e, em alguns casos, a operação é superavitária. Dos três aeroportos em questão, os de São Paulo operam no azul. "O único que pode ter algum problema de tarifas é o de Brasília", previu.
Isso porque cerca de 40% da movimentação do aeroporto Juscelino Kubitschek é de conexões, o que leva a arrecadação tarifária a ser relativamente baixa. Viracopos, em Campinas, tem uma alta movimentação de cargas.
Mesmo com esse cronograma, o governo chegou a admitir algumas vezes que nem todas as obras serão entregues para a Copa do Mundo de 2014. O terminal 3 de Guarulhos, por exemplo, é um dos que não devem ser finalizados.
Nem por isso, no entanto, há a avaliação de que o Brasil "fará feio" na recepção de turistas porque o governo alega contar com ganhos operacionais, como o entrosamento maior entre a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), alfândega e Polícia Federal.
Fonte:O Diário de Mogi
Os editais de privatização dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos devem estabelecer como critério para escolha do novo operador o maior valor pago pela concessão. "A tendência seria a outorga, quem paga mais", disse ao Grupo Estado o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira.
O governo chegou a cogitar um instrumento de licitação muito parecido com a dos pedágios nas rodovias, que levava em conta a oferta da menor tarifa cobrada pelos consórcios interessados na atividade. Ocorre, no entanto, que a cobrança de uma cesta de tarifas para diferentes serviços nos aeroportos dificulta a realização de leilões seguindo esse modelo.
"Menor tarifa é um critério objetivo quando se está trabalhando com rodovias. Portos e aeroportos têm cesta de tarifas, por isso não é um indicador claro a menor tarifa", disse o secretário.
Outra hipótese já descartada foi a da concessão de algumas partes dos aeroportos. A privatização será de todo o conglomerado. "Tinha a história de concessões de terminais, mas a decisão foi de fazer privatização geral", disse Silveira. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financiará os concessionários, está finalizando as projeções para os preços mínimos dos três primeiros aeroportos.
A expectativa é a de que as análises jurídicas e econômicas, incluindo as do Tribunal de Contas da União (TCU), já estejam azeitadas até o fim do ano, o que evitaria uma paralisação no meio das obras. "Tem um grupo trabalhando intensivamente para apresentar os editais até dezembro", afirmou o secretário.
Silveira fez questão de deixar claro que o modelo de privatização não implica necessariamente aumento de tarifas para os usuários. "Essa ideia que andaram plantando de que, com a concessão, as tarifas terão de subir, não existe, pois depende da viabilidade de cada aeroporto", afirmou.
Ele lembrou que as tarifas não são a única fonte de renda do negócio e, em alguns casos, a operação é superavitária. Dos três aeroportos em questão, os de São Paulo operam no azul. "O único que pode ter algum problema de tarifas é o de Brasília", previu.
Isso porque cerca de 40% da movimentação do aeroporto Juscelino Kubitschek é de conexões, o que leva a arrecadação tarifária a ser relativamente baixa. Viracopos, em Campinas, tem uma alta movimentação de cargas.
Mesmo com esse cronograma, o governo chegou a admitir algumas vezes que nem todas as obras serão entregues para a Copa do Mundo de 2014. O terminal 3 de Guarulhos, por exemplo, é um dos que não devem ser finalizados.
Nem por isso, no entanto, há a avaliação de que o Brasil "fará feio" na recepção de turistas porque o governo alega contar com ganhos operacionais, como o entrosamento maior entre a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), alfândega e Polícia Federal.
Fonte:O Diário de Mogi
Alesp paga mais do que Supremo
CORRETOS O presidente da Alesp, Barros Munhoz, durante sessão: todos os atos dentro da legislação
SÃO PAULO
Servidores da Assembleia Legislativa de São Paulo chegam a receber salários maiores do que os de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que foram fixados pela Constituição como o teto de remunerações do funcionalismo público no País. O Grupo Estado teve acesso a holerites de funcionários do Legislativo e encontrou, por exemplo, o caso de um servidor que recebeu, em maio deste ano, um salário bruto de R$ 28.806,02.
Um ministro do Supremo Tribunal Federal ganha mensalmente R$ 26,7 mil. Na conta, além do salário-base, deveriam estar computadas, no entendimento de boa parte dos especialistas, também as vantagens pessoais, como gratificações, adicional por tempo de serviço, sexta parte (gratificação específica concedida ao servidor a partir de 20 anos de trabalho efetivo) e abono de permanência.
O supersalário recebido por alguns funcionários do Legislativo paulista chega a ser R$ 8,8 mil maior do que o salário dos deputados estaduais, em tese a faixa salarial que deveria ser utilizada para limitar as remunerações dos servidores da Casa. Um parlamentar da Assembleia recebe oficialmente R$ 20.042,35, ou 75% dos R$ 26,7 mil recebidos pelos deputados federais.
Obscuro
Questionada por duas vezes pelo Grupo Estado, a Assembleia Legislativa de São Paulo se recusou a informar o valor que pratica como teto e por meio de qual cálculo chega até ele.
Os supersalários do Legislativo paulista podem ser explicados por dribles jurídico-semânticos na Constituição Federal. Um funcionário da Casa disse ao Grupo Estado que, embora os deputados estaduais não recebam 14º e nem 15º salários - como ocorre com os deputados federais -, a Assembleia utiliza no cálculo as 15 remunerações recebidas anualmente pelos parlamentares federais e as divide por 13 salários.
Dessa forma, o teto não seria correspondente a 75% dos salários dos deputados federais, mas algo próximo a 85%. Além disso, não há uma normatização definitiva a respeito das vantagens pessoais que contam para efeito da definição do teto.
No caso do abono de permanência, por exemplo, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já definiu que, na magistratura, ele pode escapar do teto. Ou seja, não seria somado ao salário-base dos magistrados.
Recentemente, o Ministério Público Federal entrou com três ações na Justiça contra os supersalários pegos pelo governo federal, pela Câmara e pelo Senado. A Procuradoria avalia que gratificações, verbas de representações e comissões devem ser computadas para o cálculo do teto.
Até as horas extras, segundo o Ministério Público Federal, deveriam ser definidas como remuneração, em vez de indenização, como é hoje, o que permite a extrapolação dos R$ 26,7 mil pagos aos ministros do Supremo.
Atualmente, na falta de uma normatização que englobe todos os Poderes de todas as esferas - municipal, estadual e federal - cada um deles decide quais as vantagens pessoais que entram na conta.
Explicações
Em nota, a Assembleia Legislativa afirmou ao Grupo Estado que "pauta todos os seus atos e procedimentos na legislação vigente". "Assim, o teto salarial do servidor é calculado tendo como base o salário percebido pelo parlamentar no exercício financeiro", diz a Mesa Diretora, composta pelo presidente Barros Munhoz (PSDB), pelo 1º secretário, Rui Falcão (PT), e pelo 2º secretário, Aldo Demarchi (DEM).
A Casa afirma ainda que não há, no Legislativo paulista "salário pago para servidor superior àquele fixado constitucionalmente para o deputado". E conclui: "A transparência de nossos atos se reflete na publicidade dessas informações à população, por meio do portal na internet e aos órgãos de controle".
Fonte:O Diário de Mogi
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