domingo, 5 de junho de 2011

Histórias dos tempos de Waldemar Costa Filho (II)

O leitor Joel Avelino Ribeiro foi um dos primeiros a encarar o desafio proposto pela coluna a seus leitores, domingo passado, para que enviassem histórias em que o ex-prefeito Waldemar Costa Filho fosse protagonista ou mesmo um simples personagem. Antigo funcionário da Eletropaulo, atual Bandeirante, o leitor também já teve seus dias de polêmica, ao devolver ao Ministério da Previdência, o valor por ele recebido como salário-família. Foi a forma que Joel encontrou para protestar contra os valores irrisórios que eram – e continuam sendo – pagos pelo governo para ajudar na manutenção dos recém-nascidos. O assunto virou polêmica nacional ao ganhar as páginas do jornal "O Estado de S. Paulo" e fazer com que o ministro da época se manifestasse sobre o assunto. Este é o Joel que relembra aquela tarde em que, ao deixar a Eletropaulo, em frente à Prefeitura, onde hoje funciona o Cartório de Registro Civil, foi até o gabinete de Waldemar, em companhia do amigo Nadir Prado. Lá chegando, encontrou um senhor fazendo algumas reivindicações e, a certa altura, disse ao Waldemar: "Olha prefeito, se a gente não resolver o problema daquela senhora, ela acabará se matando". Waldemar abriu a gaveta da mesa, puxou sua carteira, tirou uma cédula e a entregou ao senhor, emendando: "Isso dá para comprar uma lata de formicida? Assim fica tudo mais fácil". A história de Joel lembra a de um político de Braz Cubas que foi ao gabinete do prefeito, que funcionava no primeiro andar do antigo prédio da Caric, na Avenida Voluntário, numa espécie de mezanino, onde uma parede de vidro permitia que ele visse e fosse visto por todos os funcionários que trabalhavam no térreo. O político lhe fez uma série de exigências e, diante da recusa do prefeito, ameaçou se jogar do mezanino. Waldemar não pensou duas vezes: abriu a enorme janela e, em voz alta, para que todos lá embaixo ouvissem, desafiou o nervoso interlocutor a cumprir a ameaça. O que, é claro, acabou não acontecendo.





Lembranças


Outras histórias do ex-prefeito Waldemar Costa Filho podem ser enviadas para o endereço eletrônico da coluna, para serem mostradas na edição do próximo domingo.


Até lá!


Alter ego


A possível candidatura do médico e ex-vereador Austelino Ferreira Mattos a prefeito de Mogi das Cruzes nas próximas eleições tem um padrinho polêmico: o presidente da Oscip Guerrilheiros do Itapety, Mário Berti Filho, do PCB.


Velório


O delegado de Polícia, Francisco Del Poente, chama a atenção da coluna para um problema pessoalmente constatado por ele: a ausência, no Velório Cristo Redentor, de um socorrista ou de um enfermeiro padrão que possa dar o primeiro atendimento a alguém que enfrente algum problema de saúde no local, como a autoridade teve oportunidade de constatar.


Procon


O Procon de Mogi elaborou uma cartilha com noções básicas dos direitos e deveres de comerciantes e consumidores. O trabalho será distribuído hoje no Varejão do Mogilar, em julho, no Mercado Municipal e em agosto, no Mogi Shopping Center. Iniciativa do coordenador Isidoro Dori Boucault Neto




Fonte:O Diário de Mogi

Indefinição de Dilma afeta Palocci

BRASÍLIA
Desde janeiro o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o governador do Ceará, Cid Gomes, do mesmo partido, tentam fechar a negociação com o Palácio do Planalto para nomear uma pessoa ligada à legenda para o comando do Banco do Nordeste (BNB). O PT do Ceará resistiu e firmou-se na defesa do atual presidente, Roberto Smith. A negociação ficou tão arrastada que, com a demora, PT e PSB acabaram se unindo em torno da ideia de manter Smith no cargo.


A discussão em torno do BNB é usada pelos aliados como uma prova de como a presidente Dilma Rousseff, cinco meses depois de assumir o Planalto, tem se revelado sem jogo de cintura para negociar com a lista de 15 partidos aliados no Congresso. Eles reclamam da lentidão das decisões, o que depõe contra a fama de ‘gerentona’ que ela ganhou quando chefiava a Casa Civil no governo do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.


As queixas vão dos partidos maiores, como PMDB e PT, passam pelos médios, a exemplo do PSB, e chegam aos pequenos, entre eles o PSC. O tema de todos eles é quase um mantra. Quando são recebidos, contam: "Dilma ouve, ouve, anota e anota, mas não toma as providências pedidas". Na descrição dos líderes, se ligam para Antonio Palocci, o atual chefe da Casa Civil não dá retorno. Se procuram o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, têm a impressão de que foram a algum lugar errado e não ao gabinete daquele que tem por incumbência encaminhar os pedidos dos partidos aliados.


O tom de lamúria da base, antes em forma de cochicho, aumentou nos últimos 20 dias, com a crise política gerada pelas dúvidas em relação à atuação da empresa de Palocci e com a votação do Código Florestal pela Câmara, quando a base aliada mostrou que continua atrás dos cargos prometidos e nunca entregues pelo Planalto.


No caso do Banco do Nordeste, a demora em decidir fez os partidos da base oferecerem mais algumas opções, todas de apadrinhados do Ceará. Mais uma vez, nem PT nem PSB obtiveram resposta da presidente - que ainda jogou mais um personagem no cenário da negociação ao insinuar que a nomeação ficaria a cargo do ministro da Fazenda, Guido Mantega.


Mantega, de fato, cumpriu o roteiro e ofereceu um nome para a presidência do BNB, o de Miguel Terra Lima, funcionário de carreira do Banco do Brasil. Mas PT e PSB rejeitaram a escolha.


No PMDB a situação é semelhante à do PSB. Líderes do partido dizem que não têm interesse em agravar a crise política iniciada por Palocci. Afirmam que se contentam com a nomeação das 50 pessoas que indicaram para diretorias de estatais e bancos espalhados pelo País. O problema é que a nomeação deles não sai nunca.


Já o PT tem num fato ocorrido com o senador Walter Pinheiro (BA) o exemplo do descaso com o que o partido é tratado no Palácio do Planalto. Durante as discussões da emenda constitucional que visa a mudar a tramitação das medidas provisórias - de alto interesse do governo -, Pinheiro ligou para Palocci para trocar ideias sobre uma alteração que pretendia apresentar. Não recebeu nenhuma resposta.


Fonte:O Diário de Mogi






 

Palocci é alvo de nova denúncia

INVESTIGAÇÃO O imóvel onde reside Palocci tem a taxa de condomínio avaliada em R$ 4,6 mil mensais


Um dia depois de ir à TV para explicar o aumento expressivo de seu patrimônio, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, é alvo de nova denúncia de negócio suspeito. Reportagem na edição desta semana da revista "Veja" revela que os proprietários do apartamento, avaliado em R$ 4 milhões, alugado por Palocci no bairro de Moema, em São Paulo, são "laranjas".


De acordo com a revista, o apartamento pertence à Lion Franquia e Participações Ltda e está registrado no 14º Ofício de Registro de Imóveis de São Paulo em nome de dois sócios: Dayvini Costa Nunes, que tem 99,5% das cotas, e Filipe Garcia dos Santos, com o restante (0,5%).


Filipe tem 17 anos e só foi emancipado no ano passado. O sócio majoritário, de 23 anos, é um representante comercial que mora nos fundos de um casa na periferia de Mauá, cidade do ABC. Ele trabalhou na prefeitura da cidade, que é governada por Oswaldo Dias (PT).


Em entrevista à revista, Dayvini Costa Nunes admitiu que é laranja, explicando que fez isso para ajudar parentes. "Esse problema envolve pessoas com quem eu não tenho como brigar. Não tenho como bater de frente com Palocci", disse Dayvini à "Veja", na última sexta-feira, ao telefonar para a revista para mudar a versão dada no dia anterior, quando mostrou-se surpreso com a informação de que seria um dos donos do apartamento.


Segundo a revista, a Lion usou endereços falsos em suas operações nos últimos três anos. A Lion diz ter recebido o apartamento de Gesmo Siqueira dos Santos, tio de Nunes. Ele responde a 35 processos por fraudes em documentos, adulteração de combustível e sonegação fiscal.


Uma empregada doméstica na casa dele, Rosailde Laranjeira da Silva, também foi usada como laranja em outras quatro empresas abertas por Siqueira Santos. Filipe Garcia dos Santos forneceu ao cartório um endereço fictício no Paraná. A sede formal da Lion fica na cidade de Salto, a 100 km de São Paulo.


O ministro Palocci é o centro de uma crise que estourou há 20 dias, quando foi divulgado que ele havia comprado um apartamento de 500 metros quadrados, avaliado em R$ 6,6 milhões, e uma sala comercial, avaliada em R$ 882,5 mil. Além disso, sua empresa, a Projeto, faturou R$ 20 milhões só em 2010.




Resposta


Em nota divulgada ontem, a assessoria de Palocci informa que o contrato de aluguel do apartamento foi firmado entre o ministro e os proprietários Gesmo Siqueira dos Santos, sua mulher, Elisabeth Costa Garcia, e a Morumbi Administradora de Imóveis. Ainda segundo a nota, Palocci e sua família nunca tiveram contato com os donos, "tendo sempre tratado as questões relativas ao imóvel com a imobiliária responsável indicada pelos proprietários."


"O ministro, assim como qualquer outro locatário, não pode ser responsabilizado por atos ou antecedentes do seu locador", conclui a nota.


O imóvel onde reside o ministro e pelo qual ele paga aluguel tem 640 metros quadrados, varandas, quatro suítes, três salas, duas lareiras e churrasqueira. A revista informa que o condomínio chega a R$ 4.600,00 e o IPTU é de R$ 2.300 por mês. Imobiliárias da região dizem que um aluguel no local custa em torno de R$ 15 mil mensais.


Fonte:O Diário de Mogi

Estado conclui duplicação em 2012

EXPECTATIVA Trecho simples da Rodovia Mogi-Dutra, em Arujá, será duplicado pelo Estado, que já prepara edital para licitação do projeto


JÚLIA GUIMARÃES


A duplicação do trecho final da Rodovia Mogi-Dutra, uma das principais reivindicações do Alto Tietê, cobrada por O Diário, deverá ser iniciada já no próximo ano. A intenção do Governo do Estado é constar os recursos necessários para a construção das pistas duplas no Orçamento de 2012. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) aprovou a imediata contratação do projeto executivo e informou que vai licitar a obra logo após a conclusão do documento técnico. A primeira etapa de duplicação da estrada foi entregue pelo próprio tucano em 2005. O compromisso de conclusão da obra foi assumido em conversa com o prefeito de Arujá, Abel Larini (PR), e o deputado estadual André do Prado (PR), na última sexta-feira (3), durante a visita ao município de Guararema.


Alckmin informou que a Secretaria de Logística e Transportes do Estado já iniciou a elaboração do edital do processo licitatório para contratação do projeto executivo. A previsão é de que a publicação saia em 60 dias. De acordo com Abel Larini, a licitação da obra será lançada em seguida. "O governador Geraldo Alckmin afirmou que a duplicação é prioridade de seu governo e ele é um homem de palavra. Pelas previsões iniciais, os trabalhos já poderão ser iniciados no próximo ano. Vamos fazer tudo o que for possível para isso".


Larini ainda lembrou que o início das obras em 2012 dependerá da disponibilidade orçamentária. Para isso, o Estado deverá prever a duplicação, para o próximo ano, no Orçamento da Secretaria de Transportes. Isso terá de ser feito por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA), cujo projeto será enviado pelo Estado, em setembro, para análise e aprovação da Assembleia Legislativa. "Sempre que o governador vier à Região, eu estarei ao lado dele para lembrá-lo desse compromisso. Vou insistir porque a aprovação do Orçamento é que garante os recursos para a obra".


Ainda não há valores estimados para os custos da duplicação da Mogi-Dutra. O montante deverá ser indicado pelo projeto executivo. A implantação de pistas duplas será feita em toda extensão dos sete quilômetros de trecho simples, entre Mogi e Arujá. Abel Larini destacou que a obra não exigirá grandes intervenções, como túneis ou viadutos. "Será um projeto relativamente simples e, por isso, a duplicação deverá ser concluída antes da duplicação da Rodovia Tamoios, que já está em andamento. Temos que destacar, principalmente, que essa obra é de extrema importância para Arujá e toda Região".




Mogi


O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) afirmou ontem que a nova obra contribuirá especialmente para o setor industrial, instalado no Taboão. "A conclusão da duplicação da Mogi-Dutra vai significar mais desenvolvimento para o Município".

Fonte:O Diário de Mogi