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sexta-feira, 27 de maio de 2011
SOCIAL - SILENE DA CUNHA PINTO CIRCUITO
Uma viagem até Fátima. E Cuco assume Prefeitura
Uma viagem até Fátima. E Cuco assume Prefeitura
O vice-prefeito José Antonio Cuco Pereira (PSDB) irá administrar Mogi das Cruzes entre os dias 25 de junho e 17 de julho próximos, durante o período de licença não remunerada do prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM), que irá conhecer a cidade sagrada de Fátima, em Portugal, local que recebe, diariamente, milhares de peregrinos de todo o mundo. "Cuco tem sido um vice leal, amigo e companheiro; por isso devo essa homenagem a ele", afirmou Bertaiolli, demonstrando plena confiança em seu substituto que, convenhamos, não é nenhum marinheiro de primeira viagem no cargo. Esta será a sexta vez que Cuco assumirá temporariamente o comando da Prefeitura de Mogi. Nas outras oportunidades, ele comandou o município na condição de presidente da Câmara, durante ausências simultâneas dos prefeitos e seus respectivos vices. Em todas as oportunidades, pautou-se pela sobriedade, limitando-se a dar continuidade ao trabalho do titular e a manter a rotina administrativa e dos pagamentos, sem qualquer intervenção mais drástica no comando. A viagem de Bertaiolli será feita em companhia da mulher e filha. Acostumado, desde 1998, a participar de uma romaria a pé, feita anualmente para Aparecida, no Vale do Paraíba, o prefeito irá conhecer um santuário diferente, localizado na Cova da Iria, freguesia de Fátima, pertencente ao Conselho de Nova Ourém, atual Diocese de Leiria-Fátima, em Portugal, terra de alguns de seus antepassados. Foi ali que, em 13 de maio de 1917, três crianças cuidavam de um pequeno rebanho de ovelhas, quando por volta do meio-dia, após rezarem o terço, viram um luz brilhante e uma senhora em cujas mãos pendia um terço branco. Ele teria recomendado às crianças que rezassem muito e, tempos depois, voltaria a aparecer diante deles, e meses depois, diante de um grande grupo de fieis que passaram a visitar o local, tido por eles como santo. Em sua última aparição, ela disse que seu nome era Nossa Senhora do Rosário.
Aos nossos, tudo
O Município de Suzano, administrado por um prefeito do PT, foi o único da região incluído em dois projetos do Governo Federal anunciados ontem pela presidente Dilma Rousseff (PT). A Cidade receberá uma quadra esportiva e cinco escolas de educação infantil do Proinfância, alimentado com verbas do PAC.
Em branco
Os deputados dormiram no ponto e deixaram passar a oportunidade de oficializarem a região de Mogi como Região do Alto Tietê, durante o processo de estruturação da Região Metropolitana de São Paulo. Bem mais atentos, os representantes de Santo André, São Bernardo e São Caetano garantiram a denominação da Região do ABC. Mogi e cidades vizinhas continuarão a ser conhecidas como Região Leste (argh!)
Gravação
O prefeito Marco Bertaiolli, que participava do lançamento da pedra fundamental do Hospital da AACD, anteontem pela manhã, assistiu à tarde, em seu gabinete, toda a reunião do Consema, gravada num tablet por um dos assessores que compareceram ao encontro, na Capital. Foi então que se irritou ainda mais com a abstenção do coronel Nomura e com a cessão do espaço da Fiesp para a Construtora Queiroz Galvão.
Fonte:O Diário de Mogi
Postura da Fiesp provoca revolta
Postura da Fiesp provoca revolta

Alexandre Barreira
A postura de Paulo Dallari, diretor de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que cedeu sua vaga para um advogado da Construtora Queiroz Galvão na reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) da última terça-feira, quando foi votado o pedido de adiamento da audiência pública sobre a instalação do aterro sanitário no Distrito do Taboão, causou revolta em alguns integrantes do setor de Mogi das Cruzes, além do prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM).
O chefe do Executivo mogiano destacou que a Fiesp, com esta postura, traiu a Cidade. Renato Rissoni, 1º vice-diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), concordou com o prefeito. "Ele (Bertaiolli) está certo sobre sua declaração. A entidade que integra as indústrias não pode atender a um pedido particular de um de seus representantes e se prestar a este tipo de papel. Esta atitude mostra que a Fiesp, neste caso, está a favor do empreendimento individual e não respeitou a opinião das indústrias que estão instaladas no Distrito do Taboão", declarou Rissoni.
"Todos sabem há muito tempo qual é a posição dos empresários que estão instalados no Taboão. Acho que a Fiesp realmente traiu os interesses das indústrias deixando isso acontecer durante a reunião do Consema", frisou.
O empresário foi além: "Realmente não sei o que ocorreu. Não fomos consultados a respeito deste assunto e achei a atitude um grande desrespeito. Jamais poderia fazer o que fez, dando o lugar para um representante da Queiroz Galvão, maior interessada no aterro sanitário. Foi uma traição", definiu.
O diretor da Associação Gestora do Taboão (Agestab), Roberto de Azevedo Amado Júnior, foi mais enfático em sua posição. "A Fiesp em nenhum momento consultou a Agestab, o Ciesp e o Sindicado de Especialidades Têxteis, do qual sou diretor. Foi uma atitude ilegal e ditatorial, feita para atender somente interesses particulares de um pequeno grupo que vai ganhar com este lixão, que transformará o Distrito do Taboão em um verdadeiro cemitério", declarou o empresário.
Amado Júnior também concorda com a reação do prefeito: "Vou mais além, não só traiu Mogi, mas toda a indústria. Foi uma atitude anti-indústria e significa que a Fiesp, com tal postura, está preferindo o lixão do que a indústria, da qual tinha que defender. Gostaria que a Fiesp mostrasse algum documento que tenha o apoio da Agestab na atitude que tomou".
Procurada pela reportagem de O Diário, a direção da General Motors do Brasil, uma das principais indústrias instaladas no Taboão, ressaltou, por meio da Assessoria de Comunicação, que está acompanhando os fatos sobre a intenção da Construtora Queiroz Galvão de instalar um aterro sanitário no local. "Aguardamos uma definição que permita a continuidade dos nossos investimentos no Município".
Ciesp/Fiesp
A Fiesp foi procurada ontem para falar sobre o assunto, mas a Assessoria de Imprensa da entidade afirmou que o escritório regional do sistema Fiesp/Ciesp é que iria se pronunciar sobre o tema.
O diretor do Ciesp/Fiesp do Alto Tietê, o empresário Milton Sobrosa Cordeiro, esteve em reunião ontem durante todo o dia, mas por meio de nota divulgada pela Assessoria de Imprensa, reforçou que o Ciesp/Fiesp é contra a instalação de um aterro sanitário no Distrito Industrial do Taboão. Ele esclareceu, ainda, que a postura adotada pelo representante da Fiesp na última reunião do Consema na terça-feira "foi somente a de, democraticamente e a pedido do sindicato filiado à entidade, permitir que a construtora Queiroz Galvão explicasse as suas razões para a realização da audiência do dia 21 de junho, assim como outros conselheiros cederam espaço para Mogi das Cruzes. Além disso, no momento da votação, o representante da Fiesp no Consema, Paulo Dallari, conforme verificado em imagens da reunião, foi favorável à prorrogação do prazo para a audiência". (leia correção na página 4, em Serviços)
Mais adiante, Sobrosa completa: "Assim como a Diretoria Regional, a Fiesp São Paulo não vê qualquer problema na concessão de mais prazo para que o Município possa reunir argumentos para uma melhor defesa. Diante do exposto, ainda, a Diretoria da Fiesp/Ciesp Alto Tietê reafirma que está ao lado de Mogi das Cruzes e das indústrias na luta contra a instalação de um aterro sanitário no Distrito Industrial do Taboão".
Fonte:O Diário de Mogi
Pressão da oposição sobre Palocci sobe
Pressão da oposição sobre Palocci sobe

BRASÍLIA
A revelação de que o Banco Santander contratou os serviços da Projeto, consultoria do ministro Antonio Palocci, aumentou a pressão de parlamentares da oposição sobre o ministro-chefe da Casa Civil. O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), afirmou ontem que a resistência do ministro em comparecer ao Congresso para se explicar só aumentam as dúvidas quanto aos procedimentos que resultaram na multiplicação de seu patrimônio em mais de 20 vezes, em quatro anos.
"É esse tipo de suspeita que determina a absoluta, a imperiosa necessidade de Palocci vir se explicar para sabermos se estamos diante de coisas licitas ou ilícitas", alega.
O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) entende que a comprovação de mais um cliente, como revelou ontem o jornal "O Estado de S. Paulo", torna "insustentável" a situação do ministro, cuja permanência no governo, na sua opinião, além de "enfraquecer" a presidente Dilma Rousseff, deu um tom de final de mandato à sua gestão.
"O governo está paralisado, se fosse no final ainda se entenderia. Mas Lula assumiu de fato a administração e a situação de Dilma só se complica, ficando refém da chantagem de seus aliados", afirma. O senador vê Palocci como um político "que tem atração por coisas enroladas". "É uma atração que vem lá de trás", aponta, lembrando sua ligação com o grupo de Ribeirão Preto.
E como Agripino, o senador reitera que o ministro-chefe da Casa Civil não pode continuar sem dar explicações concretas ao Congresso sobre o seu enriquecimento. "Sua consultoria tem ligação direta com o governo, é uma arrumação, uma ligação aberta, a situação dele continua insustentável, mas a teimosia leva o PT a tentar blindá-lo". Para Jarbas, a ligação do ministro com o banco "é uma denúncia junto a outras igualmente graves que não foram esclarecidas".
Já o presidente dos Democratas lembra que Palocci resiste a divulgar o nome de seus clientes e sobre os serviços pelos quais teria recebido pagamento. "É esse tipo de denúncia, sua ligação com uma empresa parceira do governo, que reforçam as suspeitas contra Palocci e ele se recusa a dar esclarecimentos". Agripino afirma que, mesmo não querendo fazer juízo de valor, o ministro deixa rastro para "inúmeras ilações".
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse que a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na crise que envolve Palocci não é uma demonstração de fragilidade do governo da presidente Dilma. Após participar do seminário "Brasil do diálogo, da produção e do emprego", Mercadante disse que Lula é uma liderança fundamental e respeitada por todos.Fonte: O Diário de Mogi
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