quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Valdemar Costa Neto se nega a engavetar processo contra Mabel

Valdemar Costa Neto se nega a engavetar processo contra Mabel

CATIA SEABRA


Procurado pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, e pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), o presidente em exercício do PR, Valdemar Costa Neto (SP), se recusou, nesta quarta-feira (2), a abortar o processo de expulsão contra o deputado Sandro Mabel (GO).

Apesar de orientação contrária do PR e das ameaças de expulsão, Mabel manteve candidatura avulsa contra Maia na Câmara.
Na manhã de hoje, parlamentares pediram que Valdemar enterre o processo. Irritado com Mabel, ele alega, no entanto, que o partido ficará desmoralizado caso abrande a sanção.
A pedido dos deputados, Valdemar concordou em conversar com Mabel antes da abertura de um processo. Mas avisou a aliados que sugerirá que Mabel saia do partido, e abra um processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o argumento de que o PR tentou coibir seu direito à candidatura.
Nesse caso, Mabel poderia evitar o processo de expulsão e perda de mandato.
CÂMARA
Maia ocupará o cargo pelos próximos dois anos. Ele foi eleito nesta terça-feira (1º), com 375 votos, contra 106 de Mabel, 16 de Chico Alencar (PSOL-RJ) e 9 de Jair Bolsonaro (PP-RJ).
Outros três deputados votaram em branco.
A eleição de Maia faz parte de um acordo costurado com o PMDB, maior aliado do PT. A proposta é que o líder peemedebista Henrique Eduardo Alves (RN) assuma o posto no último biênio do mandato da presidente Dilma Rousseff.
Maia foi escolhido o candidato oficial do Planalto principalmente por causa de insatisfações internas no partido com a distribuição de cargos do segundo escalão e com o "paulistério" --domínio do PT paulista nos cargos de destaque.
Ele conseguiu desbancar o favorito e líder do governo, Cândido Vacarezza (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP), em eleições internas que aconteceram no ano passado.
O Planalto trabalhou durante todo o tempo para fazer com que Maia fosse candidato único. Minou alguns nomes no caminho, como Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG). Mas não conseguiu impedir Mabel, que pode ser expulso pelo seu próprio partido.
Maia foi eleito com o apoio oficial de 21 partidos, dos 22 com representatividade na Câmara, incluindo aí o PR de Mabel.
A eleição do petista significa uma vitória do Planalto. A primeira prova será o salário mínimo, cujo valor será definido em medida provisória a ser aprovada pelo Congresso. O governo quer R$ 545, mas muitos deputados aliados trabalham por, no mínimo, R$ 560.
Pela manhã, os 513 deputados e 81 senadores tomaram posse do mandato que exercerão pelos próximos quatro anos. José Sarney (PMDB-AP) foi reeleito como novo presidente do Senado.
MESA DIRETORA
A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) foi escolhida a primeira-vice-presidente da Câmara com 450 votos.
O deputado Eduardo da Fonte (PP-PE) foi eleito segundo-vice-presidente, com 288 votos. A deputada Rebecca Garcia (PP-AM), que concorreu como candidata avulsa, obteve 211 votos. Houve 10 votos em branco.
O primeiro-secretário é o deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), eleito com 474 votos (35 em branco).
O deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) foi eleito para segunda-secretaria, com 455 votos (54 em branco).
Para a terceira-secretaria, Inocêncio Oliveira (PR-PE) foi eleito com 421 votos (88 em branco). Na quarta-secretaria, Júlio Delgado (PSB-MG) assume o posto com 451 votos (58 em branco).
Os deputados eleitos para as quatro suplências foram: Geraldo Resende (PMDB-MS), com 432 votos; Manato (PDT-ES), com 420 votos; Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE), com 418 votos; e Sérgio Moraes (PTB-RS), que foi escolhido por 395 deputados.

Fonte:  Folha.com

Candidatura de: Deputado Federal Valdemar Costa Neto é liberada pelo TRE - SP

Candidatura de Valdemar da Costa é liberada pelo TRE-SP  

  O deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) teve a candidatura liberada pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo na noite de ontem.


Um adversário alegou ao TRE que Costa Neto deveria ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa porque ele renunciou ao cargo de deputado federal em 2005 para escapar da cassação após ser acusado de envolvimento no caso do mensalão, relativo à suposta compra de apoio de partidos pelo PT.




A juíza Clarissa Campos Bernardo, relatora do processo, entendeu que a Lei da Ficha Limpa se aplicava ao caso de Costa Neto, mas ela foi voto vencido.
Para os outros julgadores da corte, o deputado renunciou antes da abertura do procedimento na Câmara dos Deputados que poderia levar à cassação.

MALUF

Por quatro votos a dois, os juízes do TRE decidiram hoje enquadrar o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) na Lei da Ficha Limpa e vetar sua candidatura à reeleição. A assessoria de Maluf informou que a defesa do candidato vai recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Se tiver recurso negado nesta instância, ainda terá o STF (Supremo Tribunal Federal).

Os magistrados consideraram que a condenação no TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo pelo suposto envolvimento em uma compra de frangos superfaturada pela prefeitura da capital paulista à época em que Maluf era prefeito serve como argumento para barrá-lo.





Fonte: Folha.com

Vice de confiança

Osvaldo Birke


Vice de confiança
O médico e ex-vice-prefeito Melquíades Machado Portela é cotado como um dos nomes do deputado federal Valdemar Costa Neto (PR), o Boy, para ser seu indicado - e, por consequência, do partido - à vaga de vice na chapa de reeleição do prefeito Marco Bertaiolli (DEM), no ano que vem.


Porto seguro
Fontes do PR revelam as visitas frequentes de Melquíades ao escritório do partido e suas longas conversas com Boy. "Ele é uma espécie de conselheiro, homem de muita cultura e lealdade, que pode ser um nome que represente, sem confusões nem riscos, os republicanos na sucessão do ano que vem".




Vice eterno
Melquíades foi vice-prefeito do pai de Boy, Waldemar Costa Filho, em sua última gestão, de 1997 a 2000, e era o pré-candidato a prefeito de consenso entre o velho WCF e o chanceler Manoel Bezerra de Melo, o Padre Melo, conterrâneo e padrinho do médico, que até hoje atua no comando da Fundação de Amparo ao Ensino e Pesquisa.




Quase prefeito
Em 2000, filiado ao PMDB, Melquíades chegou a ser entrevistado como o candidato oficial, mas acabou perdendo a legenda para Chico Bezerra, que, no ímpeto de ser candidato a prefeito pela segunda vez, obteve uma intervenção estadual no partido e desfez a possibilidade de o médico concorrer.




Discrição e lealdade
Melquíades sempre teve a virtude de ser discreto, de absoluta confiança, disposto a participar do governo, se fosse convidado, mas sempre avesso a puxadas de tapete e expedientes que não sejam éticos e honestos. Foi assim como vice de WCF e pode ser assim com Bertaiolli.




Amigo leal
Segundo a fonte do PR, há ainda algo que favorece Melquíades: uma gratidão imensa de Boy a ele, por conta dele ter sido um dos médicos que cuidaram da saúde de seu pai. Nos últimos anos de mandato, WCF sofria de problemas do pulmão e de circulação, e o médico era quem corria para atendê-lo, a qualquer hora, quando ele precisava de atendimento médico.



De volta ao poder
Numa disputa de bastidores entre Marcos Damásio (PR) e Mauro Araújo (PSDB) para ser o ungido de Boy na chapa de Bertaiolli, o deputado pode optar por um nome de conciliação, que agregaria Padre Melo de volta ao núcleo de poder.



Fonte: Mogi News

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Deputado Valdemar da Costa Neto continua dando as cartas no PR

 Deputado Valdemar da Costa Neto continua dando as cartas no PR

Publicação: 21/02/2011 08:18 Atualização:

O gabinete do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) funciona mais no 26º andar da Câmara dos Deputados do que no Anexo 4, onde ele está oficialmente instalado. Na última quarta-feira pela manhã, a sala ficou lotada. Ali, na Secretaria-Geral do PR, com a lista de deputados do partido em mãos, ele conferiu pessoalmente como votariam seus correligionários no projeto do salário mínimo. Ligou para muitos deles. “Somos base do governo Dilma, parceiros. Não podemos furar nessa votação”, comentava com seus colegas, segundo relato dos presentes. No fim da noite, quando começaram as votações importantes do projeto, Valdemar desceu para o plenário, acompanhado do deputado Milton Monti (PR-SP). “Agora é só votar, sem mistério, e conferir como o pessoal se comporta”, comentou com um amigo.

A cena seria comum se Valdemar fosse o líder do PR, função que exerceu por 11 anos. Ou mesmo presidente do partido, cargo ocupado hoje pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que, licenciado, passou a função a um desconhecido Tadeu Candelária, presidente do PR de São Paulo, e de Mogi das Cruzes, terra de Valdemar Costa Neto. Candelária trabalhou com o pai de Valdemar na prefeitura de Mogi e foi tesoureiro do antigo PL (hoje PR) quando Valdemar era presidente.

Reeleito em outubro para seu sexto mandato de deputado federal e com um presidente que reza em sua cartilha, Valdemar continua dando as cartas no partido e comandando os deputados. O novo líder do PR, Lincoln Portela (MG) costuma se referir ao colega paulista como “um gênio da política”. Outros se referem a ele como um sobrevivente — alguém que, em meio ao lamaçal que ficou conhecido como “escândalo do mensalão”, conseguiu trafegar pelo pântano sem ficar fora do Congresso muito tempo. E continuar no comando de uma legenda que, em 2010, amealhou R$ 7,8 milhões de fundo partidário, segundo os dados constantes no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entre os deputados envolvidos no mensalão, Valdemar foi o primeiro a renunciar ao mandato, em agosto de 2005. Diferentemente de outros que renunciaram para escapar de um processo de cassação, ele teve sorte. Como saiu de cena antes da abertura de processo, a Justiça considerou que poderia cumprir o mandato de deputado que conquistou em 2010.

Na ativa
O fato de Valdemar Costa Neto continuar “na ativa”, como dizem os políticos, vai além da sorte. Seus colegas dizem que ele sabe “surfar”, ou seja, pegar a onda, seguir com ela, ou ficar recolhido, esperando a hora de aparecer. Conquistou a liderança do PL logo no seu primeiro ano de mandato, 1991. Depois, com a morte de Álvaro Valle, virou presidente do partido, cargo que ocupou até 2005, quando foi abalroado pelo escândalo do mensalão.

Valdemar começou sua carreira política como secretário de Viação e Obras de Mogi das Cruzes, onde o pai foi prefeito quatro vezes. Depois seguiu para a Cia. de Desenvolvimento do município. Em 1985, foi para as docas de São Paulo, de onde saiu em 1990 para ser candidato a deputado federal pelo PL.

Passou a conviver mais com o PT no governo Fernando Henrique Cardoso, tempo em que trafegou pela oposição depois de perder o comando da Receita Federal no aeroporto de Cumbica. A parceria tornou-se um consórcio a partir de 2002, quando o então senador José Alencar virou vice na chapa de Lula. O casamento feliz, entretanto, acabou quando surgiu o escândalo do mensalão.

Uma das poucas vezes em que deixou o gabinete foi para seguir até a Granja do Torto, onde participou da reunião com a presidente Dilma Rousseff para avalizar o retorno de Alfredo Nascimento ao Ministério dos Transportes. Há um mês voltou ao Palácio do Planalto, onde não pisava desde 2005, para avisar ao ministro Antonio Palocci que o partido estava fechado com a candidatura de Marco Maia à Presidência da Câmara. Comprometeu-se inclusive a retirar a candidatura de Sandro Mabel (PR-GO). Mabel resistiu e agora responde a um processo que pode resultar na sua expulsão do partido.

Aos amigos, tem dito que “falar demais atrapalha”. Por isso, fechou-se para o rol das celebridades. Age apenas nos bastidores. Foi inclusive um dos padrinhos da candidatura de Tiririca a deputado federal no ano passado. E, graças aos 6,4% dos votos válidos que Tiririca ajudou o PR a conquistar em São Paulo, o partido ganhará mais R$ 2,7 milhões anuais de fundo partidário — dinheiro que, assim como as ações do PR, continuam sob a batuta de Valdemar Costa Neto.



Fonte : Correio Braziliense