quinta-feira, 2 de abril de 2020

Adriano Leite: Prefeito de Guararema assume Condemat

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Chefe do Executivo guararemense não disputará eleições e assumirá a presidência
O prefeito de Guararema, Adriano de Toledo Leite (PL), é o novo presidente do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), conforme Assembleia Extraordinária realizada ontem, por videoconferência. Ele vai suceder o prefeito de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB), que pediu a desincompatibilização do cargo em razão da campanha para a reeleição municipal.
Adriano Leite, que já esteve na presidência do Condemat em 2017, informou que a prioridade continua a ser, neste momento, o apoio aos municípios para o enfrentamento ao coronavírus. Ontem, inclusive, o Conselho de Prefeitos deliberou sobre a criação de um Protocolo Regional de Testagem e também os estudos de viabilidade para a compra emergencial de testes rápidos de Covid-19. "Estamos levantando a demanda e os trâmites internos de viabilidade da compra em caráter emergencial, com a utilização das verbas federais e estaduais recebidas pelos municípios. Isso possibilitará que todas as cidades da região tenham os testes", ressalta o presidente Adriano Leite.
O Condemat também apoiará a Prefeitura de Arujá na distribuição, aos municípios da região, da carga de máscaras cirúrgicas apreendida na cidade. São mais de 200 mil unidades que, por determinação judicial, deverão ser usadas para atender a demanda de Arujá e o restante dividido entre as cidades que integram a Diretoria Regional de Saúde. "
Mudança
Além de Marcus Melo, também pediram a desincompatibilização de cargos o vice-presidente Vanderlon Oliveira Gomes, o 2º tesoureiro Gustavo Henric Costa, o Secretário Celso Simão Leite que integravam a Diretoria do Consórcio e são candidatos à reeleição. O presidente e membros do Conselho Fiscal também apresentaram o pedido de desincompatibilização dos respectivos cargos. Com isso, o prefeito Adriano e Mamoru Nakashima, que não vão concorrer na eleição municipal, foram indicados para a presidência e 1ª tesouraria do Condemat, respectivamente, permanecendo os demais cargos na vacância neste exercício de 2020.
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Fonte:Mogi News

Suporte ao hospital municipal: Hospital de Campanha começa a ser implantado na Av. Cívica

Montagem levará cerca de dez dias e abrigará pacientes com sintomas iniciais ou em recuperação da UTI
Foto: Mariana Acioli


200 leitos ficarão de retaguarda para o Hospital Municipal de Braz Cubas
Mogi das Cruzes iniciou ontem a implantação do Hospital de Campanha na Avenida Cívica, ao lado do Ginásio Municipal Professor Hugo Ramos, no Mogilar. No total, serão 3 mil metros quadrados de área construída e capacidade para acomodar 200 leitos de retaguarda, que serão divididos em quatro enfermarias.
A montagem da estrutura deve prosseguir pelos próximos dez dias. "O Hospital de Campanha dará suporte para o Centro de Referência para Coronavírus instalado no Hospital Municipal e também para todos os outros hospitais do município, conforme definido pelo Comitê Gestor do Coronavírus", adiantou o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel.
Segundo ele, o novo hospital deverá abrigar pacientes leves, com sintomas iniciais da doença, ou pacientes em recuperação, com alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por exemplo. Além das enfermarias, a futura unidade contará com outros espaços como recepção, triagem, área médica, embarque e desembarque de pacientes, vestiários, sanitários e armazenagem de medicamentos e insumos. Haverá infraestrutura para gases medicinais (vácuo, ar comprimido e oxigênio).
Depois de vários estudos, a localização do Hospital de Campanha foi definida com objetivo de para aproveitar toda infraestrutura existente no Ginásio Municipal, como banheiros, vestiários, espaços para armazenamento de medicamentos, insumos e equipamentos, rede wi-fi, estacionamento, além da facilidade de acesso. A estrutura será utilizada, ainda, para distribuição dos alimentos e outros serviços de apoio necessários.
O Comitê Gestor do Coronavírus na cidade está finalizando outros detalhes do funcionamento do novo hospital, como a forma de gerenciamento, a futura contratação dos profissionais e os custos estimados para sua manutenção.
Referência
Em funcionamento desde 18 de março, o Centro de Referência do Coronavírus no Hospital Municipal de Mogi das Cruzes tem entrada exclusiva pelo Bloco "B", que fica na rua Capitão Francisco de Almeida, nº 466, no distrito de Braz Cubas, e está disponível para pacientes com idade a partir dos 13 anos. Para menores, o atendimento continua sendo realizado no PA 24 horas Infantil da mesma unidade.
Casos
Mogi das Cruzes registrou, até o momento, 301 casos suspeitos do novo Covid-19, dos quais 31 casos foram confirmados, 97 aguardam resultados de exames e 173 foram descartados (86 negativos e 87 sem coleta).
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Fonte:Mogi News

INFORMAÇÃO: Folclore Político (CXXX) Disputa por placas de ruas

29 de março de 20204 min. - Tempo de leitura
Darwin Valente
Darwin Valente
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VETERANO Argêu Batalha, já falecido, foi um dos mais longevos assessores da Prefeitura mogiana: conhecia tudo que havia lá dentro. (Foto: arquivo O Diário)
Campanha acirradíssima deixou sequelas entre os principais adversários

No ano de 2004, o publicitário mogiano José Miguel Hallage representava, em Mogi, uma empresa da Capital especializada em sinalização de vias públicas. Como era ano de eleições municipais, ele dividia o seu tempo como marqueteiro da campanha de seu cunhado, o médico Luiz Carlos Gondim Teixeira, que duelava contra o então prefeito e candidato à reeleição, Junji Abe. A campanha, bastante pesada, deixou graves sequelas e, logo após a divulgação dos resultados, com Junji reeleito, uma das primeiras medidas do prefeito foi determinar a abertura de convites para empresas interessadas em realizar os serviços feitos, até então, pela firma que Hallage representava. Abertos os envelopes, uma nova empresa ganhou a licitação e tudo caminhava para que a forra contra o seu adversário de campanha se concretizasse. Não fosse um pequeno detalhe: sem ter alguém conhecido na cidade que pudesse cuidar dos seus serviços em Mogi, quem acabou contratado pela nova empresa? O próprio Hallage que, para surpresa do prefeito, continuou exercendo as mesmas funções. Por ordem expressa de Junji, coube ao chefe de gabinete, João Gilberto Moro, conduzir o empresário ganhador da concorrência até ele para discutir o assunto. Surpreso, o homem disse que desconhecia o problema político da cidade, mas que tomaria as devidas providências. Para Gilberto Moro sobrou uma carraspana daquelas que o prefeito costumava passar em quem contrariava suas ordens. Melhor para José Miguel Hallage que, desempregado e sem o comodismo do antigo emprego, foi à luta e hoje é um bem-sucedido dublê de publicitário e restaurateur, sócio-proprietário de um dos mais concorridos endereços gastronômicos de Mogi e de São Paulo, o Djapa, ironicamente especializado em comidas… japonesas.

Inocência

Competente, experiente, honesto e, acima de tudo, discreto, Argêu Batalha assessorou mais de uma dezena de prefeitos. Conhecia tudo na Prefeitura. Certa vez, um prefeito recém-empossado passou a chamá-lo com frequência acima do normal ao seu gabinete. Parecia querer algo, mas preferia conversa inútil, até que um dia, ele não resistiu e foi direto ao assunto: “Professor, estou há sete semanas no cargo. Como a gente faz para ganhar um dinheirinho aqui na Prefeitura?”

Difícil

Outra dele: dizem que um desalentado prefeito de Mogi estava de mal com a vida, quando decidiu pedir conselhos ao velho Argêu sobre a equipe de governo que não funcionava. “O que o senhor acha de seus assessores?” – indagou o conselheiro ao prefeito, que foi direto: “A metade não é capaz de nada e a outra metade é capaz de tudo”. Nem Argêu encontrou solução para o problema.

No grito

Historinha contada por Sebastião Nery: Nestor Duarte, deputado e escritor baiano, viajava pelo interior de seu Estado com o jornalista Nílson de Oliva. Conheceram um pistoleiro cego. “Como o senhor faz para matar sem ver?”. A resposta: “Ah, doutor, eu grito o nome do cabra. Quando ele responde, atiro um palmo abaixo do berro. Não erro um.”

Eleição

Candidato a vereador por insistência do amigo Waldemar Costa Filho, o mogiano Toninho Andari estava confiante nos resultados de sua campanha feita junto a seus incontáveis amigos, entre eles os frequentadores do Centro Espírita Caminheiros, onde costumava servir sopa aos carentes, semanalmente. Dias antes do pleito, Waldemar o chamou e disse: “Precisamos comprar uns 200 votos para você se eleger.” Ele se irritou: “Vou ganhar por conta de meu trabalho!” Perdeu a eleição por pouco mais de 150 votos.

Tem alguma boa história do folclore político da região para contar? Então envie para:

darwin@odiariodemogi.com.br

Fonte:O Diário de Mogi

Cidade perde o paratleta Dirceu Pinto aos 39 anos

1 hora atrás2 min. - Tempo de leitura
Gerson Lourenço
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EXEMPLO Com as conquistas, Dirceu reuniu milhares de admiradores. (Foto: arquivo)
Bicampeão paralímpico individual e de duplas e maior incentivador da bocha adaptada na Região do Alto Tietê, Dirceu José Pinto foi vítima de problemas cardíacos e faleceu na tarde de ontem, aos 39 anos, nesta cidade. Atleta da Associação Desportiva de Mogi Das Cruzes (ADMC), Dirceu também era filiado na Associação Nacional de Desporto para Deficientes (Ande). O horário do sepultamento não foi divulgado até o fechamento desta edição.

Nascido em Francisco Morato, na Grande São Paulo, Dirceu Pinto era bicampeão paralímpico da modalidade, com quatro medalhas de ouro nos Jogos de Pequim 2008 e Londres 2012, no simples e nas duplas, além de uma prata por equipes nos Jogos Rio 2016. Também conquistou dois ouros no Mundial de 2010 e uma prata no Mundial de 2014.

Ele veio ainda garoto para o Bairro de Pindorama, em Mogi, onde seu pai iria administrar uma propriedade rural, onde eram cultivadas plantas ornamentais.

E foi durante as caminhadas diárias para a Escola Américo Sugai, a alguns quilômetros de sua casa, que Dirceu sentiu as primeiras dores nas pernas, sintomas de um processo de distrofia progressiva que, anos mais tarde, o levaria, em definitivo para uma cadeira de rodas.

Os sinais de paralisia dos membros inferiores tornaram a vida do garoto e, depois, do jovem Dirceu um verdadeiro sacrifício. E ele, por pouco, não enveredou pelos perigosos caminhos das drogas e bebidas. A fé e o apoio da família foram decisivos para sua vida.

Até que um dia, enquanto realizava tratamento na Fisioterapia do Clube Náutico, descobriu a recém-criada bocha adaptada. Se apaixonou pelo esporte, treinou e foi parar nas Paralimpíadas da China. Voltou campeão, com duas medalhas de ouro. E não parou mais.

Em Mogi, Dirceu coordenava as atividades e os treinamentos da Associação Desportiva Mogi das Cruzes (ADMC), na condição de responsável pelo Centro Paradesportivo Cid Torquato, uma megaestrutura criada pela Prefeitura de Mogi no bairro do Rodeio para atender exclusivamente a mais de 400 pessoas portadoras de algum tipo de deficiência física, especialmente aqueles que possuem forte ligação com as diversas modalidades do paradesporto, da cidade e de toda a Região.

Fonte:O Diário de Mogi