23 de maio de 2017 Cidades, DESTAQUE
Concurso pode render ao Casarão da Maquinha R$ 60 mil.
(Foto: Eisner Soares)
NATAN LIRA
Esta quarta-feira (24) é o último dia para votar no Casarão da Mariquinha que concorre ao Prêmio Governo do Estado de Cultura na categoria Territórios Culturais. A votação está aberta desde o último dia 3 e pode ser feita até as 18 horas no site www.premiogovernador.com.br . O espaço escolhido pelo júri especializado receberá R$ 60 mil. A premiação será na próxima segunda-feira, às 19h30, no Teatro São Pedro, na Capital. A Pasta não divulgou resultado parcial do pleito.
Disputam com a ONG mogiana o Estopô Balaio, do Bairro Jardim Romano, o Instituto Periferia Ativa, do Capão Redondo, a Marcha do Orgulho Crespo, realizada em 2005 pelo projeto Hot Pente e o Blog das Cabeludas.
O gestor cultural do Casarão da Mariquinha, José Luiz da Silva, o Rabicho, está confiante para a premiação porque nos dois anos e meio de funcionamento, o Casarão já tem uma programação bastante diversificada no portfólio. “Além da votação popular tem a escola dos cinco jurados, que levam em conta o projeto cultural de cada um dos territórios”, disse. Na segunda-feira, 15 pessoas de Mogi devem ir para a premiação.
Fonte;O Diário de Mogi
24 de maio de 2017 QUADRO DESTAQUE
A Prefeitura esperar usar o mecanismo para melhorar a arrecadação, com o resgate de R$ 30 milhões em dívidas. (Foto: Arquivo)
A Prefeitura de Mogi enviou à Câmara o projeto de lei do Executivo sobre o Programa de Parcelamento de Débitos (Refis) para as pessoas inscritas em dívida ativa no Município. A matéria foi deliberada na sessão de ontem pela mesa diretiva do Legislativo, que a encaminhou para análise das comissões permanentes da Casa. O prazo para entrar em votação é de 45 dias, mas há acordo com o prefeito para que o projeto seja aprovado neste semestre, a fim de agilizar as negociações. A Prefeitura esperar usar o mecanismo para melhorar a arrecadação, com o resgate de R$ 30 milhões em dívidas.
O vereador José Antônio Cuco Pereira (PSDB) afirma que essa é uma forma de ajudar as pessoas que enfrentam dificuldades financeiras e querem acertar as contas com a Prefeitura. “Quando a crise aperta, muita gente prefere comprar comida a pagar imposto. Essa é uma forma de evitar que a dívida se acumule”, avalia.
Apesar de dizer que vai votar a favor para ajudar a Prefeitura e as pessoas que enfrentam dificuldades financeiras, o vereador Antônio Lino (PSD) declara que “é contra” essa medida, porque entende que este tipo de recurso incentiva os ‘maus pagadores’, pessoas que acumulam dívidas para depois parcelar – de 24 a 72 vezes, dependendo do valor do débito -, e conseguir descontos nos juros e correção monetária. “Isso não é justo com aqueles que se esforçam e fazem sacrifício para pagar as contas em dia”, diz.
A sessão desta terça-feira (23) também discutiu os problemas habitacionais do Município. O vereador Benedito Faustino Taubaté Guimarães (PMDB) usou a tribuna para falar sobre a venda irregular de unidades do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, em Jundiapeba. Também chamou atenção para os loteamentos clandestinos que se proliferam pelos quatro cantos da Cidade.
Outros vereadores apontaram várias áreas irregulares que são comercializadas em locais como a Porteira Preta, em Braz Cubas, César de Souza e Taiaçupeba. Os parlamentares contabilizam mais de 21 loteamentos clandestinos em Mogi. O presidente da Comissão do Meio Ambiente e Urbanismo, vereador Otto Rezende (PSD), informou em reunião com os órgãos responsáveis ficou acordado que Prefeitura, nos próximos dias, vai intensificar a fiscalização com apoio da Cetesb e da Polícia Ambiental.
Fonte;O Diário de Mogi
24 de maio de 2017 QUADRO DESTAQUE
Tema foi debatido no Legislativo depois de editorial de O Diário sobre o assunto. (Foto: Arquivo)
SILVIA CHIMELLO
A Câmara de Mogi chama atenção da Secretaria Municipal de Assistência Social e sugere um trabalho de prevenção para evitar que a Cidade seja invadida pelos usuários de drogas retirados da área conhecida como “Cracolândia”, no Centro da Capital Paulista. Os vereadores alegam que após a ação conjunta da Prefeitura de São Paulo e da Polícia Militar, que levou à debandada dos dependentes químicos, é provável que parte deles chegue ao Município, última parada das composições da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
O assunto foi abordado na sessão de ontem pelo vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, que se baseou no editorial publicado ontem em O Diário. “Com o fechamento da Cracolândia, o jornalista Chico Ornellas chama atenção para o fato de Mogi ser o ponto final das linhas férreas da CPTM e existe a possibilidade de muitos desses usuários se deslocarem para vá, trazendo problemas como tráfico de drogas. Por isso, a Prefeitura de Mogi precisa ficar alerta e realizar um trabalho na área de assistência social para evitar que a Cidade, que tem uma rede de atendimento bem estruturada, sofra as consequências”, alertou.
O vereador Mauro Araújo (PMDB) concordou e disse que esse tipo de alerta já vem sendo feito no que se refere a pessoas em situação de rua. “É necessário encontrar uma solução para esse problema social e acabar com a invasão de São Paulo, mas eles não podem ser transferidos para Mogi”, argumentou.
Na sessão, o vereador Clodoaldo de Moraes (PR) também falou sobre a rede de atendimento que o Município oferece e elogiou o trabalho realizado pela equipe da Secretaria. Ele apresentou moção de aplausos pelo Dia do Assistente Social, comemorado em 15 de maio.
A Prefeitura, por sua vez, enviou nota informando que desde o início da semana, em função da operação realizada na Capital, a Secretaria Municipal de Assistência Social, por meio de suas equipes especializadas, e com apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar, monitora os principais pontos de chegada – estações de trem e Terminal Rodoviário, entre outros -, além de espaços públicos, como praças do Centro, e garante que não foram detectadas anormalidades até o momento.
Fonte;O Diário de Mogi
Proposta do vereador Azuir Marcolino (PTB) foi rejeitada por nove votos a sete, na sessão da última terça-feira
Foto: Arquivo Dat
Vereadores se dividiram sobre o projeto, que não passou pela segunda votação
O projeto de lei que instituiria cotas de 20% para negros e pardos em concursos públicos foi rejeitado pela Câmara de Poá, por nove votos a sete. A proposta, de autoria do vereador Azuir Marcolino (PTB), foi votada em segundo turno na pauta da última terça-feira e será arquivada. Na ocasião, o resultado gerou revolta entre os integrantes de movimentos negros da cidade, que protestaram.
A primeira votação da proposta ocorreu em 11 de abril, quando foi aprovada por 14 votos a um. O resultado do pleito de terça-feira causou indignação do petebista, responsável pela criação da propositura. "Foi uma surpresa, porque a maioria dos vereadores tinham se posicionado a favor da pauta. Não entendi o que aconteceu, até porque essa lei não traz nenhum prejuízo aos cofres públicos", lamentou Azuir.
O parlamentar garantiu que não vai desistir da medida e, na próxima oportunidade que tiver, retomará o projeto para uma nova discussão. O político defendeu o projeto e justificou: "Visitei grandes empresas e foi possível notar que os negros estão ausentes em cargos administrativos e em laboratórios. Já, quando chegamos no setor de carregamentos de caminhões, eles estão mais presentes. É preciso mudar esse cenário".
Já o vereador Luiz Eduardo Oliveira Alves (PTN), o Edinho do Kemel, se posicionou contra o projeto de lei na última terça-feira. No primeiro turno, ele votou a favor, mas explicou que o posicionamento foi favorável para que houvesse um debate sobre o assunto antes do segundo turno, enfatizando que sempre foi contra cotas raciais. "O assunto precisava ser debatido antes da última votação, porque isso é democracia", justificou. "Delimitar porcentagens para etnias em concurso público vai incentivar ainda mais o racismo. Essa divisão tira o poder de igualdade", afirmou.
O vereador Saulo Souza (SD) também se posicionou a favor do projeto de lei nos dois turnos. Ele lembrou que a abolição da escravidão completou 129 anos dia 13 de maio e que ainda reflete no mercado de trabalho para o público-alvo da proposta. "Eles foram libertados e colocados a mercê da própria sorte. A aprovação desse projeto era uma questão de coerência. A gente lamenta e se solidariza com a população negra", disse.
Fonte:Mogi News