segunda-feira, 1 de agosto de 2016

CIDADES: Melo aposta na continuidade

30 de julho de 2016  Comentários (0)  Cidades  1
O empresário Marcus Melo chora diante de milhares de pessoas na convenção que oficializou a disputa a prefeito, no Clube Náutico
O empresário Marcus Melo chora diante de milhares de pessoas na convenção que oficializou a disputa a prefeito, no Clube Náutico
O empresário Marcus Melo chora diante de milhares de pessoas na convenção que oficializou a disputa a prefeito, no Clube Náutico

SILVIA CHIMELO

Aclamado pela coligação “Mogi de Todos Nós” com a promessa de dar continuidade aos projetos em andamento e preparar a Cidade para o futuro, o empresário Marcus Melo (PSD), bastante emocionado, confirmou a candidatura a prefeito na eleição municipal de outubro próximo. A chapa liderada pelo tucano e Juliano Abe, do PSD, como vice, foi homologada durante convenção, realizada ontem, nas dependências do Clube Náutico Mogiano, com a presença de cerca de quatro mil pessoas, segundo os organizadores.
O evento político, que durou mais de duas horas, foi concorrido, inclusive o palco, ocupado por vereadores e representantes das 17 legendas que integram o grupo de apoio da chapa, lançada com o apoio do prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD), chamada de “Maju” por causa das iniciais dos nomes de Marcus e Juliano. Todos os presidentes das legendas fizeram discursos.
A entrada da dupla foi embalada pelo jingle da campanha, cantado com entusiasmo pelo prefeito Bertaiolli. Os dois foram recebidos com aplausos, cumprimentos e abraços pelos centenas de candidatos a vereador das legendas, simpatizantes, apoiadores da campanha e familiares.
Muito emocionado, Melo demonstrou sua gratidão a Bertaiolli e reforçou, várias vezes, o apoio recebido do prefeito, que segundo ele, teria se empenhado em prepará-lo para o cargo, ensinando como é o funcionamento da máquina pública e permitindo que acompanhasse todos os projetos em andamento na Cidade. Ele se disse preparado para administrar Mogi.
“Todos querem uma vida melhor e esperam uma saúde e educação melhor. Suceder o Marco Bertaiolli não é uma tarefa fácil, porque ele é um excelente prefeito. Mas, Mogi vai continuar crescendo. Estamos aqui unidos com muita seriedade, preocupados com o futuro”, declarou. Destacou o apoio de muitos partidos. “Assim como prefeito, também represento o novo. Estamos mostrando ao Brasil inteiro que em Mogi a gente faz política séria, com transparência e responsabilidade. A saúde, educação e a Prefeitura funcionam e Mogi não pode parar nenhum minuto”, destacou.
Sobre o fato de ainda ser desconhecido na Cidade, falou: “Muitos não sabem quem é Marcus Melo, mas nasci em Mogi, no dia 1º de setembro, aniversário da Cidade, onde cresci e onde moram minha família, meus pais e meus filhos. Estudei e me formei e sei o que precisa ser feito, como deve ser feito e de que maneira deve ser feito. Todos aqui sabem que o melhor projeto para Mogi é o projeto do nosso grupo político”.
O candidato a vice, Juliano Abe, que cumpre o primeiro mandato na Câmara, garantiu que não deixará de trabalhar “um único dia” para zelar pelo nome da família e cuidar da Cidade. “Representamos a inovação e a renovação com experiência. Sabemos dos nossos desafios e unidos vamos conseguir fazer o melhor para Mogi”.
Bertaiolli fez um discurso acalorado, falou sobre os projetos realizados na Cidade,as obras nos bairros, crescimento e da Cidade e do empenho pessoal em preparar o candidato, mas pediu cautela. “Temos que vestir a sandália da humildade, andar pelos quatro cantos da cidade, bater de porta em porta para apresentar Marcus Melo a população da Cidade”. Disse que vai usar todo o tempo livre que tiver para fazer esse trabalho.

Fonte:O Diário de Mogi

As raízes mogianas de Maju

As raízes mogianas de Maju

 31 de julho de 2016  Comentários (0)  QUADRO DESTAQUE  1
O marido de Maju, Agostinho Paulo Moura, Xavier, o filho dele, Andrew, e Maju, na espera pelo revezamento da tocha olímpica / Foto: Divulgação
O marido de Maju, Agostinho Paulo Moura, Xavier, o filho dele, Andrew, e Maju, na espera pelo revezamento da tocha olímpica / Foto: Divulgação
O marido de Maju, Agostinho Paulo Moura, Xavier, o filho dele, Andrew, e Maju, na espera pelo revezamento da tocha olímpica / Foto: Divulgação

ELIANE JOSÉ

Atrás da decisão da jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, do Jornal Nacional, de participar do revezamento da tocha olímpica pelas ruas de Mogi das Cruzes, enreda-se uma história iniciada nos anos de ouro da siderurgia nacional e parecida com a de milhares de migrantes mineiros, com ascendentes paulistas, e passagem pela Cidade, antes de seguir para a Capital.
Com sentido, ela postou foto daquele dia, em sua página pessoal do facebook, com o dizer: “Parte da minha família é de Mogi das Cruzes. Parte da minha identidade foi construída em Mogi”.
Essa identidade começa quando o avô da Maju, Pedro dos Santos, deixou Varginha, em Minas Gerais, para trabalhar na Mineração Geral do Brasil (MGB) e veio morar na vila construída pela família Jafet para receber os cerca de 800 trabalhadores que tocariam a usina, grande parte deles, vindos daquele estado e do Rio de Janeiro para Mogi.
Pedro era casado com Zulma, e os dois tinham como referência na Mogi da década de 1940, um primo, Sebastião Xavier e a mulher dele, Maria de Lourdes, dona Nãna. As duas eram amigas de infância, os quatro da mesma cidade natal.
Da família Santos, também viveram na Vila, a irmã de Zulma, Iracema, conhecida por fundar o Centro Espírita Sementeira do Bem, e a bisavó de Maria Júlia, Sá Maria Inácia, como era conhecida por todos.
A Vila Jafet era formada por 500 casas, ocupadas por núcleos familiares com destinos semelhantes e, que ainda hoje ali permanecem, em suas terceiras e quartas gerações. Os mineiros chamavam irmãos, primos e conhecidos para a aventura na indústria de São Paulo. Todos fizeram parte do início do processo de industrialização e de expansão populacional de Mogi das Cruzes, a partir dos anos 1940. Muitos funcionários aposentaram na siderúrgica. Sebastião Xavier foi um deles – trabalhou ali durante 57 anos. Outros não. Caso do avô de Maju.
Pedro não voltou mais para o chão de fábrica aquecido pelas caldeiras de aço após um susto daqueles. Em um dos graves acidentes ocorridos no interior daquela empresa, comuns no passado sem regras trabalhistas e de segurança, ele escapou de ter o corpo queimado ou de um pior infortúnio porque escapuliu do lugar depois de um estouro da caldeira fervente, por um vão bem pequeno. Quem lembra é Marilu Xavier Vilaça, uma das filhas de Sebastião Xavier.
“Ele passou um grande susto, e conseguiu escapar por um buraco muito pequeno. Era magrinho. Não ficou ferido, mas não voltou a trabalhar lá. Foi tentar a vida em São Paulo, onde acabou criando a família”, conta ela.
A amizade entre as duas famílias se mantém ainda hoje, com a troca de visitas e encontros como a festa de casamento de Zilma, mãe da jornalista que iniciou carreira na TV Cultura e se tornou mais conhecida quando passou a fazer o noticiário do tempo, em tom informal e de fácil compreensão, ao lado ao apresentador e editor do Jornal Nacional, William Bonner.
Xavier Filho, cantor, compositor e carnavalesco durante muito tempo da escola de samba da Vila Industrial, põe fim às curiosidades lançadas na entrevista dada TV Diário, na semana passada, quando a repórter falou sobre as boas lembranças de Mogi, de tempos passados ao lado de familiares.
– Então, Xavier, você é primo da Maria Júlia?
“Não, ela quem é minha prima, eu nasci primeiro”, corrige ele, ao falar sobre o parentesco entre ambos. “Mesmo depois que o avô dela mudou-se para a Vila Matilde, em São Paulo, ele e o meu pai, continuaram amigos. Eu mesmo fui ao casamento da mãe da Maju, a Zilma”, contou.
Avisados há mais de um mês sobre a vinda da prima a Mogi, para a passagem da tocha olímpica, os familiares foram recepcioná-la no ponto onde ela recebeu o símbolo das mãos do apresentador Serginho Grosmain.
“Para nós, a Maria Júlia é a mesma pessoa que frequentava a casa das minhas irmãs, quando era mais nova. E nós torcemos por ela, após a troca da TV Cultura pela Globo. Quando a vi fazendo a previsão do tempo, não pensei que fosse fazer tanto sucesso. Ela inovou a cobertura com termos populares, como “friaca”, e as pessoas se identificaram com ela. Outro dia, ouvi o Silvio Santos, na concorrência, falando sobre ela”, diz.
A irmã dele, Marilu, pontua: “Para nós é um orgulho imenso ver uma mulher negra representando a nossa raça e classe numa TV Globo, e se mantendo como antes, gentil, tranquila, como quando vinha para a minha casa e saía com a minha filha para as baladas em Mogi ou para as festas da Vila”.
Na Vila Industrial, com o sucesso da profisisonal, muitos tinham curiosidade sobre o parentesco, reforçado após a entrevista.
“Quando ela foi vítima de racismo, muitas pessoas falavam, também somos Maju (foi criada uma hastag #somostodosmaju#, com milhares de likes). Mas, para ser sincero, aquilo não nos surpreende. Sou calejado pela vida, todos nós, negros, somos. Mas, foi um movimento interessante, que reforça a nossa negritude e a de outras pessoas que, quando se destacam em alguma área, enfrentam o racismo. Preto não pode subir na vida que é vítima desse tipo de preconceito”, encerra.



Usina inicia história da indústria mogiana

Com a produção do ferro gusa, em 1944, começa para valer a história da Mineração Geral do Brasil, construída na faixa de terreno do lado direito da linha ferroviária, na faixa de terreno que se transformaria na atual Vila Industrial. Dois anos antes, a usina começou a ser construída.
A trajetória de milhares de trabalhadores de Mogi das Cruzes e de algumas cidades da Região está ligada à da empresa, que sofreu uma intervenção, em 1967, após enfrentar sérias dificuldades financeiras.
A partir daí, pela passaria pelas mãos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com a fundação da Companhia Siderúrgica de Mogi das Cruzes (Cosim), que encerrou suas atividades na década de 1980. Depois, a Inal (Indústria Nacional de Aço Laminado) retomou as operações, do que estava fadada a ser ruir em definitivo, em 1998, com a demolição das antigas dependências.
O terreno foi desmembrado e abriga agora outras atividades industriais, no parque fabril mantido às margens da Avenida Tenente Onofre Rodrigues de Aguiar. (Eliane José)

Fonte:O Diário de Mogi

sábado, 30 de julho de 2016

Moradias em Suzano: Comissão confirma denúncia e encaminha caso para o MP

Cibelli Marthos

Critérios exigidos para definir beneficiários não foram respeitados nos casos de pessoas ligadas à prefeitura
Foto: Erick Paiatto

Caso é referente às unidades do conjunto Avenida Paulista, entregues há três meses, no Jardim Monte Cristo
A Comissão de Política Social da Câmara de Suzano, que investiga possível favorecimento no programa federal "Minha Casa, Minha Vida" na cidade, identificou que alguns critérios exigidos para definir beneficiários não foram respeitados nos casos envolvendo pessoas ligadas à Secretaria de Assuntos Urbanos, então comandada por Carmem Lúcia Lorente, a Carminha.

O grupo finalizou seu relatório nesta semana e protocolou o documento no gabinete do prefeito Paulo Tokuzumi (PSDB), na Presidência da Câmara e também no Ministério Público (MP), para que as investigações possam ser aprofundadas. Isso porque mais da metade das pessoas convocadas pela comissão para prestar esclarecimentos, em especial as denunciadas de possível favorecimento, não compareceu, o que dificultou o trabalho dos parlamentares.

De acordo com o presidente da comissão, o vereador Alonso Almeida (PT), o caso precisa ser melhor investigado. "Nós não temos poder de polícia, não podemos intimar ninguém e nossa maior dificuldade foi ouvir as pessoas envolvidas, porque elas não compareceram. Entregamos todo esse material para o Ministério Público, para que os promotores possam tomar as medidas que acharem necessárias", esclareceu.

O parlamentar afirmou ainda que, pelas informações coletadas, é possível dizer que nem todos os critérios do programa federal foram seguidos no caso do sorteio das unidades do empreendimento Avenida Paulista I, no Jardim Monte Cristo, há cerca de três meses. "Recebemos várias denúncias também em relação ao condomínio do lado, o Avenida Paulista II. Alguns critérios não foram respeitados", destacou.

Denúncias
Segundo denúncias divulgadas em maio deste ano pela emissora de rádio BandNews FM, pelo menos quatro pessoas tiveram o nome incluído na lista de mutuários do empreendimento sem atender as exigências do governo federal.
Um suposto esquema organizado na Prefeitura de Suzano estaria beneficiando parentes de servidores públicos e pessoas ligadas à empresa responsável por gerir o programa federal "Minha Casa, Minha Vida" na cidade.

Segundo a matéria veiculada pela emissora de rádio, o motorista da Secretaria de Assuntos Urbanos seria um dos beneficiados. Tiago Ramos de Campos teria indicado a namorada Janila Mangini, mais dois parentes dela e um dele, que mora em Junqueirópolis, a cerca de 680 quilômetros de Suzano, para receberem o apartamento.
Já o assessor político da secretária Carminha, Leonardo Barreto Faria, teria incluído na lista o nome de Carla Cristina do Lago Barreto, também parente dele.

Defesa
Em entrevista concedida no final de maio, Carminha classificou a denúncia como uma tentativa de desconstruir sua candidatura a prefeita de Suzano. Segundo ela, o caso se tratou de uma denúncia com viés político e reforçou que todas as famílias citadas foram beneficiadas sim, mas porque se enquadravam nos critérios estabelecidos pelo governo federal e pelo município.

Fonte:Mogi News

 

EM GUARAREMA: Programa 'Minha Casa Minha Vida' beneficia 304 famílias

Novo Empreendimento Residencial Pau D'alho é destinado a famílias com renda mensal até R$ 1,8 mil
Foto: Divulgação


Os dois deputados do PR, André do Prado e Marcio Alvino, participaram da entrega do empreendimento
Mais de mil pessoas foram beneficiadas ontem em Guararema pelo Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), com a entrega das 304 unidades do empreendimento Residencial Pau D'alho. O empreendimento, destinado a famílias com renda de até R$ 1,8 mil (Faixa I), recebeu investimento total de mais de R$ 19,7 milhões. O evento contou com a presença do vice-presidente de Governo da Caixa, Paulo Galli, e do superintendente regional, em exercício, da Penha, Marcelo Mariano.
Localizado no bairro Nogueira, o empreendimento é composto por quatro residenciais, totalizando 304 apartamentos, divididos em sala, cozinha, dois dormitórios, área de serviço e uma vaga de garagem, com área privativa real de 46,14 m². As unidades estão avaliadas em R$ 65 mil.
Atendendo às exigências de qualidade do MCMV, o empreendimento é equipado com infraestrutura completa, pavimentação, redes de água, esgotamento sanitário, drenagem, energia elétrica e disponibilidade de acesso ao transporte público.
Os dois deputados representantes do município de Guararema, André do Prado (PR), líder de Partido da República na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, e Marcio Alvino (PR), participaram da entrega.
 Segundo o deputado estadual André do Prado, entregar as casas populares para quem mais precisa foi um projeto ambicioso que envolveu e mobilizou a administração municipal, e os dois parlamentares da cidade. "Estamos coroando sete anos de árduo e intenso trabalho. Não existe recompensa maior do que a alegria que estamos vendo dos rostos das famílias que, finalmente, terão um teto para morar", afirmou o deputado.
 O projeto de construção do Residencial Pau D'Alho começou a ser realizado em 2009, quando o então prefeito, hoje deputado federal, Marcio Alvino teve a ideia de construir esta obra de grande magnitude para o município de Guararema. Desde então, foram sete anos de empenho, dedicação e trabalho para convencer o governo federal a investir na cidade. "A construção de casas populares sempre foi uma grande demanda da população de Guararema, e hoje conseguimos realizar. Esse novo residencial irá atender a quem mais precisa e já reinvindica uma moradia há muito tempo. Não estamos apenas entregando um prédio, mas dignidade, respeito e segurança a todos os novos moradores do Residencial Pau D'alho", discursou o deputado federal Marcio Alvino.
Números
O Programa já beneficiou mais de R$ 11,2 milhões de pessoas, com a entrega de 2,9 milhões de moradias em todo o País.
Já no Estado de São Paulo foram entregues 513 mil unidades, beneficiando mais de dois milhões de pessoas.

Fonte: Mogi News