Vila Estação
Urbanização custará R$ 15 milhões
Verba do Ministério das Cidades será aplicada em melhorias no bairro, que recebeu outras obras no ano passado
Divulgação
Prefeito apresentou detalhes do projeto de urbanização da Vila Estação ontem, em reunião que contou com a presença de moradores do bairro, além de autoridades
A Prefeitura de Mogi das Cruzes investirá mais de R$ 15 milhões nas obras de urbanização da Vila Estação. Ontem, o prefeito Marco Bertaiolli apresentou detalhes do empreendimento para lideranças do bairro, vereadores e secretários municipais das áreas envolvidas. Do total empenhado, R$ 7.176.628,82 serão investidos diretamente na urbanização e R$ 8.320.000,00 serão destinados à produção de novas unidades habitacionais.
O prefeito explicou que o recurso virá do Ministério das Cidades por meio do Programa Projetos Prioritários de Investimentos (PPI). "No fim de 2010, a Prefeitura teve a oportunidade de inscrever mais um bairro dentro dos projetos de reurbanização do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e inscrevemos a Vila Estação. Um ano depois, o governo federal aprovou o nosso pedido e enviou o contrato à Caixa Econômica Federal. Ao longo de 2012, a Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo cuidou de projetos como implantação de redes de água e esgoto, drenagem, iluminação pública, praça pública, uma unidade do Cras e moradias. A boa notícia é que a Caixa está esperando apenas dois ajustes simples e estão aprovados os projetos", disse o prefeito.
O presidente da Câmara Municipal, Rubens Benedito Fernandes, o Bibo, falou em nome dos vereadores presentes e elogiou a iniciativa. "Uma das coisas mais importantes para o ser humano é qualidade de vida e os moradores da Vila Estação terão um salto enorme em qualidade de vida por meio desta urbanização", afirmou. Representantes da comunidade local também comemoraram o anúncio. "Hoje, estou vivendo a realização de um sonho. Meu sonho é ver a Vila Estação o bairro mais bonito e bem-organizado da cidade. Estou muito feliz", disse o agricultor Sebastião Luiz Macedo, de 51 anos, que vive na Vila Estação desde a infância.
Para o presidente da Casa de Convivência Vila Estação, José Audeci de Arruda Lins, esta é a melhor notícia que poderia ser dada às 750 famílias (cerca de 3 mil moradores) que vivem no bairro. "Esse anúncio é algo que esperávamos há muito tempo. Quem conhece a Vila Estação sabe que as condições mudaram muito nos últimos anos e que o que mais interessa à comunidade local é justamente viver bem. E isso está acontecendo graças às obras anunciadas hoje", comemorou.
Fonte:Mogi News
Intransitável
Estrada da Volta Fria está em condições precárias
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Jorge Moraes
Chuva causa alagamentos e buracos que comprometem as vias
Moradores da Estrada Onofre Kindurys voltaram a procurar o Mogi News para reclamar das péssimas condições de conservação da via. Desde o fim do ano passado, a estrada, que faz acesso à Estrada da Volta Fria, em Jundiapeba, enfrenta problemas de erosão. De acordo com os moradores, a situação se agravou nas últimas semanas, com a temporada de chuvas. Eles alegam que as duas estradas ficam intransitáveis por causa da lama e dos buracos. "Todo dia é a mesma coisa. Vem a chuva no fim da tarde e ninguém mais passa. É uma buraqueira que não acaba mais. Isso sem contar a lama que faz qualquer veículo atolar", reclama Alexandre Reginatto, morador há cinco anos da região. "O jeito é jogar cascalho e passar uma máquina para nivelar e fazer a drenagem na rua", sugere.
O vizinho dele, Antônio Carlos Domiciano, o Nenê do Peixe, afirma que o tráfego de caminhões pesados prejudica ainda mais a situação. "Eles passam a noite inteira pela estrada da Volta Fria. O caminho, que já não está bom, fica pior. Não tem como ir para Jundiapeba nestas condições. Temos de fazer o caminho por Brás Cubas e o trajeto acaba ficando bem maior", disse. "Contudo, o problema é quando tem alguma emergência, realmente nenhum carro entra ou sai", completa.
Segundo os moradores, na semana passada máquinas da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos estiveram na Estrada da Volta Fria. "Jogaram um cascalho e uma terra vermelha que deixou a estrada ainda pior", disse Reginatto.
O secretário municipal de Serviços Urbanos, Nilmar de Cássia Ferreira, prometeu, por meio da Coordenadoria de Comunicação da Prefeitura, encaminhar equipes às estradas para averiguar a situação e programar a execução de melhorias o quanto antes.
Fonte:Mogi News
Legislativo
"Fofocas" internas viram tema principal de sessão na Câmara
Vereadores de Mogi usaram quase todo o tempo de encontro, ontem, para "lavar a roupa suja"
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Marcelo Alvarenga / CMMC
Vereadores falaram ontem a respeito de um suposto "leva e traz" da Câmara, que estaria levando informações internas ao prefeito
A sessão de ontem na Câmara Municipal foi marcada por uma "lavação de roupa suja" entre os vereadores. Boatos e fofocas se transformaram no principal assunto no Legislativo mogiano. Houve até ameaça de levar o tal "fofoqueiro" ao Conselho de Ética.
A "lavação" começou com o vereador Benedito Taubaté Guimarães (PMDB). Ele contou que "alguém" havia levado ao prefeito Marco Bertaiolli (PSD) a informação de que ele estava ajudando Iduigues Martins Ferreira (PT) na coleta de assinaturas para a formalização da Comissão Especial de Inquérito (CEI), que vai apurar as denúncias de irregularidades no sistema de Zona Azul na cidade. "Eu não sei quem fez isso, mas não consigo entender a maldade deste colega", disse.
O colega de partido de Taubaté, Mauro Araújo, saiu para o ataque contra o que chamou de "leva e traz". "Quem fez isso é uma verdadeira ameba. Gente pequena. Um protozoário. Não honra a calça que veste. Cada um precisa assumir aquilo que faz e ponto", afirmou. Ferreira desmentiu o "leva a traz" e disse que ele foi o único responsável pela coleta das 14 assinaturas que possibilitaram a criação da CEI.
Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, contribuiu para o debate ao frisar que "está havendo muita fofoca na Câmara". "Qualquer assunto que se comenta aqui já vão fazer futrica para o prefeito. Nós somos da base de apoio, mas isso não quer dizer que não possamos apoiar uma comissão que fará uma investigação importante como esta. O problema é que tem gente que, assim que vê alguma coisa aqui, liga rapidinho para a Prefeitura".
O presidente da Câmara, Rubens Benedito Fernandes (PR), o Bibo, tentou colocar panos quentes na boataria que havia tomado conta da sessão. "Não é bem assim. Quem fez isso não teve maldade nenhuma. Não foi para prejudicar ninguém".
Projetos
Depois da discussão sobre o tal fofoqueiro, que não teve o nome revelado, os vereadores aprovaram três projetos. O primeiro autoriza o Executivo a firmar uma linha de crédito com a Caixa Econômica Federal destinada à aquisição de máquinas e equipamentos viários para a execução das obras de pavimentação. O crédito é de R$ 5,1 milhões.
Também houve a aprovação de uma segunda linha de crédito com a Caixa, de R$ 6,1 milhões para reforma e modernização do Estádio Municipal Prefeito Francisco Ribeiro Nogueira, o Nogueirão.
E os integrantes da CEI da Zona Azul se reuniram ontem para definir as estratégias de investigação e o relator. Araújo será o responsável por elaborar o relatório sobre o resultado final do trabalho.
Fonte:Mogi News
Expectativa
Hospital vai gerar 500 empregos
De início, quando começar a funcionar, no segundo semestre, o Hospital de Brás Cubas oferecerá 200 vagas
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Jorge Moraes
Em funcionamento, o hospital poderá gerar até 500 empregos
O Hospital Municipal Prefeito Waldemar Costa Filho, em Brás Cubas, que deve iniciar o atendimento no segundo semestre deste ano, terá capacidade para gerar até 500 empregos diretos, segundo estimativa do secretário-adjunto da Saúde de Mogi, Marcello Delascio Cusatis.
Presidente da Comissão Especial da Prefeitura que elabora o plano diretor do hospital, Cusatis tem por base o número de leitos (89) previstos para a unidade, dentre os quais 10 deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Também serão colocadas à disposição outras 15 acomodações para observação no pronto-socorro. "A média recomendada é de três a quatro funcionários por leito e neste caso, como se trata de um hospital que atuará nas áreas de emergência, ambulatório e cirurgias, acredita-se que, quando começar a funcionar com mais de 80% da sua capacidade, entre 2014 e 2015, poderemos atingir entre 400 e 500 funcionários, com exceção do setor de lavanderia, que deverá ser terceirizado", explicou Cusatis.
Os números, que ainda podem sofrer alteração, preveem a contratação dos profissionais de maneira gradativa, assim como a instalação e operacionalização dos equipamentos. "Provavelmente a unidade iniciar o atendimento com até 200 funcionários", reforçou.
Ele confirmou que as obras, orçadas em R$ 27 milhões, estão na reta final, 90% concluídas, com previsão de término para maio. Entre as novidades, está a oferta de serviços e recursos encontrados apenas em grandes instituições, como a transmissão de cirurgias por videoconferência, central online de monitoramento da UTI e acionamento da enfermagem por sistema de voz.
"A questão de deixar o atendimento para o segundo semestre implica em questões burocráticas e financeiras, como por exemplo, abertura do processo licitatório para compra dos equipamentos e mobiliário, que só pode ser aberto após a obra pronta. Além disso, há a questão financeira, já que para equipar o hospital serão necessários entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões", contou.
Fonte:Mogi News