Ao meu amigo Ediel Braz Soares .
A verdadeira felicidade está na própria casa .
Entre as alegrias puras das filhas e o carinho da mulher amada é que somos felizes .
Abraço do amigo Luizinho da Vila
Tribuna Livre
Escracho
Dirceu Do Valle
Passada a ressaca das festas, o recesso forense, as férias estendidas e as férias das férias, todos, paulatinamente, passam a retornar à rotina, e, para muitos, parcela desta, é o passar de olhos pelos jornais, acompanhando o que acontece aqui, ali e acolá. Assim, na Folha de S. Paulo, logo no começo da semana, ganhou estas plagas curioso destaque, aquele do tipo "falem bem ou mal, mas falem de mim".
Melhor explicando, veiculou-se notícia de que, desde outubro do ano passado, fora instalado no Centro de Detenção Provisória de Mogi das Cruzes, para testes, um aparelho bloqueador de ligações de telefones celulares, medida adotada para coibir a criminalidade.
Alvissareira medida, como sabido, seguindo o dito antes tarde do que nunca, chegou em momento difícil, que atinge a população paulista, já que, não é de agora, delitos são praticados, "julgamentos" realizados e, até, execuções determinadas, descalabros praticados via telefone, segundo a Imprensa, pelos "hóspedes" do sistema carcerário.
Tornando ao que interessa, do resultado da experiência, noticiado que no estabelecimento prisional sediado em nossa cidade, com pouco mais de 2 mil presos, percebida a existência de, nada mais, nada menos, 1.513 chips ativos de telefonia celular. Tirante os 264 constatados como sendo dos funcionários, presume-se que nas mãos dos presos havia 1.299 aparelhos, índice maior que o número existente entre o resto da população. Ou seja, mais fácil ter um telefone dentro do que fora da cadeia.
Deixando de lado a estranheza de como é possível uma coisa dessas, escandalosa, para dizer o mínimo, falha de segurança, chama a atenção o nível de consciência do direito consumerista daqueles prejudicados.
Não bastasse a existência de tantos celulares - pelos números apresentados, quase cada detento tinha o próprio - , detectadas ligações por parte dos presos para os SACs, Serviços de Atendimento ao Cliente, de cada uma das operadoras, porquanto, inconformados com a impossibilidade de efetuarem ligações, ignorando a existência do sistema que bloqueava as chamadas, muitos ligaram para reclamar do que reputavam uma má prestação de serviços.
Do lado do governo, com todo o respeito, incompetência. Do outro, também respeitosamente, cara de pau. Em linhas gerais, o inusitado, além de mostrar seríssima falha da administração penitenciária que evidentemente afeta a segurança pública, mostra a fanfarronice que é peculiar do brasileiro, preso ou solto. Pérolas como essa, ao lado de revelar o caos que é a política pública de segurança paulista, mostra o acerto do bordão de José Simão. Definitivamente, somos os campeões da piada pronta.
Dirceu do Valle, é advogado e professor de
pós-graduação da PUC/SP
Fonte:Mogi News
Prejuízo
Semae gasta R$ 150 mil por ano com vandalismo
Há ocorrências em que foi necessário o investimento de R$ 100 mil para que a unidade voltasse a funcionar normalmente e garantir o abastecimento
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Mayara de Paula
Melo: cada estação é equipada com bombas de características específicas, dificultando a reposição
O Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) precisa gastar, em média, R$ 150 mil, por ano, para reparar os prejuízos causados com atos de vandalismo. De acordo com o balanço divulgado pela autarquia, por mês, ao menos uma estação de esgoto ou água é furtada ou tem os equipamentos destruídos.
Há ocorrências em que foi necessário o investimento de R$ 100 mil para que a unidade voltasse a funcionar normalmente. Além do prejuízo nos cofres públicos, o ato criminoso causa diversos transtornos à população. Em muitos casos, o abastecimento de água fica lento ou é interrompido. O mesmo acontece quando os delitos ocorrem contra a rede de coleta de esgoto. Quando uma unidade sofre danos e para de operar, as outras trabalham de forma sobrecarregada, o que pode acarretar pontos de entupimento e vazamento. Outro problema é que os equipamentos passam a ter uma vida útil menor.
E mesmo com a tentativa de conscientizar a população sobre os danos causados com o vandalismo recorrente cometido contra os serviços públicos, os casos se repetem.
Desta vez, o alvo foi a Estação Elevatória de Esgoto localizada rua Yoshiteru Onishi, no bairro Nova Mogilar. Ela foi furtada na madrugada de ontem.
A unidade foi invadida e os cabos de energia foram retirados, o que causou a paralisação do funcionamento. O sistema já foi recolocado, no entanto, antes de religar a unidade, será preciso repor os componentes elétricos e fazer testes com todos os equipamentos.
Nem mesmo o sistema de segurança foi suficiente para impedir a ação criminosa. O local conta com alarme, que disparou após detectar a invasão. A equipe da empresa de segurança chegou em apenas 10 minutos, porém, os cabos já haviam sido levados.
O diretor-geral do Semae, Marcus Melo, lamentou o ocorrido e explicou que o sistema atingido é essencial para os moradores de diversos bairros. "Ele faz parte do sistema coletor que recebe esgoto da Vila Oliveira, Vila Natal, Socorro e Caputera", detalhou.
Melo contou que furtos como estes têm "reposição difícil". Isso porque cada estação é equipada com bombas de características específicas, como capacidade de envio e tamanho das peças. "É preciso encomendar a maioria dos itens, não dá para comprar no mesmo dia em uma única loja", lamentou.
No mês passado, o alvo dos criminosos foi a Estação de Esgoto Indonésia, em Jundiapeba, que também teve a fiação furtada, o que deixou a unidade parada.
Segundo o Semae, entre os dias 3 de dezembro e 3 de janeiro, foram registradas duas ocorrências de furto e vandalismo contra o local. Os funcionários da autarquia tinham acabado de instalar o sistema de cabos elétricos - levado em 3 de dezembro - quando, exatamente um mês depois, o portão do painel elétrico foi danificado.
Fonte:Mogi News
Troca de comando
Delegado-seccional é substituído
No lugar de José Roque Américo, que atuou em Mogi e região por quase 4 anos, virá Luiz Carlos Branco Júnior
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Secretário estadual de Segurança visitou, ao lado de Bertaiolli, as instalações da Ciemp, que controla as câmeras espalhadas pela cidade
A partir de hoje, a Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes terá um novo delegado-titular. José Roque Américo deixará o cargo e será substituído por Luiz Carlos Branco Júnior, que atuava em Jundiaí, na regional de Campinas. O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Fernando Grella, em visita à cidade. Américo ficará à frente do Departamento de Administração e Planejamento (DAP) da Polícia Civil, órgão que dá apoio à Delegacia Geral da Polícia. A posse deve ser feita ainda hoje.
A transição dos delegados será realizada hoje, na sede da Delegacia Seccional, às 14 horas. Américo atuou na cidade por quase quatro anos. Ele afirmou que sai do posto em Mogi deixando a Seccional "em ordem". "Trabalhei de uma forma legal, com competência. Apaziguamos a Seccional. Mogi está fora dos comentários, tivemos uma pequena crise na Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), mas resolvemos", destacou. O delegado informou que entregou um relatório para Grella e o delegado-geral da Polícia Civil, Mauricio Blazeck. "Apresentei um caderno com o que Mogi precisa", acrescentou.
Blazeck esclareceu que a transferência de Américo para São Paulo é um processo que está sendo adotado em toda a Grande São Paulo. "É uma questão administrativa. Todos os delegados que permanecem três ou quatro anos têm a necessidade de se reciclar. Américo é um homem empreendedor e contamos com sua experiência para dar continuidade ao trabalho que começou a desenvolver aqui", observou.
O prefeito Marco Bertaiolli (PSD) ficou surpreso com a transferência do delegado-seccional, mas ressaltou a importância que Américo teve na cidade nos últimos anos. "É muito importante a amizade que se estabeleceu com o doutor João Roque, testemunhamos seu empenho e dedicação", disse.
Violência
Durante reunião com os comandantes da Polícia Militar e delegados da Polícia Civil, realizada no auditório da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), Grella comentou sobre os índices de violência. "É um momento atípico de crise, que por vezes acontece, mas que vamos conseguir reverter", confirmou. Durante o encontro, foi tratada a importância da integração entre as polícias. "Esta é uma reunião de trabalho para apresentar as diretrizes para ambas as polí-cias. Estamos realizando estes encontros em to-do o Estado e devemos concluir em fevereiro".
O secretário explicou que pretende fazer discussões bimestrais com os comandos da região. "É preciso valorizar o sistema de inteligência e o trabalho integrado com as polícias, além de aproximar a comunidade", destacou.
Fonte:Mogi News