Daniel Carvalho
Carta na manga?
Ganhou força no meio educacional, a tese de que a diretora do Departamento de Planejamento Educacional da Secretaria Municipal de Educação, Valéria Campolino, seria uma das cotadas para assumir a vaga a ser deixada pela atual secretária Maria Geny Borges Ávila Horle no segundo mandato do prefeito Marco Bertaiolli (PSD) na Prefeitura.
Marcus Melo?
Além de Valéria, que tem aparecido com certa frequência nos últimos eventos da educação ao lado da secretária e do próprio prefeito (e há quem aposte no nome) é Marcus Melo, atual diretor geral do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) para a função. Vale lembrar que Marcus Melo se afastou do Colégio Brasilis para ser um dos assessores de confiança do prefeito, primeiramente no gabinete e depois passando pela autarquia.
Fonte:Mogi News
Prestação de contas
Candidatos gastam valores menores
Última etapa da prestação de contas dos candidatos a prefeito na última eleição revela redução de gastos
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Jorge Moraes
Bertaiolli: campanha mais cara
Os candidatos à Prefeitura de Mogi gastaram valores muito abaixo do previsto foi o que revelou a última etapa da prestação de contas feitas para Justiça eleitoral. O prazo para declarar os valores utilizados ao longo dos três meses de campanha se encerrou ontem. Dos seis postulantes ao cargo, apenas Mário Berti (PCB) não apresentou os dados.
Marco Bertaiolli (PSD), Marco Soares (PT), Jorge Paz (PSOL), Edgar Passos (PSTU) e Fernando Muniz (PPS) utilizaram R$ 1,8 milhão. O candidato reeleito do PSD é responsável por 90% deste valor - R$ 1.628.173,78.
Apesar de investir dez vezes mais que o segundo candidato que mais gastou, o petista Marco Soares (PT) - R$ 161,7 mil, Bertaiolli utilizou apenas 45% dos R$ 3,5 milhões previstos e declarados inicialmente.
Já o petista atingiu um porcentual ainda menor. Os R$ 161 mil representa apenas 3% dos R$ 5 milhões estimados.
Jorge Paz aparece em terceiro na lista dos que mais gastaram, porém, em um patamar muito inferior aos concorrentes. Ele declarou ter tido despesas de R$ 6.577,25. O representante do PSOL informou que poderia chegar a R$ 300 mil na campanha.
Edgar Passos (PSTU) conseguiu R$ 4.494,47, abaixo dos R$ 50 mil calculados.
Mário Berti não apresentou os documentos necessários ao cartório eleitoral - demonstrativo de gastos, extratos bancário, recibos eleitorais correspondentes as doações recebidas - e estará sujeito as restrições por parte da Justiça Eleitoral. O comunista será notificado e terá que entregar os dados no prazo de 72 horas, caso não cumpra a determinação poderá ficar inelegível por quatro anos. Berti fez a declaração apenas pela internet, porém, a prestação de contas deve ser realizada, obrigatoriamente, no cartório.
A maior parte dos gastos na campanha do prefeito eleito foi com "produção de programas de rádio, televisão ou vídeo". Para este fim foram destinados R$ 910 mil.
Fonte:Mogi News
Luzia
Paciente afirma que Luzia está sem cirurgias
Empresária que sofreu um enfarte esperou pelo cateterismo, mas alertada por funcionários do hospital, teve que fazer o procedimento em outro local
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Erick Paiatto
Luzia de Pinho Melo: paciente afirma que ficou internada durante uma semana inteira, sem resultado
A empresária Claudia Márcia Vieira Santos, de 46 anos, afirmou que o Hospital Luzia de Pinho Melo está sem realizar cirurgias desde 20 de outubro. Claudia contou que sofreu um enfarte nesta data e quando chegou à instituição médica foi informada por funcionários do hospital que os procedimentos não estavam sendo realizados devido à falha no sistema de refrigeração, confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde, mas classificada como "pontual". A pasta ponderou que o sistema estava com problemas há uma semana - e não 20 dias.
"Eles (funcionários do hospital) disseram que o sistema estava quebrado há uma semana, o que não é verdade, pois fiquei uma semana internada no hospital, cheguei a ir para a Unidade de Terapia Semi-Intensiva e todos os médicos informavam que não poderiam fazer o cateterismo, porque o ar condicionado e outros aparelhos estavam quebrados", explicou. "Tive que pedir alta e fui fazer o procedimento em outro lugar", contou.
Hemodiálise
Já os parentes da dona de casa Maria Antonia Leite, 50, reclamam que a mulher é obrigada a permanecer internada no Luzia, como consequência da falta de clínicas médicas na região que realizem sessões de hemodiálise. Maria está no hospital há 40 dias.
O Departamento Regional de Saúde informou por nota que após o período de internação no Luzia para estabilização do quadro clínico, a paciente será encaminhada ao Instituto de Nefrologia de Suzano, onde fará a primeira consulta. "Não é verdadeira a informação de que somente o Luzia realiza hemodiálise na região. Há dois institutos em Suzano e Mogi que também oferecem o procedimento", garante a nota.
Fonte:Mogi News
Renda
Brás Cubas é a região mais pobre da cidade, diz pesquisa do IBGE
De acordo com dados do instituto, o distrito mogiano é o que concentra maior número de famílias de baixa renda
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Divulgação
Brás Cubas, uma das principais regiões de Mogi, tem o maior número de habitantes que declararam receber até dois salários mínimos
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o distrito de Brás Cubas é o que concentra o maior volume de famílias de baixa renda e é, portanto, a região com o maior índice de vulnerabilidade social do município. De acordo com o levantamento, 37.763 habitantes deste distrito têm renda familiar de meio salário mínimo a dois salários mínimos. No geral, 131.604 habitantes da cidade possuem a mesma renda. A pesquisa mostrou ainda que 34.336 moradores do distrito de Brás Cubas declararam não ter renda mensal fixa. Também é o maior índice entre as demais regiões do município.
Os dados divulgados pelo Censo 2010 revelam que o índice de vulnerabilidade social no distrito de Brás Cubas superou o de regiões como Jundiapeba, por exemplo, que já foi considerada a mais pobre de Mogi. Isso porque o volume de projetos e programas sociais realizados em Jundiapeba e os investimentos em unidades públicas de saúde e educação melhoraram as condições sociais dos habitantes desse local (leia mais nesta página). No distrito, apenas 18.694 habitantes declararam ter renda familiar de meio a dois salários mínimos. Em seguida, está César de Souza, com 11.451 habitantes no perfil. O levantamento também mostra o perfil de Biritiba Ussu, que tem 1.884 habitantes recebendo esta mesma renda mensal.
De forma detalhada, o Censo mostra também que 24,7% da população mogiana sobrevive com uma renda domiciliar per capita de até R$ 255.
Apesar de alto para Mogi, o índice é o menor da região. O estudo aponta que 7,6% da população tem renda domiciliar de R$ 127,50 e 1,9% declarou ter renda de até R$ 70 mensais por pessoa. Para se ter uma ideia de como a renda se aproxima da condição de extrema pobreza, em uma família de quatro pessoas, a renda mensal chega a R$ 280. Paralelamente a esta faixa vulnerável, Mogi das Cruzes possui a maior média salarial per capita da região do Alto Tietê.
Segundo o Censo, o ren-dimento domiciliar dos 387.779 habitantes do município é de, em média, R$ 786 mensais.
Apesar de ser maior que o salário mínimo vigente no período da pesquisa (R$ 510), maior que a média salarial da região (R$ 589) e que a nacional (R$ 668), a cidade ficou abaixo do valor médio estadual, que é de R$ 887.
Fonte:Mogi News