domingo, 27 de maio de 2012

Organização do evento é destaque



Seguindo os diversos grupos folclóricos que levavam cor, som e danças às ruas do Centro de Mogi, durante a Entrada dos Palmitos, o cortejo dos festeiros levou ao desfile a cor vermelha, presente na ves-timenta de todos que compunham o grupo. Além dos festeiros e capitães de mastro, a corte contou com a presença das autoridades de Mogi das Cruzes, como o prefeito e a primeira-dama, Marco (PSD) e Mara Bertaiolli, o vice-prefeito, José Antonio Cuco Pereira (PSDB), o deputado federal Junji Abe (PSD) e o deputado estadual Luiz Carlos Gondim (PPS). A organização da festa, mais uma vez, foi destacada.

Uma das polêmicas que antecederam o desfile de ontem foi o uso dos bafômetros pelos cavaleiros. O aparelho, no entanto, não chegou a ser utilizado. Na concen-tração, que aconteceu ao lado do Ginásio Municipal de Esportes, não havia nem indícios de proibição de bebida alcoólica. O festeiro Josmar Cassola Silva disse que as discussões serviram, pelo menos, para conscientizar os participantes. (Danilo Sans)


Fonte:O Diário de Mogi

Desfile e trânsito complicado


Erick Paiatto

Cerca de 40 mil pessoas foram às ruas de Mogi ontem para ver a tradicional Entrada dos Palmitos, que integra a Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes. A estimativa de público foi divulgada pela Polícia Militar e pelos festeiros deste ano. O cortejo passou pelas principais ruas do centro durante boa parte da manhã, como acontece há mais de 300 anos. A Entrada dos Palmitos, ponto alto do evento religioso, folclórico, cultural e artístico de Mogi, representa a chegada dos povos antigos à cidade para participar da Procissão de Pentecostes, segundo os religiosos. Ruas foram interditadas para o desfile, o que acabou gerando complicação no trânsito, como sempre acontece, e também queixas.


Fonte:Mogi News

Câncer Promotor ouve diretores de hospital


Os médicos prestaram depoimento sobre o atendimento realizado na unidade aos pacientes com câncer
Daniel Carvalho

Ministério Público está atento ao atendimento dos pacientes com câncer no Hospital Luzia
O promotor de Justiça Fernando Paschoal Lupo recebeu na última semana, no Fórum de Mogi das Cruzes, dois diretores do Hospital Luzia de Pinho Melo. Os médicos, que não tiveram os nomes revelados, prestaram depoimento sobre o atendimento realizado na unidade, desde o dia 2 último, aos pacientes com câncer e que antes eram atendidos no Centro Oncológico e Hospital do Câncer "Dr. Flávio Isaías Rodrigues", que está sob processo de descredenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS). O governo estadual alega ter encontrado irregularidades no Hospital do Câncer em auditoria realizada no fim de 2011.


Ao representante do Ministério Público, que avalia denúncias de práticas irregulares no Hospital do Câncer, os diretores do Hospital Luzia de Pinho Melo confirmaram o prazo de julho para estabelecer "por completo" o atendimento ambulatorial e de quimioterapia aos pacientes com câncer. Isso porque, desde que o Hospital Luzia de Pinho Melo assumiu os serviços do Centro Oncológico, no início do mês, são inúmeras as reclamações de pacientes sobre demora no atendimento (mais de três horas de espera) e falta de medicamentos, além de serviço precário no setor de quimioterapia. 
"Trata-se de um período de adaptação do serviço e que iremos respeitar, contudo, continuaremos acompanhando para verificar se há o comprometimento do serviço à população", frisou Lupo. 
O representante do Ministério Público confirmou ainda que dará andamento às investigações de supostas irregularidades e fraudes que cometidas pelo hospital particular e aguarda informações da Secretaria de Estado da Saúde sobre o contrato firmado com o Luzia de Pinho Melo, além do relatório da auditoria realizada no ano passado e que teria detectado desvios de recursos, entre outros atos ilícitos, de prejuízos estimados em R$ 20 milhões. 
O delegado seccional João Roque Américo também abriu inquérito para apurar denúncias de eventual crime praticado pela direção do Centro Oncológico e nomeou a delegada assistente Valéria Belmonte Moreira para realizar as investigações para apurar suposto desvio de dinheiro e improbidade administrativa, denúncias formalizadas pela Procuradoria Geral da Justiça. 


Fonte:Mogi News

Acessibilidade 98,48% das ruas não têm rampas


Segundo levantamento feito pelo IBGE, cadeirantes têm dificuldade de se locomover em Mogi das Cruzes
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho

Apenas 1,52% das calçadas de Mogi das Cruzes possuem rampa para acesso de cadeirantes
O habitante com deficiência ou mobilidade reduzida pode circular em um número limitadíssimo de locais adequados para facilitar seu acesso. E isso começa da porta de casa para rua, segundo mostra o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que revelou que em apenas 1,52% dos domicílios de Mogi das Cruzes, os moradores encontram rampas para cadeirantes nas proximidades da residência. A situação é a mesma que acontece no Alto Tietê, onde o índice de acessibilidade também é quase nulo. E além de não haver acessibilidade, em 16,45% dos imóveis não existem calçadas no entorno, o que dificulta ainda mais a circulação. Levando em consideração que 27% dos habitantes de Mogi declararam ao Censo ter algum tipo de deficiência, e que este índice sobe para 32% se consideradas as demais cidades da região, o cenário é preocupante. 
Em Mogi das Cruzes, a frota de ônibus no transporte público é 100% adaptada para cadeirantes. Mas o caminho até o ponto é que pode se tornar o problema. Pelo menos em 104.750 domicílios de Mogi, não há rampas de acesso para cadeirantes no entorno e isso afeta 346.911 habitantes, sendo 106.529 deles, com algum tipo de deficiência. 
O Censo 2010 mostra que a falta de acessibilidade atinge 1,3 milhão de habitantes do Alto Tietê, distribuídos em 314.071 imóveis que foram identificados nestas condições. 
Em oito cidades da região, a ausência de rampas para cadeirantes nas ruas fica entre 98 e 98,86% do total de domicílios. É o caso de Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Suzano e Santa Isabel. (Confira detalhes no quadro)
Em Biritiba Mirim, a ausência de rampas é de quase 100%, e atinge 19.121 habitanes. Guararema tem o menor índice, 92% dos domicílios. No entanto, 39% dos domicílios não possuem calçadas nas proximidades. A falta deste tipo de estrutura, afeta diretamente 8.615 habitantes de áreas urbanas no município. 
Segundo o presidente da Associação Nacional das Pessoas com Necessidades Especiais e Idosos (Anpei), Sebastião José Agostinho, o cenário é preocupante, pois a falta de estrutura física para tender as pessoas com mobilidade reduzida, causa reflexos, como a exclusão destes habitantes do convívio social diário. 
"Sem ter condições estruturais para sair de casa, a pessoa com deficiência física, que necessita de uma cadeira de rodas, por exemplo, acaba se isolando dentro de casa. Os ônibus passaram a ter elevadores para cadeirantes, mas a informação que chega na associação é de que sempre estão quebrados, ou que os motoristas das empresas não param nos pontos para levar estas pessoas, porque não recebem um preparo pra isso", disse.


Deficiência
Segundo apontou o levantamento do IBGE, a segunda deficiência que mais aparece no cenário regional é a motora com 13,6% da população, sendo que outros 5,3% disseram ter grande dificuldade de locomoção, como caminhar ou subir escadas, por exemplo. 


Fonte:Mogi News