A violência sexual está em terceiro lugar no ranking das denúncias contra menores em Mogi das Cruzes
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Tereza: "Poucos denunciam"
Ana Carolina, de 8 anos, era uma criança como qualquer outra da idade dela: interagia com os amiguinhos da escola, era uma aluna aplicada e de muitas amizades, brincava de boneca, tagarelava com os professores, enfim. Há algumas semanas, de repente, seu comportamento mudou bruscamente. Em vez de brincar e conversar com os colegas de escola, ela passou apertar diversas partes do corpo deles e beijá-los. Ficou hiperativa e inquieta, sem muita concentração inclusive para os estudos. As atitudes da menina chamaram a atenção dos professores, que levaram o caso ao conhecimento do Conselho Tutelar.
A denúncia referente ao caso de Ana Carolina chegou como "sexualidade exacerbada" e, após, uma minuciosa investigação dos conselheiros, descobriu-se que, na verdade, Ana Carolina, estava sendo vítima de abuso sexual. O agressor era o padrasto, de 56 anos.
Ana Carolina, na verdade, é o nome fictício escolhido pela reportagem para contar uma história real, que tem acontecido com grande frequência com muitas outras crianças em Mogi e em todo País. O caso mais recente deste tipo de crime e que chamou atenção de todo Brasil ocorreu com apresentadora Xuxa Meneghel, ainda na infância, e que ela tornou público, na semana passada em uma entrevista para uma emissora de televisão.
Os dois Conselhos Tutelares existentes na cidade recebem, em média, a cada semana, 17 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes de até 12 anos.
Se considerarmos a maioria das suspeitas são comunicadas por representantes do poder público (diretores ou professores de escolas, médicos e enfe rmeiras de postos de saúde ou assistentes sociais) entre segunda e sexta-feira, acredita-se que a situação seja ainda mais grave: entre 3 a 4 crianças são vítimas de algum tipo de agressão sexual por dia.
Os números são considerados preocupantes pelos próprios conselheiros e também pela médica de Vigilância Epidemiológica,Tereza Nihei, integrante do Comitê Municipal de Prevenção e Combate à Violências Domésticas. Para ela, que avalia os dados enviados pelos postos de saúde, além de boletins de ocorrência registrados pela polícia, os números fogem à realidade.
"Infelizmente, na verdade, o índice de violência doméstica, em especial de abuso sexual contra criança é bem maior porque são poucas as pessoas que acabam formalizando a queixa na delegacia", justifica Tereza Nihei, que entre fevereiro e dezembro de 2011, contabilizou 1.166 casos de violência doméstica registrados pela polícia. Destes, 74 foram de abuso sexual.
Segundo estudo feito pelo Comitê Municipal, a maior parte das agressões ocorreram na residência da criança, sendo que os agressores são, geralmente, pais e outros familiares ou alguém do convívio muito próximo da criança e do adolescente, como amigos e vizinhos.
"Todos os dias, milhares de crianças e adolescentes sofrem algum tipo de abuso no País. A denúncia é um importante meio de dar visibilidade e, ao mesmo tempo, oportunizar a criação de mecanismos de prevenção e proteção. Além disso, os serviços de escuta, como o disque-denúncia, delegacias, serviços de saúde e de assistência social, escolas, conselhos tutelares e a própria comunidade, devem estar preparados para acolher e atender a criança e o adolescente", conclui a médica Tereza Nihei.
Fonte:Mogi News
Expectativa é de que até o fim do próximo mês obra seja entregue com pista pavimentada e com a ciclovia
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Mayara de Paula
Operários trabalham com mais fôlego para concluir primeira etapa a tempo, ou seja, até junho
A primeira fase da obra do córrego dos Canudos está em fase de conclusão. A expectativa é que até o fim do próximo mês o empreendimento seja entregue com a pista pavimentada e com uma ciclovia. O secretário de Serviços Urbanos, Nilmar de Cássia Ferreira, informou que a parte da canalização do córrego já foi concluída. No momento, os operários trabalham para terminar o asfaltamento da avenida Osvaldo Regino Ornellas, além da instalação do gradil que ladeia o rio. No total, 70% desta fase está pronta.
O trecho acabado da canalização tem início na avenida Japão e segue até a avenida Francisco Ferreira Lopes. Esta intervenção evitará que, com as chuvas, a água do córrego transborde e acabe inundando as casas da área. Agora, os operário da frente de trabalho colocam asfalto a partir do cruzamento com a rua Dom Francisco de Souza. Além disso, a ciclovia que segue por toda a extensão também é construída.
Ferreira informou que pelo menos 1.200 metros de gradil já foram instalados ao lado do córrego. "Há alguns dias tivemos alguns problemas com o furto do gradil. A empresa responsável pela obra já registrou o boletim de ocorrência solicitando que as providências fossem tomadas", afirmou. Ele destacou que o apoio da Secretaria Municipal de Segurança também foi solicitado. "Já havíamos detectado que algumas peças do gradil estavam desparafusadas e prontas para serem furtadas. No entanto, a empresa já tomou as providências necessárias para evitar novas ações como essas".
O secretário contou que a primeira fase deve ser entregue até o fim de junho. "Estamos na reta final, por isso estamos concentrando todas as atenções para o término dessa parte", disse. A segunda fase das obras, que compreenderá o trecho da avenida Japão até a avenida Maurílio de Souza Leite, deve ter início em pouco tempo. "Conseguimos a licença ambiental que era necessária para começar a segunda etapa. Já estamos nos preparativos iniciais da obra", garantiu Ferreira. Esta parte da urbanização tem previsão para ser entregue em um ano.
Fonte:Mogi News
O líder de bairro Luis Vauthier, que mora há 34 anos na região do Jardim Ivete e Conjunto Álvaro Bovolenta, e trabalha como assessor de gabinete do vereador Tobias, deixou os pré-candidatos a vereadores mais tranquilos ao anunciar que não será candidato nestas eleições.
Porta-voz
A palavra foi dada ao vereador Tobias, que lhe confiou a missão de ser a ligação com a comunidade. Vauthier foi candidato em 1996, mas hoje reforçou que pretende ajudar a comunidade de outra forma.
Exemplo
Só lembrando: o vereador Protássio Nogueira (PSD) já teve problemas com o próprio assessor que trabalha com ele e era candidato. O ex-assessor acabou sendo exonerado.
Fonte:Mogi News
Erick Paiatto
O filho do deputado federal Junji Abe (PSD), o advogado especialista em Direito Ambiental, Juliano Jun Abe, está decidido mesmo a conquistar uma vaga na Câmara de Mogi. Ultimamente, além de ter uma presença constante nos eventos da cidade, ele é assíduo, assim como o pai, nas redes sociais, como o Facebook.
Plano Regional
Na última sexta-feira, durante evento para discutir o Plano Regional de Gestão de Resíduos Sólidos e da Proposta de Tratamento e Disposição Final de Resíduos Sólidos Urbanos, ele fez também perguntas e esteve tanto ao lado do pai como do prefeito Marco Bertaiolli (PSD).
Fonte: Mogi News