terça-feira, 1 de maio de 2012

Pedágio municipal Parlamentares querem benefícios


Vereadores avaliam que verba necessita, obrigatoriamente, ser revertida para as melhorias no sistema viário
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Mayara de Paula

Bezerra: "Igual ao Estado"
Os vereadores de Mogi avaliam que a verba arrecadada com a possível instalação de um pedágio na rodovia Mogi-Bertioga (SP-98), em Biritiba Ussú, precisa, obrigatoriamente, ser revertida para as melhorias no sistema viário. A análise foi feita com base na reportagem do Mogi News, publicada no domingo, que revelou que os moradores de Pindamonhagaba, no Vale do Paraíba, reclamam que o valor arrecadado não é revertido na infraestrutura das ruas e avenidas da cidade. O município conta com duas praças de pedágio e os veículos com placas da cidade são isentos da tarifa.


Um dos autores do anteprojeto que prevê a implantação de um pedágio em Mogi, Olímpio Osamu Tomiyama (PSC), destaca que "a população precisa entender que a cobrança é uma taxa de conservação das vias municipais": "No caso de Pinda, o objetivo foi evitar a evasão da Dutra. Em Mogi, a justificativa é que a cidade tenha o retorno dos milhões de reais investidos na construção da Via Perimetral". Segundo ele, é possível incluir no projeto de lei, caso ele venha a ser concretizado, que os recursos precisarão ser destinados às vias municipais. 
Um dos parlamentares que se posiciona contra a proposta, Expedito Ubiratan Tobias (PR), acredita que a "contrapartida é fundamental para a instalação do pedágio". 
Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, ressalta que, "assim como funciona no Estado, o valor arrecadado no pedágio municipal precisa ser revertido às estradas".


"O investimento integral no sistema viário é um dos principais empecilhos. É preciso oferecer garantias que a população mogiana terá mais benefícios", afirma Mauro Araújo (PMDB).


Fonte:Mogi News

Dia do Trabalho Mogi tem quase 100 mil trabalhadores formais


De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, maioria das pessoas com carteira assinada atua em empresas do setor de serviços
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Jorge Moraes

Setor de serviços é o que mais tem pessoas empregadas com carteira assinada em Mogi
Mogi das Cruzes tem 94.660 mil trabalhadores com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. O momento é considerado positivo pelos principais sindicatos e associações.


A maior parcela integra o setor de serviços, com 42.416 carteiras assinadas. A indústria da transformação está em segundo no ranking dos geradores de vagas, com 20.267. Comércio aparece na terceira posição, com 19.365. A construção civil está na quarta colocação, com 7.272 trabalhadores formais. 
O balanço é correspondente ao último levantamento intitulado "informações para o sistema público de emprego e renda - dados do município", um estudo mais completo divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, que revela que o perfil responsável pela maior fatia do mercado formal está entre os homens de 30 a 39 anos de idade. 
O sexo masculino, dos 18 aos 24 anos, aparece na segunda posição. As mulheres, dos 30 aos 39 anos, ocupam o terceiro lugar do ranking, seguidas pelos homens entre os 25 e os 29 anos.
A maior remuneração média, revelada pelo Ministério, está associada ao homem que atua no setor dos serviços industriais de utilidade pública, que corresponde a R$ 5,4 mil. As mulheres do mesmo setor ocupam a segunda posição - R$ 3,5 mil. 
O único setor que o sexo feminino tem um rendimento maior que o masculino é administração pública, respectivamente, R$ 2.964 e R$ 2.924.


Diferentemente de outros aspectos, uma maior remuneração está associada aos mais velhos. Homens de 50 a 64 anos estão no topo da lista em Mogi das Cruzes, com uma renda média de R$ 2,2 mil. A mesma faixa etária também é responsável pelo maior contra-cheque entre as mulheres, mas com um salário menor - R$ 1,5 mil. 


Avaliação
O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi das Cruzes e Região, Silvio Bernardo, avaliou como positivo o momento para o setor. "As indústrias estão migrando de São Paulo para o Alto Tietê e esta situação impulsiona a geração de emprego e renda", disse. "Nosso segmento oferece as melhores condições, tanto no aspecto salarial quanto em relação aos outros benefícios". 
Ele apontou que o pro-cesso de desindustrializa-ção identificada no restante do País é algo a ser combatido. "Nossa luta é para que 60% de tudo que é consumido no Brasil seja produzido em território nacional", afirmou o sindicalista, que também acredita ser necessário desenvolver programas de qualificação.


O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Mogi e Região, Josemar Bernardes André, ressaltou que, após um período de recessão, o setor voltou a crescer, porém, ainda de forma moderada. "Nós tivemos uma queda devido à mudança de alguns profissionais para outros setores. Isso fez com que a nossa área, que requer prática e técnica, ficasse escassa. Esperamos que, dentro de um ano, o mercado esteja com uma boa quantidade de colaboradores", avaliou. "As empresas estão formando profissionais e esta tendência também deve contribuir com o aumento de funcionários na construção civil", disse. 


Comércio
Tânia Fukusen, presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), disse que o segmento trabalha com "boas expectativas, consequência da baixa dos juros e do aumento do crédito", mas é preciso colocar em prática ações contra a "internacionalização dos produtos", uma análise semelhante à feita pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos.


Fonte:Mogi News

1,2 e 3 
O Diretório Municipal do PSDB de Mogi trabalha com a possibilidade de fazer até três vereadores nas eleições de outubro deste ano. A expectativa é que, com um número maior de candidatos disputando as eleições, o número de votos para eleger um vereador e fazer uma cadeira na Câmara Municipal seja de aproximadamente três mil votos.
Jorge Moraes

Retrospectiva
O vereador Pedro Komura (PSDB) está montando uma retrospectiva dos 20 anos de seu mandato para apresentar ao eleitorado. Todo o material de campanha vai explorar o trabalho do tucano na melhoria da arrecadação municipal depois que houve um trabalho político para que grandes redes recolhessem o Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na cidade.
Sola de sapato
A maioria dos vereadores que tenta a reeleição chegou à seguinte conclusão: precisa gastar muita sola de sapato para ganhar a simpatia do eleitor, ao contrário das eleições para prefeito, que promete movimentar a cidade. Por enquanto, o cenário eleitoral está bem frio, quase congelado. Enquanto a dos vereadores está atrelada a uma boa andança, a dos pré-candidatos a prefeito está conectada diretamente à televisão. 
Salas cheias
Um movimento começa a ser notado na Câmara de Mogi com o aumento da procura a vereadores e assessores do gabinete: é o efeito eleitoral. Pelos corredores do prédio do Legislativo já é possível notar um acúmulo de candidatos a cabos eleitorais, pré-candidatos e pessoas em busca de ajuda dos vereadores.


Fonte:Mogi News

Reversão de áreas


Daniel Carvalho



A Prefeitura de Mogi tem obtido alguns resultados positivos em processos de reversão de áreas que foram doadas às empresas que manifestaram o interesse de se instalar ou expandir a produção e acabaram não honrando este compromisso dando prejuízo ao município. Um destes acordos amigáveis é o da Placo, que vai resultar na cessão de parte de área para a construção do novo Fórum de Brás Cubas.
Núcleo Industrial
Outra área licitada no Núcleo Industrial Vereador Alcides Celestino Filho, em César de Souza, também foi revertida novamente ao município. Foram ao todo quatro áreas neste processo de reversão amigável.


Vila Industrial
Mas, nem tudo são flores e existem outras seis ações do município na Justiça em andamento no momento. A maior destas áreas de 450 mil metros quadrados fica entre a Vila Industrial e a Vila São Francisco e pertence a um grupo de investidores judeus da capital. Fica hoje ao lado do Shibatta, da NGK Rinnai e da Bimbo, em uma região considerada privilegiada.


Brasília
A pendenga com o município já dura 16 anos e está no Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Este grupo de investidores adquiriu a empresa a um preço simbólico na década de 80 e já se estudou de tudo para estas áreas: shopping, condomínio industrial, dentre outros empreendimentos. Nada vingou. 
Entulhos e ratos
Hoje, a área está abandonada, cheia de entulhos e de ratos e é utilizada como especulação imobiliária, mas a administração municipal aguarda o desfecho na Justiça: "Apesar disso, o nosso parque industrial está se desenvolvendo", afirmou à coluna o secretário de Desenvolvimento, Marcos Damásio.


Guarulhos
Recentemente, representantes da Prefeitura de Mogi estiveram reunidos com empresários de Guarulhos que possuem duas fábricas e estão à procura de uma área de 40 mil metros quadrados para se instalar. Além do endereço mogiano, o grupo procura áreas na Zona Leste e também no ABC.
Divulgação


Ouro
A "galinha de ovos de ouro" continua sendo o distrito industrial do Taboão, que é a possibilidade do município se expandir. Atualmente, esta região tem 31 indústrias funcionando, sete em fase de construção e outras dez empresas que já adquiriram áreas.
Fábrica da Gerdau
A expectativa para o início deste mês é a inauguração do novo Centro de Distribuição (CD) da Gerdau no Taboão. Além deste investimento que está prestes a ser inaugurado, o bairro Chácara Guanabara terá o maior núcleo industrial de Mogi das Cruzes. 
Investimentos
Ao longo dos próximos cinco anos, o local receberá investimentos de R$ 600 milhões. O terreno de 500 mil metros quadrados, 273 mil deles de construção, está localizado às margens da rodovia Presidente Dutra, no limite com a cidade de Guararema, e terá capacidade de receber até 20 indústrias. 
Documentação
Toda a infraestrutura necessária ficará a cargo do Grupo Gozzi Participações Ltda., proprietário da área, adquirida em 2000. O proprietário do grupo pegou há cerca de dez dias o último documento que faltava junto à Prefeitura de Mogi para iniciar a construção do condomínio industrial nesta região. 
Fábrica de colheitadeira
A nova fábrica de colheitadeira da Valtra que poderia ser em Mogi das Cruzes será no interior ou no Sul do País. A direção da fábrica mogiana teve dificuldades com a expansão de novas áreas porque existem poucas ofertas disponíveis no município. 


Fonte:Mogi News