Jorge Moraes
Manna: "Novas restrições"
Responsável pelo departamento ambiental da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cruzes, o engenheiro florestal Marcelo Luiz Manna de Souza Melo, acompanhou todas as reuniões do Conselho Gestor que analisou e aprovou o Plano de Manejo para a Área de Proteção Ambiental (APA) do rio Tietê e explicou que as obras existentes nos locais atingidos pelas mudanças no zoneamento terão "que ser adaptadas". "Acredito que nenhuma obra que tenha o projeto em trâmite antes da publicação do decreto estadual que vai alterar o zoneamento da APA precisará ser paralisada, mas sim modificada para se adequar a nova legislação", disse Manna. "Somente após a publicação das regras recém criadas é que deverá haver uma restrição maior de futuros empreendimentos. Na prática, alguns terrenos que não contavam com restrições para serem aterrados, com as mudanças no zoneamento, por exemplo, passarão a ter normas mais rígidas", detalhou.
O decreto que formalizará as alterações no zoneamento precisará ser publicado pelo governador no Diário Oficial, mas antes, o plano de manejo precisa ser aprovado pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). "Não é um processo rápido (a mudança do zoneamento), mas deverá ser concretizado, porque o plano de manejo, que da base as modificações, foi desenvolvido por ume série de profissionais da USP Leste, o que significa, em tese, que está tecnicamente muito bem fundamentado", avaliou.
"É evidente que haverá uma limitação comercial na APA do Tietê, mas é necessário colocar na balança os ganhos ambientais", ponderou Manna. (C.L.)
Fonte:Mogi News
Pela primeira vez, secretário diz como e quando problemas da saúde serão resolvidos. Também garantiu clínica para dependentes químicos
Bras Santos
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Secretário de Saúde Giovani Cerri também visitou as instalações da TV Mogi News. Na sede da emissora, ele concedeu entrevista
O secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, estabeleceu ontem, pela primeira vez, prazos para a execução de obras e ações para a solução de praticamente todos os problemas que prejudicam o atendimento aos pacientes dos hospitais estaduais no Alto Tietê. A iniciativa do secretário de firmar datas e dizer como as dificuldades enfrentadas pelos pacientes serão superadas pode ser considerada como um avanço importante em relação a outras visitas feitas por Cerri à região.
No último dia 30, para ficar apenas em um exemplo, Cerri e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) participaram do evento da Agenda Metropolitana, em Mogi, e apresentaram algumas propostas para ampliar e melhorar o atendimento. Porém, não estabeleceram datas para algumas das intervenções propostas e divulgaram prazos considerados muito extensos para a execução de outras medidas apontadas como emergenciais.
Anteontem, representantes da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa e do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado de São Paulo (SindSaúde) afirmaram que o secretário teria de apresentar soluções "para ontem" e reverter a crise estabelecida nos sistema de saúde da região em razão da falta de médicos, deficiências no serviço de regulação de vagas nas unidades médicas, fechamento do serviço regional (em Mogi) para tratamento dos pacientes com câncer e outras carências.
Ontem, Cerri antecipou o início dos serviços para pacientes com câncer no Hospital Luzia de Pinho Melo para maio. "Os médicos oncologistas que atenderão os cerca de 900 pacientes já estão definidos", garantiu
Ele também detalhou o trabalho do Estado para colocar em funcionamento uma clínica com 50 leitos para o tratamento dos usuários de drogas. "O Hospital Arnaldo Pezzuti oferecerá esse serviço no início de 2013. O local é muito apropriado para esse tipo de atendimento", ressaltou Guido Cerri ao final de uma visita no estabelecimento médico instalado em Jundiapeba. O prefeito Marco Bertaiolli (PSD), que o acompanhou, confirmou que a Prefeitura instalará na área do Pezzuti uma unidade do Centro de Atenção Psicossocial (CAPs), serviço que trata dos dependentes que não precisam de internação. "Vamos ter um serviço de referência (para tratamento de dependentes) para Mogi e região", ressaltou Cerri, que também divulgou novas informações sobre as obras do hospital que será construído em Suzano e o processo para contratação de médicos para os hospitais de Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba.
Fonte:Mogi News
Buraco na rua Alexandrina
Daniel Carvalho
Buraco na esquina da rua Alexandrina de Paula com a avenida Francisco Ferreira Lopes causa transtornos aos motoristas. O asfalto quebrado pode danificar os veículos, inclusive furar um pneu. Segundo os motoristas, o buraco que tem aproximadamente 30 centímetros de largura, está ficando cada dia mais fundo. O secretário municipal de Serviços Urbanos, Nilmar de Cássia Ferreira, informou que uma equipe irá ao local para verificar a situação.
Fonte:Mogi News
Com informação dada ontem, doentes praticamente não terão que sair de Mogi para continuar o tratamento
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Erick Paiatto
Secretário estadual e autoridades do município estiveram no Hospital Luzia de Pinho Melo, que passará a atender pacientes com câncer
O secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, prometeu ontem antecipar a oferta de consultas, cirurgias e tratamento de câncer para os pacientes do Alto Tietê. A partir do mês que vem, o Hospital Luzia de Pinho Melo passará a realizar consultas, cirurgias e quimioterapia para os pacientes da região. Além disso, dentro de um prazo de oito meses, isto é, até dezembro deste ano, deve ser inaugurado o setor de radioterapia no hospital, com isso, pacientes não terão mais de viajar até a capital para passar pelo procedimento no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).
A promessa inicial do governador Geraldo Alckmin (PSDB) era de que apenas as consultas de oncologia passassem a acontecer em maio e, num prazo de três a quatro meses, fossem iniciados os serviços de quimioterapia. Procedimentos de radioterapia, que necessitam de um tempo maior para compra e instalação de equipamento, além de autorizações de órgãos federais para operar, estavam previstos para somente em 2013, ou seja, com prazo de espera de até 12 meses. Até terça-feira desta semana, quando concedeu entrevista à Rádio Metropolitana, Giovanni Guido Cerri tinha estabelecido que os pacientes do Alto Tietê que necessitassem de radioterapia antes de 2013, seguissem até o Icesp para dar continuidade ao tratamento de câncer.
Ontem, porém, ao visitar o Luzia de Pinho Melo e diversos órgãos da Imprensa da cidade, o secretário anunciou a antecipação dos prazos: "Vamos agilizar o processo para tratamento de câncer em Mogi. Nas próximas semanas, mais tardar no início de maio, haverá oncologistas no Hospital Luzia de Pinho Melo para consultas ambulatoriais e também serviço de quimioterapia. As cirurgias de câncer, que já são realizadas no hospital, devem ser ampliadas. Já o tratamento de radioterapia, que requer um tempo maior para compra e instalação do equipamento, será implantado até o fim do ano", garantiu.
Ele também confirmou o investimento de R$ 10 milhões para o hospital mogiano ter o serviço pleno de câncer.
O secretário, porém, contestou a informação apresentada pelo médico oncologista Flávio Isaías Rodrigues, em recente entrevista ao Mogi News, de que 6 mil pacientes estariam ou necessitariam em breve do procedimento radioterápico. Quando Rodrigues deu esta informação ao jornal, a Secretaria de Estado da Saúde foi procurada pela reportagem, mas não apresentou números que comprovassem ou refutassem a colocação do fundador do Hospital do Câncer em Mogi. "Existem, atualmente, 900 pacientes em tratamento de câncer na região, dos quais 30 realizam tratamento com radioterapia. É um número pequeno se comparado ao volume de pacientes atendidos, bem menos de 10%", contestou Cerri.
Isaías rebateu as críticas alegando que o número é verdadeiro e teria sido apresentado como projeção pelo próprio governo do Estado. O secretário de Saúde, porém, voltou a afirmar que auditoria feita no Hospital do Câncer é tácita no que diz respeito às irregularidades encontradas e que a decisão de solicitar o descredenciamento ao Sistema Único de Saúde é irrevogável. "O resultado do relatório é tão gravíssimo, de inúmeras irregularidades, que se fôssemos divulgar todo seu conteúdo, ficaria ainda pior para o Hospital do Câncer de Mogi", disse Cerri.
O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD) concorda com a postura de Giovanni Cerri. "O Estado não tinha problema de serviços de oncologia, isso ocorreu porque o prestador deste serviço na cidade não o fez direito. O problema caiu no colo do governo do Estado, que agora está resolvendo trazendo todo o serviço para o Hospital Luzia de Pinho Melo", comentou.
Fonte:Mogi News