quinta-feira, 5 de abril de 2012

periódica: Projeto prevê vistoria em prédios

Mayara de Paula

Empreendimentos com três andares ou mais serão vistoriados
O vereador Jolindo Rennó Costa (PSDB) apresentou durante a sessão de ontem na Câmara Municipal um anteprojeto de lei que estabelece vistorias periódicas em prédios que tenham três andares ou mais. A proposta foi elaborada em parceria com a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi das Cruzes.


Segundo o documento, que será encaminhado para a aprovação do prefeito Marco Bertaiolli (PSD), todos os imóveis que se encaixam no perfil indicado no projeto (os com idade de conclusão das obras de até 30 anos terão de realizar uma vistoria técnica a cada dez anos; já os que ultrapassarem 30 anos de construção, terão de passar por análise técnica a cada cinco anos) serão examinados.


Caso o laudo não seja elaborado no tempo determinado (de cinco em cinco anos, por exemplo) e sua apresentação não ocorra durante a visita de um fiscal da Prefeitura, o responsável pelo local poderá ser multado em quase R$ 6 mil (50 Unidades Fiscais do Município - UFMs). A multa dobra a cada 30 dias do não atendimento à proposta. "A qualquer tempo, a administração poderá interditar o prédio, caso o laudo não seja apresentado à autoridade fiscal".


A "idade" dos prédios, de acordo com o vereador, será identificada por meio do Habite-se ou do Ocupe-se. "Caso estes documentos não sejam localizados, o tempo será avaliado pelas condições aparentes da edificação".


Fonte:  Mogi News

Cobrança Gondim critica saúde estadual: "R$ 10 milhões são insuficientes"


Ele confirmou ainda que no próximo dia 13 irá acompanhar o secretário estadual de Saúde em visita a hospitais
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho

Gondim: "Um centro de tratamento de câncer de qualidade ficaria muito mais caro. É preciso mais"
A implantação de um centro de tratamento de pacientes com câncer no Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi, nos próximos cem dias, é uma promessa impossível de ser cumprida pelo governo do Estado, segundo o deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS). Ele, que é médico ginecologista, mas que cursou um ano de Oncologia no Hospital AC Camargo, informou que são necessários ao menos 12 meses para a conclusão de todos os serviços de adequação no prédio, compra de equipamentos e autorização de órgãos competentes para funcionamento da radioterapia. Gondim também disse que os R$ 10 milhões são insuficientes para tais finalidades. 
"Um centro de tratamento de câncer de qualidade ficaria muito mais caro. Só o aparelho de radioterapia, por exemplo, custa pouco mais de R$ 3 milhões, e tem ainda o sistema simulador, de braquiterapia. É preciso muito mais", declarou Gondim, em entrevista ao Mogi News. 
O deputado estadual fez duras críticas ao governo estadual durante solenidade na última sexta-feira quando foi inaugurado o Ambulatório Médico de Especialidades (AME). Segundo Gondim, o que ele fez foi um desabafo. Ele confirmou ainda que no próximo dia 13 irá acompanhar o secretário estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, em visita a hospitais de Mogi e região a convite do próprio secretário. Confira a entrevista:


Mogi News: Durante a inauguração do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), na última sexta-feira, o senhor fez duras críticas ao sistema de saúde regional. Isso significa que o senhor, agora, faz parte da oposição ao governo do Estado?
Luiz Carlos Gondim Teixeira: De maneira alguma. Na verdade, foi mais um desabafo de uma situação real em que se encontra a saúde de Mogi das Cruzes e dos demais municípios do Alto Tietê. Sou amigo do governador Geraldo Alckmin (PSDB), é verdade, mas, antes, sou um representante do povo na Assembleia Legislativa. Fui eleito graças ao voto de cidadãos do Alto Tietê e de outros municípios do Estado e, portanto, sou a voz do que eles pensam e necessitam. E, no momento, pedir mais atenção do governo do Estado para os problemas na saúde era o que eles desejavam e que o governador Geraldo Alckmin precisava saber. Afinal, há meses envio ofícios para a Secretaria de Saúde e também para a Casa Civil relatando problemas de superlotação no hospital de Ferraz de Vasconcelos, falta de especialista no Santa Marcelina, em Itaquá, além do Luzia de Pinho Melo e até a Santa Casa de Mogi. A resposta sempre foi a mesma, que estava tudo bem e que essas reclamações eram infundadas. E se estava tudo "tão bem" e nada de o governador se pronunciar, significava que o Alckmin não sabia o que estava acontecendo, de que não tinha ciência da situação da saúde em Mogi e região. Na chegada dele, no dia da inauguração do AME, e pouco antes de eu fazer o discurso, avisei que faria algumas reclamações e pedidos. E por sermos também amigos é que precisei dizer a verdade. O pior cego é aquele que não quer ver. E amigo verdadeiro não é aquele que te aplaude sempre e dá tapinha nas costas, mas sim aquele que faz isso, mas também te aponta a realidade, por mais dura que ela seja. 


MN: O senhor não achou que isso pudesse prejudicá-lo politicamente?
Gondim: De maneira alguma. Afinal, quem vota em mim é a população e não o governador. Ainda mais porque, depois daquela situação, o Alckmin determinou que o secretário de Saúde (Giovani Guido Cerri) me recebesse com urgência, em São Paulo. Nos reunimos ontem (anteontem) justamente para tratar dessas questões.


MN: E qual foi o resultado desta reunião?
Gondim: O secretário (Giovanni Guido Cerri) confirmou a existência de problemas nos hospitais do Alto Tietê e prometeu realizar uma reformulação na saúde da região, a começar pela realização de um processo seletivo para contratação de 120 médicos para o Hospital Osires Coelho, em Ferraz de Vasconcelos, além de ajudar nas obras de implantação do Pronto Atendimento em Itaquaquecetuba e também adotar medidas para levar mais especialistas ao Hospital Santa Marcelina. O problema que temos enfrentado, segundo o secretário, vem da falta de investimentos das prefeituras do Alto Tietê em Pronto-Atendimento. Com isso, os hospitais da região, que deveriam atender casos de alta e média complexidade, ficam superlotados porque atendem casos de baixa complexidade. Isso precisa mudar e é necessário para que os hospitais possam retomar as cirurgias.


MN: E os hospitais de Mogi, Luzia de Pinho Melo e Arnaldo Pezzutti Cavalcante, em Jundiapeba, terão melhorias?
Gondim: Vão receber os investimentos para ampliação, conforme anunciou o governado Geraldo Alckmin, na última sexta-feira. Isto é, R$ 10 milhões para implantação de um centro de câncer no Luzia de Pinho Melo e outros R$ 17 milhões para o Dr. Arnaldo Pezzutti. 


MN: Na avaliação do senhor, esses recursos são suficientes? 
Gondim: De maneira alguma. Ainda mais em se tratando de equipamentos para tratamento de câncer. Só o aparelho de radioterapia, sem contar a sala de braquiterapia ou simulador (que é obrigatório), tem necessidade de R$ 3 milhões. Isto sem contar nas obras de adequação, cirurgia, leitos. Aliás, cem dias para realizar todas as adequações necessárias e obter autorização de órgãos competentes, como Ministério da Saúde e Vigilância, mesmo em se tratando do governo do Estado, é um prazo impossível de se cumprir. Fiz um ano de Oncologia no AC Camargo e sei que essas coisas não são se resolvem da noite para o dia. É um ano, no mínimo. E até lá, muitos pacientes irão morrer, infelizmente. O tratamento, na minha opinião, até lá, deveria ocorrer no Centro Oncológico e Hospital do Dr. Flávio Isaías. Mas o secretário está irredutível, vai realizar o descredenciamento do SUS, o que, na minha opinião, é uma atitude muito enérgica. Esse caso não deveria ser levado a ferro e fogo.


Fonte:Mogi News

Vereadores farão vistoria no Caic hoje


Mayara de Paula

A Comissão de Obras, Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente da Câmara vai vistoriar hoje, a partir das 10 horas, a Escola Municipal Benedito Ferreira Lopes, o Caic, na Vila Lavínia. O objetivo é verificar as telhas, frequentemente danificadas com os temporais.


Fonte:Mogi News

Denúncia Pedro Komura é acusado de manter funcionário fantasma

Presidente do Bunkyo, Kiyoji Nakayama, estaria recebendo salário do Legislativo sem trabalhar
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho

Komura: "Ele atende a comunidade rural e não é dentro do gabinete que se conhece os problemas"
O vereador Pedro Hideki Komura (PSDB) é acusado de ter um funcionário fantasma na Câmara Municipal. O colaborador, que estaria recebendo salário como assessor sem nunca ter trabalhado no Legislativo, seria o presidente da Associação Cultural de Mogi das Cruzes (Bunkyo), Kiyoji Nakayama.


Segundo uma representação protocolada na tarde de ontem na Câmara pelo advogado Delmiro Aparecido Goveia, Nakayama teria sido contratado "de forma simulada, ou seja, o suposto assessor é apenas um funcionário fantasma, pois ninguém o conhece no Legislativo, até porque ele continua exercendo diariamente a presidência da associação, não tendo tempo para exercer outra função". O representante do Bunkyo foi contratado em dezembro do ano passado.
"Vale ressaltar que houve um conluio entre Komura e Nakayama, para que os vencimentos pagos pelo poder público fiquem com o presidente do Bunkyo, que, em troca, o apoia na colônia japonesa em Mogi, a fim de obter votos para a reeleição ao cargo de vereador", indica a representação assinada por Goveia, que é presidente do Diretório Municipal do PPS e pede nesta representação a cassação do mandato do parlamentar.


De acordo com o documento, "o ardil (esquema) montado entre a dupla tem como finalidade garantir mais uma eleição do tucano, enquanto Nakayama continua lesando os cofres públicos". "Oportuno esclarecer", destaca o texto da representação, "que não se trata de servidor contratado para fazer apenas serviços externos, pois a Câmara Municipal não possui esta função. Todos os assessores do Legislativo são contratados para prestar serviços no gabinete e raramente acompanham vereadores em atividades externas".


Komura
Pedro Komura confirmou que Nakayama é assessor e que exerce, prioritariamente, funções externas. "Ele atende a comunidade rural e não é dentro do gabinete que se conhece os problemas e se tenta resolver as dificuldades", disse. O tucano justificou a contratação afirmando que o presidente do Bunkyo tem "domínio da língua japonesa e conhece muito bem a zona rural". "Ela (contratação) não está condicionada ao fato de ele ser presidente da associação. Essa representação indica que a campanha já começou para alguns partidos", frisou.


Fonte:Mogi News