quarta-feira, 4 de abril de 2012

Novo comandante


Divulgação

O novo comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo é o coronel Roberval Ferreira França, que atuava como comandante do policiamento da região do Grande ABC (CPA/M-6). Ele vai substituir o ex-comandante Álvaro Camilo, que dirigiu a corporação desde abril de 2009, se aposentou e oficialmente e pediu para sair. O anúncio foi feito ontem à tarde pelo governo estadual.
Perfil
França tem 49 anos, é bacharel em Direito e em Administração e doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública. O ex-comandante, Álvaro Camilo, chegou a visitar Mogi para participar de uma audiência pública com a comunidade e levantar os principais problemas na área da segurança. Resta saber o que o novo comando deverá reservar para o Alto Tietê e para a principal reivindicação, que é o déficit policial na região.


Fonte:Mogi News

Crise na Santa Casa: Faltam vagas também na rede particular


Grávidas estão sendo transferidas e a conta fica para a Santa Casa de Mogi das Cruzes. Mas, ainda assim, há dificuldade em conseguir vagas
Noemia Alves 
Da Reportagem Local
Jorge Moraes

UTI Neonatal da Santa Casa de Mogi superou o limite aceitável
Não bastasse a superlotação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e o risco iminente de infecção hospitalar dos bebês recém-nascidos, a direção da Santa Casa de Mogi enfrenta, agora, um novo dilema: conseguir vagas nas UTIs de hospitais particulares do município. 
Segundo o provedor da Santa Casa, Mário Calderaro, não há mais vagas de leitos nas UTIs do Mogi D´Or e do Hospital Santana - únicos hospitais particulares do município que oferecem cuidados especiais aos bebês prematuros e que se dispuseram a receber os pacientes da filantrópica. 
"Fizemos todas as solicitações possíveis e somente o Mogi D´Or cedeu uma vaga. A última que tinha disponível. Agora, voltamos à estaca zero, atrás, desesperadamente, de mais colaboradores", contou Calderaro. A Santa Casa tem 14 bebês na UTI Neonatal, cinco acima da capacidade máxima. 
Ele conta que na noite de anteontem uma gestante mogiana, de 35 semanas (cerca de sete meses), considerada de alto risco, que procurou a Santa Casa, teve de ser transferida às pressas ao Mogi D´Or, em trabalho de parto. A remoção atende a uma recomendação do Ministério Público à direção da Santa Casa para que encaminhe as gestantes, mesmo sem convênio, para hospitais particulares. "Primeiramente é preciso salvar vidas e somente, depois, a internação e procedimentos, é que vamos verificar quem pagará a conta", reforçou o promotor de Justiça Fernando Lupo, em entrevista ao Mogi News. Ele estuda a possibilidade ingressar com ação civil pública determinando a ampliação do número de leitos na UTI Neonatal. Outra possibilidade é a reabertura dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Santa Casa de Suzano para desafogar a superlotação em Mogi. Até o fim da tarde de ontem, ao menos duas grávidas estavam internadas na Santa Casa de Mogi aguardando transferência para hospitais com UTI Neonatal. 
De acordo com o gestor hospitalar da Santa Casa, Paulo Toledo, a Central de Regulação para remoções chegou a liberar a transferência de gestantes para São José dos Campos e Taubaté, no Vale do Paraíba. Contudo, sem explicações, as vagas foram desautorizadas logo em seguida. O Hospital Santana informou, segundo Assessoria de Imprensa, que tem dois leitos para recém-nascidos prematuros, mas eles estão ocupados, por tanto, sem possibilidade de contribuir no momento. Já o Hospital Ipiranga se pronunciou sobre a disponibilidade de vagas. 
A jovem Nayara Fernandes dos Santos, de 17 anos, foi uma das gestantes que nos últimos dias deu à luz na Santa Casa. Segundo a família, a jovem procurou atendimento no sábado de madrugada, mas só foi internada no domingo à tarde. "Minha filha tinha dores, estava em trabalho de parto e os médicos a mandaram para casa. Como não tínhamos mais onde recorrer, voltamos e após muita insistência ela conseguiu ser internada para ter o bebê", contou a mãe da jovem, Sílvia Santos. O bebê, uma menina de pouco mais de 39 semanas de gestação, porém com problemas de má formação e baixo peso (2,5 quilos), é o 14º internado na UTI Neonatal. "Precisamos saber o que aconteceu, se foi demora no atendimento e qual o real risco do bebê. Não há informações", reclamou Silvia. 
O gestor hospitalar da Santa Casa, Paulo Toledo, garantiu que todo atendimento foi dado à jovem e seu bebê e que a gravidade do caso em nada tem a ver com o parto. "Foi uma situação que ocorreu durante a gestação", disse. 
A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde informou que "não procede a informação de que a Cross (Central de Regulação da Oferta de Serviços de Saúde) tenha cancelado vaga após autorizar transferência de paciente internado na Santa Casa de Mogi. Pelo contrário. A vaga foi autorizada, mas a Cross foi informada de que o paciente em questão havia sido transferido, por opção de familiares, a um hospital particular".


Fonte:Mogi News

Superlotação: Defensoria se reúne com provedor da Santa Casa


Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Mayara de Paula

Araújo: "É preciso que medidas sejam tomadas para evitar o caos"
O coordenador regional da Defensoria Pública no Alto Tietê, Gediel Claudino de Araújo Júnior, participará de uma reunião com o provedor da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes, Mário Calderaro, hoje, às 13h30, no hospital, e em pauta estará "as medidas cabíveis" que poderão ser adotadas na esfera judicial para solucionar ou até mesmo minimizar a superlotação existente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. Até a tarde de ontem, a instituição médica estava com 13 bebês internados, sendo que apenas nove leitos estão autorizados a funcionar.


O encontro foi revelado pelo vereador Mauro Araújo (PMDB) durante a sessão de ontem na Câmara Municipal. Segundo ele, o relatório que aponta os problemas existentes no berçário será entregue ao defensor público. Uma cópia do documento também foi encaminhada ao Ministério Público (MP) da cidade. A Comissão de Saúde do Legislativo mogiano vai acompanhar a reunião.


"Cabe à Defensoria entrar com uma ação interpelando o Estado e até mesmo o município para que medidas sejam tomadas a fim de evitar a manutenção deste caos que se instalou no hospital", informou o parlamentar. 
Ele adiantou que entre os possíveis resultados do encontro está o pedido, por parte da Defensoria, para que a Prefeitura elabore um convênio com hospitais particulares da cidade, para que eles sirvam de retaguarda para a Santa Casa. "É possível celebrar este convênio de forma emergencial que servirá como uma ação paliativa até que uma solução definitiva seja encontrada, como um investimento do Estado nesta área", salientou Mauro Araújo.


Fonte:Mogi News

Fora de circulação: Fim de sacolinhas deve provocar confusão hoje


Coordenador do Procon de Mogi das Cruzes explica que consumidores ainda têm dúvidas e insiste que a retirada definitiva deve ser gradual
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho

Os consumidores não terão mais sacolinhas plásticas para acondicionar as compras nos supermercados de todo o Estado
A partir de hoje, as sacolinhas plásticas deixam de ser distribuídas nos estabelecimentos conveniados à Associação Paulista de Supermercados (Apas). A campanha "Vamos Tirar o Planeta do Sufoco", realizada pela entidade desde janeiro, pretende retirar as embalagens plásticas dos supermercados do Estado de São Paulo. No entanto, o Procon de Mogi das Cruzes já prevê que os consumidores ainda enfrentarão alguns transtornos com a retirada das sacolas.


Porém, em 4 de fevereiro, a Apas, o Procon e o Ministério Público assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que estendeu até ontem o prazo para os clientes e os supermercadistas se adaptarem à campanha. A medida foi adotada porque muitos clientes estavam enfrentando dificuldades na hora de levar as compras para casa. A falta de divulgação também foi outro item responsável por esta ampliação.


O coordenador do Procon, Isidoro Dori Boucault Netto, acredita que, a partir de hoje, muitas pessoas terão dúvidas em relação à retirada das sacolinhas plásticas dos mercados. "Não dá para acabar com um hábito de 40 anos em 60 dias. Acho que esta retirada tem de ser gradual", avaliou. Outro aspecto levantado por ele é sobre os custos ao consumidor. "Os supermercados vão oferecer caixas de papelão, mas não é para todas as pessoas que isso é confortável. Existem idosos e outros clientes que precisam andar de ônibus. Os consumidores também terão de começar a comprar sacos para acondicionar o lixo. Muitos estão fazendo estoque de sacolinhas em casa. Se estão reclamando, é porque eles não estão satisfeitos", afirmou.




Soluções
Os supermercadistas ligados à Apas fornecerão caixas de papelão e sacolas retornáveis com preços que variam de R$ 0,59 e R$ 2,99. "O consumidor precisava de tempo para se adaptar. Treinamos nossos operadores de caixa para informar o cliente sobre o fim das sacolinhas plásticas", informou o gerente de um supermercado da Vila Industrial, José Maria de Almeida. Outra medida adotada pelo estabelecimento, foi a entrega em domicílio. "Já prestávamos este serviço, mas hoje isso se intensificou. Os clientes que fazem compras acima de R$ 100 e não têm como transportar as mercadorias ganham o transporte", contou Almeida.


"Trabalhamos junto com nossos funcionários para que as caixas de papelão não faltem em frente aos caixas. Antes de fazer isso, higienizamos todas as embalagens", explicou Farid José, gerente de um hipermercado da Vila Partênio. Segundo os comerciantes ouvidos pelo Mogi News, a maioria dos clientes já trazem as embalagens de casa.


Fonte:Mogi News