sábado, 31 de março de 2012

Agenda Metropolitana Mogi terá R$ 219,3 milhões em investimentos diretos do Estado


Entre os projetos contemplados está a construção da avenida Guilherme Georgi, que receberá R$ 30 milhões
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Osvaldo Birke

O anúncio dos investimentos contou com a presença do governador Alckmin, 22 secretários estaduais e 11 prefeitos da região
Mogi das Cruzes vai receber R$ 219,3 milhões em investimentos diretos do Governo do Estado. O anúncio foi feito na tarde de ontem durante a apresentação dos projetos contemplados pela Agenda Metropolitana para o Alto Tietê. O evento, realizado no Paradise Golf & Lake Resort, em Jundiapeba, contou com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB), 22 secretários estaduais e os prefeitos das 11 cidades da região.


Entre os projetos mogianos beneficiados estão a recuperação de toda via Perimetral, a construção de uma das duas pistas da avenida Guilherme Georgi, a instalação de uma sede regional do Departamento de Trânsito de São Paulo (Detran), estudos para aumentar a captação e tratamento de esgoto nos bairros da divisa, melhorias nas estradas vicinais, reforma e ampliação das estações de trem Mogi das Cruzes e Estudantes, entre outros. (confira nesta página). O investimento total no Alto Tietê foi de R$ 5,8 bilhões.


Para a construção da Guilherme Georgi, o governo estadual vai repassar R$ 30 milhões e a contrapartida da Prefeitura será de R$ 10 milhões. O recurso vai possibilitar a concretização de apenas de uma das duas pistas do projeto inicial, orçado em R$ 70 milhões. Em vez de duas faixas de cada lado, como prevê o projeto original da avenida, haverá apenas uma em cada sentido. O objetivo é que as obras tenham início ainda este ano. Algumas etapas precisam ser realizadas, como a assinatura do convênio com o Estado e a abertura da licitação. O prazo para a conclusão dos trabalhos após terem começado é de até 15 meses. 
Para a recuperação da Perimetral, serão investidos R$ 15 milhões. A reforma era um pedido antigo dos mogianos, que consideram a via uma rota utilizada com maior frequência pelos veículos que saem da rodovia Ayrton Senna e entram na Mogi-Bertioga (SP-98).


A reforma da estação de trem Mogi das Cruzes vai dar início ao projeto de transformação da região central da cidade. O governador também autorizou o lançamento da licitação para contratar os projetos para a reforma das estações Brás Cubas e Jundiapeba. 
O montante de investimentos - R$ 219,3 milhões, não inclui os R$ 95 milhões destinados às obras de duplicação da rodovia Mogi-Dutra (SP-88), no trecho entre Mogi das Cruzes e Arujá, também anunciadas pelo governador, com previsão de início em 2013, e também os R$ 44,7 milhões liberados para melhorias da Mogi-Guararema (SP-66), com início previsto para o segundo semestre deste ano. Apesar de beneficiar os mogianos, não foram investimentos diretos para a cidade.


Alckmin destacou que os investimentos na região não terminam com a pauta da Agenda Metropolitana. "Transferimos o governo de São Paulo para Mogi, onde discutimos as ações do Estado para os próximos anos. O Alto Tietê está dando um exemplo, porque os 11 municípios buscaram soluções regionais", disse.




Reunião
O prefeito Marco Bertaiolli (PSD) comemorou os investimentos anunciados durante a Agenda Metropolitana. "Vamos nos reunir na semana que vem com todo o secretariado para discutir como desenvolver os projetos, porque o governador abriu frentes de trabalho em todas as áreas", disse Bertaiolli.


Fonte:Mogi News

Deputado cobra definição de obras



O presidente da Frente Parlamentar do Alto Tietê, o deputado estadual André do Prado (PR), avaliou como positivo para a região os projetos anunciados pelo governo do Estado de São Paulo durante a Agenda Metropolitana do Alto Tietê, realizado ontem. No entanto, o deputado afirma que alguns assuntos ficaram de fora da lista de investimentos da agenda, como uma definição sobre o futuro hospital de Suzano e a destinação de verbas para obras em estradas vicinais. 
"Tenho certeza de que este encontro, que vem acontecendo com a Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano, é muito importante para toda a região e que as definições de investimento do governo do Estado atendeu às nossas expectativas, porém, algumas coisas ficaram de fora e há também assuntos pontuais que devem ser tratados de forma individual, em cada cidade da região", afirmou.


Segundo o parlamentar, faltou o Estado definir se o Hospital das Clínicas de Suzano terá ou não leitos do Sistema Único de Saúde (SUS). 
"Em Suzano, temos um problema, porque a Prefeitura quer trazer um hospital federal e o Estado quer ampliar o HC. Acho que isso tem de ser conversado o quanto antes, porque a cidade só comporta um hospital. O custo para mantê-lo é muito grande. Em Suzano, a questão de saúde é prioridade, já que a Santa Casa não consegue dar conta da demanda", disse. 
Os investimentos em estradas vicinais também é uma preocupação, segundo ele: "A região tem muita área rural, com estradas vicinais. E estes investimentos anunciados só contemplaram rodovias", afirmou. (J.S.)


Fonte:Mogi News

Brás Cubas Alckmin garante mais R$ 8 mi para hospital


Governador paulista também se comprometeu a ajudar o município a manter a unidade médica em funcionamento após a inauguração
Noêmia Alves
Da Reportagem Local
Osvaldo Birke

"O difícil não é construir o prédio, mas mantê-lo. E nós, do governo do Estado, vamos ajudar também neste processo".
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem a liberação de mais R$ 8 milhões para as obras de construção do Hospital Municipal, em Brás Cubas. No ano passado, a Secretaria de Estado da Saúde já havia destinado R$ 4 milhões de seu orçamento para esta mesma finalidade, o que indica uma ajuda de R$ 12 milhões do governo estadual para a construção da unidade hospitalar que receberá o nome do ex-prefeito Waldemar Costa Filho. 
O serviço, orçado em R$ 27 milhões, está com 50% dos trabalhos concluídos, segundo o secretário-adjunto da Saúde, Marcello Delascio Cusatis. A previsão era de entrega em dezembro, mas, segundo Cusatis, há possibilidade de as obras terminarem em novembro, um mês antes do prazo. De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento, que coordena a execução dos trabalhos desde junho do ano passado, no momento, está sendo realizada etapa de revestimento de paredes, instalações elétricas, hidráulica, gases medicinais, ar condicionado e execução do reservatório de água. 
O hospital está sendo construído no quarteirão das ruas Gutermann, Jaçanã, Francisco Affonso de Mello e Capitão Francisco de Almeida. A unidade terá sete andares e entre os serviços previstos estão pronto-atendimento, ambulatório (vascular, gastroenterologia, cardiologia, pediatria, ginecologia, reumatologia, neurologia e endocrinologia) e centro cirúrgico para procedimentos de baixa e média complexidade. Após as obras, serão feitos investimentos para equipar a unidade e o governador Geraldo Alckmin já se comprometeu em ajudar. "O difícil não é construir o prédio, mas mantê-lo. E nós, do governo do Estado vamos ajudar também neste processo", garantiu Alckmin, sem citar valores.


Fonte:Mogi News

Hospital do Câncer Cerri promete rever prontuários


Secretário se prontificou a analisar documentos, mas não deu garantia de reversão do descredenciamento
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Erick Paiatto

Emília obteve do secretário Cerri a promessa de revisão dos prontuários do Hospital do Câncer
Após a inauguração do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), o secretário estadual de Saúde Giovanni Guido Cerri foi abordado pela vereadora Emília Letícia Rossi Rodrigues (PTdoB), que é esposa do médico oncologista Flávio Isaías, fundador do Hospital do Câncer de Mogi. Ela pediu ao secretário para rever o descredenciamento da unidade de saúde. Cerri, por sua vez, disse que irá revisar os prontuários do hospital.


Emília abordou Cerri ao final da cerimônia. Ela estava acompanhada por pacientes do Hospital do Câncer. Visivelmente nervosa, ela segurou o braço do secretário e pediu para que ele interviesse no processo de descredenciamento da unidade de saúde. O encontro dos dois durou poucos minutos, mas foi o suficiente para que ela fizesse o pedido de revisão. "Peço que reveja essa decisão. Não recebemos nada por escrito, ficamos sabendo da decisão por meio do jornal Folha de S. Paulo e da mídia", argumentou a vereadora. Por sua vez, o secretário garantiu que "vai rever todos os prontuários".


A vereadora propôs ainda a Cerri uma visita ao hospital para que ele conheça o trabalho desenvolvido. "Vou receber o senhor com o máximo de carinho. O senhor pode olhar pessoalmente os prontuários junto com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), e todas as outras autoridades", propôs Emília. Ela argumentou ainda que o trabalho desenvolvido pelo hospital é tradicional em Mogi. "Há 40 anos trabalhamos neste hospital", acrescentou. Flávio Isaías, que é diretor do Hospital do Câncer, não compareceu à solenidade. 


Protesto
Familiares e pacientes do Hospital do Câncer foram à inauguração do AME com faixas em defesa do atendimento. Os manifestantes permaneceram durante todo o evento com os cartazes erguidos para tentar sensibilizar Cerri. As pessoas reclamavam da transferência do tratamento de câncer para o Hospital Luzia de Pinho Melo e para unidades de São Paulo. 
Fazendo tratamento contra um câncer no colo do útero há um ano e meio, a auxiliar administrativa Deise de Oliveira Chaves, de 53 anos, contou que vive uma incerteza depois que o processo de descredenciamento do Hospital do Câncer de Mogi teve início. Para ela, fica a sensação de "nadar e morrer na praia". "Vai ficar muito ruim se o atendimento passar a ser feito em São Paulo. É muito difícil se locomover até lá. O atendimento prestado no Hospital Luzia de Pinho Melo também não chega aos pés do tratamento que estamos recebendo do Hospital do Câncer, pois eu recebo até cesta básica e tenho atendimento com psicólogos e nutricionistas", afirmou.


Embora os pacientes estivessem incomodados com o descredenciamento do Hospital do Câncer, em nenhum momento houve uma atitude mais exaltada dos manifestantes, eles só pediram mais atenção. "Tenho exames para fazer e não sei como ficará minha situação. É muito difícil ir para São Paulo fazer qualquer um deles. O atendimento do Hospital Luzia de Pinho Melo também é muito demorado, tenho uma mamografia que até agora não foi marcada", reclamou a aposentada Zilma Pereira Paixão, 69 anos.


A lotação e a dificuldade de acesso nas unidades da capital foram as reclamações unânimes dos manifestantes. "Só acompanhando o paciente e seus parentes para avaliar o sofrimento destas pessoas. Acho cruel e desumano, o Hospital Luzia de Pinho Melo não funciona. Não tem como uma pessoa com um problema grave como este se deslocar para São Paulo por causa do trânsito e toda dificuldade. A cidade de São Paulo é grande e tem muitos pacientes, como vai absorver os das cidades vizinhas?", indagou a dona de casa Deise Marisa, 54 anos.


Fonte:Mogi News