Quando todas as unidades estiverem prontas e entregues, serão 2.060 novas moradias somente no distrito
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Jorge Moraes
Autoridades e representantes da Caixa participaram da entrega de 280 apartamentos ontem para famílias do distrito de Jundiapeba
Jundiapeba é o distrito que receberá o maior volume de investimentos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, para o público com renda de zero a três salários mínimos. No total, serão 2.060 apartamentos, com previsão de entrega total até o fim do primeiro semestre. Pelo menos 50% destes moradores já viviam no distrito, mas moravam em áreas de risco, como a beira do rio Jundiaí e na área dos chacareiros. Ontem, as chaves do empreendimento Jundiapeba III foram entregues às 280 famílias.
Das pessoas que conquistaram o apartamento, 80 são de demanda específica, dos quais 12 idosos, 13 deficientes, 41 moradores da beira do rio Jundiaí e 14 moradores da área dos chacareiros. "O distrito de Jundiapeba é o que mais cresce na cidade. É o local que mais necessita de investimentos do poder público. O distrito cresceu muito, melhorando a qualidade de vida de seus moradores", avaliou o prefeito Marco Bertaiolli (PSD).
Na ocasião da entrega, o prefeito pediu ao superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Cristiano Mendonça Ferraz Luz, que uma agencia bancária seja instalada no distrito. "Recebemos da Caixa um compromisso de que quando os empreendimentos estivessem prontos, um banco seria implantado em Jundiapeba, agora já saiu a autorização para esta instalação", disse Bertaiolli.
Cada apartamento do empreendimento Jundiapeba III conta com 48 metros quadrados. O custo da unidade é de R$ 52 mil, com parcelas entre R$ 50 e R$ 160 mensais durante os próximos dez anos. A expectativa é de que os todos os moradores recebam as chaves nos próximos dois dias. A dona de casa Madalena Gabriel dos Santos, de 41 anos, vai morar no apartamento com outras sete pessoas. "Minha casa era no bairro do Novo Horizonte, em uma área que era da Prefeitura, agora vou esperar para colocar piso no apartamento e tocar o barco para frente", disse.
A babá Claudicéia Aparecida Rafael, 35, foi uma das primeiras a entrar na casa nova. "Ainda não caiu a ficha, morava nos fundos da casa da minha mãe e agora terei meu próprio apartamento", contou.
O superintendente da Caixa informou que a cidade conta com investimentos diversos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Existem duas faixas que são atendidas em Mogi, das pessoas que têm renda familiar de zero a três salários mínimos e as que famílias que têm rendimentos de três a dez. Só neste último público, a Caixa investiu R$ 303 milhões. "No total, são 5.441 unidades habitacionais para famílias de zero a dez salários mínimos em Mogi. Isso equivale a cerca de 20 mil habitantes, se considerarmos quatro pessoas por unidade", acrescentou Luz.
Fonte:Mogi News
Problema ocorreu durante a canalização do córrego dos Canudos, quando uma máquina atingiu a tubulação
Oswaldo Birke
Obras de canalização e urbanização do córrego dos Canudos estão sendo realizadas no distrito de Brás Cubas e tem como principal objetivo combater as enchentes nos bairros da região
Uma adutora de água do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) se rompeu na rua Santa Sofia, no distrito de Brás Cubas, e o abastecimento à população da região foi interrompido para que o conserto pudesse ser feito.
Funcionários e engenheiros do Semae e da OAS, empresa contratada para a obra de canalização do córrego dos Canudos, trabalham desde o início da manhã de ontem para fazer os reparos.
O acidente aconteceu durante as obras no córrego. Uma máquina da empreiteira atingiu uma tubulação de 600 milímetros de diâmetro, que conduz a água do reservatório de Santa Tereza para o distrito de Brás Cubas. Até que os reparos sejam concluídos, os moradores ficarão sem o fornecimento de água.
O diretor-técnico do Semae, o engenheiro José Miguel Ackel Neto, acompanha os trabalhos no local: "É uma rede grande e enviamos uma equipe completa, que está trabalhando para retomar o abastecimento", afirmou. A orientação do Semae é que os moradores dos bairros afetados utilizem água com moderação. Em caso de emergência, o telefone do Semae é o 115.
Foram afetados os bairros Alto Ipiranga, Brás Cubas, Cambuci, Chácara Jafet, Conjunto Santo Ângelo, Conjunto Álvaro Bovolenta, Jardim Aeroporto 1, 2 e 3, Jardim Apolo, Jardim das Acácias, Jardim dos Amarais, Jardim Esperança, Jardim Ivete, Jardim Lair, Jardim Novo Horizonte, Jardim Pavão, Jardim Planalto, Jardim Santa Tereza, Jardim Santos Dumont 1, 2 e 3, Jardim Universo, Parque Olímpico, Parque Santana, Residencial do Bosque, Residencial Mirage, Vila Bela Flor, Vila Brasileira (parcial), Vila Cintra, Vila Cléo, Vila Lavínia (parte alta), Vila Municipal, Vila Nova Cintra, Vila Paulista, Vila Rachel (parte alta), Vila Rei, Vila Sagrado Coração de Maria e Vila São Sebastião.
Fonte:Mogi News
Aqueles que precisam do tratamento para a doença na região têm receio de como serão atendidos no Luzia
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Mayara de Paula
Elisane não quer o Luzia: "É tudo muito burocrático e demorado"
A decisão da Secretaria de Estado da Saúde em iniciar o processo de descredenciamento do Hospital do Câncer "Dr. Flávio Isaías Rodrigues" do Sistema Único de Saúde (SUS), divulgada na edição de ontem do Mogi News, gerou revolta dos pacientes que precisam do tratamento para a doença na região. Muitos deles demonstraram, em conversa com a reportagem, muita desconfiança no futuro atendimento que será dispensado pelo Hospital Luzia de Pinho Melo, unidade indicada pelo governo do Estado para assumir os serviços e servir de nova referência ao tratamento de câncer na região.
"Foi uma péssima decisão, que, aliás, deve atender interesses políticos. Não vejo outra explicação. Porque ouvir a população, que realmente precisa e tem interesse no serviço, isso não aconteceu", criticou Meire César Veiga, de 56 anos. Há dois anos lutando contra um câncer no estômago e outro no esôfago, ela diz ter utilizado dos dois serviços; o Luzia de Pinho Melo e o Hospital do Câncer. "Se tivesse de escolher, seria o Hospital do Câncer, sem sombra de dúvidas. Além de ser um local mais amplo, bem equipado, o serviço é infinitamente mais completo e ágil. Lá, os exames não demoram meses para serem marcados e sim dias ou, no máximo, duas semanas. E não meses ou até anos, como acontece em algumas especialidades do Estado. Além disso, há a questão humana: desde faxineira ao médico, todos dão uma atenção completa, te vêem como pessoa. Ao contrário do Luzia, pois em 2009, quando descobri a doença, tive de aguardar por uma tomografia do abdômen, fiquei três noites e dois dias numa maca, no corredor, sem banho ou qualquer tipo de assistência", completa Meire, que está apreensiva com o futuro do seu tratamento. "Até hoje (ontem) estava tudo certo para eu continuar com o tratamento no Centro Oncológico, ia fazer quimioterapia e, quando meu organismo estivesse mais restabelecido, faria uma cirurgia. Mas agora, com esse posicionamento do Estado, em descredenciar o Hospital do Câncer, não sei o que fazer. Para o Luzia, eu não volto. Vou para São Paulo, fazer vaquinha para particular, mas para lá eu não quero mais, é muito desumano", diz.
Elisane Corrêa Machado, de 31, tem a mesma opinião. Moradora da Vila Natal, ela descobriu em junho passado ser portadora de um câncer na mama esquerda. Porém, o tratamento com mastologista só teve início seis meses depois, em novembro de 2011. "É tudo muito burocrático e demorado", diz ela, que iniciou o tratamento em Itaquá e mais tarde foi encaminhada para o Hospital Pérola Byington, na capital. "Se a intenção do Estado é regionalizar o serviço e levar a um local estruturado, por que não o Hospital do Câncer? Lá o atendimento é especializado. No Luzia, os pacientes com câncer que precisassem de atendimento de urgência teriam de aguardar com demais pacientes no Pronto Socorro, isso não é o correto", diz.
Contraponto
A dona de casa Janete Catarina Garcia, de 54, por sua vez, acredita que a transferência de tratamento do Hospital do Câncer para o Luzia de Pinho Melo pode ser benéfica. "Desde que seja diferenciado, isto é, um atendimento exclusivo aos pacientes com câncer em alguns setores, não vejo problema de transferir o atendimento ao Luzia. Fiquei internada lá por 15 dias e recebi um ótimo tratamento. Hoje, minha filha tem de tratar de câncer e quando fica com febre precisa ir para São Paulo porque não pode ficar em lugares com aglomeração de pessoas, para não ter infecção. Se for em separado, pode até ser bom", diz.
Fonte:Mogi News
Ele irá inaugurar obras em Mogi de manhã e à tarde falará sobre ações que serão executadas no Alto Tietê
Bras Santos
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Governador Alckmin detalhará projetos para Mogi e região
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e mais de 20 secretários de Estado estarão hoje em Mogi das Cruzes para a discussão e apresentação de projetos que serão executados pelo governo paulista na região do Alto Tietê nos próximos três anos por meio da Agenda Metropolitana. Antes, porém, ele irá inaugurar o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Mogi, às 10 horas, e também irá descerrar placas de duas obras: a reforma do 1º Distrito Policial e as melhorias na Mogi-Dutra, como o trevo em desnível no Jardim Araci.
Para muita gente, o 30 de março será um dia histórico para a região em razão da importância política e administrativa do evento que ocorrerá à tarde, a partir das 13h30, no Paradise, em Jundiapeba. Na ocasião, Alckmin anunciará quanto o governo investirá nas cidades do Alto Tietê até 2014 e quais projetos serão concretizados.
"O Alto Tietê terá um antes e um depois dessa reunião", argumentou o presidente do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), Jorge Abissamra. Apesar da decisão da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Metropolitano, do Condemat e de muitos prefeitos de não falar em valores, lideranças políticas acreditam que o governador poderá autorizar a execução de obras, serviços e ações que alcançarão os R$ 5 bilhões.
Essa estimativa foi feita por políticos e também pela Imprensa em razão dos investimentos autorizados pelo governador em outras três regiões. No segundo semestre de 2011, Alckmin e seu secretariado promoveram a mesma reunião que ocorre hoje em Mogi nas regiões metropolitanas de Campinas, Baixada Santista e ABC Paulista. Mais de R$ 17 bilhões foram liberados pelo governador para essas regiões.
Em fevereiro, o Condemat apresentou ao secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, uma relação de 28 projetos de infraestrutura considerados fundamentais para o crescimento dos municípios da região. A execução dos projetos propostos pelo consórcio exigiria investimentos de R$ 3,4 bilhões do Estado. O secretário criticou a falta de abrangência da lista apresentada pelo consórcio, reclamou das estimativas de custos para as obras e recomendou a realização de reuniões temáticas para a ampliação da demandas de interesse da região em áreas como meio ambiente, saúde, assistência social, segurança pública, programas do governo estadual, justiça e outros temas.
Após essas reuniões promovidas pelo Condemat em várias cidades, a relação de propostas encaminhadas pela região ao Estado subiu para mais de 50 itens, segundo informações de Abissamra. Portanto, a expectativa é para o anúncio e a confirmação pelo governador Alckmin de algumas dezenas de obras e serviços que beneficiarão os moradores de um município em particular ou de várias cidades ao mesmo tempo.
Ambulatório
Mogi terá hoje a entrega oficial de uma obra bastante esperada: o Ambulatório Médico de Especialidades (AME).
O centro médico, porém, está operando de forma gradativa desde o início de março, oferecendo consultas em cinco especialidades médicas: cirurgia geral/gastroenterologia, pequenas cirurgias, cirurgia vascular, ortopedia e oftalmologia. "Estamos muito felizes com a presença do governador para vários eventos, principalmente para a inauguração do AME nesta semana especial em que comemoramos o Dia Municipal da Saúde (29 de março)", afirmou o prefeito Marco Bertaiolli (PSDD). O AME é do governo estadual e está instalado num imóvel localizado no Jardim Santista. O prédio foi totalmente reformado e adaptado pela Prefeitura de Mogi. Dentro de 90 dias, prazo estimado para a implantação do ambulatório em sua totalidade, serão realizados mais de 10 mil procedimentos médicos mensais, além de 16 mil procedimentos diversos e uma média de 80 cirurgias.
Fonte:Mogi News