destino Imóvel onde morou o padre João, no Centro, foi reaberto ontem durante cerimônia religiosa
DANILO SANS
Após ter passado por um processo de restauro, o casarão que pertenceu ao padre João Lourenço de Siqueira, fundador do Instituto Dona Placidina, foi reinaugurado ontem e vai abrigar o "Centro Cultural Doutor Paulo da Silva Pires". A cerimônia contou com a presença do arcebispo dom Airton José dos Santos, que atua como presidente do Conselho Curador da entidade. Depois de falar sobre a importância do Instituto para a Cidade, o religioso benzeu o prédio histórico, localizado na Rua Padre João, nº 333.
Dom Airton, que no próximo dia 15 assumirá a Arquidiocese de Campinas, foi um dos idealizadores da unidade educacional de período integral. "Este local é expressão da capacidade do Placidina. O prédio é um monumento, quem vê de fora não imagina o que tem aqui dentro. Além disso, foi dada uma utilidade muito boa ao espaço, que é a educação das crianças", ressalta.
O arcebispo também destaca a atuação do homenageado em trabalhos beneficentes. "O Instituto sempre preservou sua principal característica, que é a dedicação ao bem do próximo. Essa dedicação nós vimos estampada no rosto do Doutor Paulo, que não media esforços para ajudar aos necessitados. Foi um homem, de fato, capaz de assimilar o espírito de doação, de colaboração do Dona Placidina", fala.
O advogado Sylvio da Silva Pires, de 79 anos, irmão do homenageado, relata que o desenvolvimento da família esteve sempre ligado ao Instituto. "Nosso pai, Francisco da Silva Pires, atuou aqui por 40 anos, assim como meu irmão, que trabalhou muito em causas beneficentes. É uma satisfação imensa ver o nome e a foto dele aqui no Instituto", comenta.
Também irmão de Doutor Paulo, João da Silva Pires, de 76 anos, lembra que recebeu a notícia da honraria durante a missa de sétimo dia do homenageado, no ano retrasado. "Foi uma satisfação muito grande. O projeto do prédio, que por sinal ficou muito bonito, foi feito enquanto estávamos no Conselho Curador", conta.
A nova unidade começará a funcionar no segundo semestre deste ano. Deve atender inicialmente 120 alunos do Instituto Placidina, do 1º ao 5º ano. Serão desenvolvidas atividades extracurriculares – em contraturno escolar – como teatro, música, dança, tae kwon do, xadrez e aulas de reforço escolar. Conforme explica a diretora pedagógica do Instituto, irmã Elena Ramos Bomfim, a fachada do prédio foi toda restaurada, mantendo suas características originais. No entanto, ela destaca que o interior foi modernizado para receber as seis novas salas de aula.
Fonte:O Diário de Mogi

Com a situação praticamente definida para o pleito majoritário deste final de ano, já que o presidente José Antonio Cuco Pereira deverá ser, mais uma vez, o candidato a vice-prefeito na chapa a ser encabeçada por Marco Bertaiolli (PSD), o Diretório Municipal do PSDB passa a se preocupar fundamentalmente com as eleições proporcionais. Depois de várias reuniões locais com os virtuais candidatos a vereador, o partido abre o leque sobre a Região do Alto Tietê e anuncia para o próximo sábado, a partir das 8h15, no Salão de Festas do Clube Náutico Mogiano, o Curso de Formação Política do Instituto Teotônio Vilela de São Paulo, denominado "Uma visão social democrata". Voltado para candidatos a vereador, prefeitos e simpatizantes da agremiação, o curso reunirá todos os municípios integrantes da Coordenadoria da Grande São Paulo – Leste para uma série de palestras rápidas e uma troca de experiências entre o tucanato regional. "O jeito tucano de governar" será o tema da explanação que será feita por Marcos Campagnone, seguido de "Cidades sustentáveis", por Kal Machado. Outros dois integrantes do ITV, João Miras e Milton Terra, abordarão, respectivamente, os assuntos "Marketing Político" e Legislação Eleitoral". Segundo o presidente do PSDB de Mogi, Cuco Pereira, o evento será uma excelente oportunidade para que os pré-candidatos a vereador de toda a Região possam tomar contato com assuntos importantíssimos para a campanha, como os ligados ao marketing e à legislação eleitoral em vigor. O evento contará também com a presença do deputado Mendes Thame, presidente do ITV. Um almoço de confraternização irá marcar o encontro do próximo sábado na Cidade.
Fonte:O Diário de Mogi
OTIMISMO Para Garibaldi Alves, o Funpresp vai “estancar uma sangria insuportável” para os cofres públicos
BRASÍLIA
O Senado aprovou ontem, em votação simbólica, o projeto que cria o fundo de previdência complementar dos servidores públicos federais, o Funpresp. Após um esforço concentrado dos governistas, pela manhã, para aprovar a matérias nas comissões de Assuntos Sociais e de Constituição e Justiça, a votação do projeto em plenário ocorreu sem maiores sobressaltos, atendendo orientação do Planalto.
O relator do projeto, senador José Pimentel (PT-CE), acolheu uma emenda para deixar claro que a competência para gerir o fundo do Judiciário será do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Pimentel também se comprometeu a transformar em um futuro projeto de lei sugestões feitas por parlamentares da base aliada e da oposição, que acabaram sendo rejeitas durante a votação.
Como o projeto já foi aprovado na Câmara, ele seguirá diretamente para sanção presidencial. Apesar de o projeto ter recebido uma emenda, trata-se de uma emenda de redação, e o regimento do Senado não exige que, nesse caso, o texto tenha de voltar à Câmara.
O ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho, afirmou que a aprovação do projeto que cria o fundo de previdência complementar dos servidores públicos federais, o Funpresp, vai "estancar uma sangria insuportável" para os cofres públicos. Para Garibaldi, que acompanhou a votação no plenário do Senado, a proposta resolverá o déficit das aposentadorias e pensões "no longo prazo".
"O projeto vai resolver (o problema) a longo prazo. Vai estancar uma sangria insuportável. Vai nos tornar distante da situação que vive hoje o velho mundo, que é obrigado a cortar benefícios porque a Previdência não se tornou sustentável ao longo do tempo nem o Tesouro conseguiu mais cobrir os déficits da previdência", comemorou Garibaldi, que é senador licenciado. A proposta seguirá agora para sanção da presidente Dilma Rousseff.
Para o ministro, o projeto é um "passo decisivo" para melhorar um sistema que, segundo ele, está "praticamente falido". Garibaldi classificou como "infundadas" as suspeitas de que possa ocorrer aparelhamento partidário ou cobiça na gestão dos fundos. Apesar disso, ele disse que os fundos serão fiscalizados pela Secretaria Nacional de Previdência Complementar (Previc).
Fonte:O Diário de Mogi
Vereador diz que entidade tem reduzido atendimento em algumas especialidades no hospital e encaminhado os pacientes para ambulatório
Cleber Lazo
Noêmia Alves
Da Reportagem Local
Em comunicado, Santa Marcelina diz que está com problemas
O presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra, denunciou durante a sessão de ontem no Legislativo que a organização social que administra o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo e o Ambulatório de Especialidades Médicas (AME), a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, tem diminuído a quantidade de atendimentos em algumas especialidades no hospital e encaminhado os pacientes ao AME.
A prática estaria sendo executada, segundo o parlamentar, porque o repasse feito pelos atendimentos no ambulatório ocorre de acordo com a quantidade de exames e consultas realizadas, já a verba paga ao hospital seria em forma de uma cota mensal, não variando com o volume de pessoas atendido. A Secretaria de Estado da Saúde negou as denúncias.
"Se esta informação se confirmar, os envolvidos devem ir para a cadeia", disse o parlamentar, que também é médico da Santa Casa de Misericórdia de Mogi. "Quando o AME chegou à cidade todos imaginaram que ele viria para se somar ao Luzia, mas isso não ocorre", lamentou Bezerra. Ele também revelou que diversos médicos que atuam no Luzia estão sendo demitidos e convidados a integrar o quadro de funcionários do AME.
Para comprovar que a Santa Casa de Mogi tem recebido um número cada vez maior de pacientes, consequência do fechamento de especialidades nos hospitais estaduais da região, Chico Bezerra apresentou um comunicado encaminhado pelo Hospital Santa Marcelina, de Itaquaquecetuba, endereçado a diversos órgãos de saúde, entre eles a própria Santa Casa, Bombeiros e unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da região. No documento, com data de 27 de março de 2012, o Santa Marcelina explica que está "com dificuldades no atendimento" em setores como: tomógrafo (quebrado e inoperante), berçário, ortopedia, psiquiatria e UTI Neonatal (todos com "capacidade máxima ocupada").
Em virtude dos problemas, o hospital estadual "solicita o encaminhamento de pacientes que necessitam destes serviços para outros hospitais que disponham do suporte necessário". "Em um dia a secretaria estadual fala que aumentou a verba para os hospitais e no outro o Santa Marcelina distribuiu um comunicado como este. Algo está errado", analisou o vereador.
Desconhecimento
Em nota encaminhada pela Assessoria de Imprensa, a Secretaria de Estado da Saúde informou que "o vereador está equivocado e desconhece o funcionamento dos AMEs. Os Ambulatórios são feitos justamente para desafogar os hospitais, permitindo, assim, que as unidades hospitalares concentrem o atendimento a casos mais complexos e graves. Na capital de São Paulo, por exemplo, o AME Itaquera dá respaldo ao Hospital Santa Marcelina. Não há qualquer irregularidade. Portanto, não há motivos para supostas ´denúncias´. Cabe esclarecer, ainda, que tanto o AME Mogi quanto o Luzia são gerenciados pela mesma entidade parceira, que, portanto, tem autonomia na gestão de recursos humanos".
Transparência
Autoridades da região se revoltaram ontem ao saber pelo Mogi News que o governo do Estado teria promovido corte de 10% a 20% nos recursos de hospitais no Alto Tietê, entre eles o Hospital Luzia de Pinho, e cobraram publicamente do secretário Giovanni Guido Cerri medidas para mais investimentos. O orçamento inicial do Luzia, de R$ 98,8 milhões, teria passado para R$ 88 milhões para prestar os mesmos serviços. O motivo para o corte não foi explicado pelo governo do Estado, que, aliás, nega a redução.
O secretário-adjunto de Saúde em Mogi, Marcello Delascio Cusatis, manifestou está preocupado: "Se ocorrer problema de atendimento no Hospital Luzia de Pinho Melo, especialmente no Pronto-Socorro, certamente as Unidades Básicas de Saúde e de Pronto-Atendimento 24 horas podem ser afetadas e o município não pode arcar com esta conta. O prefeito Marco Bertaiolli já investiu além do que a legislação determina". O deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS), membro da Comissão da Saúde, apresentou, em plenário, na Assembléia Legislativa, a edição do jornal Mogi News com a denúncia de corte de verbas e prometeu encaminhar um requerimento cobrando medidas do secretário estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri.
Os deputados André do Prado (PR) e Heroilma Tavares (PTB), integrantes da Frente Parlamentar do Alto Tietê, também questionaram o Estado sobre o corte dos recursos. "Não tinha informação desse corte, mas se isso for comprovado, o secretário estadual terá de explicar", disse André do Prado, por meio de sua Assessoria de Imprensa.
Fonte:Mogi News