Unidades habitacionais beneficiarão 2.440 famílias que recebem de zero a três salários mínimos; até dezembro, nove empreendimentos ficarão prontos
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Jorge Moraes
Unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, como esta, de Jundiapeba, beneficiarão moradores de diversas áreas de risco
No fim do segundo semestre, nove empreendimentos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida serão entregue em Mogi das Cruzes. No total, 2.440 famílias com renda de zero a três salários mínimos receberão um apartamento nos bairros de Jundiapeba, César de Souza e Jardim Lair. Inicialmente, a previsão era começar a entregar os prédios em fevereiro, mas por causa de atrasos na obra, as inaugurações foram adiadas. O próximo empreendimento, Jundiapeba III, será entregue no dia 29 de março às 10 horas.
O local que mais receberá investimentos será Jundiapeba. No total, serão oito empreendimentos construídos na região, três já foram entregues. A expectativa, é que em abril, duas unidades sejam inauguradas, já em maio, serão mais três. No próximo mês, será a vez de César de Souza e o Jardim Lair será beneficiado com duas unidades em maio. "Temos inaugurações para abril, mas sem data definida. Estamos enfrentando problemas para marcar as datas por causa de documentos e de atrasos nas obras, mas temos de entregar os nove empreendimentos até o fim deste semestre", informou Dalciani Felizardo, coordenadora municipal de Habitação.
As unidades habitacionais receberão pessoas das principais áreas de risco do município. No total, os moradores da Vila Oroxó, Favela do Cisne, Jardim Lair, beira do rio Jundiaí e os Chacareiros serão transferidos para os apartamentos.
No empreendimento Bromélia, em César de Souza, serão destinados 36 apartamentos para as famílias da Vila Oroxó, área que já foi desapropriada pela Prefeitura. Mais seis famílias do Jardim Lair mudarão para o Santa Antonieta II e III. As 18 famílias da Favela do Cisne receberão unidades nos empreendimentos de Jundiapeba. O mesmo vai ocorrer com as outras 331 famílias do rio Jundiaí e dos 173 chacareiros.
"Destas três mil unidades, era possível destinar até 50% para os moradores da área de risco. No entanto, não vamos preencher este número porque não temos todas estas pessoas morando em áreas para fim de remoção. Já conseguimos com este trabalho, acabar com as maiores e piores áreas de risco do município, como a encosta do Lair e Oroxó, Favela do Cisne e beira do rio Jundiaí", explicou. Dalciani informou que os moradores de algumas áreas de riscos menores de Jundiapeba serão atendidos posteriormentes. "Temos ainda as 960 unidades que serão construídas no Conjunto Jefferson, Conjunto do Bosque, Vila Nova Aparecida e Vila Brasileira. No momento, estamos na fase de contratação para começar as obras", ressaltou.
A coordenadora contou que o objetivo da Prefeitura é o zerar o cadastro habitacional do município para criar outra lista de atendimento. "Temos 27 mil inscritos com rendimento entre zero e três salários mínimos e oito mil convocados, muito desses não passaram na entrevista", acrescentou.
Fonte:Mogi News
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Amilson Ribeiro
Bertaiolli: "Receber o selo é sinal de que o trabalho está no caminho correto e que as iniciativas fortalecem micros e pequenos"
Mogi das Cruzes será contemplada com o selo da 7ª edição do Prefeito Empreendedor, entregue pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O projeto reconhece os gestores municipais que implantaram ações de apoio aos pequenos negócios e de incentivo à cultura empreendedora ao longo de 2011 e nestes primeiros meses do ano. Além de Mogi, outros 90 municípios receberão o prêmio. Guararema é a outra cidade do Alto Tietê que aparece da lista das que conseguiram atender aos requisitos analisados pelo Sebrae.
Ao todo, 199 prefeitos de todo o Estado se inscreveram. Número que representa um aumento de 53% em relação às participações da 6ª edição do selo (2009-2010).
Além de receber a homenagem, os gestores terão os projetos relatados no "Livro do Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor".
Mogi já garantiu o selo, mas poderá ter destaque ainda maior no evento de premiação dos 91 prefeitos. No dia 29 de março, uma grande festa realizada na capital vai destacar os três melhores projetos globais nas seguintes categorias: Compras Públicas dos Pequenos Negócios Locais; Formalização de Pequenos Negócios e Apoio ao Empreendedor Individual; Lei Geral Municipal; Médios e Grandes Municípios; Crédito e Capitalização; Planejamento e Gestão Pública para o Desenvolvimento Sustentável; e Promoção do Desenvolvimento Rural.
"Hoje, a micro e a pequena empresa são os maiores geradores de emprego no País e precisam ser tratadas com respeito, com políticas públicas que incentivem o seu crescimento", frisou o prefeito Marco Bertaiolli (PSD).
"Em Mogi, entre várias outras iniciativas, criamos o Programa Licita Mogi, que incentiva os empreendedores a participarem das compras públicas promovidas pela administração municipal, ampliamos a atuação do Banco do Povo para levar crédito fácil e barato aos empreendedores e investimos na regularização dos pequenos negócios, inclusive do setor agrícola, para que essas empresas passem a existir de verdade", contou o chefe do Executivo mogiano.
Bertaiolli destacou ainda que "receber o selo é o reconhecimento do Sebrae às ações desenvolvidas". "É sinal de que o trabalho está no caminho correto e que as iniciativas estão criando condições mais favoráveis à sobrevivência e fortalecimento dos micros e pequenos empresários da cidade", afirmou.
O diretor-superintendente do Sebrae, Bruno Caetano, disse que a premiação "tem a função de reconhecer as lideranças públicas que, durante a gestão, se empenharam em melhorar o ambiente empreendedor nos municípios".
"Nós vemos o administrador municipal como um grande aliado para a aplicação de políticas públicas de apoio aos pequenos negócios. E esta parceria tem gerado ótimos resultados", avaliou.
Fonte:Mogi News
Surian F. de Almeida, 16 anos, estudante em Ponta Grossa (PR): Qual é a meta do governo para os trabalhadores de baixa renda?
Presidenta Dilma: Surian, nós temos implementado várias políticas para elevar a renda dos brasileiros que ganham menos, buscando transformar o Brasil num país de classe média. Adotamos uma política de valorização do salário mínimo, que, desde o início do governo Lula, já aumentou 66% acima da inflação. Criamos, em outubro, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec) para oferecer 8 milhões de vagas no ensino profissionalizante aos nossos jovens e trabalhadores até 2014. Tomamos também várias medidas para estimular os microempreendedores, reduzindo tributos e diminuindo a burocracia. Com o Crescer - Programa Nacional de Microcrédito, reduzimos os juros do microcrédito para 8% ao ano, garantindo recursos em condições mais adequadas para que mais pessoas possam abrir seus próprios negócios.
Vanessa França Vilela, 58 anos, corretora de imóveis em Sete Lagoas (MG): Há licitação para a construção de rodovias, mas não existe a garantia da qualidade da obra, que mal é concluída e já apresenta defeitos graves. Muitas vezes são contratados por 15 cm de asfalto e eles colocam só 5 cm. Que Dnit é esse que não fiscaliza nada?
Presidenta Dilma: As construtoras são obrigadas por lei a entregar as obras com a qualidade especificada no contrato. Quando o trabalho é mal executado, Vanessa, as empresas são obrigadas a corrigir as falhas, como ocorreu, por exemplo, com a BR-174-RR, com a BR-101-Nordeste, e agora com a BR-364-AC, que está sendo refeita. Para evitar a ocorrência desses problemas, o DNIT está intensificando a fiscalização. O órgão está sendo mais rigoroso quanto à notificação das empresas, que podem ser multadas e serem declaradas inidôneas, o que impede que venham a firmar novos contratos com a administração federal. Está em fase de conclusão no Dnit uma revisão do modelo de contratação das empresas que fazem a supervisão de obras, para que o órgão possa ser mais exigente em relação ao produto final. O cidadão que souber de alguma irregularidade, pode acionar a Ouvidoria do Dnit - o telefone, e-mail e endereço estão na página www.dnit.gov.br/paginafaleconosco.
Fonte:Mogi News
Ontem, conforme constatou a reportagem, o tempo médio de espera para exame era de quase três horas
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Osvaldo Birke
Pacientes se queixaram de demora no atendimento no hospital
Pacientes do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi, reclamam da demora para a realização do exame de raio X. A reportagem foi até a unidade de saúde na tarde de ontem e constatou que o tempo médio de espera era de quase três horas.
A dona de casa Elisabete Ferreira de Lima, 49 anos, aguardava o diagnóstico no neto Gabriel, que caiu de bicicleta e machucou a barriga. "Passei pelo clínico e ele encaminhou para a sala do raio X, porém, faz quase duas horas que estou aqui e até agora nada. Se fosse algo mais grave não sei o que poderia ter acontecido com ele", criticou. O atendimento a Gabriel somente foi acelerado após a chegada da reportagem. "Será que para sermos atendidos de forma digna sempre teremos que apelar para imprensa?", questionou.
Assim como outros setores do hospital, a fila para o raio X estava lotada e a insatisfação com o atendimento demorado era unânime no local. A operadora de telemarketing Raquel Aparecida de Jesus, 26, está grávida de quatro meses e desistiu de fazer o exame. "Estava demorando muito e vou ser obrigada a voltar amanhã", contou.
Apesar da Secretaria de Estado da Saúde negar, por meio de nota encaminhada pela Assessoria de Imprensa da pasta, que o equipamento estava quebrado, funcionários, entre eles seguranças e até enfermeiros, revelaram que uma das máquinas ficou sem funcionar na semana passada.
O provedor da Santa Casa de Misericórdia, Mário Calderaro, confirmou que a instituição de saúde que administra e acaba por servir como suporte para os atendimentos ambulatoriais do Luzia, recebeu alguns pacientes encaminhados pelo hospital, devido ao equipamento quebrado.
De acordo com o responsável pelo setor de radiologia do hospital estadual administrado pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), identificado apenas como Marcos, o Luzia conta com quatro aparelhos de imagem, três fixos e um móvel, e não apenas dois, como informado em nota da Secretaria de Estado da Saúde.
Marcos mostrou que os equipamentos estavam funcionando nesta segunda-feira e afirmou "desconhecer" o aparelho quebrado. No entanto, quando a reportagem chegou a sala de raio X, localizada próximo ao Pronto Socorro, encontrou o local vazio, com todas as luzes apagadas, o aparelho desligado e um grande fila de pacientes ao lado de fora.
Fonte:Mogi News