No ano passado, cidade atingiu 21,04 homicídios para cada 100 mil habitantes, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado
Felipe Abreu
De Itaquá
Divulgação
Secretaria de Segurança revela que Itaquaquecetuba é o município do Alto Tietê e do Estado com preocupantes índices de violência
Itaquaquecetuba ainda figura entre as cidades mais violentas do Estado de São Paulo. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), que mesmo apontando a redução dos índices em todo o Estado, indicam o município do Alto Tietê como uma das mais preocupantes em casos de homicídio doloso.
O ranking é feito com as dez cidades onde mais acontecem assassinatos. Em Itaquá, o índice é de 21,04 homicídios dolosos (intencionais) para cada 100 mil habitantes. A análise é do ano passado. De 2000 a 2007, os índices tiveram quedas sucessivas. Do ano seguinte até 2011, a situação voltou a se inverter.
A divulgação apresentada pelo jornal Folha de S. Paulo ontem faz também referência aos casos de furto, roubo, tráfico de drogas e latrocínio. Nestas listas, nenhum município da região aparece entre as primeiras. Os destaques da criminalidade são as cidades do litoral. Caraguatatuba lidera com 41,94 homicídios para cada 100 mil no número de mortes provocadas.
As autoridades dizem trabalhar em conjunto para coibir o crime. O coronel Maurício Augusto dos Santos, da Guarda Civil Municipal (GCM), falou que rondas preventivas são feitas nos locais onde a insegurança é maior. "O trabalho é sempre realizado em parceria com a Polícia Militar". O Estado é o responsável pelos resultados apresentados.
Para o major Washington Luis Ribeiros Passos, interino do 35º Batalhão de Itaquá, a cidade acompanha a média de São Paulo. "É natural que o aumento populacional vá ocasionar mais conflitos. Com o relatório em mãos, as ações preventivas são intensificadas nos lugares mais críticos". O major lembra que só no mês de janeiro foram cinco homicídios na cidade. "Não é possível dimensionar exatamente as áreas que necessitam de mais segurança porque são casos que ocorrem em regiões diferentes".
"Com o relatório da análise criminal feito diariamente, o efetivo é deslocado para a ronda. Bares são os principais alvos por normalmente estarem próximos de pontos de tráfico", explica o major. "Infraestrutura, saneamento básico, saúde, trabalho e melhor qualidade de vida reflete na redução de crimes", revelou o major interino.
O município atingiu o pico da violência em 2000, quando o índice de homicídios dolosos era de 75,98 para cada 100 mil habitantes.
Fonte:Mogi News
O distrito de Jundiapeba, que já conta com sete creches, precisará instalar até quatro novos prédios para atender a necessidade de alunos
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Jorge Moraes
Autoridades e familiares da homenageada participaram da inauguração da creche no Mogi Moderno
Após a conclusão do Programa de Expansão de Creches, previsto para o fim deste ano, a Secretaria de Educação de Mogi terá um novo desafio: a procura por matriculas continuará aumentando e a construção de novas unidades deverá acontecer de forma descentralizada e localizada, ou seja, em bairros onde atualmente existe déficit no número de vagas. O distrito de Jundiapeba, que já conta com sete creches, precisará instalar até quatro novos prédios para acompanhar a necessidade de matrículas de alunos.
"Isto acontece porque optamos por construir 40 creches que atendem os alunos em período integral. Se tivéssemos seguido a orientação do Ministério da Educação, construiríamos esse número, criando 5 mil novas vagas, mas apenas em um período do dia. E sabemos que, hoje, as mães que trabalham fora não trabalham apenas em meio período, então não resolveria o problema. O programa de expansão de creches deve continuar em 2013, mas precisará de um estudo mais localizado para a implantação destas novas unidades", explicou o prefeito.
O anúncio foi feito ontem durante inauguração da creche Professora Amayr de Godoy Borba, no Mogi Moderno, a 23ª unidade entregue por meio do programa. Com um investimento de R$ 905,8 mil na construção, a unidade será administrada pelo Centro Educacional Jabuti, e deve atender 110 crianças de quatro meses a 5 anos em período integral.
A próxima unidade será inaugurada na próxima terça-feira, às 16 horas, no Parque São Martinho. Será a creche Mauro Ottoni Martins, que também vai atender 110 crianças em período integral. Até o mês de julho, serão entregues as unidades do Jardim Camila, Jardim Santos Dumont, Parque Residencial Itapeti, Ponte Grande, Conjunto Residencial Cocuera, Alto do Ipiranga e Chácara Jafet.
O município conta hoje com 627 vagas disponíveis nas creches de Mogi. Entre as crianças inscritas no Cadastro Municipal Unificado, 472 ainda não foram matriculadas. Até ontem, 79 crianças que aguardavam encaixe foram atendidas pelo programa, que ajusta o local das vagas e o endereço dos alunos inscritos.
Fonte:Mogi News
Assassino era padrasto da adolescente e também morreu depois de voltar ao local do crime
Deize Batinga
Da Reportagem Local
Arquivo pessoal
Suellen tinha apenas 13 anos
A estudante Suellen Santos da Silva, de 13 anos, que estava desaparecida desde sábado, foi encontrada morta na tarde de ontem em Biritiba Mirim. Segundo a polícia, ela foi assassinada e, possivelmente, estuprada pelo padrasto, o ajudante Pedro Nunes, 46. Ele teria confessado o crime para a polícia e levado os investigadores até o local onde havia escondido o corpo. Logo em seguida, ele passou mal, foi levado para o Hospital Municipal Doutor Arthur Alberto Nardy, onde morreu, ao que tudo indica, de ataque cardíaco.
O crime foi esclarecido por meio de uma gravação da Central Integrada de Emergências Públicas (Ciemp). A Polícia Civil conseguiu a informação de que a vítima havia desembarcado do ônibus no ponto que fica em frente à Prefeitura de Mogi das Cruzes, na avenida Vereador Narciso Yague Guimarães. Ontem, ao assistirem às imagens gravadas no sábado passado, os policiais descobriram que, ao descer do coletivo, a estudante já era esperada pelo padrasto, que aparentava estar muito nervoso.
As imagens foram mostradas à mãe dela, Regina Santos Nunes, 30, que prontamente reconheceu o marido e teria revelado que, no dia do desaparecimento da filha, ele teria ligado para ela e informado que estava a trabalho em Barueri, na Grande São Paulo.
Ontem à tarde, Nunes foi preso em casa, na estrada do Nagao, no Cocuera. Ao ser questionado sobre o paradeiro da vítima, ele teria confessado o crime e levado os policiais até a estrada do Sertãozinho, no bairro Carcará, em Biritiba. No local, os policiais a encontraram totalmente nua, com um pedaço de barbante enrolado entre a boca e o pescoço. "Ao que tudo indica, ela foi morta por enforcamento e pode ter sofrido abuso sexual", informou o delegado Francisco Del Poente, que acompanhou a investigação com os policiais do 1° DP, da Delegacia de Homicídios e da Delegacia de Suzano.
O ajudante estava casado com a mãe de Suellen desde que ela tinha 1 ano. Antes de morrer, ele teria revelado que cometeu o crime porque sentia atração sexual pela enteada. Suellen era filha do policial civil Ednei da Silva, que participou das investigações.
Fonte:Mogi News
Maioria dos consumidores está pedindo as embalagens nos supermercados da cidade para colocar as compras
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Mayara de Paula
Supermercados passaram a separar as caixas, que antes eram descartadas, para seus clientes
As caixas de papelão se transformaram nos itens mais procurados nos supermercados de Mogi das Cruzes. Os consumidores que fazem compras em grande quantidade ou os que acabam esquecendo as sacolas retornáveis optam pelas embalagens para colocar as compras. Mas, desde que o acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e o Estado para extinguir as sacolas plásticas das lojas do setor entrou em vigor, o Mogi News recebeu várias reclamações de consumidores que não encontraram caixas em alguns locais. A falta é justificada pelos lojistas pela grande procura. Na manhã de ontem, o MN encontrou as caixas em todas as lojas que visitou.
As embalagens, que antes eram desprezadas por muitos supermercados, agora, estão fazendo parte da vida dos mogianos. Em todos os estabelecimentos visitados, os materiais não eram ofertados aos catadores de materiais recicláveis. Parte dos empresários vendia o papelão e outra contratava uma empresa especializada para retirá-lo. Agora, as lojas deixam as caixas à disposição dos clientes.
Seide Matsuo, subgerente de um supermercado no centro, declarou que a unidade não consegue fornecer as caixas para todos os consumidores. "Conseguimos atender cerca de 15% das pessoas com as caixas", explicou.
Ele afirmou que o supermercado já oferecia a alternativa das caixas de papelão para os clientes que preferissem as embalagens. "Agora, a demanda cresceu muito e damos todas as caixas que estão em bom estado, limpas e que sirvam para colocar as compras", ressaltou. O gerente disse que o retorno das pessoas está sendo positivo. "Prevíamos que haveria muita reclamação, mas os clientes estão se adaptando", garantiu.
As lojas menores têm mais facilidade para oferecer as caixas. "Conseguimos atender a todos. Até porque, ainda estamos oferecendo as sacolinhas oxibiodegradáveis que estão no estoque. Na próxima semana, vamos começar a fornecer outras sacolas", informou o gerente Reinaldo Moraes.
Fonte:Mogi News