quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Rico tem renda 39 vezes maior

PERFIL Para o IBGE, as cidades de porte médio foram as que apresentaram maior incidência de pobreza


RIO
Embora pesquisas apontem quedas sucessivas na desigualdade de renda no Brasil, dados do Censo 2010 divulgados ontem mostram que os 10% mais ricos no País têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Ou seja, um brasileiro que está na faixa mais pobre da população teria que reunir tudo o que ganha (R$ 137,06) durante três anos e três meses para chegar à renda média mensal de um integrante do grupo mais rico (R$ 5.345,22).


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os 10% mais pobres ganhavam apenas 1,1% do total de rendimentos. Já os 10% mais ricos ficaram com 44,5% do total. Outro recorte revela o rendimento médio no grupo do 1% mais rico: R$ 16.560,92. Os dados valem para a população de 101,8 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais de idade e algum tipo de rendimento em 2010.


A renda média mensal apurada foi de R$ 1.202. Levando-se em conta os habitantes de todas as idades, o IBGE calculou a renda média mensal per capita de R$ 668. O Censo indica, porém, que metade da população recebia até R$ 375 por mês, valor inferior ao salário mínimo oficial em 2010 (R$ 510).


O IBGE também mostra que as cidades de porte médio, com população entre 10 mil e 50 mil habitantes, foram as que apresentaram a maior incidência de pobreza. Enquanto a proporção de pessoas que viviam com até R$ 70 de rendimento domiciliar per capita era, em média, de 6,3% no Brasil, nos municípios de 10 mil a 20 mil habitantes esse porcentual era o dobro (13,7%), com metade da população nessas cidades vivendo com até meio salário mínimo per capita.


Já nas cidades com população superior a 500 mil habitantes, menos de 2% recebiam até R$ 70 per capita e cerca de um quatro (25%) vivia com até meio salário mínimo de rendimento domiciliar per capita.


Entre as capitais, segundo o IBGE, manteve-se a tendência de melhores níveis de rendimento domiciliar per capita nas regiões Sul e Sudeste. O maior valor (R$ 1.573) foi registrado em Florianópolis (SC), onde metade da população recebia até R$ 900. Em 17 das 26 capitais, metade da população não recebia até o valor do salário mínimo.


Entre as capitais, a pior situação foi registrada em Macapá: rendimento médio domiciliar per capita de R$ 631, com 50% da população recebendo até R$ 316. A capital do Amapá também ficou com a maior proporção de pessoas com rendimento domiciliar per capita de até R$ 70 (5,5%) e até um quarto de salário mínimo (16,7%).


No Sudeste, o Rio registrou os maiores porcentuais de pessoas nessas condições (1,1% e 4,5%, respectivamente). Os melhores indicadores foram observados em Florianópolis (SC): 0,3% da população com rendimento médio mensal domiciliar de até R$ 70 e 1,3% com até um quarto do salário mínimo.


No Brasil, os rendimentos médios mensais dos brancos (R$ 1.538) e amarelos (R$ 1.574) se aproximaram do dobro do valor relativo aos grupos de pretos (R$ 834), pardos (R$ 845) ou indígenas (R$ 735). Entre as capitais, destacaram-se Salvador, com brancos ganhando 3,2 vezes mais do que pretos; Recife (3,0) e Belo Horizonte (2,9). Quando analisada a razão entre brancos e pardos, São Paulo apareceu no topo da lista, com brancos ganhando 2,7 vezes mais, seguida por Porto Alegre (2,3).


Os homens recebiam no País em média 42% mais que as mulheres (R$ 1.395, ante R$ 984), e metade deles ganhava até R$ 765, cerca de 50% a mais do que metade das mulheres (até R$ 510). No grupo dos municípios com até 50 mil habitantes, os homens recebiam, em média, 47% a mais que as mulheres: R$ 903 contra R$ 615. Já nos municípios com mais de 500 mil habitantes, os homens recebiam R$ 1.985, em média, e as mulheres, R$ 1.417, uma diferença de cerca de 40%.


Fonte:O Diário de Mogi

Sucessão Bibo deve ser presidente do Legislativo em 2012

 O vereador Rubens Benedito Fernandes, o Bibo, recebeu o apoio do PR e deverá ser o presidente da Câmara Municipal em 2012, último ano da atual legislatura. A decisão de apoiar o republicano foi confirmada na noite de ontem, durante reunião realizada na sede do Diretório Municipal. Toda a bancada - formada por quatro parlamentares, esteve presente. Além de Bibo, formam o grupo: Expedito Tobias, Vera Rainho e Odete Sousa, que deixou o PDT para se filiar ao PR e transformá-lo na sigla com o maior número de representantes na Câmara. 
Bibo tem agora a missão de dialogar com outros parlamentares e buscar um consenso. Apesar de não declarar oficialmente ser candidato, Nabil Safiti (PSD) buscava apoio. A partir da decisão dos republicanos, ele deverá mudar sua posição, uma vez que o "adversário" inicia a campanha para comandar o Legislativo em 2012 com no mínimo nove votos (os quatro do PR, Protássio Nogueira e Carlos Evaristo, ambos do PSD, Mauro Araújo e Geraldo Augusto, do PMDB, e Osvaldo dos Santos (PP). Se o cenário se confirmar, diferentemente do que ocorreu este ano, quando Araújo e Safiti disputaram o cargo, decidido apenas no sorteio, Bibo será aclamado por consenso.


As conversas para as outras funções da mesa diretiva já tiveram início. Jean Lopes (PCdoB) e Odete saem na frente na disputa para a vice-presidência. O comunista pode ser mais um a declarar apoio antecipado ao republicano. Geraldão deve ser primeiro secretário. (C.L.)


Fonte:Mogi News

Silêncio Veto à mudança em lei é aprovado

Marcelo Alvarenga/CMMC

Mauro Araújo se reuniu com os colegas numa sala fechada
Por dez votos a cinco, o veto do prefeito Marco Bertaiolli (PSD) à proposta de mudança de como a fiscalização da Lei do Silêncio passaria a ser feita na cidade foi aprovado na Câmara Municipal, durante a sessão de ontem. Com a decisão, a aferição do volume do som continua a ser feita no local que emite o barulho e não no ponto de onde partiu a denúncia, como propôs o vereador Protássio Ribeiro Nogueira (PSD).


Nabil Nahi Safiti (PSD), Emília Rodrigues (PT do B), Expedito Ubiratan Tobias (PR), Francisco Bezerra de Melo Filho (PSB), Jean Lopes (PC do B), Jolindo Rennó Costa (PSDB), Odete Sousa (PR), Olímpio Tomiyama (PSC), Pedro Komura (PSDB) e Rubens Fernandes (PR) votaram a favor da manutenção do veto.


O autor do projeto, além de Geraldo Tomaz Augusto (PMDB), o presidente da Câmara, Mauro Araújo (PMDB), Carlos Evaristo da Silva (PSD) e Osvaldo Ferreira dos Santos (PP) se posicionaram contra a decisão de barrar a alteração na lei. 
A análise do veto causou polêmica durante a sessão, que teve duração recorde de quase três horas. Ela chegou a ser suspensa pelo presidente do Legislativo por 20 minutos, após o pedido de vista feito por Tomiyama. "Sugiro que o senhor retire esta solicitação, porque conversei com o prefeito e não quero dar detalhes aqui, mas é melhor o senhor retirar", ameaçou Araújo, antes de suspender a sessão para uma rápida reunião em uma sala com a porta fechada. A Imprensa não pôde acompanhar. Na volta, Tomiyama acatou a sugestão do colega vereador: "Diante do seu pedido, retiro a solicitação", disse.


O primeiro a comentar a decisão do chefe do Executivo foi Nogueira. Ele levou uma série de autuações realizadas no período de 2004 a 2007, quando a lei definia que a fiscalização deveria ocorrer no local de onde partiu a denúncia, como ele propunha. "As justificativas para o veto apresentadas pela Prefeitura são absurdas. Dizer que a mudança vai transformar a legislação inócua e que ela seria inconstitucional não condiz com a verdade", destacou. (C.L.)


Fonte:Mogi News

Ruas ruins Buracos aumentam com as chuvas

Via Perimetral e avenida Francisco Ferreira Lopes já dão sinais de problemas e preocupam os motoristas
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho

Motoristas se queixam de danos aos veículos nas ruas de Mogi
O motorista que trafega pelas ruas de Mogi já notou o aumento no número de buracos pela extensão das vias. A época de chuva faz com que esse problema atinja boa parte da cidade. A via Perimetral e a avenida Francisco Ferreira Lopes, em Brás Cubas, já dão sinais de problemas e preocupam motoristas.


Na avenida Francisco Ferreira Lopes, na altura do número 1.416, existe um buraco que prejudica os motoristas que seguem sentido Jundiapeba. Tem cerca de 40 centímetros de circunferência e, segundo relatos de motoristas, surgiu há poucos dias. Um cavalete foi colocado no local para alertar as pessoas. "Existem muitos buracos e eles se tornam perigosos. Por enquanto, dá para atravessar por aqui, mas se continuar a aumentar, vai prejudicar o trânsito e causar acidentes", argumentou o motorista Milton Sanu, de 55 anos.


O mecânico Allan Aparecido Rodrigues, 28, ressaltou que os buracos causam danos aos veículos. "Os buracos quebram os amortecedores e outras peças do carro. Moro na avenida Japão é lá o problema com buracos é grande. A Prefeitura recapeia o asfalto, mas não adianta. Não demora muito tempo e logo eles reaparecem", contou.


Para minimizar o problema, a Secretaria de Serviços Urbanos realiza a Operação Tapa Buracos. "Não existe uma operação especial para combater os buracos que aparecem na época de chuva. É feito um trabalho constante para resolver esses problemas", explicou o secretário municipal Nilmar de Cássia Ferreira. Ele informou que, com o reforço na equipe do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), os problemas devem diminuir. "O Semae atualmente está com a equipe recomposta. Isso melhora bastante os problemas com buracos, pois boa parte deles é decorrente de vazamento de esgoto e de trabalho de manutenção da autarquia", explicou. Ferreira informou que, em média, a secretaria leva 23 dias para solucionar problemas apontados pela população. "Esse prazo foi repassado pela Ouvidoria Municipal. Mas existem casos em que esse tempo varia por causa da gravidade do problema", acrescentou.


Fonte:Mogi News