Donos de estabelecimentos comerciais receberam orientações na manhã de ontem durante encontro na Associação Comercial de Mogi das Cruzes
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Dúvidas foram esclarecidas pelo diretor do Procon, Isidoro Dori Boucault, e por representantes da Vigilância Sanitária e Polícia Militar
Uma reunião na Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) esclareceu as dúvidas dos comerciantes sobre a lei antiálcool. O encontro teve a presença do diretor do Procon de Mogi das Cruzes, Isidoro Boucault, da diretora-técnica da Divisão de Saúde da Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, Lana Spaolonzi Daibs, do comandante do 17° Batalhão de Policia Militar, tenente-coronel José Francisco Braga e do coordenador operacional da unidade, major José Henrique Pereira de Souza. Segundo Lana até agora 246 estabelecimentos de Mogi foram visitados para que os proprietários recebam as orientações necessárias.
A partir da meia noite de 19 de novembro a fiscalização da Vigilância Sanitária vai começar a autuar os comerciantes que desobedecerem a legislação que proíbe a venda de bebidas alcoólicas aos menores de 18 anos. No total serão sete fiscais que percorrerão os estabelecimentos de Mogi. "A fiscalização ocorrerá a partir das 18 horas nos dias de semana e às 21 horas aos fins de semana", informou a diretora-técnica.
Ela ressaltou que as bebidas alcoólicas terão que ser segregadas, colocadas em corredores diferentes que as demais bebidas. "Assim como os mercados tem as sessões de higiene, teremos a de bebidas alcoólicas. Isso é uma questão de adequação de layout", acrescentou.
Os comerciantes terão que ficar atentos com os frequentadores dos comércios para que adultos não forneçam álcool aos menores de idade. "Se um comerciante vir um pai ou responsável oferecendo bebida ao filho, tem que avisar o adulto sobre a lei. Ele pode ainda não fornecer mais álcool para aquela pessoa", explicou Boucault.
É necessário que os donos dos estabelecimentos afixem cartazes por todo o espaço informando sobre a legislação. "Os cartazes precisam ter 25 centímetros de largura por 20 de altura. Não existe um número específico de quantos precisam existir na loja, mas eles têm que ser suficientes para que todos vejam. Teremos três tipos de punição de acordo com as infrações leves, médias e grave", ressaltou. O modelo das placas está disponível no site www.saude.sp.gov.br
Os valores das multas variam de R$ 1.745, em casos leves, à R$ 87.200 mil nos graves. Caso a equipe de fiscalização encontre algum menor comprando, consumindo ou recebendo bebidas alcoólicas em algum estabelecimento, o comerciante será autuado.
Apoio
Souza informou que a Polícia Militar vai dar apoio ao trabalho executado pela Vigilância Sanitária e pelo Procon. "Estamos treinando nossos policiais para acompanhar as visitas e não podemos esquecer que vender bebidas alcoólicas para menores ainda é um crime. Estaremos preparados ainda para atender as denúncias de comerciantes", afirmou.
Os comerciantes podem solicitar um documento oficial com foto para os clientes para certificar que eles sejam maiores de idade. No entanto, a pessoa não é obrigada a apresentá-lo, mas o dono do estabelecimento pode se recusar a oferecer a bebida alcoólica. O comerciante é responsável ainda pelo consumo de álcool dentro de seu estacionamento.
Alternativa
Uma rede de supermercado de Mogi das Cruzes está fazendo um planejamento para atender os novos parâmetros da legislação. "Nossos operadores de caixa estão recebendo treinamento. Neste fim de ano não teremos as gôndolas de ofertas de bebidas alcoólicas espalhadas pelo mercado porque não é mais permitido", contou o encarregado de loja, Felipe Origoshi. Ele disse que o mercado vai implantar um programa para a venda segura de álcool. "Quando a pessoa passar pelo caixa alguma bebida alcoólica a tela do computador ficará vermelha e o operador de caixa irá digitar o RG do cliente para desbloquear a venda", destacou.
Fonte:Mogi News
Vereador citou que mudanças na Lei do Silêncio foram aprovadas pelo Executivo em 2010
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Safiti fez proposta em 2010
Mudanças semelhantes às propostas feitas pelo vereador Protássio Ribeiro Nogueira (PSD) que teriam como resultado prático a forma como a fiscalização da Lei do Silêncio seria realizada no município, mas que acabaram vetadas pelo Executivo, foram sancionadas pela Prefeitura em 2010. Na ocasião, a emenda foi apresentada pelo vereador Nabil Nahi Safiti (PSD). O texto voltou ao formato original no começo deste ano após a consolidação de algumas leis colocadas em prática pela administração municipal e aprovadas na Câmara de Mogi.
O texto de ambas altera-va, principalmente, o local onde a medição do barulho deveria ser feita. Na legislação atualmente em vigor, a fiscalização do cumprimento da lei precisa ocorrer no ponto de origem do barulho. Com as sugestões dos parlamentares, o nível do som passaria a ser analisado na casa ou local onde ocorreu a denúncia. O veto encaminhado pelo Executivo deverá ser votado apenas na semana que vem.
Safiti afirmou na tarde de ontem que a mudança sugerida por ele em 2010 é "basicamente a mesma" apresentada pelo colega de partido. "Na época eu conversei com a equipe de fiscalização e com donos de estabelecimentos comerciais afetados diretamente, e todos chegaram à de conclusão de que a mudança seria importante", afirmou o vereador. Mesmo tendo sido o autor das alterações em 2010, Safiti afirmou ser a favor do veto. "A nova forma de fiscalização ficou em vigor durante um ano e se mostrou ineficaz", disse.
O presidente da Câmara, Mauro Araújo (PMDB), frisou que a alteração foi amplamente discutida e voltou a criticar a forma como o posicionamento da Prefeitura foi definido. "O Protássio se reuniu com representantes da administração municipal e em nenhum momento houve objeção. Além disso, a mesma mudança foi sancionada no ano passado", destacou. Ele avalia que os argumentos apresentados no texto do veto não "são plausíveis". "A Prefeitura poderia ter se mostrado contrária às alterações durante o trâmite do projeto na Câmara", disse. "A Comissão de Justiça e Redação do Legislativo também deveria ter se posicionado na época em que a consolidação de leis encaminhada pela Prefeitura voltava a Lei do Silêncio ao formato anterior", criticou o peemedebista.
O Mogi News tentou entrar em contato diversas vezes com Protássio Nogueira, mas, até a conclusão desta reportagem, ele não havia retornado as ligações.
Representantes das associações de moradores favoráveis ao veto prometem comparecer à sessão de hoje na Câmara para pressionar os parlamentares a manter a proibição das alterações na lei.
Fonte:Mogi News
Adriano Vaccari
Uma decisão inédita foi dada pelo juiz da 4ª Vara Cível do Fórum de Mogi, Marcos Alexandre Santos Ambrogi. Ele determinou o afastamento do lar de dois filhos adultos por ofenderem seus pais, que são idosos, e exigirem dinheiro para comprar drogas e álcool.
Multa
Os filhos só poderão retornar à casa dos pais com a autorização escrita deles e deverão guardar uma distância de, no mínimo, 100 metros. Em caso de descumprimento, foi determinada multa de R$ 5 mil por infração e eventuais medidas penais e processuais cabíveis, incluindo a prisão preventiva. Por motivos óbvios, a identidade do casal é mantida em sigilo, mas a decisão judicial serve como modelo e exemplo para todo o País.
Estatuto
O juiz concluiu que "demonstrado nos autos as agressões verbais, ameaças e danos ocasionados à morada dos idosos e sendo opção destes morarem sozinhos, de rigor a manutenção do afastamento dos réus do lar comum". A sentença foi pautada pelo Estatuto do Idoso, a Lei 10.741 de 2003.
Proteção ao idoso
Os filhos dos idosos são também acusados de quebrar objetos no interior da residência, tornando o convívio insuportável. O caso chegou ao Judiciário por meio do Ministério Público. A Justiça concluiu que os idosos se encontravam em situação de risco.
Exemplo
A sentença lembra, citando os artigos 3º e 4º do Estatuto, de que "é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação, dentre outros, do direito à vida, à saúde, à liberdade, à dignidade e ao respeito, sendo certo que nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão".
Reforço
Para dar conta de atender os 500 jornalistas de todo o Estado de São Paulo credenciados para acompanhar as competições dos Jogos Abertos, que começaram ontem e seguem até o dia 19 deste mês, a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) resolveu dar uma mãozinha à Prefeitura.
Maratona da Imprensa
Além da equipe da Coordenadoria de Comunicação, a ACMC contratou ao todo sete profissionais, sendo cinco jornalistas e dois fotógrafos, para auxiliarem no atendimento à Imprensa no comitê dos Jogos Abertos instalado na escola estadual Washington Luiz, no centro.
Suporte
Sob a coordenação do jornalista Luiz Suzuki, a equipe de profissionais contratados pela ACMC se somará à atual equipe da Coordenadoria de Comunicação composta pelos jornalistas Luiz Maritan, Kelly Brito, Marco Aurélio Sobreiro e Lívia de Sá, e os fotógrafos Ney Sarmento e Guilherme Berti. Parodiando o clima da cidade, eles serão "esportistas" para dar suporte às coberturas e aos holofotes da mídia em Mogi.
Esportistas
Principalmente porque o horário das competições é extenso, das 8 da manhã às 23 horas. Enquanto isso, haverá o funcionamento normal da Prefeitura de Mogi e do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae). A coordenadora de Comunicação, Ana Figueiredo, e a jornalista Ana Paula Frias vão se revezar no atendimento da Imprensa local para as demandas e pedidos da rotina da cidade.
Jorge Moraes
Comitê geral
A escola Washington Luiz se transformou, desde ontem, no QG dos Jogos Abertos. É lá que serão tomadas todas as decisões do evento e onde ficarão os dirigentes e a Imprensa. "Será o ponto de chegada e de decisões dos Jogos Abertos", contou a coordenadora Ana Figueiredo. A escola tradicional de Mogi foi escolhida por estar situada num ponto de encontro central. O secretário de Esportes, Nilo Guimarães, também baterá cartão de ponto diário no local.
Abertura
Somente na abertura dos Jogos Abertos, o município vai gastar R$ 550 mil com a contratação da solenidade de abertura.
Mãe Mogiana
O secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cusátis, é aguardado hoje pelos vereadores, antes do início da sessão na Câmara de Mogi para explicar o projeto que amplia o programa Mãe Mogiana na cidade. O projeto de autoria da Prefeitura de Mogi deverá chegar nos próximos dias ao Legislativo.
Novas creches
Biritiba Mirim, Salesópolis, Arujá, Ferraz de Vasconcelos e Poá vão assinar convênios com o governo estadual para a construção de creches do Estado. A assinatura dos representantes destas cidades com governo paulista está programada para quinta-feira, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social.
Prédio pronto
Os municípios cedem o terreno e o Estado constrói as unidades com capacidade para atender até 150 crianças. O prédio é completamente entregue, inclusive com a chave na porta. O deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS) deverá acompanhar a assinatura do convênio destes municípios com o Estado. Mogi até poderá ganhar uma creche, mas deve ir para o fim da fila.
Fonte:Mogi News
em 31/10/2011 11:13:59 (106 leituras)
Geralmente quando se fala em livro de autoajuda, a linguagem passa longe da maioria dos jovens brasileiros. O livro “Jovens Falcões”, do jovem jornalista poaense Eduardo Lyra, surge como uma prova de que é possível construir, criar e ajudar o próximo, independente da idade e profissão: é preciso acreditar, ter coragem e agir. A obra será lançada no dia 6 de novembro, em Ferraz de Vasconcelos.
Jovens Falcões é um livro-reportagem com entrevistas de jovens de 23 a 31 anos de idade, que ousaram e “mudaram o mundo” ao conquistarem êxito. Para escrever sua segunda obra, Eduardo levou quase onze meses, viajou cinco Estados brasileiros e reuniu onze entrevistas em 160 páginas, com brasileiros que “estão fazendo coisas sensacionais” – conforme definiu.
“Além de escrever o livro, decidi abrir a minha própria editora, “Transformi”, e vender livro do meu jeito: de porta em porta, em palestras nas escolas e pelo site www.gerandofalcões.org.br (ainda não está no ar). Quero gerar emprego para os jovens, renda para as famílias e riqueza para o País, e, sobretudo, ajudar na redução da miséria e desigualdade social”, frisou.
Eduardo conta que todas as entrevistas foram realizadas pessoalmente, olho no olho. Jornalismo puro, envolvendo a natural vibraçãoque uma entrevista pessoal traz, principalmente quando o entrevistador é uma pessoa sensível e com talento natural para a reportagem.
Ele descreve: “A cada entrevista, um mergulho no vazio, mas sempre retornei para casa com uma grande história. Existem algumas histórias que podem mudar o mundo, como a da paranaense Alessandra França, que fundou um banco com 23 anos de idade e agora empresta dinheiro para jovens pobres da periferia”.
“João Felipe, desacreditado pela escola e família, trabalha na ONU como Consultor para a Juventude”
Também cita como destaque o relato de João Felipe, um jovem que foi desacreditado pela escola, família e ONGs brasileiras em seu objetivo de mudar o mundo. Hoje, aos 25 anos, trabalha para a Organização das Nações Unidas (ONU) como Consultor para Assuntos da Juventude e também atua na UNICEF. Ele já transformou a vida de milhares de jovens e tem participado de grandes revoluções.
Além desses, relata o caso da brasileira Isabel Pesce Mattos, que conseguiu se formar em cinco cursos no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA). Trabalhou na Microsoft e participou de um churrasco na casa de Bill Gates. Decidida, largou empregos de ponta e fundou a sua própria empresa, que em pouco tempo captou US$ 10 milhões.
Se o livro Jovens Falcões é um mergulho na vida de sucesso de alguns jovens, conhecer as ideias de Lyra é sentir o universo latente de sua fé em um mundo melhor para seus semelhantes.
“É possível ser do tamanho que quiser”
A pedido do “Notícias”, ele mesmo escreveu qual é o objetivo do seu livro: “Resgatar a autoestima do jovem brasileiro e provar para a juventude de nosso País que tudo é possível, inclusive, ser do tamanho que quiser. Não existem barreiras insuperáveis. Como disse Stev Jobs, fundador da Apple, ‘você pode passar a vida inteira vendendo água com açúcar ou mudar o mundo’. Eu escolhi lutar o quanto puder para escrever livros que toquem a vida das pessoas e as mude para sempre”.
E a maior prova de seu objetivo em melhorar a vida das pessoas é o Projeto Jovens Falcões, que promete vir na esteira da divulgação do livro.
Ele explica: “A ideia é realizar uma ampla mobilização de vendas de livros, envolvendo centenas de jovens, nas periferias, favelas, morros do Rio, de porta em porta. Fazer inclusão digital, além de palestras, atendimento médico, psicológico e odontológico nas escolas da comunidade. Assim como a água, luz e a internet chegam às casas das pessoas, sem que se faça esforço, o livro também deve chegar, pois ele é janela para o mundo”.
“Como em todas as épocas, ainda falta apoio para o jovem. A educação está dilapidada, o acesso à cultura é escasso. Nós do Alto Tietê somos periféricos, pois não temos contato com ferramentas educacionais de transformação. O grande desafio do jovem é não se limitar. O ideal seria cada um construir o seu futuro, com determinação, garra, ousadia, arrojo e, sobretudo, muita força de vontade. O primeiro passo seria encontrar alguma coisa que dê sentido à vida. Que te faça apaixonar-se. O segundo é começar. Levantar cedo e ir à luta. Se der errado? Recomece do zero, mas não deixe de lutar”, concluiu.
Fonte:Jovens Falcões