DANILO SANS
Em seis meses devem ter início as obras de construção dos dois viadutos sobre a linha férrea da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de Mogi das Cruzes. A informação foi dada ontem, pelo prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD), que recebeu a garantia de realização dos serviços do Departamento Nacional de Infraestrutura do Transporte (Dnit).
O chefe do Executivo também diz que irá agendar uma reunião em Brasília - já adiada duas vezes -, na sede do Dnit, mas independentemente disso, mantém contato semanalmente com o Departamento, por meio do secretário municipal de Planejamento, João Francisco Chavedar.
O principal motivo do atraso, segundo o prefeito, seria o processo licitatório para contratação da empresa que vai fiscalizar a obra em Mogi. Sem este acompanhamento, a construção dos viadutos não pode começar.
Os dois equipamentos, um no Distrito de Jundiapeba e outro na Vila Industrial, foram suspensos por conta de denúncias envolvendo o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR), o próprio Dnit e outros setores do Ministério dos Transportes.
O contrato para realização das obras já havia sido firmado no último dia 24 de maio e as primeiras previsões davam conta de que a obra se iniciaria em julho deste ano. A suspensão do edital se deu por ordem da presidente da República, Dilma Rousseff, após denúncias publicadas na revista Veja sobre o possível esquema de corrupção.
A desapropriação de 57 famílias também é um dos impasses para a construção dos viadutos. Somente as obras sobre a linha férrea de Mogi estão orçadas em R$ 48,4 milhões, fora os R$ 15 milhões previstos para a aquisição destas áreas hoje ocupadas.
As estruturas, uma junto à Avenida Cavalheiro Nami Jafet, e outra próxima à passagem de nível de Jundiapeba, deverão destravar o trânsito da Cidade e permitir ainda que o Expresso Leste circule até a Estação Estudantes em todos os horários e, posteriormente, a César de Souza.
Bertaiolli também disse que aguarda o parecer da Secretaria de Estado do Meio Ambiente sobre a área proposta pela construtora Queiroz Galvão para abrigar um aterro sanitário, no Taboão. No entanto, ele já teria um compromisso do governador Geraldo Alckmin de não deixar com que o lixão seja instalado em Mogi. De acordo com o prefeito, a mesma área já foi colocada à disposição do Governo Federal para receber o terceiro aeroporto de São Paulo, já que Mogi das Cruzes é uma das cidades mais cotadas para sediar o empreendimento.
Fonte:O Diário de Mogi
sábado, 5 de novembro de 2011
G-20: Dilma vê avanço lento
CANNES
Ao ser questionada pela imprensa ao término da cúpula do G-20 sobre sua avaliação do evento, a presidente Dilma Rousseff usou uma fórmula que mostra ao mesmo tempo frustração e satisfação: "sucesso relativo". A expressão resume uma reunião em que pouco se evoluiu em termos globais, mas atendeu os principais objetivos do Brasil.
As convergências são múltiplas entre as pautas que mais interessavam ao governo e a declaração final do evento. A começar pelo discurso desenvolvimentista, que enfatizou a necessidade de substituir a lógica da austeridade pura e simples, adotada como regra na Europa, pela do estímulo ao crescimento, ao fomento dos mercados internos e pela geração de emprego e renda.
Essas palavras de ordem já haviam sido empregadas à exaustão pela presidente em sua visita a Bruxelas em outubro, e ontem constavam da declaração final do G-20 como diretrizes para as 20 maiores economias do mundo.
Além disso, o Brasil ganhou várias quedas de braço na França. Uma das mais importantes foi impedir que o G-20 definisse regras globais para o controle de fluxo de capitais. Até o primeiro semestre, Paris e Washington - por meio do Fundo Monetário Internacional (FMI) - tentavam incluir parâmetros de ação válidos para o mundo todo.
Preocupada em ver o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) marginalizado, a diplomacia brasileira foi a campo e evitou a criação de uma regulamentação. Não bastasse, obteve o reconhecimento da soberania de cada país na adoção das medidas.
Em outro ponto de honra para o Brasil, a declaração final do G-20 encampa a luta contra as desvalorizações competitivas - embora não traga a expressão "guerra cambial", forjada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
"Nós nos comprometemos a nos orientar mais rapidamente em direção a regimes de câmbio mais ligados ao mercado, a aumentar a flexibilidade das taxas de câmbio para refletir os fundamentos econômicos", diz o texto, que completa com um recado indireto à China: "Evitar os desalinhamentos persistentes de taxas de câmbio e nos abster de realizar desvalorizações competitivas de moedas".
A lista de temas de interesse do Brasil inclui ainda o imposto sobre transações financeiras - outra forma de legitimar o IOF - e o mercado agrícola. Em dezembro de 2010, no início das discussões sobre o G-20 de Cannes, a França chegou a ensaiar uma proposta de criação de estoques reguladores globais e de controle de preços. Ontem a cúpula fechou acordo apenas sobre a "melhora da regulação e da supervisão dos mercados derivados de matérias-primas".
A presidente Dilma também descartou a possibilidade de dar uma contribuição direta para ajudar a Europa. Segundo ela, qualquer ajuda deve ser feita por meio do FMI. "Não tenho a menor intenção de fazer uma contribuição direta para o EFSF", disse, referindo-se ao fundo de resgate europeu para os países em dificuldades.
Fonte:O Diário de Mogi
Ao ser questionada pela imprensa ao término da cúpula do G-20 sobre sua avaliação do evento, a presidente Dilma Rousseff usou uma fórmula que mostra ao mesmo tempo frustração e satisfação: "sucesso relativo". A expressão resume uma reunião em que pouco se evoluiu em termos globais, mas atendeu os principais objetivos do Brasil.
As convergências são múltiplas entre as pautas que mais interessavam ao governo e a declaração final do evento. A começar pelo discurso desenvolvimentista, que enfatizou a necessidade de substituir a lógica da austeridade pura e simples, adotada como regra na Europa, pela do estímulo ao crescimento, ao fomento dos mercados internos e pela geração de emprego e renda.
Essas palavras de ordem já haviam sido empregadas à exaustão pela presidente em sua visita a Bruxelas em outubro, e ontem constavam da declaração final do G-20 como diretrizes para as 20 maiores economias do mundo.
Além disso, o Brasil ganhou várias quedas de braço na França. Uma das mais importantes foi impedir que o G-20 definisse regras globais para o controle de fluxo de capitais. Até o primeiro semestre, Paris e Washington - por meio do Fundo Monetário Internacional (FMI) - tentavam incluir parâmetros de ação válidos para o mundo todo.
Preocupada em ver o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) marginalizado, a diplomacia brasileira foi a campo e evitou a criação de uma regulamentação. Não bastasse, obteve o reconhecimento da soberania de cada país na adoção das medidas.
Em outro ponto de honra para o Brasil, a declaração final do G-20 encampa a luta contra as desvalorizações competitivas - embora não traga a expressão "guerra cambial", forjada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
"Nós nos comprometemos a nos orientar mais rapidamente em direção a regimes de câmbio mais ligados ao mercado, a aumentar a flexibilidade das taxas de câmbio para refletir os fundamentos econômicos", diz o texto, que completa com um recado indireto à China: "Evitar os desalinhamentos persistentes de taxas de câmbio e nos abster de realizar desvalorizações competitivas de moedas".
A lista de temas de interesse do Brasil inclui ainda o imposto sobre transações financeiras - outra forma de legitimar o IOF - e o mercado agrícola. Em dezembro de 2010, no início das discussões sobre o G-20 de Cannes, a França chegou a ensaiar uma proposta de criação de estoques reguladores globais e de controle de preços. Ontem a cúpula fechou acordo apenas sobre a "melhora da regulação e da supervisão dos mercados derivados de matérias-primas".
A presidente Dilma também descartou a possibilidade de dar uma contribuição direta para ajudar a Europa. Segundo ela, qualquer ajuda deve ser feita por meio do FMI. "Não tenho a menor intenção de fazer uma contribuição direta para o EFSF", disse, referindo-se ao fundo de resgate europeu para os países em dificuldades.
Fonte:O Diário de Mogi
DEM pede saída de Agnelo Queiroz
CLIMA Sob pressão, Agnelo exonerou 51 delegados - 43 chefes de departamentos - e dirigentes da PC
BRASÍLIA
O DEM do Distrito Federal vai pedir o impeachment do governador Agnelo Queiroz (PT) por suspeita de envolvimento no desvio de recursos do programa "Segundo Tempo", do Ministério do Esporte. O anúncio foi feito ontem pelo líder do partido no Senado, Demóstenes Torres (GO).
"Nosso partido que expulsou aqueles que não honraram a sua bandeira, inclusive o único governador eleito em 2006, vai atrás dos outros", disse o líder, referindo-se ao escândalo da Caixa de Pandora, de 2009, investigado pela Polícia Federal, que levou o partido a expulsar o governador José Roberto Arruda, que depois foi cassado.
Para Demóstenes, o PT escolhido por Agnelo, depois dele se desfiliar do PC do B, tem de duas alternativas: rever sua posição de apoio ao governador ou "se assumir de vez como o partido da boquinha".
Sob pressão, Agnelo exonerou 51 delegados - 43 deles chefes de departamentos - e dirigentes da Polícia Civil, inclusive a diretora-geral, Mailini Alvarenga. As demissões, publicadas ontem no Diário Oficial, ocorrem depois do vazamento de conversas telefônicas entre Queiroz e o policial militar João Dias, delator do esquema de desvio de recursos que derrubou o ministro do Esporte, Orlando Silva, na semana passada.
As escutas revelam intimidade entre o governador e o militar, a quem Queiroz trata por "meu mestre" e se dispõe a ajudá-lo a maquiar a prestação de contas de convênios, no valor de R$ 3,4 milhões, que duas ONGs dele obtiveram do programa "Segundo Tempo". Dias teve as contas rejeitadas e o Ministério cobrava a devolução do dinheiro. Por meio de nota, o governador tentou minimizar a crise, alegando que não se trata de demissão em massa, mas de "reacomodações" naturais em razão da mudança na cúpula.
Segundo o governador, a Operação Shaolin, que o investigou em 2010, quando ele disputava a eleição, foi concebida num ambiente de espionagem criminosa praticada por grupos da polícia civil "contaminados por forças políticas do passado". Essa ala, segundo ele, seria mancomunada com os ex-governadores Joaquim Roriz (PSC), que disputava o pleito, apesar de vetado pela lei da ficha limpa e Arruda, preso e cassado na operação Caixa de Pandora.
Fonte:O Diário de Mogi
BRASÍLIA
O DEM do Distrito Federal vai pedir o impeachment do governador Agnelo Queiroz (PT) por suspeita de envolvimento no desvio de recursos do programa "Segundo Tempo", do Ministério do Esporte. O anúncio foi feito ontem pelo líder do partido no Senado, Demóstenes Torres (GO).
"Nosso partido que expulsou aqueles que não honraram a sua bandeira, inclusive o único governador eleito em 2006, vai atrás dos outros", disse o líder, referindo-se ao escândalo da Caixa de Pandora, de 2009, investigado pela Polícia Federal, que levou o partido a expulsar o governador José Roberto Arruda, que depois foi cassado.
Para Demóstenes, o PT escolhido por Agnelo, depois dele se desfiliar do PC do B, tem de duas alternativas: rever sua posição de apoio ao governador ou "se assumir de vez como o partido da boquinha".
Sob pressão, Agnelo exonerou 51 delegados - 43 deles chefes de departamentos - e dirigentes da Polícia Civil, inclusive a diretora-geral, Mailini Alvarenga. As demissões, publicadas ontem no Diário Oficial, ocorrem depois do vazamento de conversas telefônicas entre Queiroz e o policial militar João Dias, delator do esquema de desvio de recursos que derrubou o ministro do Esporte, Orlando Silva, na semana passada.
As escutas revelam intimidade entre o governador e o militar, a quem Queiroz trata por "meu mestre" e se dispõe a ajudá-lo a maquiar a prestação de contas de convênios, no valor de R$ 3,4 milhões, que duas ONGs dele obtiveram do programa "Segundo Tempo". Dias teve as contas rejeitadas e o Ministério cobrava a devolução do dinheiro. Por meio de nota, o governador tentou minimizar a crise, alegando que não se trata de demissão em massa, mas de "reacomodações" naturais em razão da mudança na cúpula.
Segundo o governador, a Operação Shaolin, que o investigou em 2010, quando ele disputava a eleição, foi concebida num ambiente de espionagem criminosa praticada por grupos da polícia civil "contaminados por forças políticas do passado". Essa ala, segundo ele, seria mancomunada com os ex-governadores Joaquim Roriz (PSC), que disputava o pleito, apesar de vetado pela lei da ficha limpa e Arruda, preso e cassado na operação Caixa de Pandora.
Fonte:O Diário de Mogi
Na rua Taxa de licença para ambulantes cadastrados é mantida em R$ 10
Durante a formatura de empreendedores, prefeito anunciou que o valor do licenciamento continuará reduzido
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho

Empreendedores de rua participaram ontem da solenidade de encerramento de curso de reciclagem profissional oferecido pela Prefeitura de Mogi e pelo Sebrae
Os 225 empreendedores de rua cadastrados pela Prefeitura de Mogi e que pretendem manter em funcionamento o comércio ambulante durante o ano de 2012 têm até o dia 1º de dezembro próximo para renovar a licença de prestação de serviço no município. A taxa para a retirada dos documentos na administração municipal permanecerá reduzida como nos últimos anos: R$ 500 para os trailers e R$ 10 aos carros não motorizados. Antes, os comerciantes tinham de desembolsar R$ 2,1 mil no caso dos trailers e R$ 250 para os "carrinhos". A garantia foi dada ontem pelo prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD), durante solenidade de encerramento do curso de reciclagem aos empreendedores de rua, ministrado pelo Sebrae e pelo Departamento de Vigilância Sanitária.
O curso foi obrigatório e a sua conclusão é pré-requisito para que o profissional consiga renovar sua licença para o próximo ano. "Quem trabalha no comércio precisa sempre estar atualizado sobre as novas técnicas de abordagem, atração de clientes e até de manipulação de produtos conforme as novas legislações. O que a Prefeitura está oferecendo é uma espécie de escola de empreendedorismo. E, como para participar os comerciantes precisam deixar por determinado momento suas atividades é que damos como incentivo a redução da taxa para renovação de licença em 2012".
O prefeito descartou ampliação do número de licenças no ano que vem na área central do município. "O número de 105 ambulantes é o limite na área central e mantém uma concorrência saudável. Não dá para aumentar mais. Já os 120 estabelecimentos em bairros é algo que se pode estudar, disse.
Histórias
Há 11 anos comercializando lanches, Admilson Prado, 38 anos, aprovou o curso de reciclagem. "Além dos cuidados de manipulação de alimentos pela Vigilância Sanitária, tivemos aulas de administração e formação de preço e venda, que são interessantes e nos ajudam a lucrar mais". Prado se refere ao módulo do Sebrae, que incluiu aulas teóricas e práticas, além de temas como custos, fluxo de caixa, administração de negócios e formação de preço e venda. Já o curso do Departamento de Vigilância Sanitária foi dado somente aos profissionais que atuam com a comercialização de alimentos. Ele ensina boas práticas no manuseio de alimentos, dá orientações e noções sobre como lidar com os produtos e como evitar doenças".
Fonte:Mogi News
Noemia Alves
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
Empreendedores de rua participaram ontem da solenidade de encerramento de curso de reciclagem profissional oferecido pela Prefeitura de Mogi e pelo Sebrae
Os 225 empreendedores de rua cadastrados pela Prefeitura de Mogi e que pretendem manter em funcionamento o comércio ambulante durante o ano de 2012 têm até o dia 1º de dezembro próximo para renovar a licença de prestação de serviço no município. A taxa para a retirada dos documentos na administração municipal permanecerá reduzida como nos últimos anos: R$ 500 para os trailers e R$ 10 aos carros não motorizados. Antes, os comerciantes tinham de desembolsar R$ 2,1 mil no caso dos trailers e R$ 250 para os "carrinhos". A garantia foi dada ontem pelo prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (PSD), durante solenidade de encerramento do curso de reciclagem aos empreendedores de rua, ministrado pelo Sebrae e pelo Departamento de Vigilância Sanitária.
O curso foi obrigatório e a sua conclusão é pré-requisito para que o profissional consiga renovar sua licença para o próximo ano. "Quem trabalha no comércio precisa sempre estar atualizado sobre as novas técnicas de abordagem, atração de clientes e até de manipulação de produtos conforme as novas legislações. O que a Prefeitura está oferecendo é uma espécie de escola de empreendedorismo. E, como para participar os comerciantes precisam deixar por determinado momento suas atividades é que damos como incentivo a redução da taxa para renovação de licença em 2012".
O prefeito descartou ampliação do número de licenças no ano que vem na área central do município. "O número de 105 ambulantes é o limite na área central e mantém uma concorrência saudável. Não dá para aumentar mais. Já os 120 estabelecimentos em bairros é algo que se pode estudar, disse.
Histórias
Há 11 anos comercializando lanches, Admilson Prado, 38 anos, aprovou o curso de reciclagem. "Além dos cuidados de manipulação de alimentos pela Vigilância Sanitária, tivemos aulas de administração e formação de preço e venda, que são interessantes e nos ajudam a lucrar mais". Prado se refere ao módulo do Sebrae, que incluiu aulas teóricas e práticas, além de temas como custos, fluxo de caixa, administração de negócios e formação de preço e venda. Já o curso do Departamento de Vigilância Sanitária foi dado somente aos profissionais que atuam com a comercialização de alimentos. Ele ensina boas práticas no manuseio de alimentos, dá orientações e noções sobre como lidar com os produtos e como evitar doenças".
Fonte:Mogi News
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