domingo, 16 de outubro de 2011

Carta aberta

Divulgação

Mário Berti, um dos integrantes do Movimento Não ao Lixão, contra o aterro sanitário que a Queiroz Galvão pretende instalar em Mogi, encaminhou uma carta aberta assinalando os motivos pelos quais a audiência com o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, e o prefeito Marco Bertaiolli (PSD) não deveria ter ocorrido.
Em falta
O encontro estava agendado para a última sexta-feira à tarde, mas acabou sendo desmarcado sob a alegação oficial de que muitos integrantes do movimento não poderiam estar presentes.


Baixa temperatura
Para ele, a pressão para a instalação do Lixão está em baixa temperatura, praticamente paralisada, em estado de hibernação, e não há previsão ou data a ser marcada para a realização de uma nova audiência pública: "Os acontecimentos verificados no aterro da Pajoan e, na semana passada, no Center Norte e entorno (Cingapura), inviabilizam qualquer movimentação da Queiroz Galvão no sentido de solicitar data para nova audiência". 
Covas
Outro ponto crucial: as denúncias envolvendo o secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas, de venda de emendas parlamentares, tornariam inoportuna qualquer movimentação de Mogi contrária à medida.


Imbróglio político
Além de tudo isso, vários membros não participariam da audiência por terem supostamente outros compromissos. Fora isso, teria o próprio imbróglio político envolvendo o PSDB e o PSD. Para Berti, a entrega do dossiê deveria envolver o maior número de deputados estaduais e federais da Frente Parlamentar Contra o Lixão e não apenas os integrantes do movimento. Conclusão: "A entrega do dossiê neste momento não contribui em nada para o acúmulo de forças do movimento, nem soma na estratégia da luta que, já dura 8 anos", afirmou Berti. 
Reservatório
A Prefeitura de Mogi contratou a GR Construções e Comércio Ltda. pelo prazo de 90 dias para a construção de um reservatório enterrado de água na escola Maria Martinha Cardoso Paes, no distrito de Biritiba Ussu. A obra custará cerca de R$ 90 mil e deverá começar em breve.


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Poupatempo
Além de Mogi, que aguarda espaço na agenda do governador Geraldo Alckmin (PSDB) para inaugurar o Poupatempo, Sorocaba está em situação idêntica. O Poupatempo de lá, no entanto, só deverá ser entregue na segunda quinzena de novembro.


Problema de agenda
A entrega oficial do posto em Sorocaba depende apenas da agenda do governador. As obras estão em fase final, com a montagem de mobiliários e a implantação da parte tecnológica.


Atendimento
Paralelamente às instalações, segue a capacitação da equipe de chefia e a contratação de atendentes. O posto em Sorocaba beneficiará em torno de 1,2 milhão de habitantes daquela região. Em Mogi, a unidade funcionará num espaço do Hipermercado D´Avó e a previsão inicial para inauguração era a segunda quinzena de outubro. O prazo, portanto, está para vencer.


Convocação geral
O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, filiado à Força Sindical, está convocando os trabalhadores demitidos nos últimos 24 meses, que ficaram mais de um ano na empresa, a ingressar com medida judicial de cobrança de aviso prévio proporcional ao tempo de trabalho. 
Retroativo
A entidade sindical cobra efeito retroativo sobre projeto de lei sancionado pela presidente Dilma Rousseff, que aumenta o tempo de concessão do aviso prévio nas demissões sem justa causa para até 90 dias. 
Ações
Os trabalhadores deverão comparecer à sede do sindicato com carteira profissional, documento de rescisão, carteira de identidade (RG) e comprovante de residência. A entidade sindical alega que os trabalhadores demitidos antes da sanção da lei têm direito à diferença retroativa do aviso prévio.
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Fraude
O Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu recurso proposto pela empresa Bandeirante Energia tornando legítima a cobrança de débito no valor de R$ 4.185,41 de um consumidor que teria fraudado relógio medidor de consumo em Itaquaquecetuba.


1ª instância
O consumidor entrou na Justiça e o débito foi considerado inexigível na decisão de primeira instância. A Bandeirante recorreu ao tribunal, que reverteu a decisão. 
Comprovação
Para a 32ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, a fraude ficou comprovada pelo laudo do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo, sendo constatadas várias irregularidades no medidor. 
Interrupção
A decisão ainda ressaltou que a concessionária poderá interromper o fornecimento de energia elétrica se, após aviso prévio, o consumidor não efetuar a quitação do débito. Os desembargadores Rocha de Souza e Francisco Occhiuto Júnior também participaram do julgamento, que teve votação unânime.
e-mails do leitor
Flanelinha
Dias atrás, a polícia de São Paulo flagrou, na charmosa Vila Madalena, dezenas de guardadores de carros que prometiam colocar em estacionamento com seguro os veículos dos clientes, mas os deixavam na rua. Sob a desculpa do desemprego, milhares de indivíduos, muitos deles detentores de extensas fichas criminais, perambulam pelas vias públicas intimidando e extorquindo os donos de veículos que, pelo simples pagamento dos tributos, já têm o direito de estacionar. Não existe justificativa plausível para tolerância a essa atividade. Só o poder público tem o direito de criar normas e até cobrar pela utilização da via e de locais públicos. E, mesmo assim, tem de elaborar projeto e ter lei que regulamente a prestação do serviço e a destinação dos recursos arrecadados. É o que ocorre na "zona azul", onde há a cobrança pelo estacionamento, em tempo limitado. Durante anos, sob a desculpa da crise econômica e do desemprego, o poder público e a sociedade negligenciaram na sua missão fiscalizadora. Por conta disso, os passeios, praças públicas e cruzamentos urbanos foram tomados por milhares de camelôs, que vendem produtos de origem desconhecida e muitas vezes ilegal, colocando o consumidor em situação de risco. O mesmo se dá com a prestação de serviço não requisitado como o "guardar" veículos, limpar o parabrisa ou vender doces e bugigangas nos faróis. Agora que o governo e as autoridades festejam o bom momento da economia e cantam aos quatro ventos a existência de empregos em grande quantidade, já passou da hora de acabar com a tolerância à contravenção e ao crime. Em vez de permitir que camelôs, flanelinhas e outros errantes continuem a prejudicar a população e os negócios regularmente estabelecidos, há que se encaminhá-los para uma solução sustentável e legal para suas vidas.


Dirceu C. Gonçalves
aspomilpm@terra.com.br
Imagem do dia
Maurício Sumiya

Vaga na pista
Charrete disputa espaço com caminhões, ônibus e outros veículos na movimentada avenida Francisco Ferreira Lopes.


Fonte:Mogi News

Situação complicada: Empresas Mito e Eroles ainda devem mais de R$ 13 mi em indenizações

Pelo menos 700 profissionais ainda aguardam, na Justiça, para receber os salários e outros direitos trabalhistas
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari

Parte da área onde funcionava a garagem da empresa já foi leiloada para pagar pelo menos uma parte das dívidas trabalhistas
O fim de décadas de império no transporte público de Mogi das Cruzes pela família Eroles, com a falência das empresas Mito Turismo e Transporte Turismo Eroles, deixou mais do que a garagem de 18.783 metros quadrados vazia em uma área nobres do município. Restaram também as dívidas trabalhistas de pelo menos 740 ex-funcionários que durante anos contribuíram para que a empresa operasse. De acordo com a Justiça do Trabalho de Mogi, pelo menos esta quantidade de pessoas ainda espera para receber os direitos conquistados. O valor da dívida é superior a R$ 13 milhões. 
Em cada uma das três varas do Trabalho de Mogi, os processos foram unificados em uma única execução. A medida serve para dar maior agilidade aos processos. Para garantir aos ex-trabalhadores o recebimento de direitos como Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), 13º salário, férias, multas de rescisão contratual, entre outros, os juízes responsáveis pelas ações estão determinando a penhora de bens dos proprietários da empresa. Isso porque com a descaracterização da pessoa jurídica, a empresa deixa de existir e os empresários precisam arcar com o montante.


Os processos que correm na 1ª Vara da Justiça do Trabalho são os mais atrasados. São aproximadamente 700. Nela, o juiz Leonardo Aliaga Betti, já determinou a penhora de quatro imóveis. Outros dez estão em processo de recurso pelos proprietários. Lá, a execução das ações está avaliada em aproximadamente R$ 13 milhões e de acordo com a secretaria da Vara, os pagamentos serão feitos à medida em que os imóveis forem leiloados. Isso só pode ocorrer após a confirmação da penhora.


Na 3ª Vara restam 40 processos de 600 que, juntos, somavam cerca de R$ 4 milhões em dívidas. De acordo com informações apuradas, a maioria das ações está sendo quitada com o valor restante dos [processos] existentes na 2ª Vara, cujos pagamentos estão realizados desde o leilão de parte do terreno da garagem, em fevereiro último, por R$ 9,4 milhões.


A situação dos processos na 2ª Vara é desconhecida. O juiz Daniel Guimarães não dá entrevistas e segundo funcionários, proibiu qualquer um de dar informação sobre o andamento das ações. A assessoria de Imprensa do Tribunal Regional do Trabalho afirmou apenas que o pagamento já está sendo realizado, conforme o Mogi News publicou em abril, e que mais detalhes só podem ser obtidos na própria Vara.


Fonte:Mogi News

Conscientização: Cidade intensifica as ações contra dengue

Do início do ano até anteontem, o município registrou 59 notificações de casos de dengue; nove foram considerados positivos, mas de fora
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari

Equipes realizam operações constantes de fiscalização e de orientação à população sobre formas de combater o mosquito da dengue
A preocupação com o contágio da dengue ocorre durante o ano inteiro, no entanto, o verão é a época com a maior incidência de casos e, por isso, a Prefeitura de Mogi das Cruzes intensificou as ações de combate a doença. Do início do ano até anteontem, o município registrou 59 notificações. Nove casos foram positivos. Todos eles importados, ou seja, os pacientes contraíram a doença em outras regiões, mas o diagnóstico ou o tratamento ocorreram na cidade.


Além de monitorar os locais de maior probabilidade de contaminação, detectados por meio de armadilhas para os mosquitos transmissores, a administração municipal passou a investir na capacitação dos agentes de saúde. 
Desde o primeiro semestre deste ano, a Prefeitura conta com uma educadora especializada em saúde. Ela é a responsável por capacitar agentes comunitárias que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos Programas da Saúde na Família (PSF). 
A iniciativa tem dado resultado. Na sexta-feira, por exemplo, uma ação com o objetivo de conscientizar a população sobre o combate à dengue foi realizada no PSF do Jardim Planalto. Crianças participaram de gincanas temáticas. Além dos trabalhos voltados à educação, a Prefeitura organiza o "Dia D de Combate a Dengue", realizado em 19 de novembro.




Estado
O governo do Estado apresentou no começo deste mês o Plano Estadual de Intensificação das Ações de Vigilância e Controle da Dengue para o período 2011/2012. O objetivo é justamente evitar o avanço da doença em São Paulo no próximo verão. 
Entre as medidas determinadas estão a atuação conjunta entre os três governos - federal, estadual e as prefeituras, e o treinamento de profissionais para o trabalho de prevenção. Outro item do plano é o diagnóstico mais rápido feito pelo Instituto Adolfo Lutz, além do acesso mais rápido ao tratamento. 
Haverá, ainda, a ampliação do monitoramento da circulação do vírus tipo 4, o mais grave. Essa medida tem como objetivo identificar precocemente a circulação deste vírus, registrado pela primeira vez no Estado em 2011, mas ainda restrito, neste momento, a três municípios da região de São José do Rio Preto.


As diretrizes também pretendem reorganizar a assistência médica aos pacientes com suspeita de dengue, para evitar o agravamento dos casos ou óbitos. Um mapeamento realizado pela Secretaria estadual da Saúde apontou 283 (43%) dos municípios paulistas como de risco alto ou muito alto para a ocorrência de dengue no próximo verão. Mogi está fora desta relação.


Fonte:Mogi News

Longa espera Após 39 anos, ex-funcionário ainda luta na Justiça para receber salários

Aposentado, Ulisses de Oliveira tem mais de R$ 150 mil em dívidas trabalhistas para receber da empresa Eroles
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Fotos: Jorge Moraes

Oliveira: 39 anos de trabalho e mais de R$ 150 mil para receber
O aposentado Ulisses de Oliveira passou 39 anos trabalhando na oficina mecânica da garagem da extinta empresa de ônibus Eroles. Hoje, aos 62 anos, tudo o que planejou no passado não ocorreu: ele queria era ter uma vida tranquila e garantir um futuro confortável aos filhos e à esposa. Sem desacreditar dos objetivos, luta na Justiça para receber os direitos trabalhistas acumulados ao longo de quase quatro décadas para poder pagar as suas contas, sair do vermelho e ter a esperada tranquilidade.


O aposentado foi contratado em janeiro de 1968 para a função de mecânico para deixar a empresa, já aposentado, somente em 2007. Por muito tempo, de acordo com informações da ação que corre na 1ª Vara do Trabalho de Mogi, ele recebeu pouco mais de R$ 900. 
No processo, o advogado do aposentado alega que o cliente foi submetido a condições insalubres de trabalho e a jornadas excessivas. As irregularidades apontadas contra a empresa vão desde "anotação incorreta no ponto" batido pelo funcionário até o não pagamento de direitos como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) a partir de 2002. Passam também pela falta de recebimento das férias relativas aos perídos 2003/2004, 2004/2005 e o 13º salário de 2005/2006. Na ação, consta ainda que em junho de 2006 ele deixou de receber o salário mensal.


Nem de longe o aposentado fala da empresa em tom de reclamação ou ingratidão. Comenta dos amigos que fez durante os 39 anos de serviço e lembra com carinho dos irmãos Antonio, Pedro e José Eroles. "Se a empesa não fosse muito boa para trabalhar eu não teria ficado lá por 39 anos. Lembro-me que nas lojas bastava dizer que era funcionário da empresa para ter a compra aprovada. As condições de trabalho eram excelentes e todos éramos bem tratados. Dá pena ver o que aconteceu e como tudo terminou. hoje eu nem gosto de passar perto da garagem", disse.


Ciente de que o processo movido contra a empresa Eroles ainda pode demorar um bom tempo para ser concluído, o aposentado ainda espera receber o que lhe é de direito para cumprir os objetivos. "Tive de parar a reforma de casa, não tenho condições de investir em alguma coisa só com minha aposentadoria e queria ter uma situação mais tranquila, além de pagar algumas dívidas", conta. "Quero receber tudo, porque esse é um dinheiro suado, honesto e conquistado com décadas de trabalho. Esse dinheiro faria uma diferença enorme para mim. Não posso reclamar da minha situação atual, mas esse dinheiro é meu por direito", completou.


Como corre na 1ª Vara, a ação movida pelo aposentado contra a Eroles ainda depende da penhora de bens dos proprietários da empresa de ônibus para ser concluída. O valor original da ação proposta é de R$ 86 mil.


Fonte:Mogi News