domingo, 9 de outubro de 2011

Na região Tratamento pode custar até R$ 12 mil

O tratamento de um dependente químico pode chegar a R$ 12 mil em um período de 120 dias, segundo pesquisa realizada pelo Mogi News em clínicas particulares do interior do Estado de São Paulo. A cidade, que não conta com uma unidade privada, possui apenas trabalhos sociais e ambulatoriais de organizações não-governamentais (ONGS), cujo investimento por paciente não chega à metade deste valor.


A Clínica Atibaia, na cidade de Atibaia, é uma das unidades particulares mais próximas de Mogi e para onde diversos pacientes da cidade estão em tratamento. Segundo o administrador comercial da clínica, Rodrigo Lopes, alguns estão em tratamento custeado pelo governo municipal e estadual por meio de liminsares judiciais. "Temos contatos com a cidade e alguns são concedidos pelo Judiciário", disse.


A maioria dos pacientes assistidos são usuários de crack. "O tratamento na unidade em Atibaia é destinado principalmente a pacientes involuntários, ou seja, que não aceitam ajuda. Mas temos várias etapas como a desintoxicação, que dura 45 dias, terapias, atendimento psicológico e psiquiátrico, entre outras etapas", destacou.


Em Mogi, fazem trabalhos sociais voltados a recuperação de dependentes a 
Associação Missionária Catequista do Sagrado Coração e a Comunidade Missionária Nossa Senhora Rosa Mística. (J.S)


Fonte:Mogi News


Emprego Atacadista pré-seleciona 500 para segunda etapa

Willian Almeida
Da Reportagem Local
Aproximadamente 500 candidatos foram pré-selecionados para a segunda etapa do processo seletivo para a contratação dos 200 futuros trabalhadores da loja do Assaí Atacadista em Mogi. Outras 100 pessoas devem passar por entrevistas e dinâmicas amanhã. A meta do Grupo Pão de Açúcar, detentora da marca Assaí, é de que 900 pessoas sejam avaliadas. A previsão é que até as contratações comecem a ser efetivadas a partir do próximo dia 17. Os candidatos que passaram para a segunda etapa e não forem contratados ficarão constando no cadastro de reserva, sendo os prováveis primeiros profissionais a serem chamados em um novo processo de contratação.


O pico de candidatos interessados nas vagas abertas para todos os setores da futura loja ocorreu na última segunda-feira, primeiro dia do processo seletivo. 
Segundo estimativas da diretoria do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Mogi, 600 pessoas entregaram currículos. A loja do Assaí em Mogi das Cruzes vai ser inaugurada em 15 de dezembro e as contratações devem ser concluídas na totalidade até a segunda quinzena do próximo mês.


Fonte:Mogi News

Investimentos Saúde entrega R$ 45,7 mi em obras

Valor é referente a novos equipamentos, um hospital e ampliações em unidades, que serão inaugurados até 2012
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari

O Ambulatório Médico de Especialidades (AME), na Vila Santista, já está praticamente pronto e será entregue até o fim deste ano
Até o próximo ano, Mogi vai ganhar 11 novos equipamentos que devem reforçar o atendimento na rede pública de saúde. O investimento é de R$ 45,7 milhões e prevê de aparelhos para exames a uma unidade hospitalar. Até o fim do ano, oito serão entregues pela Prefeitura, somando R$ 12,8 milhões em obras da Secretaria Municipal de Saúde, fechando o ciclo de implantação do Sistema Integrado de Saúde (SIS), previsto no Plano Anual de Saúde e no Plano de Governo 2009 /2012 apresentado pelo prefeito Marco Bertaiolli (DEM) quando assumiu a administração, em 2009. "Isso nos dará certa tranquilidade porque 2012 vai ser o ano para analisarmos os dados na área da saúde, o que mudou, o que melhorou e quais são as demandas", destacou o secretário-adjunto de Saúde, Marcello Delascio Cusatis. 
Para o secretário-adjunto, a entrega do Hospital Municipal de Brás Cubas, por exemplo, fecha o ciclo do conceito de atendimento do SIS, que integra o atendimento desde a Unidade Básica de Saúde (UBS) e Programa Saúde da Família (PSF), a marcação de consultas e atendimentos especializados, até cirurgias e internações. "A partir do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e da Unidade Clínica Ambulatorial (Única), vamos fazer mais exames com mais especialistas, gerando uma demanda de procedimento cirúrgico que será suprido pelo Hospital de Brás Cubas", destacou. 
Até o fim do ano, a Prefeitura pretende entregar o aparelho de tomografia no Pronto Atendimento 24 horas da Vila Suíssa e o aparelho de ressonância magnética na Santa Casa. Também estão previstos, a unidade da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), a Única em Jundiapeba, os PSFs do Residencial Novo Horizonte e do Toyama, o AME e a ampliação do posto de saúde da Ponte Grande. 
Para o próximo ano estão previstos o Hospital de Brás Cubas, cujas obras tiveram início em 22 de junho e, atualmente, estão em fase de terraplanagem e preparo da fundação; o Centro de Reabilitação em Fisioterapia, também em Brás Cubas, em fase de preparação do processo licitatório; e o posto de Saúde do Jardim Aeroporto III, em processo de desapropriação do imóvel. 




Entregues
Um dos destaques é a Central de Urgências, Remoções e Emergências (Cure), que reúne ambulâncias da Prefeitura, do Resgate do Corpo de Bombeiros e o Serviço Móvel de Urgância (Samu) em operação desde 1º de outubro. A implantação do serviço ocorreu por meio de um consórcio que contempla também as cidades de Biritiba Mirim, Salesópolis, Arujá e Guararema. "Vários equipamentos só vieram, porque o prefeito não olha bandeira partidária. Além disso, conseguimos fazer ótimos projetos para aprovação dos governos federal e estadual."


Fonte:Mogi News

Na região Tráfico está no topo do ranking das internações da Fundação Casa

Especialista diz que novas gerações anteciparam fases na mesma época do surgimento de drogas pesadas
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya

Bruno começou a usar drogas aos 13 anos e se tornou traficante; hoje está na fundação Casa
De janeiro a julho deste ano, 44% dos 366 adolescentes que deram entrada nas unidades da Fundação Centro de Atendimento Socieoeducativo ao Adolescente (Casa) de Arujá, Itaquaquecetuba (unidade I e II) e Ferraz de Vasconcelos (unidade I e II), estavam envolvidos com o tráfico de drogas. O índice já superou a média registrada durante todo o ano de 2010, quando 38,8% dos adolescentes internos haviam sido detidos por venda de entorpecentes. (Confira detalhes no quadro)
Em seguida está o roubo qualificado (planejado) com 38% dos casos, o mesmo percentual registrado em 2010. Segundo especialistas, o crime está diretamente relacionado com o tráfico de drogas e ao próprio uso de substâncias químicas. 
Para o especialista em segurança e pesquisador criminal, Jorge Lordello, O envolvimento de jovens de 10 a 18 anos com as drogas é crescente. Isto porque as novas gerações anteciparam diversas etapas da vida. "Atividades que eram feitas aos 16 anos, hoje se faz com 12. Garotos e garotas de 10 anos, já estão muito mais evoluídos intelectualmente do que as gerações passadas. Antecipando fases, antecipa-se também os problemas como o consumo de álcool e cigarro que começa hoje aos 12 anos. E quanto mais cedo os jovens tiverem acesso, mais dependentes teremos", considerou.


Outro fator pode explicar o crescimento estatístico: as novas gerações anteciparam fases da vida na mesma época do surgimento de drogas mais pesadas, como o crack que tem efeito devastador e alto índice de dependência já nos primeiros dias de uso. "O crack, por exemplo, é uma droga barata, mas o usuário acaba roubando e furtando para sustentar o vício, ou seja, é um ciclo vicioso", garantiu.


Além disso, sob o efeito de drogas que aumentam a incidência de endorfina no organismo, a prática de crimes, como roubo, é potencializada pela sensação de adrenalina adquirida pelo usuário.


"Esse usuário de droga se torna mais corajoso, pratica o assalto, e é uma verdadeira bomba-relógio´, explicou Lordello.




Educação
Para o interno da Fundação Casa de Itaquaquecetuba, unidade I, Bruno (nome fictício), de 17 anos, o envolvimento com o tráfico começou porque faltava estrutura, tanto familiar, quanto socioeconômica dentro de casa. Começou a usar drogas aos 13 anos, para ser aceito pelos amigos. Por influência deles, participou do primeiro assalto em Poá e foi apreendido na unidade da fundação no Brás. "Saí de lá pior do que entrei. Assim que tive a liberdade já fui traficar. Fiquei 11 meses vendendo drogas e ganhando muito dinheiro. Eu usava o dinheiro para manter minha casa, ajudar minha família", disse. Bruno conta que se recusava vender drogas para crianças. "Para mim faltou instrução para não usar, mas eu me recusava a vender para crianças. Aqui em Itaquá, estou fazendo vários cursos, e hoje enxergo um futuro diferente", contou.


Fonte:Mogi News