O tratamento de um dependente químico pode chegar a R$ 12 mil em um período de 120 dias, segundo pesquisa realizada pelo Mogi News em clínicas particulares do interior do Estado de São Paulo. A cidade, que não conta com uma unidade privada, possui apenas trabalhos sociais e ambulatoriais de organizações não-governamentais (ONGS), cujo investimento por paciente não chega à metade deste valor.
A Clínica Atibaia, na cidade de Atibaia, é uma das unidades particulares mais próximas de Mogi e para onde diversos pacientes da cidade estão em tratamento. Segundo o administrador comercial da clínica, Rodrigo Lopes, alguns estão em tratamento custeado pelo governo municipal e estadual por meio de liminsares judiciais. "Temos contatos com a cidade e alguns são concedidos pelo Judiciário", disse.
A maioria dos pacientes assistidos são usuários de crack. "O tratamento na unidade em Atibaia é destinado principalmente a pacientes involuntários, ou seja, que não aceitam ajuda. Mas temos várias etapas como a desintoxicação, que dura 45 dias, terapias, atendimento psicológico e psiquiátrico, entre outras etapas", destacou.
Em Mogi, fazem trabalhos sociais voltados a recuperação de dependentes a
Associação Missionária Catequista do Sagrado Coração e a Comunidade Missionária Nossa Senhora Rosa Mística. (J.S)
Fonte:Mogi News
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Aproximadamente 500 candidatos foram pré-selecionados para a segunda etapa do processo seletivo para a contratação dos 200 futuros trabalhadores da loja do Assaí Atacadista em Mogi. Outras 100 pessoas devem passar por entrevistas e dinâmicas amanhã. A meta do Grupo Pão de Açúcar, detentora da marca Assaí, é de que 900 pessoas sejam avaliadas. A previsão é que até as contratações comecem a ser efetivadas a partir do próximo dia 17. Os candidatos que passaram para a segunda etapa e não forem contratados ficarão constando no cadastro de reserva, sendo os prováveis primeiros profissionais a serem chamados em um novo processo de contratação.
O pico de candidatos interessados nas vagas abertas para todos os setores da futura loja ocorreu na última segunda-feira, primeiro dia do processo seletivo.
Segundo estimativas da diretoria do Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) de Mogi, 600 pessoas entregaram currículos. A loja do Assaí em Mogi das Cruzes vai ser inaugurada em 15 de dezembro e as contratações devem ser concluídas na totalidade até a segunda quinzena do próximo mês.
Fonte:Mogi News
Valor é referente a novos equipamentos, um hospital e ampliações em unidades, que serão inaugurados até 2012
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari
O Ambulatório Médico de Especialidades (AME), na Vila Santista, já está praticamente pronto e será entregue até o fim deste ano
Até o próximo ano, Mogi vai ganhar 11 novos equipamentos que devem reforçar o atendimento na rede pública de saúde. O investimento é de R$ 45,7 milhões e prevê de aparelhos para exames a uma unidade hospitalar. Até o fim do ano, oito serão entregues pela Prefeitura, somando R$ 12,8 milhões em obras da Secretaria Municipal de Saúde, fechando o ciclo de implantação do Sistema Integrado de Saúde (SIS), previsto no Plano Anual de Saúde e no Plano de Governo 2009 /2012 apresentado pelo prefeito Marco Bertaiolli (DEM) quando assumiu a administração, em 2009. "Isso nos dará certa tranquilidade porque 2012 vai ser o ano para analisarmos os dados na área da saúde, o que mudou, o que melhorou e quais são as demandas", destacou o secretário-adjunto de Saúde, Marcello Delascio Cusatis.
Para o secretário-adjunto, a entrega do Hospital Municipal de Brás Cubas, por exemplo, fecha o ciclo do conceito de atendimento do SIS, que integra o atendimento desde a Unidade Básica de Saúde (UBS) e Programa Saúde da Família (PSF), a marcação de consultas e atendimentos especializados, até cirurgias e internações. "A partir do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e da Unidade Clínica Ambulatorial (Única), vamos fazer mais exames com mais especialistas, gerando uma demanda de procedimento cirúrgico que será suprido pelo Hospital de Brás Cubas", destacou.
Até o fim do ano, a Prefeitura pretende entregar o aparelho de tomografia no Pronto Atendimento 24 horas da Vila Suíssa e o aparelho de ressonância magnética na Santa Casa. Também estão previstos, a unidade da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), a Única em Jundiapeba, os PSFs do Residencial Novo Horizonte e do Toyama, o AME e a ampliação do posto de saúde da Ponte Grande.
Para o próximo ano estão previstos o Hospital de Brás Cubas, cujas obras tiveram início em 22 de junho e, atualmente, estão em fase de terraplanagem e preparo da fundação; o Centro de Reabilitação em Fisioterapia, também em Brás Cubas, em fase de preparação do processo licitatório; e o posto de Saúde do Jardim Aeroporto III, em processo de desapropriação do imóvel.
Entregues
Um dos destaques é a Central de Urgências, Remoções e Emergências (Cure), que reúne ambulâncias da Prefeitura, do Resgate do Corpo de Bombeiros e o Serviço Móvel de Urgância (Samu) em operação desde 1º de outubro. A implantação do serviço ocorreu por meio de um consórcio que contempla também as cidades de Biritiba Mirim, Salesópolis, Arujá e Guararema. "Vários equipamentos só vieram, porque o prefeito não olha bandeira partidária. Além disso, conseguimos fazer ótimos projetos para aprovação dos governos federal e estadual."
Fonte:Mogi News
Especialista diz que novas gerações anteciparam fases na mesma época do surgimento de drogas pesadas
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya
Bruno começou a usar drogas aos 13 anos e se tornou traficante; hoje está na fundação Casa
De janeiro a julho deste ano, 44% dos 366 adolescentes que deram entrada nas unidades da Fundação Centro de Atendimento Socieoeducativo ao Adolescente (Casa) de Arujá, Itaquaquecetuba (unidade I e II) e Ferraz de Vasconcelos (unidade I e II), estavam envolvidos com o tráfico de drogas. O índice já superou a média registrada durante todo o ano de 2010, quando 38,8% dos adolescentes internos haviam sido detidos por venda de entorpecentes. (Confira detalhes no quadro)
Em seguida está o roubo qualificado (planejado) com 38% dos casos, o mesmo percentual registrado em 2010. Segundo especialistas, o crime está diretamente relacionado com o tráfico de drogas e ao próprio uso de substâncias químicas.
Para o especialista em segurança e pesquisador criminal, Jorge Lordello, O envolvimento de jovens de 10 a 18 anos com as drogas é crescente. Isto porque as novas gerações anteciparam diversas etapas da vida. "Atividades que eram feitas aos 16 anos, hoje se faz com 12. Garotos e garotas de 10 anos, já estão muito mais evoluídos intelectualmente do que as gerações passadas. Antecipando fases, antecipa-se também os problemas como o consumo de álcool e cigarro que começa hoje aos 12 anos. E quanto mais cedo os jovens tiverem acesso, mais dependentes teremos", considerou.
Outro fator pode explicar o crescimento estatístico: as novas gerações anteciparam fases da vida na mesma época do surgimento de drogas mais pesadas, como o crack que tem efeito devastador e alto índice de dependência já nos primeiros dias de uso. "O crack, por exemplo, é uma droga barata, mas o usuário acaba roubando e furtando para sustentar o vício, ou seja, é um ciclo vicioso", garantiu.
Além disso, sob o efeito de drogas que aumentam a incidência de endorfina no organismo, a prática de crimes, como roubo, é potencializada pela sensação de adrenalina adquirida pelo usuário.
"Esse usuário de droga se torna mais corajoso, pratica o assalto, e é uma verdadeira bomba-relógio´, explicou Lordello.
Educação
Para o interno da Fundação Casa de Itaquaquecetuba, unidade I, Bruno (nome fictício), de 17 anos, o envolvimento com o tráfico começou porque faltava estrutura, tanto familiar, quanto socioeconômica dentro de casa. Começou a usar drogas aos 13 anos, para ser aceito pelos amigos. Por influência deles, participou do primeiro assalto em Poá e foi apreendido na unidade da fundação no Brás. "Saí de lá pior do que entrei. Assim que tive a liberdade já fui traficar. Fiquei 11 meses vendendo drogas e ganhando muito dinheiro. Eu usava o dinheiro para manter minha casa, ajudar minha família", disse. Bruno conta que se recusava vender drogas para crianças. "Para mim faltou instrução para não usar, mas eu me recusava a vender para crianças. Aqui em Itaquá, estou fazendo vários cursos, e hoje enxergo um futuro diferente", contou.
Fonte:Mogi News