domingo, 11 de setembro de 2011

Vila Nova União Prefeitura quer barrar reintegração

Moradores receberam o apoio do prefeito, que garantiu que vai atuar para manter os 8 mil moradores no local
Bras Santos
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya

Bertaiolli prometeu aos moradores ontem que vai batalhar para que eles não sejam retirados
O prefeito Marco Bertaiolli (DEM) afirmou a cerca de 500 moradores da Vila Nova União, ontem cedo, que a decisão da Justiça em favor de um pedido de reintegração de posse da área onde se formou o bairro pode ser considerada descabida e que a Prefeitura vai entrar no processo para garantir que as famílias continuem no local.


"Decisão judicial não se discute, é para ser cumprida. Mas, neste caso, a Prefeitura vai atuar ao lado das associações de bairro e das cerca de 8 mil pessoas que residem na Vila Nova União", garantiu o prefeito em reunião com a comunidade no Centro Familiar Maria Medianeira. 
Com o apoio da coordenadora de Habitação, Dalciani Felizardo, o prefeito explicou que a administração já solicitou (na sexta-feira) ao Poder Judiciário participação no processo de reintegração apresentado por herdeiros dos possíveis donos da área com cerca de 150 mil metros quadrados onde se formou o bairro no fim da década de 1970. "Ingressamos com uma petição onde solicitamos à juíza que determinou a reintegração, que a Prefeitura seja parte no processo. Não dá para prever em quanto tempo o nosso pedido poderá ser deferido, mas queremos reverter a decisão de primeira instância", argumentou Dalciani.


Além de Bertaiolli e da coordenadora, secretários municipais, o presidente da Câmara, Mauro Araújo (PSDB), vereadores e representantes da sociedade civil participaram da conversa, na qual o prefeito também destacou o pacote de obras de urbanização que está sendo executado no bairro: "Estamos investindo mais de R$ 7 milhões para até o Natal deste ano entregar um bairro totalmente urbanizado e, junto com os moradores, vamos lutar para que todos continuem vivendo aqui", disse o prefeito, assegurando que o local vai receber até o fim do ano que vem um Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e equipamentos esportivos. 


Santo Ângelo
Dentro de 15 dias, o prefeito pretende reunir-se com centenas de famílias que residem no Conjunto Santo Ângelo e correm o risco de ser despejadas, pois construíram suas moradias em uma área da mineradora Itaquareia. 
Muitas dessas famílias estariam relutando em deixar as casas e mudar para apartamentos do projeto Minha Casa, Minha Vida, que estão sendo construídos em Jundiapeba por meio de uma parceria entre Prefeitura e Caixa. "Vamos lá para mostrar aos moradores que eles não podem perder essa oportunidade de morar em um imóvel legalizado. Vale ressaltar que os 550 chacareiros não estão incluídos neste projeto. Queremos ajudar as famílias que residem na área da mineradora", reforçou.


Fonte:Mogi News

Dinheiro parado Atraso no PAC 2 prejudica projetos

Problema não é exclusivo de Mogi: em todo o País, a segunda etapa do programa federal está bastante lento
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari
Obra do Canudos está andando, mas precisará de mais recursos
Mogi das Cruzes aguarda o início efetivo do contrato de cinco empreendimentos com recursos previstos na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2, da presidente Dilma Rousseff. Segundo o Ministério das Cidades, os projetos ainda estão em fase de contratação na Caixa Econômica Federal e não há previsão de conclusão. O problema não é exclusivo de Mogi: em todo o País, a segunda etapa do programa, que foi lançada sem a conclusão da primeira, anda em ritmo lento.

Uma das obras que vem sendo executada a todo vapor, mas pode ser afetada pela lentidão do governo federal, é a segunda etapa da canalização do Córrego dos Canudos. O projeto prevê a abertura de uma via marginal que já está com 1.200 quilômetros de extensão concluída do lado direito do leito. Do lado esquerdo, a Prefeitura ainda não iniciou a urbanização porque o recurso do PAC 2 ainda não foi liberado. 
"Mas isso é um problema de todo o País. Obras do PAC 2 estão atrasadas no Brasil inteiro", disse o prefeito Marco Bertaiolli durante visita ao local no dia 30 de agosto. Mesmo sem ter um prazo previsto para a liberação da verba, a administração municipal estima que não haverá necessidade de paralisar a obra até a liberação do recurso. 
No ano passado, o secretário municipal de Planejamento, João Francisco Chavedar, estimou que, até o fim do primeiro semestre deste ano, todos os trâmites burocráticos já teriam sido concluídos e as obras, de fato, começariam entre julho e agosto. 
Segundo o Ministério das Cidades, no âmbito da Secretaria Nacional de Habitação, foram selecionadas três propostas no PAC 2 para o município. Uma para obras de urbanização da Vila Estação, orçadas em R$ 7,18 milhões, outra para obras de urbanização da Vila Municipal e a última para estudos, projetos e planos para urbanização de Jundiapeba.

Fonte:Mogi News

Adoração 8ª Marcha para Jesus reúne 30 mil

Caminhada partiu do centro da cidade com destino ao CIP Mogilar, onde houve apresentações de música gospel
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Jorge Moraes

Com bom tempo, milhares de cristãos de todo o Alto Tietê aderiram à passeata na tarde de ontem
Cerca de 30 mil cristãos de todo o Alto Tietê participaram da 8ª Marcha para Jesus em Mogi das Cruzes realizada na tarde de ontem. Somente a caminhada, que saiu da Praça das Bandeiras, conhecida como Praça da Bíblia, e teve como destino o Centro Municipal Integrado Deputado Maurício Nagib Najar, no Mogilar, reuniu 15 mil pessoas. 
O Ministério Além do Véu comandou o louvor durante a passeata e grandes nomes da música gospel se apresentaram no CIP. Entre eles, o ex-integrante do grupo Os Morenos, o cantor Waguinho, Jonas Vilar, Ao Cubo, Apogeu, Ministério Aliança do Tabernáculo, pastor Silas Furtado, Banda Kadoshi, Renan Miranda, Nova Mente, Jéssica Sena, e Armagedom.


A Rádio Vida FM prestigiou o evento com várias ações promocionais e distribuição de brindes. A festa foi organizada pela Exibir Comunicação, em parceria com o Conselho de Pastores e Obreiros de Mogi das Cruzes (Copomc) e apoio da administração municipal.


Além de toda a manifestação de fé, o evento colocou à disposição os serviços do programa Saúde na Comunidade, da Prefeitura, com uma série de atendimentos gratuitos, consultas, exames, orientações e até procedimentos médicos, como aferição de pressão arterial, teste de glicemia e aplicação de vacinas. Os participantes também tiveram a chance de se cadastrar no Sistema Integrado de Saúde (SIS). 
A coordenadora da Marcha, Sentileusa de Moraes, destacou o crescimento da festa. "Os mogianos demonstram que cada vez mais adoram a Jesus. Várias pessoas que estão aqui não são evangélicas, mas participam porque encontram um momento de adoração", informou. "Vivemos um dia de benção e isso se deve ao espírito de unidade das igrejas, que colocam o amor a Jesus acima de todas as coisas", pontuou Sentileusa que agradeceu a mobilização dos jovens feita por meio das redes sociais.


Já o presidente do Conselho de Pastores e Obreiros de Mogi das Cruzes (Copomc), José Miraídes Penha, salientou o processo de evangelização de Mogi. "As últimas pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que 30% da população é formada por evangélicos. Este crescimento é fruto de eventos grandiosos como a Marcha para Jesus", disse.


O pastor Gilberto de Paula, presidente da Assembleia de Deus Madureira Mogi, acredita que "a palavra de Deus é a única resposta para o sucesso da Marcha para Jesus na cidade". "É por meio da palavra e da fé que as famílias são estruturadas. É por ela que o jovem se liberta da droga e da criminalidade", contou. "Todos os bairros de Mogi contam com pelo menos uma igreja evangélica e isso é um sinal que a evangelização do nosso município é algo a ser destacado e comemorado", salientou.


Fonte:Mogi News

eucalipto: Cooperativa pleiteia verba de R$ 300 mil

Recurso está sendo solicitado junto ao programa Projeto Microbacias II do governo de São Paulo e Banco Mundial para compra de equipamentos
Maria Regina Almeida
Da Reportagem Local
Michel Meusburger

Cultivo é uma das principais atividades econômicas de Salesópolis, cidade que sedia a Camat
A Cooperativa Mista do Alto Tietê (Camat), com sede em Salesópolis, que tem como atividade principal a cultura de eucalipto, está pleiteando uma verba de R$ 300 mil junto ao Projeto Microbacias II - Acesso ao Mercado, um programa do governo de São Paulo e do Banco Mundial que tem como objetivo promover o desenvolvimento rural sustentável em todo o Estado, além de aumentar as oportunidades de renda e emprego das famílias que vivem no meio rural paulista.


A verba, caso seja aprovada, será usada para a compra de um carregador florestal, uma plaina, uma pá carregadeira e para a ampliação do sistema de energia elétrica.


As toras de eucalipto produzidas pelos cooperados são destinadas para as fábricas de papel e celulose. A Camat possui, ainda, uma serraria para beneficiamento da madeira, transformando-a em caibro, viga, ripa e sarrafo que seguem para as lojas de materiais de construção e embalagens. Além disso, os resíduos - cavaco e pó da madeira - também são reaproveitados como combustível para caldeiras industriais.


A Camat já cumpriu a primeira etapa prevista no processo e formalizou, no mês passado, o seu interesse pela verba, protocolando uma manifestação na Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) de Salesópolis. Até dezembro, a cooperativa deverá cumprir as demais exigências do programa.


A cooperativa está elaborando, agora, um plano de negócio, que consiste em um detalhamento do empreendimento, abordando os aspectos mercadológico, financeiro e operacional.


O presidente da Camat, Jonival de Mello Bruno, diz que os equipamentos servirão para dar maior eficiência e aproveitamento da produção, agregar valor ao produto por meio do beneficiamento da madeira, além de proporcionar mais competitividade e rentabilidade.


Dos 190 cooperados da Camat, um grupo de 68 produtores se inscreveu na manifestação de interesse. Cerca de 70% deles é formada por agricultores familiares, uma das exigências previstas pelo programa do governo estadual.




Camat
Fundada em1991, a cooperativa teve um faturamento bruto de aproximadamente R$ 7 milhões no ano passado. Depois de pagas todas as despesas, a Camat registrou uma sobra de R$ 54,8 mil, que foi destinada para investimentos na serraria e capital de giro, de acordo com decisão tomada em assembleia.


Os produtores de eucalipto que integram a Camat estão distribuídos nas cidades de Salesópolis, Biritiba Mirim, Santa Branca, Mogi das Cruzes, Suzano, Guararema, Arujá, Jacareí, São José dos Campos, Paraibuna, Redenção da Serra, Natividade da Serra, São Luiz do Paraitinga, Monteiro Lobato, Bertioga, São Sebastião e Caraguatatuba. A maior parte, porém, está concentrada em Salesópolis e no seu entorno.


Fonte:Mogi News