Segundo o subtenente Valfredo da Rocha Prado, medidas simples podem evitar quedas e queimaduras
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya
Segundo o subtenente Valfredo Prado, a cozinha oferece diversos perigos para as crianças
Segundo pesquisa da organização não-governamental Criança Segura, 45% das mães entrevistadas em São Paulo, acreditam que os filhos podem sofrer acidentes, independente de estarem dentro ou fora de casa. Para evitar queimaduras, por exemplo, 33% das mães colocam cabos de panelas quentes para o lado de dentro do fogão enquanto coziam. Outras 13%, utilizam, sempre que possível, somente as bocas traseiras do fogão.
Segundo o subtenente do sub-grupamento do Corpo de Bombeiros de Mogi das Cruzes, Valfredo Aparecido da Rocha Prado, são medidas eficientes para evitar acidente com crianças. "Outra dica é monitorar a temperatura do aquecedor do chuveiro, que nesta época do ano fica em 60º. Com essa temperatura, já é possível ser vítima de uma queimadura de terceiro grau na pele", explicou.
Para evitar casos de intoxicação, o bombeiro recomenda que baldes ou recipientes que armazenarem produtos químicos ou de limpeza, devem ficar guardados em lugares altos. "Uma criança que engatinha pode alcançar estes produtos e confundi-los com suco ou refrigerante. Na maioria das ocorrências que atendemos, estes materiais estavam em locais de fácil acesso de crianças e até bebês".
Já quanto à queda, a razão de 48% dos atendimento de acidentes domésticos em período de férias em Mogi das Cruzes, o recomendado é manter o monitoramento e advertir a criança se vê-la escalando um local. "Muitas crianças vão soltar pipas na laje, se esquecem que estão em lugares altos e caem. O aumento é significativo nas férias. As crianças devem ser monitoradas rigorosamente", garantiu.
Fonte:Mogi News
Com pacotes diferenciados, esta parcela da população consegue desfrutar de mais serviços, incluindo o lazer
Jorge Moraes
Academia ampliou horário de funcionamento para atender a demanda dos trabalhadores que passaram a cuidar mais da saúde
De acordo com um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a classe média brasileira (classe C) foi a que mais cresceu nos últimos 18 anos. O número de pessoas com renda mensal entre R$ 1.200 e R$ 5.174 mais do que duplicou, passando de 45,6 milhões para 105,4 milhões. Segundo o economista Waldir Pereira Gomes, esta parcela da população se tornou consumidora, sendo alvo de muitas empresas que descobriram o potencial deste novo mercado.
Um exemplo da importância da classe média, segundo o economista, é o acesso a determinados serviços, principalmente, no segmento de lazer: "Era uma classe que teve o consumo reprimido por causa da inflação e agora quer desfrutar das mesmas coisas que as pessoas das classes A e B".
Viagens
O crescimento da procura por pacotes de viagens reflete este cenário. Gomes ressaltou que as empresas de turismo perceberam a nova situação financeira da classe média e resolveram investir.
O foco dos anúncios do setor mudou. Segundo o especialista, a maioria dos anúncios feitos por essas agências sobre os roteiros turísticos dão ênfase para a forma de pagamento das viagens. "A propaganda gira em torno de quanto é e até quando a pessoa pode pagar o passeio. Essa é uma forma de atrair a classe C, que pode investir, mesmo que o pagamento seja parcelado", observou.
Na avaliação do economista, o consumo da classe média não se resume apenas as viagens. Gomes destaca que esta expressiva parcela da população têm tido cada vez mais acesso às academias de ginástica e à TV por assinatura, o que reflete a estabilidade do emprego e o crescimento dos salários.
Empresas
As empresas têm apostado neste novo público. A operadora de viagens CVC começou a investir neste segmento com base em um levantamento que indicou a ascensão de 25 milhões de consumidores à classe C nos últimos cinco anos. A empresa resolveu comercializar roteiros turísticos com preços mais acessíveis e condições facilitadas de pagamento.
De acordo com o presidente da CVC, Valter Patriani, muitos brasileiros estão descobrindo que sair de férias é uma alternativa viável: "O parcelamento de pacotes de viagens tem favorecido a inserção do produto ´viagem´ na cesta de consumo dessa classe emergente, que estão de fato conseguindo realizar o sonho de viajar".
Para aproveitar o bom momento da classe média, academias de ginástica apostam em horários estendidos para atender aqueles que trabalham durante o dia ou até mesmo na madrugada. O coordenador-geral da academia Olímpia, Thiago Diogo de Almeida, contou que uma das unidades da rede funciona até a meia-noite para atender a esta nova demanda. "Cada vez mais todos estão se preocupam em cuidar da saúde", afirmou Almeida.
Um estudo apresentado pela NET, empresa de telefone, Internet banda larga e TV por assinatura mostrou que a classe C é responsável por 43% das assinaturas na modalidade TV. Enquanto, as classes A e B representam 24% e 33%, respectivamente.
Fonte:Mogi News
Para ambientalista, obra feita pela Sabesp na barragem de Biritiba Mirim estaria causando problema. Comunidade tem medo de alagamentos
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Guilherme Bertti
Moradores dizem que o rio está bem mais alto do que o normal
O aumento do nível do rio Tietê em plena época de estiagem está preocupando moradores que vivem às margens dele. Segundo relataram ao Mogi News, há cerca de três semanas as águas do rio estão mais altas do que o costume para esta parte do ano em que praticamente não há chuvas. Eles temem que uma forte chuva nos próximos dias ou semanas possa causar alagamentos.
Para o ambientalista José Arraes, o aumento no nível das águas do rio está ocorrendo em função das obras de recuperação no túnel que faz a conexão entre as barragens Biritiba Mirim e Jundiaí. Os trabalhos estão sendo feitos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Ele explicou que, com o desabamento, a vazão da água no túnel caiu de cerca de 20 metros cúbicos para apenas três metros cúbicos. Isso significa que parte dos 17 metros pode estar sendo despejada diretamente no Tietê.
"Isso precisa ser denunciado. O rio Tietê não tem calha para suportar um volume tão grande de água. Porque funciona assim: as águas das barragens Ponte Nova e Paraitinga são levadas à barragem de Biritiba por uma elevatória. De lá, são distribuídas para a barragem de Jundiaí. Se o túnel que faz essa conexão está em obras porque desabou, só há um canal por onde essa água possa escoar, que é o rio Tietê. Este rio precisa ser desassoreado o mais rápido possível porque nós sempre temos problemas na época de chuva com enchentes e alagamentos", afirmou.
Para o aposentado Armildo Meneguine, que vive às beiras do rio, em César de Souza, já passou da hora de as autoridades políticas tirarem do papel o desassoreamento do rio. "E tem que começar de lá de baixo para cá (sentido inverso do rio) porque senão ele ganha vazão aqui, chega em um ponto onde não vai escoar e vai acabar voltando. Esse problema do nível alto do Tietê e das enchentes só acabará quando o limparem", afirmou.
A dona de casa Maria Raquel Giovanete acha que é de se estranhar o nível atual das águas, uma vez que não há chuvas fortes e constantes na cidade há um bom tempo. "É muito estranho mesmo. Geralmente nessa época o rio está bem mais baixo do que agora. Já começa a preocupar", disse.
O aposentado Benedito Domingos dos Santos também compartilha da preocupação. "Acredito que, se chover, a água não chegará até minha casa porque ela é alta. Mas que o rio está bem mais alto do que o comum para a época de estiagem, não tenho dúvidas".
A Sabesp foi procurada e respondeu que a questão é do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee). Já o Daee disse, por meio da Assessoria de Imprensa, que a responsabilidade da obra é da companhia de saneamento.
Fonte:Mogi News
O projeto de expansão está programado para o setor de manufatura da unidade de Mogi das Cruzes
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Osvaldo Birke
Diretores, funcionários e representantes sindicais participaram da inauguração da Associação Desportiva da GM, que poderá ser ampliada nos próximos anos
A General Motors do Brasil deve gerar mais empregos em 2012 em sua unidade em Mogi das Cruzes. Isto porque a fábrica deve ampliar a área de manufatura, que absorverá novas células de montagem de alguns modelos da linha Chevrolet. O número de vagas que serão abertas além das linhas atendidas pela ampliação de produção de peças de reposição e componentes não foram divulgados, mas o diretor da GM Mogi, Reinaldo Pereira, garantiu que a recessão econômica provocada pela crise financeira nos Estados Unidos não deve afetar a produção. Existe grande possibilidade de a fábrica fornecer peças para carros que ainda serão lançados pela Chevrolet. Até 2012 a unidade receberá o total de R$ 50 milhões de investimentos da montadora.
O anúncio foi feito ontem, durante a inauguração da Associação Desportiva Classista da GM, que reuniu diretores, funcionários e representantes sindicais de Mogi e demais unidades da montadora. (Leia mais nesta página).
Em março, a GM já havia anunciado que a ampliação do quadro de colaboradores não estava previsto para este ano. Instalada no distrito do Taboão, a unidade conta com 900 funcionários. Dados preliminares sobre o equilíbrio econômico da empresa, que no ano passado lucrou em toda rede US$ 932 milhões e vendeu um milhão de veículos não foram divulgados. "O que podemos afirmar é que a produção se mantém estável, já que nós aumentamos a produção de componentes do Montana e Classic, e passamos a fabricar apenas peças de reposição do Vectra. Temos previsão de produzir peças de reposição e componentes de outros modelos no ano que vem, e isso demandará contratação de mais funcionários".
O último anúncio de contratação foi em outubro de 2010, quando a fábrica abriu 180 vagas. Também foi no ano passado que a GM anunciou um pacote de investimentos na unidade mogiana de R$ 50 milhões.
Fonte:O Diário de Mogi