terça-feira, 5 de julho de 2011

alternativa: Após corte de verba, Abomoras pede doação

Secretaria Municipal de Assistência Social cortou subvenção de quase R$ 18 mil por mês por causa de supostas irregularidades na entidade
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya

Na Abomoras, vários moradores de rua da cidade são atendidos diariamente. Alguns apenas passam a noite e outros vivem na entidade
A direção da Associação Beneficente Onde Moras? (Abomoras) informou que precisará contar com doações para conseguir manter o atendimento na entidade, que teve a subvenção de R$ 207.921,00 anuais que recebia da Secretaria Municipal de Assistência Social suspensa na semana passada. O dinheiro era usado, segundo a instituição, para atender 35 pessoas no Projeto Novo Rumo. 
Com o corte de quase R$ 18 mil por mês, o presidente da Abomoras, Laudislau Lopes, disse que ficará difícil manter em dia as despesas da entidade, que, só no ano passado, fez 106 atendimentos a moradores de rua. Fora esse valor, a associação precisa dar uma contrapartida de R$ 5,1 mil por mês para cobrir todos os gastos. Na local, permanecem 33 pessoas atendidas pela verba da subvenção, além de outras que vivem na entidade e são atendidas por outros projetos. "Teremos um rombo nas finanças de mais de R$ 20 mil a partir de julho. Precisaremos da ajuda dos nossos fornecedores e vamos contar muito com as doações para continuarmos fazendo este trabalho social na cidade", explicou a auxiliar-administrativa e responsável pelas finanças da entidade, Adriana Reis. 
A associação também pretende acionar juridicamente a Prefeitura de Mogi para requerer R$ 19.017,00, valor referente a três parcelas da subvenção que não foram pagas à entidade nos meses de abril, maio e junho. "Este valor é de repasses estadual e federal, que, às vezes, atrasam. Não sei se a secretaria recebeu e não nos repassou ou se eles também são vítimas do atraso. O fato é que nós fomos prejudicados desde abril com a falta do dinheiro. Eu gostaria que pelo menos o valor a que temos direito fosse pago para ajudar a diminuir as dívidas".


O presidente também vai solicitar cópia do dossiê feito pelo Conselho Municipal de Assistência Social (Comas), que apontou irregularidades na entidade para justificar a suspensão. A Secretaria de Assistência Social informou que houve um atraso no repasse da subvenção e que, assim que os recursos forem liberados, serão encaminhados à Abomoras.


Fonte:Mogi News

Assinaturas PSD busca 15 mil nomes em Mogi

Equipe do deputado federal Junji Abe já atingiu a marca de 9,6 mil apoios e promete intensificar trabalho
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho

Xiol disse que a intenção é reunir o volume de assinaturas para criar o novo partido em agosto
A menos de um mês de encerrar a coleta de assinaturas para o manifesto de criação do Partido Social Democrático (PSD), a equipe do deputado federal Junji Abe já atingiu a marca de 9,6 mil apoios e promete intensificar o trabalho nos próximos dias. A meta é chegar até o final do mês com 15 mil nomes. 
Ainda nesta semana, os primeiros lotes de documentos serão encaminhados aos cartórios eleitorais para serem validados. As rubricas, os nomes e os números do título eleitoral dos participantes serão analisados. A checagem deverá ser feita em até 15 dias.


Nobuo Aoki Xiol, coordenador da campanha de coleta no Alto Tietê e Vale do Paraíba, informou que o prazo estipulado pela sigla para encerrar o manifesto é 30 de julho. Ele foi estendido. A data inicial era hoje. 
"No começo de agosto já queremos estar com o volume suficiente para criar o partido", informou Xiol. A Justiça eleitoral determina que uma nova legenda só possa ser constituída caso arrecade 491 mil assinaturas em todo o Brasil. O PSD deverá contar com 1,2 milhão. "Vamos passar longe do estipulado", garantiu o coordenador.


Junji Abe saiu do DEM para se dedicar ao PSD. Ele é o responsável por buscar o maior apoio possível no Alto Tietê e no Vale. 
O objetivo é atingir em toda esta região a marca de 50 mil pessoas apoiando a criação da sigla. "Esta validação é importante porque em alguns casos a assinatura feita no manifesto não é igual a que consta no cartório eleitoral ou até mesmo o nome inserido no documento é o de solteiro e o que está registrado na Justiça é o de casado", explicou.


Em Mogi, o PSD trabalha com a meta de 10 mil cadastros válidos e em todo o Alto Tietê, 20 mil. "É importante lembrar que a pessoa que participa do manifesto de criação do partido em hipótese alguma está se filiando à legenda", frisou Xiol. 
"Ela apenas permite que um novo partido possa ser criado. A etapa de filiação é posterior a esta realizada neste momento", disse. Após a criação, também terá início a instalação dos diretórios municipais.


Fonte:Mogi News

Ministério dos Transportes

Viadutos devem ser mantidos mesmo com crise, diz Cuco
Ele acredita que obras não sofrerão atrasos em razão de escândalo político em Brasília
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Divulgação

As obras em Mogi estão sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Um dos viadutos passará pelo distrito de Jundiapeba
O prefeito em exercício José Antonio Cuco Pereira (PSDB) acredita que as denúncias de um suposto esquema de corrupção no Ministério dos Transportes não devem afetar as obras para a construção de dois viadutos no município, em Jundipeba e Vila Industrial. As obras são de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão ligado ao Ministério e cujo diretor-geral, Luiz Antonio Pagot, foi afastado temporariamente da função. 
As denúncias de um esquema de cobrança de propina foram feitas pela revista "Veja" desta semana. Pagot é uma das pessoas apontadas como membro do grupo que agiria ilegalmente dentro do Ministério. Além dele, foram afastados dos cargos: Mauro Barbosa da Silva, chefe de Gabinete do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento; Luís Tito Bonvini, assessor do Gabinete do ministro, e José Francisco das Neves, diretor-presidente da Valec (empresa vinculada ao Ministério e responsável pela construção de ferrovias).


Presidente do partido do ministro, o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR) é apontado como um dos mentores do suposto esquema. Em nota oficial, ele negou todas as denúncias. "Ninguém está autorizado a discutir qualquer contrato público, em nenhum lugar, em nome do Partido da República. Portanto, caso haja esta ocorrência, tal conduta é criminosa e não diz respeito ao PR", diz o documento, que pode ser conferido integralmente no site do partido.


Na manhã de ontem, Cuco comentou o assunto. "Tomei conhecimento sobre o escândalo no Ministério pela Imprensa. Sobre os viadutos que vamos construir, a concorrência já foi fechada e os trabalhos vão começar logo. Não acredito em problemas".


O Ministério deve responder hoje aos questionamentos do Mogi News sobre se os afastamentos e se a sindicância interna que apura as supostas irregularidades pode afetar ou até mesmo paralisar a obra dos viadutos. Apesar de a ordem de serviço já estar assinada, a empresa vencedora da licitação ainda depende da conclusão do projeto executivo das obras de arte para, efetivamente, começar as obras, conforme disse na última semana ao Mogi News o engenheiro responsável pelo contrato, Marcos Rogério de Freitas.


A situação das desapropriações também pode atrapalhar o andamento das obras. Isso porque a Prefeitura de Mogi espera do Dnit a confirmação do firmamento de um convênio que irá autorizá-la a negociar com as 57 famílias que podem ser afetadas. O custo das desapropriações foi bancado por Pagot, recentemente, em visita a Mogi. O valor é de até R$ 15 milhões. (Colaborou Luana Nogueira)


Fonte:Mogi News

Carrefour

Há pelo menos 15 anos correm notícias desencontradas e sem concretização sobre uma eventual vinda da rede francesa de supermercados Carrefour para Mogi das Cruzes. 
Novela sem fim
No fim da década de 90, uma área que pertencia ao chanceler da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e ex-prefeito Manoel Bezerra de Melo era tida e havida como o local da instalação. Depois, com a primeira grande reforma do Mogi Shopping, entre 2006 e 2007, voltou-se a falar do Carrefour em Mogi. Recentemente, a coluna noticiou negociações de uma grande área na avenida Francisco Rodrigues Filho, entre o centro e César de Souza. 
Agora, vai!
Nos últimos dias, com a polêmica negociação entre o Grupo Pão de Acúcar e o Carrefour, com direito a uma avalanche de verba do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e muita confusão entre o empresário Abílio Diniz e o grupo Casino, pode ser que, enfim, Mogi ganhe diversas unidades do Carrefour numa tacada só.

Reprodução
"Carrepão"
É simples: o "Carrepão", uma vez fundido numa só marca, abarcaria, nos próximos anos, todas as unidades do Grupo Pão de Açúcar Brasil adentro, inclusive em Mogi. Quem sabe assim, a bandeira Extra, metamorfoseada em Carrefour, possa atender com qualidade e dar melhores preços, condições e variedade de produtos ao consumidor do Alto Tietê. Tudo é possível.

Efeito estufa
A demissão do diretor-geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot, e de outros dois manda-chuvas do Ministério dos Transportes por ordem expressa da presidente Dilma Rousseff, a partir de uma reportagem publicada pela última edição da revista Veja, que fez referências ao deputado federal Valdemar Costa Neto (PR), pode dificultar o andamento das obras dos dois viadutos em Mogi das Cruzes?
Pagot para todos
Já licitadas as obras, parece difícil que se emperrem os tão esperados serviços logo agora. Pagot, que veio duas vezes a Mogi nos últimos dois anos, foi derrubado por Dilma para reduzir estragos generalizados do governo. Durante esta semana, será possível avaliar as consequências políticas e administrativas das acusações contidas em Veja e se vai resvalar alguma coisa disso em Mogi.

Divulgação
História de Itamar
A morte do ex-presidente Itamar Franco, ocorrida no sábado, faz puxar um link mogiano: a noite do carnaval de 1994, no Rio de Janeiro, em que Costa Neto apresentou a modelo Lílian Ramos a Itamar. As fotos falaram por si durante muito tempo. Sem calcinha, Lílian ficou sambando ao lado do hoje saudoso Itamar.

Reprodução
Mogi na Folha
Deu na capa do caderno Cotidiano, da Folha de S. Paulo, de domingo: "Região de mata atlântica vai ´ganhar´ 113 mil habitantes em SP". Segue a notícia: "A cidade de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, deve ter nos próximos anos uma ´cidade´ de 113.255 habitantes, com casas, apartamentos, lojas e escritórios entre a várzea do rio Tietê e a serra do Mar e ocupando outras áreas de mata atlântica". 
Alphaville mogiano
Prossegue: "A área, de 1.000 hectares (1.345 campos de futebol), onde ficará a nova "cidade", corresponde ao dobro da que deu origem nos anos 1970, em Barueri, ao Alphaville, o maior loteamento fechado de uso misto da região, com 50 mil moradores". 
Obstáculos
Mas há questões ambientais tocadas na matéria: "A reserva, embora classificada pelos empreendedores como ´o projeto com maior sustentabilidade que existe´, vai provocar impactos ambientais e viários e exercer pressão sobre a rede de serviços públicos de Mogi das Cruzes".

Estrago previsto
Mais detalhes: "No ambiente, deverá haver erosão e assoreamento de rios e córregos, redução da permeabilidade do solo, afugentamento de fauna e supressão de 317 hectares de vegetação (ou 400 campos de futebol) - a maior parte (188 hectares) referente a área de reflorestamento".

Apocalipse
E conclui: "Outros impactos são aumento do tráfego de veículos, geração de esgotos acima da capacidade do município, elevação da demanda por água e maior pressão por serviços públicos como saúde, educação e transporte".

Galinhada do Protássio
O vereador Protássio Nogueira (DEM) fará uma galinhada no Sesi de Brás para arrecadar fundos para a AACD, por meio da campanha "Corrente do Bem", no dia 7 de agosto. O objetivo é levantar R$ 4 mil, ou 1% da cota a ser passada por Mogi para o próximo Teleton. 
Guilherme Bertti
Correção
A coluna errou ao imputar ao ex-manda-chuva da Construtora Queiroz Galvão Raul Vasconcellos a presença, ao lado de diretores do Bunkyo, no restaurante Daruma, da rua Ricardo Vilela, logo após ter sabido de sua demissão. Vasconcellos esteve no Da-ru-ma, também especializado em comida oriental, na rua Américo Rodrigues, no Mogilar.
e-mails do leitor
Sem saúde
Eu, brasileiro, 30 anos, trabalho 10 horas por dia, 5 dias por semana para sobreviver. Por acreditar em ter dignidade, pago para meu filho um plano de saúde de uma certa carteirinha verde. Quanto maior a empresa de saúde, parece-me mais problemas para usar, menor o valor pago aos médicos, com mais atrasos etc. 
Por outro lado, quanto mais nome o médico tem, mais cara a consulta, menos espaço em sua agenda, mais rico, menos humano etc. Coisas de seres humanos. Aconteceu comigo: levei meu filho a uma consulta pelo plano da carteirinha verde em uma famosa clinica de pediatria de Mogi com nome de santo. Foi pedido pela doutora que o atendeu uma bateria de exames: sangue, urina, fezes, para um "check-up" geral na situação! Fui com minha carteirinha verde, ou melhor, do meu filho, para realizá-los e, com a vida corrida que levamos, consegui finalizar todo o processo em exatamente 42 dias até ir ao balcão da mesma famosa clinica para o "retorno"! Chegando lá, a notícia: "Não atendemos mais o tal convênio". 
Na minha inocência, disse: "Mas trata-se de um retorno para leitura dos exames, pois a doutora da famosa clinica, que atendeu meu filho, solicitou. Sendo assim, poderia nos atender por não se configurar uma nova consulta. Quando me surge a provável proprietária da tal clínica (olhos de $) e diz: "Trata-se de um procedimento, faz mais de 30 dias da consulta e não atendemos mais o plano da carteirinha verde!". Quando eu indaguei: "Se eu pagar pelo atendimento particular, ela atende meu filho e irá analisar os exames?" Resposta: "Claro, senhor!". Peço aos médicos (principalmente a eles) uma só coisa: bom senso. 
Thiago Costa
costa-tf@uol.com.br
Imagem do dia
Adriano Vaccari
Escalada na obra
Serviços do córrego dos Canudos, em Brás Cubas, dão nova dinâmica para que crianças da Vila Joia brinquem sobre tubos

Fonte:Mogi News