quarta-feira, 29 de junho de 2011

Resíduos sólidos: Coleta seletiva é foco de seminário do Ciesp

No evento realizado ontem no Sesi de Brás Cubas, ambientalistas e autoridades da região debateram a nova lei de gestão de resíduos
Katia Brito
Da Reportagem Local
Guilherme Berti

Especialistas detalharam a legislação, que deve ser implantada pelos municípios até 2014
A importância da coleta seletiva foi o principal foco dos debates durante o Seminário "Resíduos Sólidos - A responsabilidade de cada um", realizado ontem no Sesi de Brás Cubas, em Mogi das Cruzes. O evento, promovido pela diretoria regional do Centro e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp/Fiesp), discutiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que deve ser implantada até 2014, reunindo diversas autoridades da região, ambientalistas e representantes da indústria.


O diretor de Meio Ambiente do Ciesp, Eduardo San Martin, detalhou a legislação regulamentada em dezembro do ano, que determina a responsabilidade compartilhada pela gestão de resíduos, envolvendo desde os fabricantes dos produtos até o poder público. Um dos desafios é a logística reversa, em que o produto deve ser recolhido por meio da coleta seletiva e retornar ao processo produtivo. "É preciso que cada cidade e região descubra a forma adequada para partilhar esta responsabilidade. Não há uma regra geral para todos. Estamos percorrendo o Estado porque estamos preocupados com a falta de movimentação diante desta questão", afirmou o dirigente. 
O especialista em Meio Ambiente do Ciesp, Jorge Rocco, explicou as etapas que formam o plano de gestão integrada de resíduos, instrumento que será obrigatório para municípios e geradores de resíduos, tendo papel fundamental também para a renovação de licenças de operações, fornecidas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Para o diretor-regional do Ciesp/Fiesp, Milton Sobrosa, o maior desafio será para os municípios, pois as indústrias já vêm se adequando de acordo com que é determinado pela legislação. 
Mogi 
A secretária de Verde e Meio Ambiente de Mogi, Maria Inês Soares Costa Neves, disse que a cidade está preparada para atender às exigências da legislação. Segundo ela, um grupo de estudo trabalha desde o ano passado para a aplicação da gestão de resíduos sólidos. 
Atualmente, apenas 1,4% do lixo recolhido em Mogi é reciclado, mas a meta é alcançar até 35%. Para chegar a este resultado, Maria Inês diz estar em estudo para o próximo semestre a instalação de mais dois centros de triagem na Volta Fria e em César de Souza. Em cem dias também devem estar em funcionamento os ecopontos na Vila Nova Jundiapeba, Parque Olímpico e Jardim Armênia.


Fonte:Mogi News

Zoneamento: Mudanças na Vila Moraes serão votadas hoje na Câmara

Apesar da resistência de alguns vereadores, as alterações no bairro devem ser concretizadas
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Divulgação

Parlamentares se reuniram ontem e decidiram votar as alterações que permitirão que a multinacional Daikin se instale na Vila Moraes
Mesmo com a resistência de parte dos vereadores de Mogi das Cruzes, as mudanças no zoneamento da Vila Moraes, às margens da rodovia Mogi-Bertioga (SP-98), deverão ser concretizadas durante a sessão de hoje na Câmara Municipal. A alteração vai permitir que a fábrica de ar-condicionado Daikin possa se instalar no bairro. Em maio, representantes da multinacional vieram à cidade e, com o prefeito Marco Bertaiolli (DEM), assinaram um protocolo de intenções para a implantação da unidade no município. 
A empresa exigiu da administração municipal uma série de benefícios para a concretização do projeto, entre eles a concessão de isenções fiscais, a liberação das licenças ambientais e a mudança na lei de uso e ocupação de solo. Todas deverão ser atendidas.


Na manhã de ontem, o presidente do Legislativo, Mauro Araújo (PSDB), se reuniu com os colegas parlamentares para chegar ao um consenso e incluir as adaptações da Vila Moraes no grupo de propostas a serem votadas hoje. 
"Alguns vereadores estavam receosos, mas apontamos os pós e os contras e chegamos à conclusão de que a geração de empregos e o nível de arrecadação de ICMS são fatores importantes para o enriquecimento da cidade", justificou Araújo. 
A Daikin é a segunda maior produtora mundial de sistemas de ar-condicionado e a expectativa é de que a unidade mogiana possa gerar até 1,5 mil postos de trabalho.


No começo deste mês, o terreno escolhido pela empresa recebeu críticas em plenário. Na ocasião, os vereadores afirmaram que a multinacional deveria se instalar no Taboão, que, até aquele momento, era o único distrito considerado industrial em Mogi.


Questionado se a cidade passará a ter mais uma área industrial, Araújo disse que o município "ganhará mais opções". 
"Naquela região, já estão instaladas empresas, como a Petrom, e o bairro tem como característica a baixa densidade demográfica", justificou. 
Além da Vila Moraes, as modificações da lei de uso e ocupação de solo propostas na semana passada e votadas hoje vão atingir os bairros Alto do Ipiran-ga, Vila São Paulo, Vila Oliveira, Parque Olímpico, Vila Mathias e Jardim Universo.

Fonte:Mogi News

Vigilância: Sabaúna pode ter base da PM

Com o trabalho considerado de sucesso na Base Comunitária ´Tsuzaichô´ de Segurança Distrital de Pindorama, a população começou a solicitar que o mesmo modelo fosse implantado em alguns bairros de Mogi. De acordo com o tenente-coronel José Francisco Braga, comandante do 17º Batalhão de Polícia Militar, existe a expectativa de que até o fim do ano o distrito de Sabaúna receba uma base. O tenente-coronel afirmou que já encaminhou o pedido para o Comando de Policiamento de Área Metropolitano (CPA/M-12).


Braga explicou que a solicitação para a implantação da base em Sabaúna não é só pelos crimes que acontecem no distrito, já que, segundo ele, perto de outros lugares do município, os índices criminais são relativamente baixos, mas pela longa distância de Sabaúna das bases da Polícia Militar.


"Com a base, teremos uma maior aproximação com a comunidade e poderemos oferecer um melhor atendimento", argumentou. 
Outras três áreas poderão ter bases comunitárias: Vila dos Remédios e Jardim Piatão, em Mogi, e a região norte de Guararema.


Segundo o vice-prefeito José Antônio Cuco Pereira, há solicitações para que mais bases sejam implantas em Mogi como a de Pindorama, mas ele disse que isso vai depender da decisão do prefeito Marco Bertaiolli (DEM) e da Polícia Militar. (L.A.)


Fonte:Mogi News

Reciclagem deverá ser reforçada

Renato de Almeida
As prefeituras, por serem as responsáveis legais pela coleta de lixo em residências, deverão apresentar até janeiro de 2012 um novo plano de gerenciamento dos resíduos sólidos gerados pelas embalagens. Isso porque, de acordo com a nova legislação sobre o assunto, aprovada e regulamentada no final do ano passado, a partir de 2014, este tipo de material não poderá mais ser encaminhado a aterros sanitários. Para isso, os governos municipais deverão fechar acordo setorial, que envolverá indústrias do ramo de embalagens, grupos de catadores e recicladores e demais entidades relacionadas. As informações foram divulgadas ontem, no seminário "Resíduos Sólidos: As responsabilidades de cada setor", no auditório do Serviço Social da Indústria (Sesi), em Braz Cubas, como parte de uma série de fóruns regionais realizada pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).


O diretor titular adjunto de Meio Ambiente do Ciesp, Eduardo San Martin, conta que acordos como este já acontecem, mas com produtos cuja vida útil não termina dentro das residências, como as baterias automotivas. "Ao entregar uma bateria nova, a indústria exige do distribuidor a devolução de uma velha. Isso não surgiu por causa da lei, mas sim pela necessidade, já que é mais barato reciclar o chumbo do que importar o produto novo", diz.


"Já quanto ao gerenciamento das embalagens, é de responsabilidade do Município, que realiza a coleta de lixo nas residências. É inviável para a indústria buscar nas casas. A Prefeitura deve trabalhar na educação do munícipe e pode oferecer incentivos a quem diminuir sua produção de lixo e favorecer a reciclagem, como, por exemplo, redução do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano)", acrescenta.


A Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente, Maria Inês Soares Costa Neves, garante que a Cidade já começou a trabalhar em seu novo plano. "Desde o ano passado, contamos com um grupo de estudos sobre o nosso trabalho de coleta de resíduos sólidos. Enviamos um membro do nosso grupo de estudo para um curso sobre a nova lei federal. A partir daí, já entramos em contato com o Ciesp, Vigilância Sanitária, ONGs de catadores e recicladores e outros órgãos relacionados para começarmos as conversas sobre nosso novo plano de gerenciamento. O Município irá conseguir atender ao prazo. Ele tem de conseguir. Com gente engajada, chegaremos, tranquilamente, com este plano em 2012", garante.


Maria Inês reconhece que ainda é muito baixo o índice de reciclagem do lixo mogiano. Em agosto do ano passado, a Cidade tinha apenas 0,6% deste material reciclado. Hoje, este número encontra-se em 1,4%. "Em um modelo ideal, chegar a 20% seria ótimo", considera.


Ela também fala sobre a coleta seletiva. "Isso existe na Cidade, mas não é perfeito. Tem a abrangência de 90% do Município, passando em dias alternados por esta área. Precisamos de uma logística mais adequada e de mais postos de descarte e triagem e a adoção de novas tecnologias", argumenta.


Fonte:O Diário de Mogi