Ex-funcionários da autarquia falaram sobre os riscos de se manter a atual administração
Bras Santos
Da Reportagem Local
Guilherme Bertti
Audiência com ex-funcionários do Semae foi realizada ontem na Câmara. Engenheiros criticaram a administração da autarquia
Os engenheiros César Lima de Paula e José Roberto Kachel dos Santos foram ouvidos ontem pela Comissão Permanente de Serviços Públicos e do Semae da Câmara de Mogi das Cruzes. Entre outras coisas, os dois técnicos alertaram que, se a administração e o desenvolvimento de projetos e procedimentos do Serviço Municipal de Águas de Esgotos (Semae) não mudarem, ele vai "quebrar".
Os dois prestam serviços para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e trabalharam no Semae entre 2010 e o começo deste ano, quando vieram a público diversas irregularidades administrativas praticadas por funcionários da autarquia, que cuida da distribuição de água e da coleta de esgoto no município. O ex-diretor Edílson Mota de Oliveira e outros servidores foram afastados em razão da investigação do Ministério Público e da Prefeitura.
O engenheiro civil e sanitarista César Lima de Paula era o convidado do dia, mas Kachel, que tinha sido ouvido na semana passada, também apareceu. Por mais de uma hora, os engenheiros apontaram as dificuldades da autarquia, que agora está sendo comandada por Marcus Melo, que se licenciou do cargo de presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) depois que assumiu a nova função. "O Semae é viável, mas precisa ser profissionalizado, ter metas claras, poder de investimento e ampliação do número de trabalhadores, além de reduzir as perdas, que chegam a 40% da água produzida e distribuída", destacou Lima de Paula, que deixou o Semae quando a crise estourou. "Não sei exatamente o motivo, mas fui convidado a me retirar", observou ele. "Se não mudar, vai quebrar", completou Kachel.
Relatório
O engenheiro e vereador Nabil Safiti (DEM), presidente da comissão, afirmou que até agosto a comissão deverá apresentar ao Semae e à Prefeitura um relatório com informações sobre os problemas da autarquia, além de dicas que poderão contribuir para a sua profissionalização: "Tivemos uma verdadeira aula. Essas e outras informações servirão de subsídio para um relatório que a comissão deverá elaborar até o início de agosto", disse.
Fonte:Mogi News
Secretário de Saúde diz que a ampliação vai desafogar os atendimentos feitos também na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Maricá
Larissa Almeida
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
O prefeito Marco Auréilio Bertaiolli e a equipe da Secretaria de Saúde visitaram ontem os postos do Jardim Maricá e Vila Nova Aparecida
A obra de ampliação da Unidade Básica de Saúde (UBS) da Ponte Grande deve ficar pronta em julho. A previsão foi passada ontem, pelo secretário Municipal de Saúde, Paulo Villas Bôas de Carvalho, que afirmou também que com esta obra, a UBS do Jardim Maricá será beneficiada porque vai desafogar a demanda de pacientes
Com a ampliação, a unidade passará a ter atendimento ginecológico na nova sala de consultas de ginecologia e obstetrícia. A obra transformou o espaço físico do imóvel, passando de 200 metros quadrados para 380 metros quadrados.
A unidade de saúde terá ainda salas separadas para procedimentos de enfermagem, como coleta de material, vacinação e inalação, dispensário de medicamentos e almoxarifado. A unidade atende cerca de 15 mil habitantes, entre moradores do bairro e de regiões vizinhas, como Mogilar, Jardim Araci, Residencial Itapety e parte do Taboão. "O mais importante é que estamos conseguindo fazer isso sem interferência no atendimento, informou Carvalho. O investimento para a reforma da UBS da Ponte Grande é de R$ 330.683,65. Deste total, R$ 300 mil são recursos liberados pelo Governo Federal e o restante de contrapartida da Prefeitura.
Visitas
Estas e outras melhorias foram comentadas ontem, durante a visita do secretário de Saúde e do prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) nos postos de saúde do Jardim Maricá, no Rodeio e da Vila Nova Aparecida, em César de Souza, onde o prefeito falou sobre o Sistema Integrado de Saúde (SIS).
Bertaiolli lembrou também que na segunda-feira, a reforma da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Vila Suissa em César de Souza, ficará pronta. A unidade terá um equipamento de raios x. Além disso, o prefeito anunciou que no dia 29 de julho, uma assembleia marcará o início da implantação do Serviço de Atendimento Móvel Urgente (Samu), que entrará em operação em setembro.
SIS
Cerca de 150 mil mogianos estão cadastrados no Sistema Integrado de Saúde (SIS) e mais de 20 mil cartões foram feitos. O próximo passo será a implantação do prontuário eletrônico, que poderá ser consultado em qualquer posto.
Fonte:Mogi News
Parlamentares aprovaram por unanimidade, ontem, o aumento do número de cadeiras na Câmara; a medida é válida a partir da próxima legislatura
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Daniel Carvalho
O aumento de sete vereadores vai gerar um gasto extra de R$ 5 milhões; o Movimento de Combate à Corrupção promete protestar
A cidade de Mogi das Cruzes terá a partir de 2013 um número recorde de vereadores. Os mogianos irão às urnas em outubro do ano que vem para eleger 23 representantes, sete a mais do que a atual legislatura. A ampliação, que deve gerar um gasto extra de R$ 5 milhões ao orçamento da própria Câmara Municipal, foi aprovada por unanimidade durante a sessão de ontem. O projeto de emenda à Lei Orgânica voltou ao plenário e, assim como ocorreu na semana passada, conquistou o voto favorável dos atuais 16 parlamentares.
Enquanto recebe a aprovação total no Legislativo, o Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) de Mogi das Cruzes planeja uma manifestação no sábado, no Largo do Rosário, no centro. Uma urna será utilizada para verificar se a população aprova esta mudança.
As eleições municipais de 2012 irão chegar ao fim superando os 21 representares que formavam a legislatura até 2003. Nos anos 70, 17 vereadores foram eleitos. O número foi sustentado até 1988, quando 12 nomes ocuparam o parlamento por apenas uma semana, até uma decisão da Justiça elevar para 21. A quantidade foi mantida por 15 anos, de 1988 até 2003, quando o judiciário novamente interferiu e, desta vez, obrigou a diminuição para 16. Na soma das duas alterações, os políticos estão com um saldo positivo de duas vagas.
De acordo com o texto do projeto, o aumento ajusta o parlamento mogiano ao que determina a Constituição Federal. A mesma emenda aprovada em 2008 pelo Senado, utilizada como base no projeto para Mogi, determina que a ampliação não irá trazer nenhum aumento de gastos ao município.
"Trata-se de uma questão legal e o número de 23 é o único que não traria nenhum questionamento jurídico", afirmou o presidente da Câmara, Mauro Araújo (PSDB). "O mais importante é que isso não trará aumento de gasto público. O orçamento continuará o mesmo, mas será dividido entre 23 gabinetes e não em 16 como é hoje", esclareceu Araújo.
A partir de agora, terá início a discussão de onde e como cortar os gastos. A diminuição dos serviços oferecidos aos gabinetes - combustível, número de ligações, cópias de documentos, postagem e viagens para a capital - deverão ser colocadas em prática. O corte de assessores parlamentares também é considerado uma possibilidade, mas os vereadores resistem a esta alternativa.
MCCE
Integrante do MCCE, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi, Marco Soares Junior, informou que o grupo estará das 10 às 15 horas do próximo sábado, no Largo do Rosário, organizando um manifesto contra a ausência da opinião pública no aumento de vereadores. "Vamos levar uma urna e saber o que a população pensa", adiantou.
Fonte:Mogi News
Devido a onda de furtos no Alto Tietê, os comerciantes pedem a remoção dos equipamentos bancários 24 horas
Luana Nogueira
Da Reportagem Local
Maurício Sumiya
O aparelho no Mercado Municipal, instalado há seis meses, foi desativado devido a onda de furtos
Em Mogi existem 170 caixas eletrônicos espalhados por vários pontos da cidade, como em farmácias, postos de gasolina e supermercados. As informações são da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Nos últimos dias 12 postos de autoatendimento foram alvos de ações de criminosos no Alto Tietê. Por causa dos constantes ataques, os comerciantes estão fazendo a remoção dos equipamentos. Essa foi a atitude tomada pelo proprietário de um mercado do Alto do Ipiranga e do Mercado Municipal.
Há uma semana, a gerência de um comércio do Alto do Ipiranga optou, por medida de segurança, retirar o caixa eletrônico. "Cerca de cinco mil clientes passam diariamente por aqui, parte deles retirava o dinheiro e gastava. As pessoas sentem faltam do aparelho mesmo depois de termos colocado um aviso. Com o aumento dos assaltos não era vantajoso continuarmos com ele aqui", esclareceu o gerente geral Jaldo Ferreira.
O Mercadão também tomou a mesma atitude. Há cerca de 10 dias as pessoas que chegam para retirar o dinheiro se deparam com um aviso alertando sobre a suspensão do serviço. "Quem mais usava o caixa eletrônico era pessoas de outras cidades. O restante dos consumidores utiliza os cartões nos próprios boxes. Ele só foi desativado, mas não sabemos se ele pode voltar a funcionar. Fazia seis meses que o equipamento tinha sido instalado", informou a auxiliar administrativa Marlene Neves.
O vendedor autônomo Jarbas Mendes, de 81 anos, teve uma surpresa quando chegou ontem para retirar dinheiro no caixa 24 horas. "Usava sempre aqui porque fica mais perto que o banco. Fazia o saque para pagar contas. Não sabia que o caixa não estava funcionando mais", declarou.
A dona de casa Patrícia Andrea Valente Oliveira, 37, também utiliza os postos de autoatendimento e está sentindo falta do equipamento. "Às vezes retirava o dinheiro e já gastava no próprio mercado durante as compras", destacou.
Desistência
O presidente do sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes, Francisco Cândido, afirmou que os constantes assaltos aos caixas têm provocado os comerciantes a pedir a retirada dos aparelhos. Para ele a tendência é continuar. "São os bancos que tiram o maior proveito dos caixas eletrônicos, porque eles funcionam como uma extensão das agências, por isso, eles que tem que cuidar da segurança", explicou. Cândido destacou que é necessário desenvolver mecanismos para dar mais segurança aos usuários e aos comerciantes. "Diferente das agências, os caixas não seguem nenhuma legislação ou regulamento de segurança", explicou.
Fonte:Mogi News