sábado, 11 de junho de 2011

Comissão: Ex-diretor do Semae vai à Câmara apontar soluções

Cleber Lazo
Da Reportagem Local
O ex-diretor-adjunto do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), César Lima de Paula, foi convidado pela Comissão Permanente do Semae e Serviços Públicos da Câmara Municipal para apontar possíveis ações que ajudem a diminuir a quantidade de vazamentos de água pela cidade. A reunião será realizada na próxima terça-feira, às 10 horas, na sede do Legislativo.


De acordo com o presidente da comissão, o vereador Nabil Nahi Safiti (DEM), o objetivo não é "levantar problemas, mas apresentar soluções". "Estamos elaborando um relatório com as áreas que apresentam dificuldades de gestão e operacionalização e estas audiências, com profissionais com vasta experiência, são essenciais para a elaboração do documento", frisou Safiti, sem revelar quando ele será finalizado. 
Entre os assuntos que serão abordos na terça-feira estão algumas alternativas para diminuir os custos com os vazamentos. O ex-diretor deverá detalhar como este tipo de serviço preventivo é realizado na Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Antes de trabalhar no Semae, ele saiu em plena crise das irregularidades encontrada no almoxarifado. Paula atuou por mais de 30 anos na companhia da capital.


Fonte:Mogi News

Aos demitidos Benefícios dados pela Valtra são poucos, diz Sindicato

Larissa Almeida
Da Reportagem Local
Adriano Vaccari



Na semana passada, os funcionários fizeram greve em protesto
As demissões de 120 funcionários da Valtra, na unidade fabril de Mogi das Cruzes no início da semana passada, resultou em duas reuniões entre representantes da empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes. No segundo encontro que aconteceu na tarde de ontem, a fabri-cante de tratores ofereceu aos demitidos quatro meses de assistência médica e vale alimentação no valor de R$ 109. 
Segundo o diretor do sindicato, Silvio Bernardo, a empresa também se comprometeu a encaminhar os ex-funcionários para participarem de um treinamento em uma agência de empregos da cidade.


Para Bernardo, os benefícios são poucos e que ao menos o auxílio médico deveria ser por um ano, isso porque alguns colaboradores tiveram o seu psicológico afetado. 
A exigência da entidade para que a Valtra pague um salário a mais aos demitidos não foi aceita. De acordo com Bernardo, que garantiu também que caso a empresa venha a demitir mais funcionários, o sindicato irá incitar uma paralisação e manifestações como a que aconteceu no último dia 4. 
O diretor explicou que a Valtra continua alegando que as vendas dos tratores estão em baixa e que existem máquinas suficientes no estoque. "O questionamento do sindicato é de que a empresa apenas fala que a situação está complicada. Temos números reais que o mercado está bom". 
Em relação aos funcionários que estavam prestes a se aposentar e foram cortados da empresa, Bernardo contou que dois casos estão sendo avaliados pela Valtra, mas que ainda não há uma resposta. 
Até o fechamento desta edição, a Valtra, empresa da marca AGCO não se pronunciou sobre o caso.


Fonte:Mogi News

Junji: Bunkyo quer distrair atenção para que Queiroz aprove o aterro

entrevista



Deputado falou sobre a carta enviada pelo clube à Imprensa e voltou a se colocar à disposição para ajudar
Bras Santos
Da Reportagem Local
Jorge Moraes


Junji Abe mostrou durante a entrevista homenagens que recebeu do Bunkyo e de outras associações, contestando a afirmação do clube de que ele nunca o ajudou
O deputado federal e ex-prefeito de Mogi das Cruzes Junji Abe (DEM) rebateu ontem todas as críticas e acusações feitas pela diretoria da Associação Cultural de Mogi (Bunkyo) em um esclarecimento distribuído à população, encaminhado na quinta-feira aos veículos de comunicação da cidade.


Demonstrando tranquilidade, Junji Abe afirmou que o tom agressivo do documento assinado pelo presidente da entidade, que congrega lideranças da colônia japonesa no município, Kiyoji Nakayama, teve como objetivo "justificar o injustificável", ou seja, a disposição do Bunkyo em ajudar a construtora Queiroz Galvão. 
A empreiteira mantém um contrato de patrocínio da Festa Akimatsuri (promovida pela associação) e utilizará as instalações do Bunkyo para realizar a audiência pública do aterro sanitário que pretende instalar no distrito industrial do Taboão, em Mogi das Cruzes.


No início do mês, o deputado federal que integra o movimento que luta politicamente contra a instalação do depósito de lixo da Queiroz Galvão publicou uma carta aberta se colocando à disposição da direção do Bunkyo para quebrar o contrato de patrocínio da festa, que é realizada todos os anos, e, desta forma, livrar a associação da obrigação (assumida em contrato com a empreiteira) de realizar a audiência pública, considerada decisiva para a consolidação do empreendimento da construtora.


Em resposta à carta aberta do deputado, a direção do Bunkyo divulgou anteontem um esclarecimento com pesadas críticas e acusações contra o deputado. Na conversa com o Mogi News, Junji e sua assessoria colocaram em dúvida a autoria do esclarecimento (que não teria sido redigido pelo Bunkyo) e alertaram para a possibilidade de os responsáveis pelo manifesto estarem tentando criar um debate (entre Junji e o Bunkyo) com a finalidade de desviar a atenção das lideranças políticas e da sociedade civil, pelo cancelamento em definitivo da audiência pública remarcada de junho para setembro.


Homenagens
Logo no início da entrevista, ainda na sala de reuniões de seu escritório político, que fica no centro de Mogi, Junji mostrou várias homenagens recebidas de associações da colônia japonesa, inclusive do Bunkyo. Uma das placas de "Honra ao Mérito" oferecida ao então prefeito da cidade (no ano de 2008, por ocasião do centenário da imigração japonesa no Brasil) é assinada pelo próprio Nakayama. "Avalio que essas placas e homenagens de associações japonesas e do próprio Bunkyo bastam para mostrar que o Junji Abe sempre ajudou o Bunkyo, a Festa do Akimatsuri e as associações instaladas em vários distritos da nossa cidade".




Agressividade
No esclarecimento aos jornais, além de sustentar que o ex-prefeito nunca ajudou a associação e a colônia japonesa, o Bunkyo duvidou da sinceridade de Junji ao oferecer ajuda para a quebra de contrato com a Queiroz Galvão e acusou o deputado de ter fornecido as certidões que a empreiteira precisava para instalar seu aterro em Mogi. O Bunkyo argumentou ainda que o ex-prefeito estaria tentando se passar por herói para fugir do papel de vilão. 
"Toda essa agressividade da diretoria tem a ver com a tentativa frustrada do Bunkyo de justificar o injustificável. Em 2003, eu dei uma certidão para a Queiroz Galvão, porque naquela época Mogi não tinha para onde mandar o seu lixo e a Prefeitura já tinha tentando instalar um aterro municipal. A tentativa não deu certo. A partir de 2004, com a terceirização da coleta e destinação do lixo da cidade, Mogi passou a não precisar mais de um aterro. E foi nesse momento que iniciamos a luta contra a construção de aterro no distrito do Taboão. Nossa luta não é contra a Queiroz Galvão, é contra a implantação de um depósito de lixo em uma área estratégica para a instalação de novas indústrias", argumentou o deputado federal. 


Luta
Junji garantiu que não guardará mágoas das críticas e dos ataques feitos pela direção do Bunkyo. "A minha carta aberta não teve, em momento nenhum, a intenção de prejudicar alguém. Só me coloquei à disposição para ajudar na luta contra a audiência pública e a instalação do aterro. Se alguém achou que o Junji agiu com demagogia ao propor ajuda, que me desculpe, mas eu vou morrer assim. Estou pronto para ajudar. Não acredito que essa manifestação do Bunkyo causará qualquer problema à minha relação com a colônia japonesa ou com os eleitores. A população me conhece e sabe do meu trabalho. O mais importante neste momento é não desviarmos do foco, que é a luta contra a audiência e a instalação desse aterro no Taboão", completou.


Fonte:Mogi News

Miyake na CBN

Mauricio Sumiya



O diretor da Rede Básica da Secretaria Municipal de Saúde, Cláudio Miyake, foi o entrevistado de ontem do jornalista Milton Jung, no Jornal da CBN - 1a. Edição, logo às 6h40. Miyake explicou o cruzamento de informações do Sistema Integrado de Saúde, o SIS, implantado recentemente em Mogi, que vem permitindo a descoberta de casos de violência doméstica contra crianças a partir de um moderno sistema de consultas médicas, marcado e executado nos postos de saúde municipais.


Sucesso mogiano
Miyake confirma o sucesso do SIS, que na segunda-feira já havia sido objeto de longa matéria no Jornal Nacional, quando se entrevistou o secretário municipal de Saúde, Paulo Villas Bôas de Carvalho, a diretora da Vigilância Epidemiológica, Tereza Nihei, e o médico-legista e diretor do Cejam, Wilmes Gonçalves Gonçalves Teixeira.


Ideia luminosa
O auditor tributário Paulo Bérgamo dos Santos, que mora em Mogi e é autor do projeto, teve o nome citado na entrevista de Miyake. Bérgamo sugeriu à Prefeitura que integrasse as informações e passasse a detectar expedientes suspeitos, como a passagem de crianças por postos de saúde diferentes, levados por pais ou responsáveis, com o objetivo claro de descaracterizar agressões contínuas feitas dentro de casa.


Wilmes
Daniel Carvalho

Trata-se da chamada Síndrome do Bebê Espancado, a Sibe. A denominação foi criada por outro mogiano, há mais de três décadas, Wilmes Teixeira, que é uma das figuras mais ilustres da medicina-legal brasileira. Membro da American Academy of Forensic Science e livre-docente, Wilmes, em entrevista concedida em 2008 a um site de combate a agressões contra crianças, por conta do caso Isabella Nardoni, foi citado como pai da "matéria".


É coisa nossa
Na entrevista, Wilmes, disse: "Na verdade, fui eu quem deu esse nome de Sibe. A Sibe vem de 1978. Publiquei na Revista Paulista de Medicina o primeiro artigo sobre a síndrome. O bebê não entende a agressão, não se defende. Como não anda, não escapa; como não fala, não denuncia".


Espaço total



Miyake, que falou à CBN por oito minutos, explicou a preocupação da administração Marco Bertaiolli em modernizar o atendimento de saúde, formar um banco de dados ágil e com recursos e, por fim, interagir para combater e punir a violência, não somente contra crianças, mas também contra idosos e mulheres.


Carta
"Acabaram-se as vagas no Legislativo". Eis o título da carta enviada por Antonio Carvalho (plcdcarvalho@bol.com.br) à coluna, cujo conteúdo é interessante: "Conforme venho acompanhando as publicações, principalmente na Contracapa, neste veículo de comunicação do qual sou assinante, parece-me que as eleições ocorrerão já neste final de semana. 1º) apareceu um líder da bancada do PR afirmando que o mesmo iria eleger 10 candidatos ao Legislativo; 2º) após, veio outro que disse que iria eleger seis da base aliada do Executivo (DEM); 3º) agora, aparece um dizendo que irá eleger 4 (PMDB) e outro ainda dizendo que elegerá pelo menos 3 (PT).


Parece-me que em vez dos eleitores mogianos decidirem em quem vão votar, são os aludidos, porém, já eleitos atualmente, que decidem pelo eleitorado mogiano".




Pelo ladrão
E Carvalho tem razão. Somadas as potenciais bancadas dos principais partidos, a Câmara não terá as anunciadas 23 cadeiras, mas acima de 70. Trata-se do voto virtual ou, mais propriamente, de uma conversa de pescadores partidários, que tal como aqueles que vão à beira do rio e voltam contando vantagens impossíveis, saem elegendo por eles mesmos suas bancadas, muito antes de ir às urnas. Durma-se com um barulho desses.




Mãos à obra
Nessa esteira, a Câmara, sob a determinação do presidente Mauro Araújo (PSDB), que se prepara para abrigar - segundo a lei, não os dirigentes pescadores, mais sete parlamentares -, deve iniciar em breve uma reforma para ampliação, inclusive com a construção de novos gabinetes para os edis, que irão se multiplicar como chuchu na cerca.


Reminiscências
Guilherme Bertti

O prédio, construído entre os anos de 1979 e 1980, na segunda administração de Waldemar Costa Filho, foi um arrojo para a época, inclusive pelo fato de WCF, um gozador, ter mandado fazer um plenário que mais parece um sarcófago. Antes, o Legislativo vivia em prédios emprestados ou alugados, como o Teatro Vasquez, que ficou, durante anos desativado para as artes, um salão comercial na rua Barão de Jaceguai e até o prédio que pertencia à antiga Caric, que hoje dá espaço à Lojas Americanas, na Avenida dos Bancos.


Fonte:Mogi News