terça-feira, 17 de maio de 2011

Trânsito: Autuações somam R$ 1,6 milhão em 2011

Trânsito:
Autuações somam R$ 1,6 milhão em 2011
Marcelo Pascotto
Da Reportagem Local
Oswaldo Birke
Nakaharada ressalta que radares têm função educativa
Levantamento feito pela Secretaria Municipal de Transportes mostra que de janeiro a abril deste ano foram aplicadas 16.691 multas na cidade, o que resultou na soma de R$ 1.675.561,76, no entanto, 26,7% ainda não quitaram seus débitos com o poder público local, que recebeu 12.251 autuações e arrecadou 1.088.998,26. Na lista, janeiro foi o mês que apresentou maior aplicação de multas, com 5.871 (R$ 579.672,34), seguido por março com 4.519 autuações (R$ 451 mil).
Os números deste quadrimestre são superiores ao apresentados no ano passado que registrou 1.149 multas o que gerou apenas R$ 111.657,23, ou seja, as aplicação de autuações de trânsito cresceram 1.400% neste período em relação a 2010. Isso porque em janeiro e fevereiro do ano passado, por uma determinação da Justiça, as autuações pelos radares na cidade ficaram suspensas.
A arrecadação feita no ano passado totalizou R$ 796 mil, provenientes dos pagamentos efetuados de 8.500 multas aplicadas em 2009 e março e abril do ano passado. Segundo o titular da pasta, Carlos Nakaharada, a cidade continua com os mesmo número de radares, houve apenas algumas transferências dos locais dos aparelhos. Nas ruas de Mogi estão instaladas quatro barreiras eletrônicas, dez equipamentos fixos, um para trânsito de caminhões, dois de avanço de sinal e velocidade, quatro de avanço de sinal e um equipamento estático.



Campeão
O secretário afirmou que o radar instalado na avenida Joaquim Pereira de Carvalho, na altura do nº 985, tem registrado o maior número de infrações de motoristas indisciplinados. Embora a população reclame dos aparelhos, Nakaharada acredita que os equipamentos cumprem sua função. "Temos certeza disso. Além do controle de velocidade, há outras funções, como a melhora da atenção dos motoristas o que ajuda a diminuir as ocorrências", fala ele, que justifica o sinal positivo da presença destes equipamentos nas ruas a falta de registro de acidentes nas localidades onde foram instalados.

Fonte:Mogi News

Queiroz Galvão: Movimento ameaça ir à Justiça contra falta de técnico em boxe

Queiroz Galvão:
Movimento ameaça ir à Justiça contra falta de técnico em boxe
Líderes afirmam que a empresa deveria colocar uma pessoa à disposição da população para dar explicações
Bras Santos
Da Reportagem Local
Guilherme Bertti
Boxe com o EIA/Rima sobre o aterro que a Queiroz Galvão quer implantar em Mogi foi reaberto ontem por causa de uma decisão judicial
O movimento "Aterro Não" quer protocolar nos próximos dias uma ação judicial para forçar a empreiteira Queiroz Galvão a manter técnicos especializados à disposição da população que pretende analisar o conteúdo do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do aterro sanitário que a empresa quer instalar no distrito industrial do Taboão, na região norte de Mogi das Cruzes.

"Com essa ação que deverá ser levada para apreciação da Justiça de Mogi até o fim da semana, queremos que a análise do documento seja suspensa até que a empresa coloque pessoas com conhecimento técnico para explicar detalhes do EIA-Rima. Hoje, quem procura informações técnicas sobre as implicações do aterro precisa ler com atenção as centenas de páginas que fazem parte do estudo", destacou Mário Berti, integrante do movimento.
Berti observou, entretanto, que ainda não está definida qual entidade (integrante do "Aterro Não") vai elaborar a ação que será proposta à Justiça local: "Queremos que a Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi assuma o compromisso de preparar e protocolar esse documento ao Judiciário", ressaltou Berti. O advogado Gustavo Ferreira observou que o dono (Raul Vasconcelos) do terreno onde a Queiroz Galvão quer instalar o aterro já se antecipou ao dizer que não tem a obrigação de manter um especialista no boxe onde o EIA-Rima pode ser consultado: "Esse senhor (representante da Queiroz Galvão em Mogi) disse a uma emissora de rádio que a empresa só precisaria colocar um especialista à disposição da população no dia da audiência (marcada para 21 de junho, na Associação Cultural Bunkyo). Isso é o que ele acha. Mas nós vamos pedir à Justiça que o acesso ao documento seja suspenso até que um técnico esteja no local para ajudar a população", reforçou Ferreira.


Outras ações
Berti e Ferreira falaram sobre a decisão de acionar a Queiroz Galvão pela falta de um especialista no boxe do Mogi Plaza quando se preparavam para seguir para a capital. Eles fizeram um protesto diante da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, onde o secretário Bruno Covas recebeu o prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Aurélio Bertaiolli (DEM), para uma audiência.
"Independentemente do resultado dessa reunião, o movimento continuará trabalhando em nome da sociedade civil para barrar a audiência pública e a instalação do aterro regional", argumentou Berti, que comanda a Associação Guerrilheiros do Itapeti.

Ele adiantou que o movimento tomará outras providências nas próximas semanas com a meta de inviabilizar o empreendimento da Queiroz Galvão: "Nós vamos provar que o Bunkyo não tem condições de receber a audiência pública", comentou o ativista.

Fonte:Mogi News

Resposta de Bruno Covas decepciona

Lixão
Resposta de Bruno Covas decepciona
Bertaiolli queria o cancelamento da audiência sobre o Lixão, mas secretário disse que não pode decidir sozinho
Jamile Santana
Da Reportagem Local
Osvaldo Birke
Reunião entre o prefeito Marco Bertaiolli e outras autoridades mogianas com o secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas foi na capital
Foi em clima tenso, em uma reunião a portas fechadas no gabinete do secretário de Estado do Meio Ambiente, Bruno Covas, em São Paulo, que o prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Bertaiolli (DEM), pediu a prorrogação da data da audiência pública sobre o aterro sanitário da Queiroz Galvão, marcada para o dia 21 de junho. Pressionado, o secretário afirmou que não poderia autorizar o cancelamento sozinho, mas que levará o pedido para discussão no Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), que decidirá se atende ou não a solicitação de Mogi, no próximo dia 25 de maio.
A Imprensa não pôde acompanhar a reunião, que durou pouco mais de uma hora e meia, mas, durante entrevista coletiva, foi fácil identificar o clima tenso da conversa. "Respeito e tenho carinho pelo secretário, mas estou aqui como advogado de defesa de Mogi. O governo do Estado de São Paulo inundou 35 quilômetros de Mogi para que São Paulo tenha água. Não é justo deixar que este empreendimento se instale na cidade, já que este aterro não vai receber um quilo sequer do lixo mogiano, porque este Lixão é para atender São Paulo. O clima é tenso porque a situação em Mogi está tensa", disse o prefeito.
Bertaiolli foi à capital pedir o cancelamento da audiência pública e a prorrogação por mais 90 dias da nova data do evento. "Nós levamos 45 dias só para contratar a empresa que fará o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da Queiroz. Este prazo não foi suficiente para Mogi se posicionar. Tenho certeza de que o governo do Estado vai dar esta prorrogação para a cidade, que vai mostrar de forma técnica que o projeto tem flagrantes de irregularidades, como a troca do projeto no meio do processo, sem que a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) solicitasse uma nova Certidão de Uso e Ocupação do Solo", afirmou Bertaiolli.
O secretário de Meio Ambiente foi enfático ao dizer que, sozinho, não poderia cancelar a audiência. "A secretaria não pode julgar se o empreendimento é bom ou não. Ela só pode analisar se ele está ou não de acordo com as normas técnicas. Mesmo sendo um projeto ultrapassado, não tenho o que fazer", disse. Covas voltou a defender a realização da audiência pública, que é uma das etapas para a instalação do aterro. "A audiência pública é sempre uma forma de a população se posicionar", disse.

Fonte:Mogi News

Lixão: Prefeitura vai tentar fechar boxe

Lixão:
Prefeitura vai tentar fechar boxe
Osvaldo Birke

Ativistas de Mogi levaram um caixão em protesto ao lixão
Diante da decisão da juíza Ana Carmem de Souza Silva, que mandou reabrir o boxe do Mogi Plaza Center, onde a empreiteira Queiroz Galvão colocou à disposição o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do aterro que pretende instalar em Mogi, a administração municipal já estuda medidas judiciais para derrubar a liminar. O prefeito Marco Bertaiolli (DEM) afirmou que quem deveria mudar de posição em relação ao empreendimento é o União Futebol Clube, que "está cedendo espaço para esta violência contra Mogi".

O prefeito descartou qualquer cancelamento de subvenções que o clube venha a receber da administração municipal, mas lembrou que o União depende da Prefeitura e deveria ajudar a proteger a cidade. "Eles treinam em espaço municipal. Não deveriam ceder à empresa", disse. O EIA/Rima voltou a ficar exposto ontem no boxe instalado no Mogi Plaza. A administração municipal tem dez dias para recorrer da sentença. (J.S.)

Fonte:Mogi News