sábado, 14 de maio de 2011

Dedo duro: Juíza acata liminar e manda DER cancelar multas em 48h

Dedo duro:
Juíza acata liminar e manda DER cancelar multas em 48h
Governo também está sujeito a pagar multa diária de R$ 10 mil para cada item da sentença
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
A juíza substituta da Vara da Fazenda Pública do Fórum Central de Mogi das Cruzes, Ana Carmem de Souza Silva, aceitou o pedido de liminar do Ministério Público (MP) no processo que envolve o radar dedo-duro da rodovia Mogi-Bertioga (SP-98). Com a decisão, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) tem 48 horas para suspender "todas as multas de excesso de velocidade aplicadas pelo equipamento instalado no km 58,6 da rodovia, desde 11 de novembro de 2010".
O órgão precisa, ainda, "suspender o funcionamento do radar enquanto não regulamentar a sinalização" no trecho onde está o dedo-duro. Ela também exige que os pontos nas respectivas Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) dos motoristas lesados sejam suspensos.
O prazo para cumprir a decisão será contado a partir do momento em que o departamento, ligado à Secretaria Estadual dos Transportes, for comunicado de forma oficial. A magistrada encaminhou a decisão por meio de carta precatória na manhã desta sexta-feira. Caso a determinação não seja cumprida, o DER está sujeito a pagar multa diária de R$ 10 mil para cada item da sentença. O DER tem 10 dias para recorrer da liminar.

Em entrevista na tarde de ontem, Ana Carmem revelou os principais motivos que levaram a aceitar o pedido feito pela Promotoria. "Foi verificada a existência uma grande placa na rodovia que dificulta a visualização dos motoristas e não atende a normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran)", detalhou. "Outro aspecto importante foi a falta de sinalização nos acessos das vicinais à rodovia, situação que leva o motorista a ser multado", disse a juíza.

Ela informou que nem todos os itens apontados pelo MP foram analisados. "Para dar minha sentença me atentei a alguns aspectos que julguei suficientes para alimentar a tese dos problemas na sinalização. Somente no momento de executar o mérito é que todos os argumentos do processo deverão ser levantados em conta", explicou.
Na última quinta-feira, o Mogi News, divulgou, com exclusividade, que o MP havia confirmado as irregularidades do radar. O promotor de Justiça Fernando Pascoal Lupo encaminhou à Vara da Fazenda de Mogi a proposta de instauração de uma ação civil pública contra o DER. Ela foi acompanhada do pedido de uma liminar, a qual solicitava que houvesse a suspensão da fiscalização do limite de velocidade e o cancelamento das multas. A juíza Ana Carmem não só acatou a liminar como estabeleceu o prazo de 48 horas. O MP instaurou inquérito em 15 de março último depois que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mogi das Cruzes entregou uma série de documentos que apontavam problemas técnicos no aparelho.
Até a conclusão desta reportagem, a Assessoria de imprensa do DER não divulgou se foi informada da decisão da juíza.

Fonte:Mogi News

Denúncia: Paciente renal tem atendimento ruim

Denúncia:
Paciente renal tem atendimento ruim
Daniel Carvalho
Gondim: Problema urgente
A falta de atendimento em Mogi das Cruzes e Suzano para pacientes portadores de doenças renais crônicas é um dos problemas mais sérios do sistema de saúde pública na região do Alto Tietê, segundo o médico e deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS). No início da semana, ele tratou desse assunto com o secretário estadual da Saúde, Giovanni Guido Cerri.
Ontem, o parlamentar adiantou que a falta espaço nos dois institutos de nefrologia da região (instalados em Mogi e Suzano) e o envio de pacientes para fazer hemodiálise em Guarulhos e na capital será discutida em uma reunião da Frente Parlamentar com os prefeitos do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) na manhã de segunda-feira, em Arujá.

Gondim explicou que o serviço de hemodiálise é considerado de alta complexidade: "Esse tipo de tratamento é financiado pelo governo federal, por meio do Ministério da Saúde. Ocorre que tanto em Suzano como em Mogi o teto para tratamento de hemodiálise está fixado em 200 pacientes. O problema é que as cidades da região, cujos pacientes são atendidos nos institutos de Suzano e Mogi, têm mais portadores de doenças renais que o número de vagas autorizadas: "Em média, 40 pessoas que precisam desse procedimento praticamente todos os dias não estão conseguindo fazer tratamento nos institutos das duas cidades em razão do teto fixado. Falei ao secretário sobre a gravidade dessa situação e ficou estabelecido que teremos de acionar o governo federal para que o teto de pacientes seja revisto para cima", argumentou. O deputado observou que a Frente Parlamentar e os deputados federais eleitos pela região terão de conseguir do Ministério da Saúde o aumento do teto financeiro para os institutos de nefrologia.

Na audiência, gondim alertou para a crise financeira que afeta as Santas Casas de Santa Isabel e Salesópolis. Outro tema urgente discutido foi o da crescente procura pelo serviço de ginecologia (cirurgias) e de planejamento familiar do Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos. (B.S.)

Fonte:Mogi News

ACMC: Palestra tratará dos riscos da Internet

ACMC:
Palestra tratará dos riscos da Internet
A Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) realiza, por meio do Núcleo Setorial de Escolas Particulares, uma palestra sobre os riscos do uso da Internet nas escolas. A apresentação será na terça-feira, às 9 horas, no auditório da entidade (rua Barão de Jaceguai, 674), e será gratuita.

Oracio Kuradomi, especialista na área de informática há 23 anos e consultor da Rede Globo, da Rede Record e da Rede Jovem Pan, será o palestrante. Ele vai apresentar pesquisas sobre o uso da Internet nas escolas e abordar as responsabilidades da direção das instituições de ensino.

Fonte:Mogi News

A palestra é voltada para mantenedores, diretores, educadores e profissionais de Tecnologia da Informação e demais interessados. As vagas são limitadas. Mais informações e inscrições pelos telefones (11) 4728-4324 e 4728-4327 ou pelo e-mail cursos@acmc.com.br.

"Aterro Não": Juíza manda reabrir boxe do Lixão

"Aterro Não":
Juíza manda reabrir boxe do Lixão
Ana Carmem de Souza Silva acatou o mandado de segurança com pedido de liminar da Queiroz Galvão
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Jorge Moraes

Ana: "Os argumentos indicam que a atividade desempenhada no boxe não se enquadra na lei"
A juíza Ana Carmem de Souza Silva acatou o mandado de segurança com pedido de liminar do diretor-comercial da empresa Queiroz Galvão, Raul Vasconcellos, e suspendeu de forma imediata o auto de infração que fechou o boxe do Lixão, que fica no Mogi Plaza Center, no bairro Mogilar.
A decisão possibilita que o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do aterro sanitário no distrito mogiano do Taboão possa ser novamente exposto no local. A administração municipal tem dez dias para recorrer da sentença.

No dia 5 deste mês, fiscais da Prefeitura de Mogi das Cruzes interditaram o boxe 116 do Mogi Plaza alegando que o espaço não contava com alvará de funcionamento. O documento estava no local havia quatro dias.
A exposição pública do estudo é a última etapa para a realização da audiência pública marcada para o próximo dia 21 de junho na sede da Associação Cultural Bunkyo, que fica no bairro da Porteira Preta.
Para concretizar o evento, o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) determina que o EIA/Rima deve ficar disponível para a população pelo período mínimo de 20 dias antes da audiência.

Segundo a decisão da juíza substituta da Vara da Fazenda Pública do Fórum Central da cidade, os argumentos usados pelos advogados da empresa, e aceitos por ela, indicam que "a atividade desempenhada no boxe não se enquadra na Lei Municipal de tributo, não estando, portanto, condicionada à prévia expedição de licença de localização e funcionamento".
Ainda de acordo com o visto da juíza, a documentação exigida pela Prefeitura "seria necessária apenas para as atividades de produção, comércio, indústria, prestação de serviço e congêneres".

"Uma vez que a referida atividade não se enquadra em quaisquer atividades que autorizam a cobrança de taxa de licença da municipalidade, fica deferido o pedido de liminar para suspender todos os efeitos do auto de infração de forma que os interessados possam expor o estudo de impacto ambiental no local da autuação até a decisão final do processo", informa a conclusão da juíza.

A Queiroz Galvão entrou com o recurso na quinta-feira passada às 15h08, em caráter de urgência. No processo, que conta com 24 páginas, a empresa chega a citar que o fechamento foi "abuso de autoridade".
O mandado de segurança em nome da construtora tem como autores advogados do escritório Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra.

Fonte:Mogi News