quarta-feira, 13 de abril de 2011

China apoia Brasil no CS da ONU

China apoia Brasil no CS da ONU

DIPLOMACIA Presidente Dilma Rousseff encontra-se com o presidente da China, Hu Jintao, ontem
PEQUIM
Na visita da presidente Dilma Rousseff à China, o país asiático deu um passo adiante ao tratar da defesa do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU No comunicado conjunto assinado pelos dois países, a China se posicionou ao lado do Brasil ao assinalar que a representação das nações em desenvolvimento, naquele fórum, é agora uma "prioridade".
"A China atribui alta importância à influência e ao papel que o Brasil, como maior país em desenvolvimento do hemisfério ocidental, tem desempenhado nos assuntos regionais e internacionais, e compreende e apoia a aspiração brasileira de vir a desempenhar papel mais proeminente nas Nações Unidas", diz um trecho do comunicado.
Embora o país de Hu Jintao já tenha, em outras ocasiões, declarado apoio à pretensão brasileira de ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, na prática tudo ficou na retórica. Motivo: a China, membro permanente, não quer ajudar o Japão, com quem o Brasil se associa nesse projeto, ao lado da Índia e da Alemanha, o grupo do G-4.
Questionada se a China havia adotado tom mais incisivo do que os Estados Unidos, que declarou ter "apreço" pela entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, Dilma evitou ser taxativa. "Não acho que dê para fazer uma comparação assim", afirmou.
Em vez de mexer nesse vespeiro, ela preferiu dizer que o grupo dos Brics - formado por Brasil, Rússia, Índia e China e prestes a oficializar a entrada da África do Sul - tem grande proximidade e se absteve de votar a resolução do Conselho de Segurança que autorizava a intervenção militar na Líbia. "A África do Sul acaba de entrar nos Brics e votou a favor. Nem sempre todos teremos a mesma posição, mas é importante sinalizar que a maioria tem sido no sentido de agregar", comentou ela.
No diagnóstico de Dilma, esses fóruns são fundamentais para a articulação dos países em desenvolvimento no cenário internacional. "Vamos insistir no fato de que a governança do FMI e do Banco Mundial não pode consistir em um rodízio entre Estados Unidos e Europa, com os demais países sistematicamente fora", disse a presidente.
O comunicado conjunto entre China e Brasil também faz uma referência genérica e lacônica à defesa dos direitos humanos. O assunto é abordado, no entanto, como se fosse uma questão de garantir a inclusão social e a distribuição de renda. Em nenhum momento se trata da falta de liberdade de expressão e das violações nessa seara.
"Eu queria dizer que nós tivemos a mesma manifestação sobre direitos humanos que tivemos com os Estados Unidos", observou Dilma, ao ser questionada sobre o assunto, em rápida entrevista. A presidente seguiu o script previamente acertado com o Itamaraty, de não "singularizar" a questão nem apontar o dedo para um ou outro país.
A entrevista foi encerrada antes que jornalistas pudessem perguntar a opinião de Dilma sobre o desaparecimento do artista plástico Ai Weiwei, autor do projeto do Estádio "Ninho de Pássaro" para as Olimpíadas de Pequim, em 2008. O governo chinês alega que Ai está preso por ter cometido "delitos econômicos", sem dar maiores detalhes.
O item 23 do comunicado conjunto entre Brasil e China diz que "as duas partes fortalecerão consultas bilaterais em matéria de direitos humanos e promoverão o intercâmbio de experiências e boas práticas". O documento destaca que os dois países decidiram intensificar a cooperação na área social, "em especial sobre políticas e programas de combate à pobreza".
Em outro trecho, Brasil e China reafirmam seu desejo de construir "uma ordem internacional mais justa, equitativa, inclusiva e ordenada, com vistas a salvaguardar a paz e a segurança internacionais e promover o desenvolvimento, a democracia, os direitos humanos e a justiça social".
O assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, disse ao Grupo Estado, em entrevista concedida há duas semanas, que o tema "direitos humanos" terá grande peso no governo Dilma, até mesmo porque ela foi prisioneira política na ditadura.

Fonte:O Diário de Mogi

Reminiscências

Márcio Siqueira
Divulgação



Márcio Siqueira
Divulgação




Reminiscências
O site do deputado federal Junji Abe traz uma galeria de fotos antigas do político. Há imagens de diversas épocas da carreira pública do hoje parlamentar, inclusive uma relíquia, datada de 1973, quando de sua posse como vereador mais votado de Mogi.




Bem acompanhado
Ao lado de Junji, estão o presidente da Câmara da época, o sempre honesto Luiz Beraldo de Miranda, falecido em 1999, e o prefeito que acabara de ser empossado, o também impoluto promotor Sebastião Cascardo, morto nos anos 80.




Para advogados - I
Junji apresentou recentemente projeto de lei que prevê pena de detenção para quem desrespeitar advogado no exercício da profissão ou em razão dela. A proposta aguarda o despacho do presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), para tramitar.




Para advogados - II
Se o projeto virar lei, quem desrespeitar advogado no exercício da profissão estará sujeito a detenção de seis meses a dois anos de prisão ou multa. A pena será aumentada em um terço, se o infrator for funcionário público exercendo suas funções. Além disso, torna-se agravante a prática de crime contra advogado durante sua atividade profissional ou em razão dela.








Amigos para sempre
Para fechar o assunto "Junji": o deputado garante que as relações políticas entre ele e o deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS) nunca foram tão boas como agora. Na última campanha, eles seguiram fazendo uma dobradinha, até um desentendimento por causa do fato de Gondim ter feito parceria paralela com a então candidata à Câmara Federal Elaine Abissamra, hoje suplente. Passada a régua das posses, os dois têm mostrado uma invejável sintonia política.








Carta
"Todos nós que somos contra a instalação do Lixão em nosso município temos de tomar muito cuidado com o secretário Bruno Covas e com seu chefe maior. Em campanha para o governo do Estado, seu avô, Mario Covas, prometeu na sede do Sindicato dos Eletricitários, no bairro da Liberdade, a muitos eletricitários que lá estavam, que não iria privatizar a Eletropaulo. Tão logo assumiu o governo, botou o seu vice, Geraldo Alckmin, para desenvolver o programa de privatizações, posteriormente vendendo a estrangeiros, a preço de casca de alho, a Eletropaulo e outras empresas do Estado, salvando-se só a Sabesp. Não honrou a palavra, prejudicou muitos funcionários de carreira e a qualidade dos serviços só piorou. O termo "passa-moleque" utilizado pelo prefeito Marco Bertaioli contra o senhor Bruno Covas é o mesmo que muitos de nós, ex-eletricitários, utilizamos na época em que recebemos a rasteira do governador Mario Covas. Fica o alerta aos desavisados."
Joel Avelino Ribeiro
ribeirojoel1@hotmail.com
Divulgação




Rápido no gatilho
A carta acima destrincha notas dadas pela coluna semanas atrás, logo após a notícia de que a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, comandada por Bruno Covas, deu uma enorme agilidade para a marcação da audiência do Lixão pretendido pela Construtora Queiroz Galvão.
Osvaldo Birke




Bom de boca
Covas, que parecia ser mais transparente do que seu antecessor, Francisco Graziano, o Xico, parece ter fechado a secretaria para um balanço amplamente favorável à Queiroz Galvão, fazendo com isso o jogo da poderosa empreiteira e contra Mogi.
Guilherme Bertti




Arraes 7.0
O ambientalista José Arraes completa 70 anos no próximo dia 20 e deve comemorar em grande estilo. Ele mandou convite à coluna. Cortez, Arraes, com quem este jornalista teve discordâncias no ano passado, sabe separar a opinião dos aspectos pessoais. Lutador das causas do meio ambiente e intransigente em suas convicções políticas, Arraes, queiram ou não, é um patrimônio de quem defende a coisa pública.




Voto desgarrado
O deputado federal Valdemar Costa Neto (PR), o Boy, confessou ontem publicamente que tem uma "alckmista" em sua família, muito embora ele esteja, desde 2002, completamente comprometido com o PT. Ao justificar ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) o porquê de não tê-lo apoiado na última disputa estadual, Boy quis consolar o governador: "Mas minha mãe votou no senhor".








Qualidade de voto
A mãe de Boy, dona Leila Caran Costa, que foi por 18 anos primeira-dama de Mogi nas gestões de seu marido, Waldemar Costa Filho, sempre foi exemplo de trabalho em benefício dos mais necessitados, no comando do Fundo Social de Solidariedade, e deu um voto de qualidade a Alckmin.
Fonte:Mogi News

Semae irá receber acréscimo de R$ 4,7 milhões no caixa

Semae irá receber acréscimo de R$ 4,7 milhões no caixa
Os recursos serão utilizados para pagamento de obras, serviços e programas da autarquia
Marcelo Pascotto
Da Reportagem Local
Guilherme Bertti
Todas as licitações de compras feitas pelo Semae foram suspensas até que todo o caso seja apurado pelas sindicâncias
A Prefeitura de Mogi das Cruzes publicou ontem o decreto 11.345 que autoriza uma suplementação orçamentária para o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), autarquia municipal responsável pelo fornecimento de água e recolhimento de esgoto na cidade. De acordo com o documento, serão R$ 4,7 milhões colocados à disposição do Semae.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, a transferência destes recursos não significa que o orçamento do Semae cresceu, mas sim um remanejamento de verbas dentro da própria autarquia para custeio da empresa, sem destinação específica, ou seja, o montante será utilizado para pagamento de obras, serviços e programas do Semae.
Este remanejamento de recursos segue o limite estabelecido por lei, que no caso de Mogi é de 15%. Segundo a assessoria, esta operação é comum, porque embora tenha um orçamento, é necessário fazer remanejamento de recursos. O superintendente do Semae, Marcus Melo, preferiu detalhar estas informações através da Assessoria de Imprensa da Prefeitura, porque assumiu o controle da empresa, interinamente, na semana passada.
Mais uma vez, reiterou que todos os processos de licitações em andamento estão sendo avaliados. Na semana passada, um processo para compra de equipamentos de segurança foi suspenso para uma análise mais aprofundada. No entanto, declarou que não é possível adiantar se outras ações e processos serão paralisados.
O orçamento previsto pelo Semae para este ano é de R$ 90 milhões, representa 11% do total esperado na arrecadação em 2011, que é de R$ 814 milhões, sendo R$ 656 milhões pela Prefeitura e R$ 67,5 milhões pelo Instituto de Previdência Municipal de Mogi das Cruzes (Iprem).



Interino
Marcus Melo foi nomeado superintendente após Edilson Mota de Oliveira pedir demissão do cargo, depois que o Ministério Público local identificou supostas irregularidades administrativas e contábeis na autarquia. Isso fez com que o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) determinasse a abertura de sindicância para apurar os problemas, além de afastar dois funcionários que poderiam estar envolvidos com pagamentos ilegais feitos pelo Semae a uma prestadora de serviços em Suzano. Outra medida foi a suspensão de todas as licitações de compras feitas pela autarquia até que todo o caso seja apurado pelas sindicâncias, que dentro de 30 dias deverão estar concluídas e poderão diagnosticar a extensão das irregularidades e a responsabilidade dos envolvidos.

Fonte:Mogi News

Mogi investirá R$ 82 mi em tratamento de esgoto

Não ao Lixão
Mogi investirá R$ 82 mi em tratamento de esgoto
Maurício Sumiya
Solenidade realizada ontem marcou início de obras
A Prefeitura de Mogi das Cruzes garantiu que o Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), apesar da turbulência momentânea, pretende manter a previsão de ampliar até 2015 o tratamento de esgoto dos atuais 42% para mais de 80% do total de resíduos coletados.
No caso de atingir essa meta, que exigirá mais de R$ 82 milhões em investimentos, o Semae conseguirá equiparar-se às projeções que o governo estadual e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) fizeram ontem cedo para as cidades atendidas pela Sabesp na região.

Em visita ao município de Arujá, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Edson Giriboni, e a diretora-presidente da Sabesp, Dilma Seli Pena, prometeram investir cerca de R$ 343 milhões e elevar para até 84% o tratamento de esgoto nos municípios de Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba e Arujá, cujas obras avaliadas em R$ 40,8 milhões foram lançadas no inicio da tarde por Alckmin e assessores.
O prefeito Marco Bertaiolli (DEM) participou do evento promovido no Polo Industrial de Arujá pelo Palácio dos Bandeirantes. Bertaiolli, entretanto, deixou o local sem conversar com os jornalistas sobre esse assunto. Coube à sua Assessoria de Imprensa informar que o Semae já possui um Plano Diretor para nortear seus investimentos e que esse plano foi concebido e apresentado, pelo ex-diretor da autarquia Edílson de Oliveira, antes de o governo do Estado e a Sabesp apresentarem ontem suas metas para ampliação dos serviços de coleta e tratamento de esgotos nas maiores cidades do Alto Tietê.
A assessoria sustentou que mesmo com a demissão de Edílson Oliveira, substituído interinamente pelo secretário-adjunto do governo Marcus Melo, continuam valendo as previsões do plano diretor apresentado em novembro de 2010 aos vereadores.

Naquela apresentação, feita pelo ex-diretor, informou-se que Mogi pretendia reduzir em 10 anos (de 2025 para 2015) a meta de ampliar a coleta de esgoto para 90% da população e tratar 80% de todo esse volume. Para alcançar esse objetivo, o Semae e a Prefeitura terão de investir mais de R$ 82 milhões.
Na comparação com o investimento que a Sabesp promete fazer na região até 2015, somente Itaquá terá de investir mais que Mogi para ultrapassar os 80% de esgoto tratado. Na cidade do prefeito Armando Tavares Filho (PR), a Sabesp gastará R$ 210 milhões para atingir a meta proposta. (B.S.)

Fonte:Mogi News