domingo, 3 de abril de 2011

Faca nas costas

Márcio Siqueira
Daniel Carvalho
Faca nas costas
A coluna errou ao atestar, tempos atrás, que o secretário de Estado de Meio Ambiente, Bruno Covas, não seria como seu antecessor, Francisco Graziano, o Xico, eternizado pela má-vontade que teve com a cidade nos assuntos do Lixão. Bruno Covas, na verdade, à luz do que ocorreu nos últimos dias, superou Graziano no quesito jogar contra Mogi.
Passa-moleque
Tanto isso é verdade que a declaração do prefeito Marco Bertaiolli (DEM) de que teria levado um passa-moleque, dada na sexta-feira, estampa o tamanho da decepção com o herdeiro político do célebre e honesto ex-governador Mario Covas.

Peito de remador
Argumentando o respeito à legalidade, Bruno Covas segura a audiência pública como inevitável. Fato é que de 2006 a 2010, com a pressão política exercida pela sociedade civil mogiana e por autoridades, Graziano não teve peito para se declarar ao lado da Queiroz Galvão, embora comesse pelas beiradas; Covas, ao contrário, parece ter peito e vontade para resolver o caso de seu jeito.
Daniel Carvalho
Imagem histórica
Mas o que parece positivo é uma imagem histórica: a união de extremos políticos: o prefeito Bertaiolli e o deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS), de mãos dadas contra o Lixão, em grande solenidade cidadã na sexta-feira. Tinham também a companhia do deputado federal Junji Abe. 
Ameaça maior
Gondim não ia à Prefeitura há dez anos, desde 2001, o primeiro ano do governo Junji Abe. Convidado por Bertaiolli, deixou suas duas candidaturas à Prefeitura de lado (2004, quando enfrentou e perdeu para Junji; e 2008, quando teve o mesmo destino com Bertaiolli) para reunir-se com os dois ex-adversários a portas fechadas e enfrentar a ameaça do Lixão.
Nada é por acaso
Uma presença interessante na Prefeitura no dia da reunião sobre o Lixão: a do Palhaço Bubu. Nada é por acaso, realmente. Depois de o Estado deixar o assunto evoluir por osmose administrativa, só mesmo a figura do palhaço para caracterizar como a sociedade civil está se sentindo.
Amilson Ribeiro
Ritmo de samba
A entrevista concedida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) à jornalista Marilei Schiavi, na quinta-feira, mostrou, sem querer, que sua excelência e Bruno Covas estão ensaiados no mesmo discurso, o da legalidade acima de tudo, da mesma estirpe daquele que fez com que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, empurrasse o vigor da Lei Ficha Limpa para 2012. Vale a legalidade; a justiça que se lixe.
Japão em Mogi
Minor Harada, falecido na sexta-feira, foi o primeiro representante do que era a "nova geração" de descendentes de japoneses na política de Mogi. Por suas mãos, surgiu na política Junji Abe, anos depois. Mais para a frente, ligado a Harada, Sethiro Namie chegou a ficar 28 anos na Câmara. Teve a companhia durante um período dos ainda vereadores Olimpio Tomiyama e Pedro Komura.

Outro lado
Junji, lançado então por Harada, teve voo próprio e, por isso, ficou sem a companhia política do padrinho, alinhado a vida toda ao grupo de Waldemar Costa Filho e, depois, a Valdemar Costa Neto. A cisão maior se deu em 1982, quando Harada, seguindo determinações de Waldemar, tentou emplacar a candidatura do médico e empresário Nobolo Mori à Prefeitura, remando na maré contrária às pretensões de Junji.

Guerra na colônia
Naquele braço de ferro, Junji venceu a guerra na colônia e foi um dos candidatos do PDS, o partido de WCF, ao lado de Chico Nogueira e Nicolau Lopes de Almeida, no pleito vencido pelo então promotor de Justiça Antonio Carlos Machado Teixeira, candidato do grupo antagônico, da família Lopes.
PT saudações
É tida como certa a candidatura do presidente da OAB/Mogi, Marco Soares, à Prefeitura pelo PT. Fonte digna de crédito afirma que, apesar do jogo de cena, Soares irá se filiar no prazo legal e deverá ter seu nome lançado como fato novo. Indícios disso teriam sido dados com a negativa do partido à entrada de Thamara e do ex-vereador Austelino Mattos. Uma reserva de mercado.
Imagem do dia
Daniel Carvalho
Aguenta coração
Prefeito Marco Bertaiolli aproveitou a inauguração de unidade médica ontem para conferir se a pressão está em ordem.


e-mails do leitor
Botujuru
Já há alguns meses, moradores e usuários da avenida Francisco Rodrigues Filho, altura da rua Mário dos Santos, vêm reclamando de uma valeta que está desbarrancando e tomando parte do acostamento da estrada. Como se isto não bastasse, a Prefeitura foi até o local, encostou uns tubos na beira da estrada e assim está até hoje. O buraco continua crescendo e, provavelmente, vai engolir a estrada antes que as autoridades tomem conhecimento. Gostaria que tão conceituado jornal nos auxiliasse no trabalho de pressionar a Prefeitura quanto ao perigo da estrada ser engolida pelo desmoronamento contínuo desta valeta. Essa valeta fica entre os restaurantes Caipirado e Casa dos Assados. O peso dos caminhões passando pela rodovia só aumenta o perigo.
Célia Regina Lucas
c.moranguinho@hotmail.com

Jardim Araci
Há algumas semanas verifiquei neste jornal várias notas elogiando o do Departamento de Limpeza Pública. Gostaria então de valer-me deste imparcial meio de comunicação para relatar que, no bairro do Jardim Araci, a situação da limpeza das ruas e das margens dos córregos que cortam o bairro é vergonhosa. A população aguarda por providências da Prefeitura.

Antonio José Ferreira
ajferreira@yahoo.com.br

Ivone Marques
Muito oportuna a "Tribuna Livre" desta 5ª feira (31/03). A professora Ivone Marques Dias poderia ter incluído entre os animais potencialmente transmissores de doenças os pombos, que infestam nossas praças e telhados.
Sebastião Moro
anamarimoro@ig.com.br
Thamara fala
Thamara Strelec ligou para a coluna para dizer que embora não tenha pedido seu ingresso no PT, ficou sabendo de petistas amigos, que teve, sim, o nome submetido à análise no Diretório Municipal da legenda.

Disse que não pediria para entrar por cima, ou seja, já condicionando o ingresso a uma candidatura
à Prefeitura.

Fonte:Mogi News

sábado, 2 de abril de 2011

Morre o ex-vereador Minor Harada

Morre o ex-vereador Minor Harada
Ele lutava contra um câncer havia dois anos e ontem não resistiu. O enterro será hoje, no cemitério São Salvador
Cleber Lazo
Da Reportagem Local
Divulgação

Harada teve grande representatividade na política de Mogi. Na foto, com Waldemar Costa Filho e Boy
Minor Harada, ex-vereador de Mogi das Cruzes morreu na manhã de ontem, aos 72 anos de idade. Ele lutava contra um câncer havia dois anos e, na quinta-feira, foi internado às pressas no Hospital AC Camargo, onde passava por tratamento.

O corpo está sendo velado no Velório Municipal e será sepultado hoje, às 10h30, no cemitério São Salvador.
Filiado ao Partido da República (PR), Harada se destacou no cenário político mogiano. Foi o primeiro representante da colônia japonesa a presidir a Câmara Municipal, em 1969.
Ele também atuou como braço direito do ex-prefeito Waldemar Costa Filho (1923-2001). Durante as quatro gestões de Costa Filho, foi de secretário de governo de várias áreas a chefe de Gabinete.

Exerceu duas vezes mandato como vereador. Na primeira eleição, em 1963, pela extinta União Democrática Nacional (UDN), Harada conseguiu a vaga na Câmara como o parlamentar mais votado daquele ano.
Nascido no interior de São Paulo, mudou-se para Mogi ainda criança. Passou a viver no Cocuera, bairro onde morou ao longo de toda a sua vida. Harada também presidiu o Sindicato Rural de Mogi das Cruzes por 15 anos seguidos.


Homenagens
Após o comunicado oficial da morte do ilustre político mogiano, várias homenagens começaram a ser divulgadas. Um dos primeiros a se manifestar foi o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR), o Boy.
Em nota, afirmou que "a ausência do amigo empobrece a vida pública e extingue nossa melhor fonte de conselhos e reflexões. Minor Harada soube cultivar o valor da lealdade, sobretudo no contexto da abnegada fidelidade política que dedicou ao meu saudoso pai, Waldemar Costa Filho. Mogi jamais esquecerá sua incansável combatividade ao lado de meu pai", concluiu a nota.

O diretório estadual do PR também se manifestou. Harada foi tesoureiro da executiva estadual do partido. "Um político exemplar, uma pessoa admirável e um grande amigo e companheiro de todas as horas".
O presidente do diretório municipal da legenda, Marcos Damásio, afirmou que o partido estuda uma forma "justa" de homenageá-lo. "Um grande líder e um exemplo de luta pela vida. Assim como o ex-vice-presidente José Alencar, Minor enfrentou o quanto pôde essa terrível doença".

O deputado federal Junji Abe (DEM) classificou Harada como mestre. "Estou profundamente consternado com o falecimento do meu amigo e companheiro de lutas, um inquestionável líder da sociedade mogiana, que, para mim, foi um grande e inesquecível mestre".

Fonte:Mogi News

Minor Harada morre aos 72 anos

Minor Harada morre aos 72 anos

DARWIN VALENTE
Será sepultado às 10 horas de hoje, no Cemitério São Salvador, o corpo de Minor Harada, que faleceu aos 72 anos, vítima de câncer. Minor, que foi vereador, presidente do Sindicato Rural, coordenador e secretário da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes, deixa a esposa Mitiko, as filhas Carla e Renata e o neto Alec, de 10 meses.
Ele morreu por volta de 7h30 de ontem, no Hospital A. C. Camargo, na Capital, onde estava internado desde a noite da última quarta-feira, quando passou mal em sua casa, no Cocuera, em Mogi, e foi levado para São Paulo por familiares.
O diagnóstico médico apontou a ocorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico, que o levou a um coma irreversível. O problema, segundo os médicos, foi resultado da metástase de um câncer descoberto três anos antes, na região do intestino, que atingiu o fígado e se espalhou por outros órgãos, apesar do intenso tratamento a que foi submetido, à base de quimio e radioterapia.
"A metástase consiste na disseminação das células cancerígenas que caem na corrente sanguínea ou sistema linfático, e acabaram atingindo o cérebro. No cérebro, as células cancerígenas que para lá migraram o levaram à perda de consciência. O AVC (derrame) foi extenso e o coma tornou-se irreversível", explicou o médico Melquíades Machado Portela, amigo pessoal de Minor, que vinha acompanhando, desde o início, a luta do mogiano contra o câncer.
Durante todo o período de tratamento, Minor viveu entre o sítio de sua propriedade, na zona rural de Cocuera, e as constantes visitas ao hospital paulistano para receber altas doses de medicamentos que só retardaram o avanço paulatino do câncer e também não impediram que ele tivesse várias pneumonias, enfrentadas com a coragem e paciência comuns nos nipônicos.
Durante o tempo em que esteve recluso em sua residência, Minor pôde comprovar o quando era querido por seus amigos, que lá compareciam com frequência para longas conversas. Desde que foi proibido de dirigir por determinação médica, amigos como Paulo Machado (antigo companheiro de NGK do Brasil), Luiz Longato (Arpemei) e o ex-diretor do Semae, Roberto Gomes de Faria costumavam trazê-lo para longos almoços na Cidade.
Na semana passada, ao visitá-lo, o médico Melquíades Portela notou que ele estava muito magro, pouco afeito a conversas e sem a mesma agilidade nas respostas.
Na última terça-feira, Longato e Machado repetiram o ritual do almoço. Passaram a tarde com Minor em Mogi e, ao levá-lo de volta para casa, notaram que Minor estava distante, abatido. À noite, ele sentiu-se mal, foi levado para o hospital paulistano, onde perdeu sua derradeira batalha contra o câncer.

Fonte:O Diário de Mogi

Trio ternura

Daniel Carvalho


Trio ternura 
O deputado federal Junji Abe (DEM), o prefeito Marco Bertaiolli (DEM) e o deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS) sentados lado a lado. Essa cena seria impensável até dias atrás.


A força do lixo 
Mas diante do avanço (quase irreversível) do processo de licenciamento do Aterro da Queiroz Galvão, ontem, as três lideranças deixaram as diferenças de lado.
Osvaldo Birke


Juntos por Mogi
Gondim, Bertaiolli e Junji conversaram a portas fechadas antes de uma reunião do prefeito com as entidades que lutam contra o Lixão da construtora. 


Ponto comum
Para quem já se esqueceu, em 2008, os três trocaram farpas na eleição municipal. Gondim foi derrotado no primeiro turno por Bertaiolli. Os dois deverão se enfrentar novamente em 2012. Mas o Lixão os une.



Desafetos
Nas últimas semanas, o governo mogiano chegou a destacar o deputado estadual André do Prado (PR) como o representante da cidade na Assembleia Legislativa. Tudo para isolar Gondim. 
Divulgação


Fim das diferenças
Ontem, por causa da ameaça do Lixão, os três líderes mostraram que podem trabalhar juntos. Gondim afirmou que as todas as diferenças precisam ser superadas. 
Adriano Vaccari


Frente Parlamentar
O deputado do PPS, que no mandato anterior comandou a Frente Parlamentar contra o aterro, disse que o trabalho será retomado. E que Prado e a deputada Heroílma Tavares (PTB) serão chamados a contribuir. 


Cutucada
Gondim estava com a corda toda e deu uma boa estocada na Câmara. Ao discursar, ele observou que não sabia ao certo qual é a conduta dos vereadores de Mogi sobre o projeto da Queiroz.



Firme como geleia
Somente o vereador Jean Lopes (PC do B) participou da reunião. Ele saiu em defesa dos colegas. Lopes afirmou que os vereadores estão, sim, firmes, na luta contra o aterro.




Aparando arestas
O encontro de lideranças da sociedade civil com o prefeito Bertaiolli serviu para que algumas arestas fossem aparadas. Os representantes das entidades estavam com o prefeito "atravessado" na garganta.



Comparações 
Desde 2010, as lideranças do movimento de combate ao aterro reclamam que o prefeito estaria isolando o grupo e que, no governo Junji Abe, as entidades eram mais ouvidas.


Sujando o nome
O presidente da Associação Guerrilheiros do Itapeti, Mario Berti, provocou gargalhadas, quando afirmou que o secretário do Estado de Meio Ambiente, Bruno Covas, ´apareceu´ para sujar o nome do ex-governador Mario Covas. 


Subcomitê 
O ambientalista José Arraes disse ontem que foi ´eleito´ vice-presidente do Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê Cabeceiras sem nem saber que era candidato.



Desafio aceito
"Cheguei de viagem e fui informado que sou vice do prefeito de Suzano, Marcelo Candido (PT), na presidência do Subcomitê" explicou ele. Arraes disse que vai aceitar o desafio.



Resultados pífios
O Subcomitê da Bacia do Tietê Cabeceiras tem a missão de cuidar dos recursos hídricos. Mas os últimos resultados da entidade comandada por Candido foram pífios.




Cobrança da água 
O prefeito de Suzano assumiu o comando do Subcomitê em 2009 com a meta de fazer o Plano de Desenvolvimento e Proteção Ambiental (PDPA). Dois anos se passaram, e o tal plano que viabilizaria a cobrança pelo uso da água na região não saiu do papel. 
Guilherme Bertti


Chance perdida
Para Arraes, o Subcomitê e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, que ainda é comandado pelo prefeito de Mogi, Marco Bertaiolli, perderam uma grande oportunidade para fazer ´alguma coisa´ pela região.

Fonte:Mogi News