sábado, 5 de março de 2011

Mogi em campanha

Mogi em campanha

Mais de 11 mil pessoas já aderiram ao movimento Trem Até César Já, surgido após uma série de reportagens realizadas por O Diário sobre a importância e a viabilidade da extensão da Linha 11 Coral, entre a Estação Estudantes e o Distrito.
Em dois meses, o balanço da adesão à campanha prontamente abraçada por lideranças políticas e comunitárias demonstra a consciência dos mogianos sobre as demandas do transporte público.
Com os trens, milhares de trabalhadores do parque industrial e comercial daquele ponto e arredores serão beneficiados com a redução de uma condução na ida e volta para o emprego.
Entre os aspectos favoráveis estão a diminuição das horas gastas com a baldeação do trem para o ônibus ou carro e dos gastos com a passagem ou com a gasolina. Outro fator viário e ambiental importante é a subtração de carros e ônibus no já complicado trânsito mogiano.
Um levantamento realizado pela Regional de Mogi das Cruzes do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), uma das entidades engajadas no movimento, revela um forte argumento à causa: pelo menos 10 mil trabalhadores da indústria e do comércio serão atendidas com a chegada da Linha Coral 11 até César.
A meta dos organizadores do abaixo-assinado que está circulando por entidades, comércios e indústrias não apenas dos bairros na região de César, Botujuru e Sabaúna, é chegar à casa dos 50 mil subscreventes ao documento.
Esse abaixo-assinado tem um destinatário principal: o governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Nesta semana, veio do governador, aliás, um grande impulso ao pleito popular. Na primeira audiência oficial com o prefeito Marco Bertaiolli após assumir o Palácio dos Bandeirantes, o governador confirmou a elaboração de um estudo sobre a viabilidade técnica e operacional da extensão dos trens de passageiros, nos cinco quilômetros que separam as Estações Estudantes e César de Souza, ao mesmo tempo em começou a cumprir uma promessa de campanha: a ampliação dos horários do Expresso Leste.
O governador tem elencado a opção ferroviária como uma solução para os principais déficits do transporte público na Capital e a Região Metropolitana.
Algumas facilidades na execução desse projeto deverão ser ressaltadas ao final da análise: uma linha férrea, em boas condições e uso, já existe no trajeto, operado pela MRS Logística.
Para atender à reivindicação, será necessária a adequação do sistema atual, com a construção de uma nova linha de trilhos e da rede aérea, e o manejo da operação férrea, de modo a não prejudicar o uso comercial.
O apoio popular e a apresentação dos fatores positivos à extensão dos trens fortalecem mais uma campanha mogiana. De novo, a Cidade revela a sua força e determinação quando se trata de defender os intentos que a interessam.

Fonte:O Diário de Mogi

Chacareiros legalizam atividade

Chacareiros legalizam atividade

SABRINA PACCA
O prefeito Marco Bertaiolli (DEM) e os chacareiros do Conjunto Santo Ângelo podem se reunir, em breve, com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, ou com o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart para pedirem uma solução definitiva para a regularização fundiária dos quase 600 produtores rurais que vivem, há anos, em áreas da mineradora Itaquareia. De acordo com Bertaiolli, o deputado federal Valdemar Costa Neto (PR) estaria intermediando um encontro.
O prefeito explicou que, no ano passado, a própria mineradora concordou com o valor estipulado pelo Incra de São Paulo para a desapropriação. Esse montante teria de ser pago pelo Governo à Itaquareia em dezembro de 2010, mas não foi. "Não sabemos os motivos desse não pagamento. Esse encontro em Brasília será de extrema importância para que possamos, definitivamente, dar a posse legal das terras para esses chacareiros", explicou Bertaiolli.

Apesar da demora nesse processo, ontem, 60 produtores comemoraram, emocionados, a regularização tributária deles. Depois de um intenso trabalho junto à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e a Receita Federal, os chacareiros poderão emitir nota fiscal e, com isso, comercializar seus produtos de forma legal em todo o território nacional.
Segundo o secretário municipal de Agricultura, Oswaldo Nagao, desde que a Administração passou a oferecer o apoio para que os produtores pudessem emitir nota fiscal, 126 pessoas fizeram as solicitações. Desse total, 60 já conseguiram os documentos. "É um dia de comemoração. Agora sim essas pessoas podem dizer, com toda a verdade, que são produtores regularizados", vibrou o secretário.
O prefeito explicou que, os outros 66 chacareiros que ainda não conseguiram as notas estão em processo de entrega de documentação. "É uma honra entregar, simbolicamente, essas notas porque, agora, os produtores poderão registrar seus funcionários, contribuir com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) para se aposentarem, mais para frente. Daqui por diante, até a regularização fundiária, só terão melhorias. Faremos encontros, treinamentos, capacitação, tudo isso voltado para a melhoria da produção, com o objetivo de proporcionar aos chacareiros um lugar no grande mercado", explicou Bertaiolli.
O primeiro a receber o talão de notas – aliás, ele já emitiu sua primeira nota, ontem – foi o produtor, Mario Pereira da Silva, 40 anos. "A primeira nota que emiti foi no valor de R$ 781,00. Vendi alface, catalonia, cebolinha. Estou muito feliz porque, regulamentados, podemos ter créditos, ampliar nossos negócios", comemorou o produtor.


Fonte; O Diário de Mogi 


Deputado do castelo está ameaçado de despejo

Deputado do castelo está ameaçado de despejo


Publicação: 05/03/2011 13:03 Atualização:


Depois de ficar famoso no Brasil inteiro como o deputado do castelo, Edmar Moreira (PP) se vê envolvido agora numa história com um imóvel bem mais modesto: o apartamento funcional cedido pela Câmara para moradia de parlamentares. Conhecido pela suntuosa construção que ergueu na década de 1980 no interior de Minas Gerais, o ex-deputado extrapolou o prazo fixado pela Câmara para devolução do imóvel, que continua ocupando mesmo depois de ter sido derrotado na disputa pela reeleição em 2010. A data final para desocupação do apartamento era o dia 2.

O quarto-secretário da Câmara, Júlio Delgado (PSB), responsável pelo setor de habitação da Casa, enviou notificação ao ex-parlamentar. Caso Moreira não desocupe o imóvel até a semana que vem, Delgado afirma que entrará com ação de despejo. “Precisamos do imóvel, que será usado por outros parlamentares”, argumenta. Conforme o regimento da Câmara, os deputados têm 30 dias, contados a partir do início da legislatura, em 1º de fevereiro, para devolver os apartamentos. Como as eleições foram em 3 de outubro, Edmar teve, portanto, cinco meses para deixar o imóvel.

Segundo Delgado, a relutância do ex-parlamentar em entregar o apartamento ocorre exatamente no momento em que aumentou a demanda pelas habitações fornecidas pela Câmara. “Em 2007, foram 200 pedidos de apartamentos e 300 de auxílio-moradia. Este ano, a situação se inverteu. Foram 300 solicitações de imóveis e 200 de auxílio-moradia. Também segundo o regimento da Câmara, os parlamentares são obrigados a optar por um ou outro. No caso do auxílio, o valor é de R$ 3 mil mensais. A pequena parte restante dos deputados, por já ter casa em Brasília, dispensa os dois benefícios.

Para complicar, o quarto-secretário diz que, do estoque de apartamentos, um total de 430 imóveis, cerca de 80 estão sem condições de uso e 140 estão em reforma. Como o total disponível não será suficiente para atender todos os parlamentares, a Câmara estabeleceu critérios para ocupação dos apartamentos. Deputados que vão mudar com a família para Brasília, por exemplo, têm prioridade. Os que não conseguirem receberão o auxílio-moradia até que os imóveis em reforma estejam prontos. Parte das obras serão concluídas até julho. Os apartamentos têm três quartos – um deles suíte –, escritório e dois banheiros.

Histórico
Edmar Moreira passou a ser conhecido como o senhor do castelo em 2009, quando foi indicado corregedor da Câmara dos Deputados. A construção não foi incluída na declaração de Imposto de Renda do parlamentar, que se defendeu afirmando ter vendido o complexo, avaliado em R$ 20 milhões, para o filho. Edmar, que à época pertencia ao DEM, perdeu o cargo de corregedor e, em seguida, deixou o partido para evitar expulsão. A reportagem tentou contato com o ex-parlamentar por intermédio do gabinete do filho, o deputado estadual Leonardo Moreira (PSDB), mas não houve retorno. 
Fonte:Correio Braziliense

Vídeo flagra filha de Roriz recebendo dinheiro de pivô do 'mensalão do DEM

Vannildo Mendes/BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Um vídeo inédito, em análise no Ministério Público, mostra a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, junto com o marido, Manoel Neto, recebendo um maço de dinheiro das mãos do ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa. O vídeo foi gravado na campanha eleitoral de 2006, na sala de Barbosa, delator do escândalo de corrupção conhecido como "mensalão do DEM". O esquema foi desmantelado pela operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, e acabou derrubando o governador José Roberto Arruda.
Assista à íntegra do vídeo:
portal Estadão.com.br teve acesso ao vídeo e há uma semana tem tentado falar com a deputada, que foi procurada em seu gabinete, na residência e por telefone. Avisada do teor das imagens, a assessoria da deputada disse que ela estava em viagem e não deu retorno até a publicação desta reportagem. Ela sempre negou com veemência qualquer envolvimento dela e do pai no esquema. Em discurso, em abril passado, ela chamou de "cara de pau" a deputada Eurides Brito (PMDB), cassada após a divulgação de vídeo em que aparece recebendo propina de Barbosa e colocando o dinheiro numa bolsa de couro.
O vídeo, o 31º da chamada "coleção da corrupção no DF", mostra o casal recebendo e colocando um maço de R$ 50 mil numa mochila, reclamando que o valor estava abaixo do combinado e negociando novas contribuições para a campanha de Jaqueline, que se elegeu deputada distrital naquele ano. "Rapaz, não é fácil ser candidato. Resolve isso para mim cara!", apela Neto, ao ser avisado de que a quantia ficaria entre três e cinco remessas e não seis, como combinado.

Fonte : Mogi News