terça-feira, 1 de março de 2011

Secretário de Habitação é exonerado do cargo

Poá
Secretário de Habitação é exonerado do cargo
Testinha alegou que Dorval Torres pretende ajudar a primeira-dama de Ferraz nas eleições de 2012. Já o ex-secretário poaense nega a afirmação
Cibelli Marthos
De Poá
Guilherme Berti
Dorval nega apoio em eleição
O secretário de Habitação de Poá, Dorval Torres, e todos os funcionários da pasta foram exonerados do cargo ontem. De acordo com o prefeito de Poá, Francisco Pereira de Sousa (PDT), o Testinha, a dispensa se deve ao fato de o grupo, que representa o Partido dos Trabalhadores (PT) no Poder Executivo, ajudar a primeira-dama de Ferraz de Vasconcelos, Elaine Abissamra (PSB) em seu projeto de candidatar-se à Prefeitura de Poá nas eleições de 2012.
"Tivemos algumas divergências e eu entendi que deveria deixar o secretário mais à vontade para que trabalhe no projeto da doutora Elaine", destacou Testinha, que já anunciou sua intenção de concorrer a um segundo mandato na cidade.
Ele afirmou ainda que tomou essa decisão para evitar problemas futuros e permitir que os integrantes da pasta tenham tempo livre para se dedicar a outros trabalhos, que não se referem à prefeitura.

De acordo com Dorval, o prefeito ainda não apresentou justificativa oficial para a exoneração e desmentiu qualquer ligação com a primeira-dama de Ferraz. "Ele nunca conversou comigo sobre isso e não sei quem pode ter feito uma fofoca como esta. De qualquer forma, pode ser uma desculpa do prefeito, que tem o direito de exonerar o PT sem precisar usar um fato que não existe".


Missão cumprida
O ex-secretário disse ainda que cumpriu com o acordo firmado entre o PT e a prefeitura e que não tem qualquer tipo de relação com a esposa do prefeito ferrazense, Jorge Abissamra (PSB). "Não apoiei nenhum candidato que não fosse do PT nas eleições do ano passado. Reafirmo o compromisso de fidelidade do PT com a Prefeitura de Poá e com a população", acrescentou.
Sobre os trabalhos desenvolvidos na pasta, Dorval afirmou que muitas ações em benefício da cidade foram realizadas.

"Demos andamento em projetos importantes, como o programa Minha Casa, Minha Vida e a criação do Plano Municipal de Habitação, mas, infelizmente, não vamos poder continuar", completou o ex-secretário de Poá.
Segundo Testinha, a partir de hoje, a pasta será assumida interinamente por Saul Pereira de Souza, que já trabalhava no Setor de Habitação.

Fonte: Mogi News

Cancelas manuais não foram trocadas ainda

Trens
Cancelas manuais não foram trocadas ainda
Os portões eletrônicos foram instalados, mas não entraram em operação para substituir as cancelas de madeiras e manuais acionadas por guardas
Willian Almeida
Da Reportagem Local
Guilherme Berti
Na cancela de Brás Cubas e da Vila Industrial (acima), os portões elétricos não funcionam e as cancelas são acionadas manualmente
Meses depois de o Mogi News denunciar a falta de segurança nas cancelas de trem de Mogi das Cruzes, os portões eletrônicos instalados continuam sem funcionar nas passagens de nível das avenidas Valentina de Melo Freire Borenstein e Cavalheiro Nami Jafet. Já no ano passado, as cancelas de madeira existentes e operantes até hoje deveriam ter sido substituídas pelos portões elétricos de pouco mais de um metro de altura, que bloqueiam todo o acesso à via férrea. Os equipamentos atuais não oferecem segurança necessária aos motoristas e pedestres.

Enquanto o portão da passagem da avenida Valentina, em Brás Cubas, segue sem funcionar há cerca de dois meses, segundo informações de pessoas que trabalham nas proximidades do local, o equipamento instalado em outubro passado na Cavalheiro Nami Jafet nunca funcionou. Nela, funcionários da empresa contratada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) faziam testes ontem pela manhã.

Há duas semanas, o Mogi News publicou reportagem especial sobre as cancelas. As duas em questão foram, na ocasião, alvos de questionamentos ao órgão estadual que, em nota, afirmou que a primeira cancela com o novo sistema teria sido entregue à Prefeitura no último dia 4, enquanto a segunda passava por ajustes finais. A operação das cancelas é feita tanto pela Prefeitura quanto pela CPTM, por meio de um acordo de permissão.

As cancelas que hoje estão sendo utilizadas bloqueiam somente meia via. Elas são operadas manualmente pelos guardas municipais que cuidam dos locais. A situação dificulta a garantia de segurança, principalmente de pedestres que nem sempre aguardam a passagem dos trens do lado de fora da via férrea.

Nos locais, a reportagem apurou que a cancela da Valentina está há mais de 60 dias sem funcionar. A Prefeitura foi contatada para esclarecer a situação e dar um posicionamento sobre a data de início da operação do equipamento. "Desconhecemos que o equipamento tenha sido entregue e que exista algum problema com esse processo de troca das cancelas. Os serviços, do ponto de vista da Prefeitura, estão sendo executados", afirmou o secretário de Segurança, Eli Nepomuceno.

A reportagem procurou também a CPTM, por meio de sua assessoria de Imprensa, para obter informações sobre os portões elétricos que não estão funcionando e saber quando eles estarão operando. A assessoria deve se pronunciar hoje sobre o assunto.

Fonte: Mogi News

Nado livre

Márcio Siqueira
Divulgação


Nado livre 
A Imprensa nacional nadou de braçadas, no fim de semana, na iminente transferência do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e de seu grupo (incluído nele o prefeito de Mogi, Marco Bertaiolli, o deputado federal Junji Abe e o deputado estadual Estevam Galvão de Oliveira) para o PSB, com direito a escala técnica pela fundação de um novo partido, o PDB. 


Janela aberta 
A Folha de S. Paulo estampou uma ampla e detalhada matéria defendendo a tese de que a criação de uma nova legenda e a posterior passagem de Kassab para o PSB são legais e evitarão questionamentos mais sérios de infidelidade partidária, o que formaria uma "janela da infidelidade".



Rumo ao "flex" 
Já o Estadão, a partir da coluna de João Bosco Rabello, argumenta que não é bem assim e que, de acordo com especialistas em legislação eleitoral, seria preciso que o tal PDB participasse das eleições municipais de 2012, para somente depois fundir-se ao PSB e concretizar, com isso, o sonho de consumo de Kassab de ficar "flex", ou seja, ter um pé no governo Dilma Rousseff (PT), sem, no entanto, pertencer, de fato, ao governo. 
Divulgação


Afif cutuca - I 
Outro político de renome do DEM, que é padrinho político de Bertaiolli, e que estaria animado com a transferência, era o vice-governador Guilherme Afif Domingos. Segundo o Jornal da Tarde, Afif cutucou o DEM pelo Twitter, respondendo ao questionamento de aderir ao PSB e seu "socialismo". 


Afif cutuca - II 
Eis a frase: "É preciso esclarecer que o socialismo está tão ultrapassado quanto DEM ou PFL". Ou seja, Afif, Kassab, Bertaiolli e aliados estão mesmo de mudança e virarão companheiros do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, todos "socialistas" de carteirinha.



Não gostou 
O efeito do ajuntamento kassabista ao PSB já deixa outra política de renome com a barba de molho. A deputada federal Luiza Erundina, ex-prefeita de São Paulo, tem-se declarado incomodada com a real possibilidade de dividir o mesmo teto partidário que Kassab e Afif e ameaça deixar o PSB, se isso acontecer.



Chico líder 
Em Mogi, a mudança das lideranças do DEM para o PSB, passando pelo PDB, levaria a bancada formada por Protássio Nogueira, Carlos Evaristo e Nabil Safiti ao convívio partidário com quem já mora com a legenda desde 2005, o também vereador Chico Bezerra. Sobre isso, a provocação de um político experiente de Mogi: "O Chico, que já é líder dele mesmo no PSB, vai ser, por antiguidade e merecimento, líder da bancada e do Bertaiolli. Veja você como o mundo dá voltas". 
Guilherme Bertti


Terra arrasada
Deu no Estadão de domingo: "Fórum vira obstáculo na busca por justiça". Na linha fina: "Público sofre com deficiências graves de infraestrutura em quatro dos 12 prédios de fóruns regionais da capital". Em boxe: "Com investimentos de R$ 46 mi, prédios eram previstos já para 2009". Tudo isso é igual ao drama do Fórum de Brás Cubas. 
Divulgação


Novo Heródoto - I
O jornalista Heródoto Barbeiro já não apresentou ontem o Jornal da CBN - 1ª Edição, em razão de sua saída da Rádio CBN para compor a Record News, confirmando nota dada neste espaço pela jornalista Cristina Gomes, na edição do último sábado. 


Novo Heródoto - II
Heródoto, que também deixa a TV Cultura, é colunista do Mogi News desde 2004, e tem um trabalho cidadão que ajuda a nortear as ações da Sociedade Amigos de Taiaçupeba (SAT), vive uma nova fase de sua longa vida profissional marcada pelo sucesso. Da coluna, os desejos de boa sorte.




90 anos da Folha
O deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PPS) é autor da homenagem a ser prestada pela Assembleia Legislativa à Folha de
S. Paulo pelo aniversário de 90 anos. Será no dia 21, no plenário Juscelino Kubitscheck, às 20 horas, e contará com a presença do diretor do jornal, Otavio Frias Filho. 


Desde criancinha 
O vereador Protássio Nogueira (DEM) encontra-se em estado de graça desde que, no domingo, o time de sua cidade natal, o Mirassol, assumiu a liderança do Campeonato Paulista, superando as quatro grandes forças do futebol paulista (Corinthians, Santos, São Paulo e Palmeiras). Segundo uma fonte da Câmara, não haverá confusão em plenário esta semana que altere o bom humor de Protássio.

Fonte: Mogi News

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Deputado Valdemar da Costa Neto continua dando as cartas no PR

Deputado Valdemar da Costa Neto continua dando as cartas no PR


Publicação: 21/02/2011 08:18 Atualização:

O gabinete do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) funciona mais no 26º andar da Câmara dos Deputados do que no Anexo 4, onde ele está oficialmente instalado. Na última quarta-feira pela manhã, a sala ficou lotada. Ali, na Secretaria-Geral do PR, com a lista de deputados do partido em mãos, ele conferiu pessoalmente como votariam seus correligionários no projeto do salário mínimo. Ligou para muitos deles. “Somos base do governo Dilma, parceiros. Não podemos furar nessa votação”, comentava com seus colegas, segundo relato dos presentes. No fim da noite, quando começaram as votações importantes do projeto, Valdemar desceu para o plenário, acompanhado do deputado Milton Monti (PR-SP). “Agora é só votar, sem mistério, e conferir como o pessoal se comporta”, comentou com um amigo.


A cena seria comum se Valdemar fosse o líder do PR, função que exerceu por 11 anos. Ou mesmo presidente do partido, cargo ocupado hoje pelo ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que, licenciado, passou a função a um desconhecido Tadeu Candelária, presidente do PR de São Paulo, e de Mogi das Cruzes, terra de Valdemar Costa Neto. Candelária trabalhou com o pai de Valdemar na prefeitura de Mogi e foi tesoureiro do antigo PL (hoje PR) quando Valdemar era presidente.


Reeleito em outubro para seu sexto mandato de deputado federal e com um presidente que reza em sua cartilha, Valdemar continua dando as cartas no partido e comandando os deputados. O novo líder do PR, Lincoln Portela (MG) costuma se referir ao colega paulista como “um gênio da política”. Outros se referem a ele como um sobrevivente — alguém que, em meio ao lamaçal que ficou conhecido como “escândalo do mensalão”, conseguiu trafegar pelo pântano sem ficar fora do Congresso muito tempo. E continuar no comando de uma legenda que, em 2010, amealhou R$ 7,8 milhões de fundo partidário, segundo os dados constantes no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Entre os deputados envolvidos no mensalão, Valdemar foi o primeiro a renunciar ao mandato, em agosto de 2005. Diferentemente de outros que renunciaram para escapar de um processo de cassação, ele teve sorte. Como saiu de cena antes da abertura de processo, a Justiça considerou que poderia cumprir o mandato de deputado que conquistou em 2010.


Na ativa
O fato de Valdemar Costa Neto continuar “na ativa”, como dizem os políticos, vai além da sorte. Seus colegas dizem que ele sabe “surfar”, ou seja, pegar a onda, seguir com ela, ou ficar recolhido, esperando a hora de aparecer. Conquistou a liderança do PL logo no seu primeiro ano de mandato, 1991. Depois, com a morte de Álvaro Valle, virou presidente do partido, cargo que ocupou até 2005, quando foi abalroado pelo escândalo do mensalão.


Valdemar começou sua carreira política como secretário de Viação e Obras de Mogi das Cruzes, onde o pai foi prefeito quatro vezes. Depois seguiu para a Cia. de Desenvolvimento do município. Em 1985, foi para as docas de São Paulo, de onde saiu em 1990 para ser candidato a deputado federal pelo PL.


Passou a conviver mais com o PT no governo Fernando Henrique Cardoso, tempo em que trafegou pela oposição depois de perder o comando da Receita Federal no aeroporto de Cumbica. A parceria tornou-se um consórcio a partir de 2002, quando o então senador José Alencar virou vice na chapa de Lula. O casamento feliz, entretanto, acabou quando surgiu o escândalo do mensalão.


Uma das poucas vezes em que deixou o gabinete foi para seguir até a Granja do Torto, onde participou da reunião com a presidente Dilma Rousseff para avalizar o retorno de Alfredo Nascimento ao Ministério dos Transportes. Há um mês voltou ao Palácio do Planalto, onde não pisava desde 2005, para avisar ao ministro Antonio Palocci que o partido estava fechado com a candidatura de Marco Maia à Presidência da Câmara. Comprometeu-se inclusive a retirar a candidatura de Sandro Mabel (PR-GO). Mabel resistiu e agora responde a um processo que pode resultar na sua expulsão do partido.


Aos amigos, tem dito que “falar demais atrapalha”. Por isso, fechou-se para o rol das celebridades. Age apenas nos bastidores. Foi inclusive um dos padrinhos da candidatura de Tiririca a deputado federal no ano passado. E, graças aos 6,4% dos votos válidos que Tiririca ajudou o PR a conquistar em São Paulo, o partido ganhará mais R$ 2,7 milhões anuais de fundo partidário — dinheiro que, assim como as ações do PR, continuam sob a batuta de Valdemar Costa Neto.

Fonte: Correio Braziliense