quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Governo de SP dá autonomia a municípios para seguir plano de volta às aulas

Decreto estadual vai detalhar normas sanitárias e epidemiológicas para que prefeituras avaliem reabertura opcional em setembro

Por da Região19 AGO 2020 - 17h15

Governo de SP dá autonomia a municípios para seguir plano de volta às aulas

Foto: Arquivo/DS


 O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM), confirmou nesta quarta-feira (19) que as 645 prefeituras de São Paulo terão autonomia para decidir se vão ou não acompanhar o cronograma previsto pelo Estado para o retorno presencial às aulas nas redes pública e privada. A previsão é que as escolas possam reabrir parcialmente para aulas de recuperação a partir de 8 de setembro.

 “O decreto vai definir critérios objetivos para a volta opcional as aulas, lembrando também o papel e a autonomia das prefeituras, com base nas Vigilâncias Sanitárias locais, para a definição de normas mais restritivas”, explicou o Vice-Governador. “Há o compartilhamento de responsabilidade com os municípios. Desde o primeiro dia, o Plano São Paulo tem essa previsão e administração conjunta da pandemia”, acrescentou Garcia, que também é Secretário de Governo.

 A Secretária de Estado da Educação autorizou a abertura gradual das escolas nas cidades que estão na fase amarela do Plano São Paulo em duas datas distintas. A partir do dia 8 de setembro, a retomada atenderia apenas alunos com mais dificuldade de aprendizado em atividades de reforço. A retomada efetiva, mas ainda gradual e restrita do calendário letivo, é prevista para 7 de outubro.

 Mas o Secretário de Educação Rossieli Soares destacou que os prefeitos podem criar calendários próprios e planos mais restritivos, com base nos dados epidemiológicos regionais. Se uma eventual decisão municipal diferir do calendário proposto pelo Estado, a medida local valerá para todas as escolas públicas e privadas daquela cidade.

 “Os municípios têm a possibilidade de fazer vetos por questões de saúde, mas todo o processo desenhado pelo Estado está mantido. Eles não podem autorizar a abertura das escolas antes do dia 8 de setembro”, disse. “Continuamos trabalhando em conjunto com os municípios e os protocolos anunciados nas últimas semanas”, reforçou.

 Calendário previsto

 Para retomar atividades presenciais a partir de 8 de setembro, as escolas devem estar em regiões que estão há 28 dias na fase amarela do Plano São Paulo. As unidades podem receber alunos para aulas de reforço, recuperação e atividades opcionais. 

 Nesta primeira etapa, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, o limite máximo é de até 35% dos alunos em atividades presenciais. Para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio, o limite máximo é de 20%.

 O retorno oficial das aulas é previsto para 7 de outubro, o que só ocorrerá se 80% das regiões estiverem por 28 dias seguidos na fase amarela do Plano São Paulo. A retomada será gradual e, na primeira etapa, vai atingir até 35% dos alunos.

Fonte:Diário de Suzano

Cidades: Competição de empreendedorismo tem inscrições abertas para alunos do Ensino Médio

Promovida pela Unicamp, competição online é totalmente gratuita

Por da Região19 AGO 2020 - 15h38

Competição de empreendedorismo tem inscrições abertas para alunos do Ensino Médio

Foto: Reprodução/ Google

Alunos do Ensino Médio do ensino público e privado podem se inscrever, até 27 de agosto, na competição de empreendedorismo Inova Jovem 2020 promovida pela Agência de Inovação Inova da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A competição online é totalmente gratuita.

 Para participar, os estudantes devem formar equipes de três a cinco alunos e inserir uma ideia de um projeto inovador, seja um produto, serviço ou processo. As inscrições devem ser feitas pela internet.

 No Inova Jovem, os alunos participarão de atividades capacitadoras com o objetivo de desenvolver modelos de negócio com impacto social. A novidade desta edição é a realização totalmente online, que facilita o acesso de equipes de todos os cantos do Brasil.

 Conteúdos

 Com o foco no desenvolvimento modelos de negócio que se sustentem financeiramente e ao mesmo tempo produzam benefícios para a sociedade, o projeto tem que estar baseado em um dos cinco Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), selecionados para a competição: Saúde e Bem-Estar; Educação de Qualidade; Energia Limpa e Acessível; Cidades e Comunidades Sustentáveis, e Consumo e Produção Responsáveis.

 Para a transformação dos projetos em modelos de negócios, os estudantes receberão as capacitações necessárias para empreender: workshop de inovação, canvas e negócios sociais; treinamentos de pitch e mentorias com profissionais de vasta experiência no mercado.

 Avaliação

 Após a capacitação, as equipes devem entregar os canvas para serem avaliados e concorrerem a uma vaga para a final online. As finalistas competirão com apresentações em forma de pitch no dia 23 de outubro, às 15h.

 As seis equipes com os melhores modelos de negócio avaliados irão para a final e poderão concorrer a até R$ 5 mil reais por equipe, mais certificados. Mais informações podem ser conferidas no regulamento e os interessados devem tirar dúvidas pelo e-mail inovajovem@inovaunicamp.org.

 Sobre o Inova Jovem

 O Inova Jovem foi criado em 2014, com o objetivo de apresentar o empreendedorismo como opção de carreira para jovens do Ensino Médio, além de suprir a falta desse tipo de cultura nas escolas. A competição, que já capacitou mais de 2.100 alunos, no ano passado bateu seu recorde de participação: 173 equipes inscritas, 681 alunos dispostos em sete estados brasileiros e o Distrito Federal.

 Fonte:Diário de Suzano

Alto Tietê: Greve paralisa 70% dos Correios

Os funcionários dos Correios entraram em greve nacional e, pelo menos, 420 dos 600 trabalhadores do setor que atuam no Alto Tietê estão paralisados. O número representa 70% de adesão ao movimento. Os dados foram fornecidos pelo Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios de São Paulo (SINTECT-SP).
A greve começou anteontem e não tem prazo para término.
A paralisação, coordenada pelo sindicato da categoria, reivindica o cumprimento de um Acordo Coletivo firmado em 2019, por meio de arbítrio do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo o sindicato, a direção dos Correios retirou 70 das 79 cláusulas firmadas e cancelou o reajuste salarial.
O acordo trata de uma série de reivindicações negociadas ao longo de décadas pela categoria. A maioria delas é em relação a compensações de salários e outros direitos trabalhistas. Atualmente, a média salarial de um funcionário dos correios é de R$ 1,7 mil. "Não estamos fazendo greve para exigir nenhum aumento salarial ou novo benefício. Queremos apenas a manutenção do Acordo Coletivo que foi julgado pelo TST", declarou Douglas Melo, diretor de comunicação do SINTECT-SP.
Melo informou, ainda, que o corte das cláusulas do acordo por parte da direção dos Correios significa a redução de vários direitos básicos dos trabalhadores como, vale alimentação, licença-maternidade, indenização por morte, pagamentos de adicional noturno e horas extras. "Pedimos o apoio da população, pois nossa causa é justa. Estamos falando da retirada do sustento de nossas famílias em um momento que enfrentamos, na linha de frente, a maior pandemia do último século", disse o diretor de comunicação, informando também que a categoria está sobrecarregada e não consegue dar conta de todo o trabalho sozinha, uma vez que, desde 2011 não são realizadas novas contratações para repor mais de 30 mil vagas.
Os Correios emitiram um posicionamento sobre a greve e informaram que a paralisação dos empregados é parcial - 83% do efetivo total no Brasil está trabalhando regularmente. Sobre as negociações, a empresa informou que nenhum direito foi retirado, apenas foram adequados os benefícios que extrapolavam a CLT e outras legislações, de modo a alinhar a estatal ao que é praticado no mercado e a zelar pelo reequilíbrio do caixa financeiro da empresa.
Segundo o sindicato que defende os trabalhadores dos Correios, "é sorrateira e lamentável a nota distribuída à imprensa pela direção da empresa sobre a greve da categoria. Ela traz inúmeras inverdades, com a afirmação de que "os Correios não pretendem suprimir direitos", e distorções grotescas da realidade, como a afirmação de que está "resguardando os vencimentos dos empregados".
*Texto supervisionado pelo editor.
 
Fonte:Mogi News

Educação: Após 5 meses, MEC dará internet para aluno pobre

 Programa atende 400 mil alunos com renda mensal familiar inferior a 1,5 salário (R$ 522,50)

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Benefício do aporte de internet vai até 31 de dezembro e custará R$ 24 milhões

Depois de cinco meses da suspensão das aulas presenciais em decorrência da Covid-19, o Ministério da Educação (MEC) anunciou ontem programa de fornecimento de dados de internet para que estudantes de baixa renda de universidades e institutos federais acompanhem o ensino a distância.

"Fiquei contente embora, num primeiro momento, pudesse entender que foi um pouquinho tarde para tomarmos essa iniciativa", disse o ministro da Pasta, Milton Ribeiro, durante coletiva de imprensa. Ele atribuiu a demora ao percurso administrativo público e à burocracia interna.

Inicialmente, o programa vai atender 400 mil alunos com renda mensal familiar por pessoa até 0,5 salário mínimo (R$ 522,50), em duas modalidades. Para aqueles que já têm pacote de dados móveis, será oferecido bônus. Para os que não têm, serão entregues chips com pacotes de dados.

A instituição de ensino ficará encarregada de entregar as informações dos estudantes para as operadoras. Segundo o MEC, o programa vai entrar em vigência em agosto para estudantes das 25 universidades e 15 institutos federais que já retomaram o ensino de forma remota. As demais vão receber o benefício conforme retomarem as aulas a distância.

Os planos vão de 5 GB a 40 GB, capacidades com base em uma média mensal de uso de 20 GB, considerada pelo ministério e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) na elaboração do programa. Com orçamento de R$ 24 milhões, o benefício vai se estender até 31 de dezembro, duração do estado de calamidade pública decretado pela Câmara dos Deputados. Segundo a Pasta, a continuidade pode ser revista, a depender da evolução da pandemia.

Alunos que não residirem nos municípios em que existem campus das instituições federais deverão ser avaliados caso a caso. "Onde nenhuma das operadoras (envolvidas no programa) atender, a universidade vai tratar de forma específica", disse o secretário de Educação Superior do MEC, Wagner Vilas Boas de Souza.

Por meio de programa suplementar, as universidades podem atender com recursos próprios alunos com renda familiar per capita mensal de 0,5 até 1,5 salário mínimo

(R$ 1.567,50) - perfil considerado de vulnerabilidade social. São 900 mil alunos na rede federal que correspondem a esse intervalo de renda. De acordo com o diretor-geral da RNP, Nelson Simões, esse programa lança as bases para inclusão de banda larga também nos domicílios dos alunos, facilitando a implementação de um modelo que mescle educação a distância e presencial no futuro.

No dia 4, o MEC publicou portaria que autoriza as instituições federais de educação profissional técnica de ensino médio a suspenderem as aulas presenciais ou substituí-las por aulas a distância até 31 de dezembro, por causa da Covid-19.

Fonte:Mogi News