quarta-feira, 30 de outubro de 2019

PEDIDO: Câmara de Mogi quer agendar encontro com Doria para discutir instalação de pedágio na Mogi-Dutra

18 horas atrás3 min. - Tempo de leitura
Silvia Chimello

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LOCAL No projeto anunciado pela Artesp, será instalada uma praça de pedágio no km 45 da rodovia Mogi-Dutra, que já sofre rejeição. (Foto: arquivo)
A Câmara de Mogi das Cruzes cobra medidas mais efetivas dos deputados estaduais do Alto Tietê contra a instalação de praças de pedágio no Km 45 da Rodovia Mogi Dutra, obra prevista no programa de concessão do lote de Rodovias do Litoral Paulista, apresentada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), durante audiência pública realizada em Mogi das Cruzes na semana passada. Os vereadores utilizaram o plenário durante a sessão de ontem para solicitar que as lideranças regionais agendem uma audiência para tratar desse assunto com o próprio governador do Estado, João Doria (PSDB).

Um dos que se manifestou foi o vereador Mauro Araújo (MDB), que a exemplo dos colegas, vem movimentando as redes sociais para fortalecer a campanha “Pedágio Não”. Ele pede mais comprometimento das lideranças regionais com a causa. “Precisamos definir os próximos passos que serão tomados contra essa medida. Sabemos que essa será uma luta difícil, mas duvido que o governador vai se recursar a atender esse pedido diante de todas as manifestações”, observou.

Além da instalação do pedágio no Km 45 da estrada, uma medida que está provocando revolta entre os moradores que residem em condomínios e bairros próximos à Serra do Itapeti – os vereadores querem informações mais detalhadas do Estado e a própria Prefeitura sobre o programa de obras que a Artesp anunciou para o município, entre elas a construção de um novo viaduto na Avenida Japão, entre outras intervenções na via que faz a ligação das rodovias Mogi Dutra e Mogi Bertioga.

O programa de instalação de pedágios e investimentos previstos no plano concessão na etapa de consulta pública, no site da Agência ( www.artesp.sp.gov.br ) por 30 dias para encaminhar sugestões sobre o projeto.

Desvio de Recursos

Após a sessão ordinária desta terça-feira, os vereadores se reuniram para instalação da Comissão Especial de Vereadores (CEV) que vai acompanhar apuração das denúncias contra o servidor José Luiz Juriori Filho do desvio de verba por um servidor de mais de R$ 1 milhão da folha de pagamento dos funcionários públicos . Ela será presidida pelo vereador Mauro Araújo (MDB), tendo como relator Caio Cunha (PV) e Carlos Evaristo (PSD) como membro.

Outra novidade ontem foi a posse do suplente de vereador Mauro Mitsuro Yokoyama, o Mauro do Salão,no lugar do vaga do presidente da Casa, Sadaõ Sakai (PL), que pediu licença sem remuneração de hoje até o dia 4 de outubro. Ele está em viagem à Turquia com a esposa para comemorar aniversário de casamento.

Fonte:O Diário de Mogi

SITUAÇÃO: Santa Casa de Mogi das Cruzes recorre contra devolução de R$1,5 milhão ao Estado

9 horas atrás3 min. - Tempo de leitura
Silvia Chimello

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TUDO LEGAL Direção do hospital diz que a atuação de médicos não teve conflito de horários. (Foto: arquivo)
A Santa Casa de Mogi das Cruzes entrou com recurso na Justiça para não ter de ressarcir R$ 1,5 milhão à Secretaria de Estado da Saúde, refente aos salários pagos a médicos contratados pelo governo que também estavam prestando serviço a uma empresa terceirizada que administra a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. A instituição garante que tudo foi feito de forma legal e pede a ajuda política.

O diretor operacional da Santa Casa, Mário Calderaro, demonstra inconformismo com essa decisão do governo, baseada na prestação de serviços do Programa Pró Santa Casa realizada no ano de 2015. O Estado exigiu a devolução em 10 dias, a partir do dia 17. O prazo venceu ontem, mas a instituição está recorrendo.

Ele observa que essa é uma prática comum nessa área, até porque os serviços foram prestados por esses médicos sem conflito com horário, a exemplo do que acontece em vários outros hospitais, onde os mesmos profissionais contratados pelo Estado prestam serviços a organizações sociais que atuam em unidades como o Luzia de Pinho Melo e o próprio Hospital Municipal.

“É absurda essa cobrança visto que o serviço já foi devidamente prestado na época mencionada. O motivo alegado pela Secretaria de Saúde é de que a empresa que presta serviço no Setor de UTI Neonatal possui em seu quadro societário, médicos que têm vínculo empregatício com o Estado, porém a prestação de serviço destes profissionais são exclusivos na Santa Casa com horários não conflitantes em nenhum momento”, justifica.

Na opinião do diretor, em vez de pedir devolução de valores, o governo – que segue uma determinação do Tribunal de Contas do Estado – deveria sim ajudar mais a instituição. “O recurso do programa Pró-Santa Casa destina-se exclusivamente a parte do pagamento de equipe médica e material e medicamento utilizados na UTI Neonatal, sem cobrir os valores excedentes pelos quais a Santa Casa é obrigada a arcar com recursos próprios toda vez que o número de atendimentos é maior que nossa capacidade operacional”, reforça.

Calderaro conta ainda que a direção da entidade já entrou em contato com os deputados do Alto Tietê para pedir que intervenham nessa questão, lembrando ainda que essas contas são relativas a 2015, mas o programa de trabalho continua sendo executado. “Se for cobrada a devolução de últimos anos, esses valores podem ultrapassar os R$ 8 milhões. Se tivermos que devolver tudo isso vamos ter que fechar as portas. Não temos como pagar isso”, reforça.

O assunto foi discutido ontem na Câmara Municipal. Parlamentares pretendem convidar a direção da Santa Casa e representantes da Secretaria Municipal de Saúde para tratar desse tema. Alguns chegaram cogitar a possibilidade de instituir uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) para fiscalizar as contas da instituição.

Fonte:O Diário de Mogi

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Prefeitura de Suzano e Crea-SP firmam convênio de cooperação técnica Principal objetivo é a troca de informações para garantir mais fiscalização e segurança às obras realizadas no município

Por de Suzano29 OUT 2019 - 21h43

Prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL), assinou na tarde desta terça-feira (29) um convênio de cooperação técnica com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP)
Foto: Mauricio Sordilli/Secop Suzano

 O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL), assinou na tarde desta terça-feira (29) um convênio de cooperação técnica com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP). A parceria tem como principal objetivo a troca de informações para garantir mais fiscalização e segurança às obras realizadas no município, além de auxiliar na capacitação e no respaldo técnico aos profissionais da área. 

Suzano é a primeira cidade da região a estabelecer essa proximidade com o Crea. O encontro, sediado noPaço Municipal, contou com a participação do secretário de Planejamento Urbano e Habitação, Elvis Vieira, e de representantes da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Suzano (AEAAS). De acordo com o chefe da pasta municipal, a ação amplia a força-tarefa de fiscalização no município. “Esta é uma colaboração que faz a diferença para atuarmos em fiscalizações e denúncias. Agora começamos a traçar um plano de trabalho para estipular o cronograma de atividades conjuntas”, disse.

O presidente do Crea, Vinicius Marchese, parabenizou o município pela assinatura do convênio e reforçou que a parceria é mais uma medida de segurança à população contra o mau exercício da profissão. “Se todo prefeito tivesse essa sensibilidade de aproximação, tenho certeza de que teríamos muito mais tranquilidade. O Crea segue com experiência em todo o Estado e está à disposição de Suzano em qualquer necessidade. Espero que a cidade seja exemplo à região”, afirmou. 

Já o prefeito destacou os avanços no planejamento urbano da cidade. “Assumimos um município que não tinha nem Plano Diretor, passando todas as necessidades de revisão. Em dois anos alcançamos muitas coisas, que não são obras a olho nu, mas que são de extrema importância enquanto projetos e manejos para sanar dívidas do passado, a exemplo também da Lei de Uso, Ocupação e Parcelamento do Solo (Luops) e do nosso Plano de Mobilidade Urbana”, pontuou.

O chefe do Executivo suzanense finalizou agradecendo e ressaltando a importância da parceria para o município. “A prefeitura não trabalha sozinha. Agora o Crea também faz parte desta corrida. Fico muito feliz de estar somando com este grupo”.    

Ainda estiveram presentes os presidente e vice-presidente da AEAAS, Roberto Saito e Jane Gama, o conselheiro do Crea Joni Matos Incheglu, o inspetor João Molina e demais representantes da categoria.

Fonte:Diário de Mogi

INFORMAÇÃO: Folclore Político (XCII) Como Melo se tornou prefeito

27 de outubro de 20194 min. - Tempo de leitura
Darwin Valente

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CAMPANHA A história de Padre Melo mostra que eleições, em alguns
casos, começam a ser vencidas, inicialmente, dentro de sua própria casa. (Foto: arquivo)
Livro relata bastidores da chegada do ex-padre à Prefeitura de Mogi

O livro “Desafios e Escolhas de Uma Liderança – a vida profissional do ex-reitor da USP e da UMC, escrito a quatro mãos por Roberto Leal Lobo e sua mulher, Maria Beatriz Lobo, mostra como a história da UMC sempre esteve, de alguma forma, relacionada com a vida política da cidade. A autora revela detalhes de uma viagem de avião feita por ela e Melo, no início dos anos 90, onde ambos discutem crise instalada na instituição de ensino mogiana, que começava a enfrentar a concorrência das faculdades recém-abertas na Capital e Zona Leste, reduzindo os alunos e vestibulandos da UMC, até então reinando quase absoluta na região. Diante de um quadro pouco alentador, Padre Melo, que estava no Ceará, decide voltar para Mogi e assumir as rédeas da escola, deixada em mãos de pessoas de sua absoluta confiança, mas incapazes de reverter o quadro que lhe era desfavorável. Melo, revela Beatriz, tinha outros planos, além de cuidar da UMC. E o mais ousado deles era se tornar prefeito de Mogi, como primeiro passo para chegar ao Senado ou ao Palácio dos Bandeirantes. A decisão dividiu a família, já que a UMC sempre “sofreu em razão dos pedidos políticos e das campanhas eleitorais para deputado”. Uma eleição local poderia inviabilizar a instituição, relata a autora. A reação contrária mais forte veio da esposa, Maria Coeli Bezerra de Melo, que teria ameaçado “pedir o divórcio”, caso o marido insistisse na ideia da candidatura. A filha Regina, sempre apegada ao pai, era totalmente favorável à candidatura. Depois de muito debate em família, a matriarca Maria Coeli concordou em voltar para Mogi – onde Regina já se encontrava, estudando Jornalismo –, desde que Melo se candidatasse a vice e não a prefeito. Melo foi o vice de Chico Nogueira e, juntos, venceram o pleito municipal, com a denominada “Dobradinha da Esperança”. O destino, no entanto, mudou tudo. No segundo ano do mandato, Chico sofreu um infarto e veio a falecer, no início de uma viagem de avião para Brasília. Melo tornou-se prefeito e governou Mogi até o fim do mandato.O divórcio não aconteceu; pelo contrário, Maria Coeli cumpriu à risca suas funções de primeira dama e presidente do Fundo Social.

Na foto – 1

A última grande enchente do rio Tietê deixou o Mogilar e adjacências debaixo d’água por pelo menos uma semana, fazendo com desabrigados fossem levados para o antigo CIP, que hoje abriga o Pró-Híper. Melo era prefeito e, num final de tarde, a primeira dama, Maria Coeli, foi cumprir agenda de visita às crianças que lá estavam.

Na foto -2

Sempre elegantemente trajada e perfumada, Maria Coeli só não contava com a sugestão de um jornalista para que se sentasse no chão, para uma foto ao lado da garotada, que assistia televisão num aparelho improvisado no canto do salão, em meio a um amontoado de cobertores e colchões. Um tanto sem jeito, ela topou o desafio. E a foto foi feita e publicada.

Melhor de longe

O comentarista da Rádio Bandeirantes, Claudio Humberto, excelente contador de causos, é autor dos dois próximos: Jânio Quadros só perdeu no Maranhão, na disputa presidencial de 1960, com Henrique Teixeira Lott, graças ao apoio que o pesadíssimo marechal recebeu do cacique Vitorino Freire. Um pouco antes da eleição, um repórter perguntou a Vitorino: “Há perigo de o Jânio ganhar no Maranhão?” Ele não precisou pensar muito para responder, convicto: “Perigo existe. Basta que o Lott volte duas vezes ao Maranhão.” Não voltou e venceu.

Terra boa

Pós-graduado em política e dificuldades, ainda assim o saudoso deputado pernambucano Thales Ramalho tinha muito a aprender. Em campanha para novo mandato, ele viu que a seca tornara desoladora a paisagem Serra Talhada, em seu Estado. Puxou conversa com um agricultor: “A terra está ruim, não é, meu amigo?” Ele contou depois que a resposta do homem representou a lição do dia: “A terra até que tá boa, dotô. O céu é que não está prestando…”

Tem alguma boa história do folclore político da região para contar? Então envie para:

darwin@odiariodemogi.com.br

Fonte:O Diário de Mogi